Amanhã é dia de São João, que junto com Santo Antonio e São Pedro compõe a trindade homenageada pelas festas juninas.
Para entrarmos no clima, conto a receita do arroz doce mais chic que conheço, sobremesa típica do cardápio de arraial que a sofisticação francesa deu seu toque de classe, unindo-o à uma compota de morango: de comer rezando!
INGREDIENTES PARA O ARROZ DOCE:
(Para 6 pessoas)
3 xícaras de medida ou 300 gramas de arroz de grão curto;
600 ml de leite;
1 fava de baunilha, partida ao comprido;
2 colheres de sopa de açúcar granulado;
150 ml de creme de leite fresco
PREPARO:
-Coloque o arroz num coador e lave-o muito bem até a água sair completamente limpa. Deixe-o escorrer bem;
– Ponha o leite nema panela média, acrescente a fava de baunilha e o arroz lavado. Leve ao fogo até ferver;
– Reduza o fogo e deixe o arroz cozinhar lentamente, mexendo frequentemente, durante cerca de 30 minutos ou até o arroz estar macio e cremoso;
– Adicione o açúcar, mexa e transfira a mistura para uma tijela grande;
– Retire a fava de baunilha, cubra a superfície com plástico aderente e deixe esfriar;
– Numa outra tigela bata o creme de leite ligeiramente;
– Quando o doce estiver frio, misture vagarosamente o creme de leite batido.
– Sirva com uma compota de morangos.
INGREDIENTE PARA A COMPOTA DE MORANGO:
-2 caixas de morangos grandes e bem lavados;
– 2 xícaras de açúcar light União;
-3 xícaras de água mineral sem gás, para a calda de açúcar;
-1 xícara de água mineral sem gás, para o morango.
PREPARO:
-Fazer uma calda com o açúcar e a água, até chegar no ponto de fio, reservar;
-Bater no liquidificador 1 xícara de água e seis morangos;
-Juntar o morango batido com a calda em ponto de fio que estava reservada. Deixar ferver por 5 minutos, retirando a espuma que fica por cima.
-Junte os morangos restantes e ferva por dois minutos.
Está pronta: agora é só morrer de comer e, depois, correr pra Proforma! BN
Esta é uma corruptela da versão original, para os puristas que querem os morangos, ao vivo e a cores: Basta toda calda com eles batidos!
Nosso querido consultor de gastronomia/enologia e querido amigo Ronaldo Vilela!
O queridíssima Ronaldo Vilela volta ao BLOG para nos presentear com mais um texto sobre o perfeito casamento de comida com bebida. Curtam! BN
Ronaldo Vilela: Eu poderia chamar esta contribuição ao 40 Forever de “pérolas” da harmonização de comida e vinho, mas essa palavra pode ser interpretada em sentidos opostos – de valorização ou depreciação. Achei melhor, então, “spot no post”.
Pretendo nesta série – digamos assim – fazer algumas observações sobre práticas relacionadas com harmonização de comida e vinho que se tornam habituais, embora inadequadas. O próximo será o “Spot 2 no post” e, provavelmente, falarei sobre o vinho do Porto, na mesma linha do que pretendo abordar quanto ao “bolo de noiva”, abaixo.
BOLO DE NOIVA E ESPUMANTE
Quando digo bolo de noiva, ou mais apropriadamente bolo de casamento, refiro-me também àquele bolo servido em qualquer tipo de festa, geralmente no final. Fiquemos, entretanto, com a festa de casamento.
Nessa festa, normalmente, são servidas bebidas alcoólicas logo no início, junto com canapés. Dentre essas bebidas, destaca-se sempre o espumante. Em algumas dessas festas é até servido o conhecido espumante francês – o champagne! –, embora isso possa ser, na maioria das vezes, inadequado. Sim, porque depois de duas taças as pessoas não estão mais prestando atenção no que bebem; a conversa com os demais convidados passa a ser mais interessante do que apreciar a bebida. Isso é absolutamente compreensível! E um espumante de qualidade superior desempenha perfeitamente esse papel.
Nessa fase inicial da festa, de modo geral, o espumante servido é o do tipo brut. Mais adiante, vamos dar uma ideia dos mais usuais tipos de espumantes hoje disponíveis no mercado brasileiro no que diz respeito ao seu teor de açúcar.
E é exatamente neste aspecto – teor de açúcar do espumante – que reside o propósito deste spot. Por quê? Porque, em determinado momento da confraternização, o “bolo dos noivos”, já casados, é partido. Aí, nessa hora, é que a organização da festa mostra que não fez o dever de casa. Raciocinem comigo: esse bolo é doce! E qual é o espumante, normalmente, servido com o bolo? O mesmo do início da festa, o brut, que tem um teor de açúcar mínimo, imperceptível! Ora, se o bolo é doce o espumante tem de ser outro que não o brut! Caso contrário, os dois – bolo e espumante, em contraste com os noivos – já casados! –, não farão um bom casamento! Imaginem se o espumante servido nesse momento é um champagne! Hoje qualquer Veuve Cliquot da vida custa em torno de R$ 200,00! Todo aquele sabor do espumante que a maioria das pessoas aprecia vai literalmente goela abaixo! O açúcar do bolo é muito superior ao do espumante brut – que é, como disse, imperceptível. Enfim, qual é a solução? Mudar o tipo do espumante! Servir um demi-sec, que tem um teor de açúcar bem mais elevado do que o brut. Ainda assim, poderá não ser aquela maravilha dos mundos, mas a troca resulta em considerável melhoria no paladar e o custo do serviço não fica excessivamente onerado.
Resumo: brut no início, demi-sec na hora do bolo! Isso se os donos da festa quiserem servir um espumante com o bolo! Bem, poderão dizer: nessa altura do campeonato, ou melhor, da festa, ninguém está prestando atenção nesse detalhe! Eu argumentaria: pode valer a pena!
Cabe aqui um rápido comentário sobre a elaboração do espumante. Vamos continuar a nos ater apenas ao aspecto do seu teor de açúcar.
Depois que a segunda fermentação da bebida está completa, é hora de prepará-la para expedição. Nesse momento, ela recebe pequena quantidade de um líquido, composto de vinho e açúcar, chamado exatamente de “licor de expedição”, ou “xarope”. Levando em conta a classificação que se pretenda dar àquele espumante quanto ao seu teor de doçura, o licor de expedição receberá mais ou menos açúcar.
De acordo com a legislação brasileira, os espumantes podem ser classificados da seguinte maneira quanto ao seu teor de açúcar (ou glicose):
· Extrabrut – até 6 gramas de açúcar por litro;
· Brut – de 6 a 15 gramas;
· Seco (Sec) – de 15 a 20 gramas;
· Meio Seco/Meio Doce (Demi-Sec) – de de 20 a 60 gramas;
· Doce (doux) – acima de 60 gramas.
Há ainda o tipo Nature (ou também, na França, pas dosé, dosage zéro), que não teve adicionado o licor de expedição, mas pode apresentar teor de açúcar de até 3 gramas por litro, decorrente de efeito residual da fermentação. É um tipo de espumante muito interessante pela sua acidez mais pronunciada.
A legislação da região de Champagne – e de outros espumantes (Cava espanhol, Spumante italiano, Sekt alemão, Sparkling Wineamericano) – segue uma classificação similar, podendo variar, em cada tipo, o teor do açúcar. Esclareça-se que o Prosecco é um espumante italiano, da região do Vêneto, cuja uva de que é elaborado teve sua denominação original ressuscitada recentemente: glera – em lugar de prosecco.
No mercado brasileiro, são ofertados espumantes, predominantemente, dos tipos Nature, Brut e Demi-Sec. Aliás, ao pronunciarmosbrut não é necessário fazer o biquinho do francês quando diz “brit”. Se eles podem afrancesar várias palavras, abrasileiremos a pronúncia para brut mesmo – com som de “u”.
Enfim, por causa do bolo de casamento e espumante, acabamos por falar sobre tudo isso acima! Ah, detalhe: bolo também é comida!
Não nos esqueçamos também de que o espumante tem uma ampla possibilidade de harmonização com comida. Disso poderemos falar em próxima oportunidade. Diz-se, inclusive, que em caso de dúvida – que vinho combinar com tal comida – socorra-se do espumante, mas… com cuidado! Os produtores da região de Champagne chegam a propor um cardápio inteiro, da entrada à sobremesa, tendo como vinho somente o champagne. Mas aí já entra o marketing dos produtores! Nesse caso, iria variar o tipo de champagne ao longo da refeição, bem como se é branco ou rosé.
Até o próximo “spot no post” em “Uma comida… um vinho”. Ronaldo M. Vilela
Este lindo bolo de noiva ++ um espumante incrível = casamento perfeito!
(Música para entrar no clima do post! Clique acima!)
Fomos almoçar, as 40 Forever, no “ENTRETAPAS”, restaurante espanhol de tapas pra lá de estrelado de tão bom que é, como seus afins estreladíssimos espanhóis, só que situado no Rio de Janeiro, bem mais perto e acessível!
As Tapas são democráticas e se tornaram uma maneira de se relacionar na Espanha, todos provam um pouco de tudo.
Bebel, Maria Pia e Ana Cecilia
A comida é DIVINA, o décor aconchegante, o serviço de primeira, e os preços convidativos; será que existe mesmo? Sí, todavía sí!
Fizemos um tour gastronômico pelo melhor da culinária espanhola ( receita maravilhosa no fim do post!), com cavas e vinhos espetaculares, culminando em mini churros de comer de joelhos com doce de leite ou com chocolate com pimenta…Vocês nem imaginam como ainda estou sonhando com eles! Fora tudo que provamos, querem ver?
AC
Para começar um drink super inspirador, dando as boas vindas:
Carmen: Jerez Amontillado com cointreau, cava rosado e grenadine… Divino! (R$ 18,00)
Em seguida:
Ajo Blanco: Sopa fria de amêndoas com leve toque de alho, vinagre de vinho e uvas brancas. (R$ 10,50)
Chistorra
Tradicional linguiça espanhola com tempero de páprika levemente picante, servida com pão da casa…Perdição total!!! (R$ 19,50, porção de 4)
Croquetas de Jamon Serrano, derrete na boca… ( R$ 21,50, porção de 4)
Habitas con jamón: Favas no azeite e jamón serrano espanhol. (R$ 23,50)
Paella com arroz espanhol, açafrão, lula, mexilhão, polvo e camarão. (R$ 79,00)
A Cava Don Román, espetacular!
O super Chef Jan Santos, mineiro que está pronto pra competir com Ferran Adrià na mesma categoria: top!
E pra finalizar, a perdição total que te tira do rumo de casa:
Mini CHURROS, com doce de leite ou com chocolate com pimenta
Torta Santiago, reparem no detalhe!
AQUELES QUE FOREM NO ENTRETAPAS ENTRE 18 E 24 DE JUNHO ( DURANTE A SEMANA PARA JANTAR, E NO FIM DE SEMANA ALMOÇO E JANTAR- PAELLA!), E DISSEREM QUE VIRAM O POST NO 40 FOREVER, GANHARÃO UM “WELCOME DRINK” POR CONTA DA CASA!
ENTRETAPAS
Rua Conde de Irajá 115, Humaitá
21-25370673
Jantar de segunda a domingo a partir de 19 hs
Sábado e domingo: Almoço e jantar a partir das 13 hs
RECEITA DAS CROQUETAS do Entretapas nos passada pelo chef:
Sobre as croquetas espanholas:
A criação das croquetas veio da sabedoria popular de se reaproveitar a comida em casa. Hoje existem diversas versões das croquetas, mas as que encontramos nos lugares mais tradicionais de tapas são crocantes por fora e “molinhas” por dentro, pois são preparadas com bechamel no qual é agregado o ingrediente escolhido: carne, frango, peixe e até legumes.
As Croquetas de Jamón, preparadas com o produto embaixador da gastronomia espanhola, o jamón, ocupam um lugar protagonista nas tapas espanholas…
No bar e restaurante Entretapas também podemos encontrar croquetas de bacalhau, mexilhão, cogumelos ou de chorizo espanhol (embutido de carne suína com paprika picante).
Croquetas de jamon
Rendimento:
36 Porções
Ingredientes:
Presunto fatiado: 400 gr
farinha de trigo: 150 ml
manteiga: 150 gr
cebola: 2 Unidade
leite: 1 litro
folhas de louro: 2 Unidade
pimeta: 4 voltas
sal: 1 colher de cha rasa
ovos batidos: 4
farinha de rosca: 200 gr
Preparação:
Cortamos a cebola e o presunto em pedaços bem pequenos (o jamon um pouco maior) e deixamos separado para usar em outro momento.Colocamos o leite para fever com 1 cebola cortada e as folhas de louro. Em uma outra panela colocamos a manteiga, levamos ao fogo e acrescentamos o presunto e refogamos por 5 minutos, juntamos a cebola, refogamos até que esteja transparente e mole, neste momento, acrecentamos a farinha, e vamos mexendo até a farinha ficar com uma cor dourada! (cuidado para não queimar a farinha). Acrecentar o leite coado e quente, mexendo sempre para não formar caroços. Mexer por uns 15 minutos, estender a massa em uma forma e cobrir com papel filme, e deixar esfriar. Dividimos a massa em pedaços de 40 gramas, passamos na farinha de trigo, depois passamos no ovo e na farinha de rosca.
Esquentamos o óleo a uma temperatura de 175 a 180 graus e fritamos nossas croquetas até que estejam douradinhas. Conforme vamos fritando, vamos colocando nossas croquetas em um prato com papel absorvente, para retirar o excesso de óleo. E já esta pronta nossa croqueta.
Observação:
Em casa como geralmente não se tem termômetro para saber se o óleo esta a menos ou mais de 180 graus, existe um truque:
Pegamos um pedaço da massa de croqueta e colocamos na panela com óleo quente, se a massa ficar no fundo e não subir é porque a temperatura esta inferior a que necessitamos. Se subir muito rápido é porque esta superior a 180 graus, e se subir devagar, estará então na temperatura desejada.
Nas minhas compras de mercado desta semana, amei ver no Hortifruti, esta chiquérrima barraca pontificando e repleta de produtos típicos ou usáveis nas charmosas festas juninas.
A gente corre tanto, que eu nem tinha me dado conta que a época de comemorarmos São João não só já tinha chegado como já está em sua plenitude. Tratei de me atracar com várias das delícias deste cardápio típico e que, pro meu gosto, deveriam valer para o ano todo, ou você conhece alguém que resiste a uma paçoca fresquinha ou um pé de moleque crocantérrimo?
Não contente, aproveitei este achado e fiz uma cesta, como as de natal, recheada com algumas das maravilhas que encontrei na barraca e mandei de presente: abafei. Quer ver o que tinha dentro? Vai ficar com água na boca!
Antes que vocês reclamem ,e antecipo: já sei que tudo acima é caloria pura. Mas não é por conta disto que vamos direto na aula do César Parcias ou Ivan Moreira, na Proforma? Malhou voltou tudo pro lugar… BN
Canjica: AMO... ela não pode faltar no menu caipira!Tapioca é dos ingredientes mais versáteis pois vai do salgado num piscar de olhos!Pus este fubá faz um angú de comer rezando ou uma polenta mara, para os internacionais!
AGORA VEM A TURMA DA PESADA!
Quadradinhos de doce de leite...Dois tipos de goiabada: esta que parece de Itú!E esta pra comer de colher...Eis o rei da roça, sua majestade o pé-de-moleque! E este é sugarless...MP pensei em você quando coloquei este suculentos quindins!E pensei em mim mesma quando acrescentei estas maravilhosas queijadinhas: LOUVO!Pensou que eu tinha esquecido dela? Impossível, como paçoca o ano todo. Repararam que é sem adição de açúcar?!
PRA TERMINAR EM GRANDE ESTILO, COLOQUEI UMA SEQUÊNCIA DE DOCES CAIPIRAS INENARRÁVEIS…
O pé-de-moça, repara que a receita é a original! PDC...MP olha vc aí de novo: cocada+maracujá... uauuu!!!!Termino fazendo uma pequena homenagem a mim mesma e mostrando meu bem amado doce de abóbora! Tudo de bom...