Entrevista: Andrea Gouvêa Vieira

Andrea Gouvêa Vieira é pré-candidata à Prefeitura do Rio de Janeiro.
Vereadora pelo PSDB, super atuante e presente no dia a dia dos cariocas, ela responde ao nosso blog!

AC: Como você avalia a administração do Prefeito Eduardo Paes?

AGV: Vou separar a avaliação em duas:
Para a pessoa do prefeito, dou uma nota boa, acima de 7 – trabalhador, sempre presente, animado, corajoso.
Para o governo uma nota ruim, abaixo de 4 – falta planejamento, falta prioridade(ou tudo é prioridade), inauguram-se idéias e as coisas não vão adiante, mas ninguém fica sabendo.

AC: Sendo eleita, quais serão seus focos principais?

AGV: Fazer um governo ouvindo a população, suas demandas bairro a bairro. Temos projetos ambiciosos, importantes, que devem ter continuidade, mas o dia a dia do cidadão não melhora. É como se o farol estivesse sempre alto, e os buracos à frente jamais iluminados com o farol baixo. Precisamos emancipar o cidadão, colocar o servidor público a serviço do cidadão, fazer a prefeitura funcionar para fora, ao invés de servir a si própria.O prefeito não pode ser um sabe tudo, porque ninguém é. Precisa ouvir.
Na questão temática : Educação, Educação,Educação. Temos recursos de 500 milhões que há 11 anos não entram na educação, embora estejam carimbados para a Educação.
Com esses recursos, em 10 anos, a gente tem tempo integral, de creche a 9 série, em toda a rede pública. É possível, na ponta do lápis.

AC: Você  vê possibilidade de uma ação do Estado de forma pacífica, sem confrontos, na comunidade da Rocinha? A comunidade deseja uma UPP na sua opinião?

AGV: Vejo sim. A Rocinha quer viver em paz, mas a população precisa de garantia de que vai trabalhar e quando voltar encontrará sua casa protegida, seus filhos em segurança. Creio que acontecerá lá da mesma forma que aconteceu nas outras comunidades que receberam UPP.

AC:  Você concorda com a tese que uma administração verticalizada, Governo Federal, Governo Estadual, Governo Municipal, alinhados, favorece a população? Se sim, qual o argumento pra defender a sua candidatura?

AGV: Acho que essa verticalidade é uma falsa necessidade. O Rio sofreu décadas, não porque tinha governos desalinhados do ponto de vista partidário. Sofreu porque cincidentemente teve um casal governador/ra e um prefeito por 16 anos cujas personalidades e forma de governar exigiam o conflito, entre eles e deles com o Governo Federal. Veja São Paulo, nunca foi alinhada e nem por isso foi prejudicada. A mesma coisa Minas Gerais.
Esse discurso de alinhamento é tão perigoso que põe em risco a democracia. Agora é Governos Unidos Jamais Serão Vencidos. Já estamos observando uma versão disso mais grave: Poderes Unidos Jamais Serão Vencidos: Legislativo como mero apêndice do Executivo e a Justiça blindando o Executivo. Se isso se cristalizar, será a desgraça da sociedade democrática, que exige pesos e contrapesos.
No caso do Rio, há um discurso de que se o atual prefeito não for reeleito haverá risco para a Copa e as Olimp[iadas. Totalmente falso.É possível realizar de maneira muito mais transparente tudo o que está previsto.

AC: Que nota você dá para o Governo da Presidente Dilma? Por que?

AGV: Um Governo que em oito meses já perdeu quatro ministros por suspeitas de corrupção, está para perder outros, mostra uma presidente que escolhe mal seus auxiliares. A faxina , que obviamente devemos todos apoiar, não reduz a responsabilidade da presidente pelas péssimas escolhas.É motivo de preocupação.
Até agora foi isso que apareceu. A competência e eficiência de gestora propagadas na campanha ainda não estão demonstradas.

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Existe um lugar…

Existem lugares na vida que gostamos pra sempre, como é o caso do meu xodó por um restaurante escondido no litoral carioca.
Por ser “off Broadway”, não é um lugar que vamos sempre. Mesmo  assim me intriga como, até hoje, desço aquela rampa deslumbrada, como na primeira vez!
É o Bira, na Pedra de Guaratiba.

Pra maioria de vocês, este assunto deve ser pra lá de requentado. Mas escrevo na esperança de achar um distraído leitor e poder iniciá-lo, como fiz recentemente com uma família de amigos sofisticadíssimos, que nunca tinham ouvido falar.

Ele fica estalado (como um ovo) no meio da deslumbrante Restinga de Marambaia, com suas varandas debruçadas sobre o manguezal. Que coisa linda!
A comida é caseira e deliciosa, menu brasileiro, arroz soltinho, bobós, peixadas, jaba com jerimum, compotas de nossas frutas e tudo que adoraríamos comer na rua, mas só conseguimos faze-lo em nossas  casas.

Peraí! Ia me esquecendo do melhor: Os pastéis divinos acompanhados da melhor caipirinha do pedaço! E aí eu incluo toda a orla!
Vale a pena largar a preguiça em casa no primeiro dia de sol, chovendo perde muito, e ir pro Bira ser feliz!

BN

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Escuta só!

O Rio tem dessas coisas!

Passo na Capricciosa para um jantar  dominical e sento ao acaso. Olha pro lado, Valentino! Olho pro outro, Claudia Gimenez num papo animadíssimo com a Roberta Sudbrak, olho pr’atrás, Chico Buarque…
Dias depois, entro na lojinha da Proforma do Leblon (Cobal) e reparo a linda menina que faz um enxoval. Reconheço Charlotte Casiraghi se preparando pra malhar com Cesar Parcias. Sim ele, sempre ele!

Ok! Mas alucinação mesmo foi me deparar com uma miragem do Bill Clinton e Anthony Hopkins andando, displicentes, pela calçada de Copacabana. À noite, no JN, confirmei que ainda não estou louca!
Em qualquer lugar do mundo, as “celebs” zanzam com cara e aparato de famoso. Só aqui é que passam desapercebidas, confusas na paisagem.

Isto tudo pra contar que fim de semana retrasado, recebo um torpedo de meu amigo e professor Rafael Fonseca me convidando pra algo que minha falta de óculos transformou num “blind date”.
Seguimos pro Instituto Moreira Salles, que só isso já é um programaço!
Eis que surge em minha frente  Alex Ross, o very cool e very tudo crítico de música da revista New Yorker, lançando ali seu novo livro, numa tarde chuvosa de sábado. E como quem não quer nada, evidente, lembra que estamos no Rio!
Para tanto, fez uma palestra mara sobre, “A evolução da chacona até o blues, e a arte da melancolia” que apesar do título mala, foi super interessante, totalmente compreensível e despretensiosa, como seu autor.

Ah! O que é chacona? Aprendi com ele: É uma dança espanhola, rodopiante e mega sensual, que hipnotizava a todos que a vissem! Fiquei até afim de aprendê-la, vai que não é papo?!

Você que não deu esta sorte, ainda está em tempo! Compra o livro “Escuta só”, Alex Ross, Cia. das Letras (que é a porta para se entrar, com simplicidade, no mítico mundo da música clássica), leia o segundo capítulo e bingo! Você (quase) esteve lá!

BN

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