Roteiro

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UM FIM DE SEMANA EM GRANADA

Vista de Granada

Convidei hoje neste dia tão especial que é o dia das mães,  Carolina Neumann Pinheiro para ser blogueira por uma dia, ela vai  contar para nosso blog, um maravilhoso fim de semana que ela passou em Granada. Este roteiro também poderia ser uma ótima sugestão de presente para sua Mãe, é um programa imperdível!

Carolina tem 21 anos é figurinista e diretora de arte. Mora em Buenos Aires desde 2008 e estuda na Universidade del Cine. Seu hobbie é viajar pelo mundo.

Antes de conhecer Granada, pensei que não existia nada romanticamente comparado a Paris, Praga, Veneza e São Petersburgo. Me equivoquei. Desde então, não há um dia sequer, que minha memória sensorial não se perca por Granada.

Lembro sempre da frase do escritor Paul Bowles, em seu livro “O Céu que nos Protege”, no filme homônimo imortalizado pelos planos elegantes de Bertolucci: “O turista sabe exatamente quando será, e até anseia o dia de sua volta, o viajante nem sabe se voltará um dia”. E é sempre com esta frase em mente que me deixo levar pelos prazeres desconhecidos das minhas viagens. Misteriosamente, ao longo da minha vida, sempre me senti atraída por Granada, e como a vida costuma reservar grandes surpresas, quando conheci meu namorado, Diego, aqui em Buenos Aires, descobri que ele tinha descendência direta andaluza. E mais impressionante ainda, granadina. Pronto, era isso o que faltava. Agora que o destino parecia conspirar ao meu favor, era só arrumar as malas. E foi o que fizemos em janeiro, temporada perfeita para estar na Espanha, com seu inverno ameno, ensolarado. Mas antes de seguir os passos dos viajantes dos séculos passados é obrigatório conhecer um pouco da historia dessa joia que a Espanha tão bem preserva e que é, sem duvida, um dos segredos mais bem guardados da Europa.

Jardins generalife.

Que a Andaluzia é conhecida pela sua influência árabe, sabemos todos. E é justamente essa mistura, entre Oriente-Médio e Europa, que faz dessa região um lugar tão mágico. Cidades como Sevilha, Cádiz, Córdoba nos brindam essa beleza exótica. Mas é em Granada, onde toda essa beleza imponente ganha esplendor. Granada parece que parou no tempo, ao contrario destas outras cidades andaluzas que, apesar de conservarem lindos monumentos, como mesquitas e praças no estilo árabe, sofreram fortemente com a influência dos estilos arquitetônicos posteriores. Em outras palavras e de forma mais direta: se tiverem que escolher a algum destino da Andaluzia, escolham, sem pensar, Granada.

Vista da Alhambra com a serra nevada ao fundo.

Granada, ou melhor, a Alhambra, como é conhecida a antiga cidade fortificada que é o principal cartão postal da cidade, foi uma das capitais do reino árabe por mais de 800 anos, até a tomada da cidade pelos reis Fernando II e Isabel a Católica. no século XV, que expulsaram a monarquia muçulmana, juntamente com os judeus e os ciganos, e implantaram o cristianismo. Com o passar dos séculos, a Alhambra e o antigo bairro Albaicín passou a ser habitada pela comunidade moura remanescente. Em 1808, Napoleão Bonaparte e seu exército, na tentativa de conquistar a Espanha, usou a Alhambra, já abandonada, como acampamento militar. Dai em diante, a Alhambra caiu quase no esquecimento chegando a ficar completamente em ruinas até meados dos século XX quando passou por um forte processo de restauração.

Porta típica de Granada , estilo mourisco.

Agora, como se não bastasse de historia, não se pode falar em Granada sem falar de literatura. Tamanha importância, decidi escrever um parágrafo a parte. Os amantes do Romanticismo certamente já ouviram falar de Granada pela poesia de Lord Byron, que, hipnotizado pela Alhambra em uma visita, escreveu um dos seus poemas mais famosos “O Cerco e a Conquista da Alhambra”, além de descrever a beleza da cidade em seu “Don Juan”, que fora ambientado na Andaluzia. Por outro lado, e quase no mesmo contexto histórico, temos a maior marca de Granada na literatura universal: o jovem diplomata e escritor americano Washington Irving, em 1829, visitou a Alhambra e ali decidiu viver e escrever seu “Contos da Alhambra” enquanto escutava, através dos antigos moradores mouros, as lendas e as historias que haviam passado naquele palácio. Para finalizar, a historia de Granada não estaria completa sem seu habitante mais ilustre, Federico Garcia Lorca, que escreveu numerosos poemas sobre sua terra natal. La, se pode visitar a casa de Garcia Lorca que esta no centro da cidade, um pouco afastado do centro histórico.

Museo Garcia Lorca.

Ir a Granada requer todo um preparo sensorial. Caso contrario, visitar um lugar com tanta historia com pouco ou nenhum conhecimento seria um verdadeiro desperdício. Então, recomendo, antes de mais nada, comprar uma edição do livro que citei acima, “Contos da Alhambra” de Washington Irving, que e fácil de encontrar em qualquer livraria grande, e rechear o iPod com Claude Debussy, que compôs a sinfonia “Noite na Alhambra”; Manuel de Falla, que escreveu o concerto “Noites em um Jardim de Espanha”; e por ultimo, Maurice Ravel que escreveu valsas coloridas inspiradas na Andaluzia. Dito isso, agora sim, posso começar com as recomendações:

HOSPEDAGEM:

Em Granada, existem vários hotéis devido a cidade viver praticamente do turismo. Mas como recomendou minha sogra, que nasceu, cresceu e brincou na Granada dos tempos em que a Alhambra ainda era abandonada e uma espécie de parque de diversões proibido para as crianças da cidade, para viver a verdadeira experiência de Granada no estilo mais autóctono deve-se buscar os hotéis no centro histórico, no antigo bairro árabe do Albaicín. E isso significa hospedar-se nos hotéis instalados nas tradicionais casas mouras do séculos XVI e XVII com seus pátios andaluzes. O verdadeiro segredo da hospedagem em Granada e conseguir um quarto com vista para a Alhambra, que de noite fica iluminada e nos faz querer ficar na janela por vários minutos sem piscar. As opções de hotéis nesse estilo são tantas, que, sinceramente, e difícil escolher uma. As mais elegantes são, sem duvida, o hotel “Casa del 1800”, o hotel “Carmen del Cobertizo” e o hotel “Santa Isabel La Real”.  Igualmente, existem opções um pouco mais acessíveis, mas sem duvida tão charmosas quanto, como o hotel “El Capitel Nazari” ou o hotel “Palacio de Santa Ines” (o que nos ficamos e fomos super bem recebidos e assessorados pelo simpaticíssimo recepcionista Pedro).

Pátio do hotel Casa del 1800.
Suite do hotel Palácio Santa Inês.

VISITA a ALHAMBRA:

Para a visita a Alhambra e aos jardins da Generalife, reserve todo um dia. Durma bem na noite anterior, leve um sapato confortável e tenha a câmera sempre acessível. O ideal seria tomar um café da manhã reforçado no hotel e subir caminhando ate a Alhambra. O trajeto dura em media 20 minutos a pé e na subida já ficamos fascinados com as fontes renascentistas. Uma vez passada a Torre da Justiça, a mítica entrada da Alhambra, sentimos que entramos em um set de filmagens das “Mil e Uma Noites”. Perca-se pelos jardins da Generalife, mas comece pelo Palacio Nazari. Conselho: fuja dos grupos turísticos. E um passeio para se fazer sozinho ou em um grupo reduzido, se não, toda a experiência mística de Granada se perderá. A entrada geral sai 20 euros. Terminada a tarde, na descida de volta a Albaicin, aproveite e compre todos os souvenirs que você ficou com a tentação de comprar no caminho de ida: azulejos e cerâmicas coloridas mouriscas, narguilés, cartões postais, xales bordados, etc. Faça uma pausa na Plaza Nueva para recuperar as energias do passeio aproveitando para saborear os doces típicos da região acompanhado de um café. Outra opção, para os que buscam uma experiência mais regional, e sentar-se em uma teteria, as casas de chá árabes, com suas mesinhas baixas de bronze e banquinhos de madeira, e pedir uma rodada de chá acompanhado de Narguilé.

SHOW DE FLAMENCO:

Uma vez em Granada, temos que assistir a um show de Flamenco. Todos os anos, a cidade e sede de um dos principais festivais do gênero. Tanto os músicos como os bailarinos da cidade são de primeiríssima qualidade. Ha varias opções de bons restaurantes que, além do show, oferecem jantar com gastronomia típica andaluza.

SPA & BANHOS ARABES:

Rua Albayzin.

A maior graça de estar em Granada e andar perdido pelas ruazinhas do Albaicin sem nenhum compromisso. E foi desse jeito que descobri o melhor programa para se fazer em Granada. Os banhos árabes. Depois que terminamos todo um dia passeando pela Alhambra, reservamos uma hora de massagem no famoso “Hammam-Al Andaluz”, antiga sauna do império mouro que estava em ruinas e que foi restaurada para transformar-se em museu mas que depois foi modificada para voltar a sua função original. Foi uma ótima opção para fugir do frio e recarregar as energias da nossa viagem. Antes de mais nada, e bom avisar aos que não estão acostumados, que sauna, na Europa, significa homens e mulheres juntos. E isso não significa falta de higiene e pudor, apesar dos preços serem acessíveis. Muito pelo contrario. Pessoas mais idosas, crianças, casais de todas as idades se reúnem ali para relaxar e cuidar do corpo num ambiente com muito respeito e limpeza. Então, não esqueçam de levar um biquíni na mala para essa finalidade. Toalhas e sandálias são entregues logo na entrada. Sauna úmida, sauna seca, piscinas frias e quentes…entre um ritual e outro, tome uma taça de chá de hortelã para reidratar, que esta disponível a vontade em jarras enormes de bronze, como manda a tradição da sauna árabe. Aos que gostam de massagem, podem escolher que tipo de óleo desejam. Minhas dicas: “Flor de Granada” ou “Sândalo”. Além da sensação de renovação, minha impressão, outra vez, foi a de que tinha voltado no tempo. Se existe mais um pecado capital e ir a Granada e não ir no Hammam-Al Andaluz. O ideal seria reservar um horário com algumas horas de antecedência. No site, existem varias promoções, de acordo com o dia da semana e o horário, vale a pena dar uma olhada antes.”

Spa hammam- al Andalus
* nota da escritora: minha experiência com SPAs e saunas é grande.  No verão, estive em Budapest, cidade das aguas termais, e tive a oportunidade de conhecer o SPA do Hotel Gellert. O único, na minha  opinião, que pode ser comparado com o Hammam de Granada.

Site do Hammam:
http://granada.hammamalandalus.com/inicio/ (em espanhol/inglês)

MP

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A MAGIA DE MIANMAR

Convidei minha queridissima amiga Andrea de Andrade Ramos para nos contar um pouco de suas andanças pelo Sudeste Asiático onde morou 7 anos. Ela morou na Malásia, na China e atualmente mora na Tailândia, onde está fazendo um incrível livro sobre fotografías, e mandou para nosso blog com uma SUPER exclusividade algumas páginas  de seu livro, que certamente será um sucesso :”Crônicas de viagem em cartões postais”.MP

O mapa abaixo é apenas para uma localizada !

” Mianmar é um país mágico e sedutor. Conhecido e admirado pelos europeus desde os tempos em que era colônia britânica, inspirou poetas e escritores como Somerset Maughan, George Orwell e Rudyard Kipling. E agora ganha as primeiras páginas dos jornais internacionais com as recentes eleições, o início de uma abertura politica até então impensável, onde o premio Nobel da Paz de 1991, Aung San Suu Kyi (pronuncia-se San Su Tchi, foto abaixo) surge como uma possível promessa para o futuro politico do país. O porque de tanto encantamento tem várias explicações. Há alguns meses atrás, sentada ao lado do recém chegado embaixador alemão, em um jantar de boas vindas na nossa embaixada, ouvi dele a seguinte frase: “Myanmar is sexy…”. Na verdade o que ele quis dizer e que Mianmar tem um appeal especial para europeus e americanos. E grande parte dele deriva da figura doce, mas ao mesmo tempo corajosa e obstinada, de San Suu Kyi.  “The Lady”, como é chamada pelos birmaneses, esta sempre elegantemente vestida na simplicidade do traje típico e flor na cabeça. Sua moldura frágil e o sorriso tímido escondem uma personalidade forte e corajosa.Lá e cá estamos sempre a cata de heróis que nos tragam esperança de tempos melhores, e vençam, por nós, os desafios de um mundo desigual e injusto. E o espirito inquebrantável dessa mulher, filha de um herói da Independência, o general Aug San, segue inspirando os corações de birmaneses, e de toda uma gama de admiradores fora do pais, na luta pela liberdade e igualdade de direitos. Após 15 anos de prisão doméstica, longe dos filhos, ela reaparece com a mesma tenacidade de antes, rompendo o silêncio dos anos de chumbo da ditadura militar. Conseguira ela unificar e reerguer o país a gloria de tempos passados? O tempo dirá. Até lá só podemos cruzar os dedos e torcer para que ela saia vitoriosa.

Aung San Suu Kyi:" The lady".

A parte a simbologia do momento, Burma (nome original do país), tem um sem fim de encantos. As paisagens são deslubrantes e a cultura ancestral permanece intacta no dia-a-dia das cidades. Homens e mulheres usam saias, aqui conhecidos como longyis, e muitos, crianças inclusive, tem o rosto coberto por tanaka, uma máscara branca que protege a pele dos efeitos indesejados dos raios do sol. Mianmar e uma viagem no espaço e no tempo, pois parece congelada no seculo XIX. Isso dá um sabor único ao país, pois permite visitar um universo urbano que não existe mais. Templos e monastérios estão tal qual como quando foram construídos. E budas de todos os tamanhos, em alabastro, pedra, madeira,gesso, abundam. Os mercados são abarrotados de artesanato, pérolas e pedras preciosas. Mas não se iludam, os preços das pedras são os mesmos do mercado internacional. Não se esqueçam que os chineses são vizinhos e, ao enriquecerem, aumentaram a demanda encarecendo a oferta. A laca birmanesa e a melhor que existe, é belíssima, superando a chinesa em qualidade. E os guarda-sois em tecido colorido, pintados a mão, são um souvenir inesquecível.

Marmiteiro de laca da Birmania.

O roteiro de viagem comeca por Yangon, capital do pais. O Bogyoke Market é visita obrigatória, assim como a Shwedagon Pagoda (no final da tarde aproveitando a temperatura mais amena). As cúpulas desse templo-monumento são cobertas por algumas toneladas de folhas de ouro e no topo da torre maior estão guardados mais de 5 mil diamantes, alguns milhares de rubis, safiras e outras pedras. Além disso, mil e tantos sinos de ouro e, coroando todo esse arsenal, um diamante de 76 quilates! Nada disso pode ser visto ou tocado. Mas certamente os números dão asas a imaginação e fazem um contraste marcante com a pobreza e a miséria dos que estão a rezar, embaixo. Os fiéis são muitos e em vários momentos vê-se uma procissão deles com meninos, carregados ao colo ou no ombro dos pais, vestidos de amarelo e dourado, com os rostos cobertos por tanaka; olhos e bocas pintados.  A procissão é parte do ritual de iniciação para aqueles que irão ingressar no monastério, ainda na primeira infância, para um longo período de educação nos preceitos budistas.

Mandalay é a capital cultural do país e alguns templos e mosteiros importantes estão nos arredores. O teatro de marionetes é imperdível. Os bonecos estão vestidos nos trajes típicos e representam personagens do folclore local. E as músicas são tocadas por uma orquestra onde os integrantes estão em calças bufantes e turbante na cabeca. Inle é a região onde está o lago de mesmo nome e nele os pescadores remam com o pé, segurando a rede com as mãos. Incrível! A paisagem é silenciosa e tranquilizante. Ainda ao redor de Mandalay estão as cidades Ava, Amarapura e Mingun. Nesta última encontra-se o pagode Hsinbyume, todo pintado de branco, com os muros dos corredores em ondulações. Foi construido pelo rei Bagydaw em homenagem a sua esposa favorita. Uma espécie de Taj Mahal local. Em Amarapura uma vista ao monastério local permite testemunhar, logo pela manhã, a procissão de dezenas de monges enfileirados, segurando suas combucas de ferro, a busca de alimento. Esse é um dos maiores monastérios do pais, chegando, por vezes, a abrigar 3 mil monges.

E por fim a imperdivel  Bagan, onde fica a planície de mais de dois mil templos e pagodes. Se o tempo for curto, essa é a única cidade que não se pode deixar de ver, pois e a cereja do bolo. Mas eu não sacrificaria o resto. Mianmar é mais do que budas, templos e pagodes. A paisagem humana é que oferece o que há de mais rico no pais. As construções históricas são meros edifícios de pedra sem a cultura e a fé daqueles que as ergueram. A mistura de raças, os trajes, as cores, a comida, a escrita em letras que mais parecem uma sucessão de círculos e vírgulas, os mercados, a religião e seu sincretismo com crenças animistas, os meios de transporte mais loucos e improvisados, tudo isso, faz desse lugar uma experiência mágica. E ao chegar lá você só precisa dizer mingalaba (a saudação local). E logo um sorriso se abre e você é carregado no colo desse povo adorável e gentil.”

FOTOS POR ANDREA de ANDRADE RAMOS.

Meninos vestidos para a cerimônia de iniciação a monge. Shwedagon, Yangon.
Birmanesa fumando charuto no mercado do lago Inle
Criança usando tanaka nas ruas de Yangon
Monges cruzando a famosa ponte de U Bein em Amarapura

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VIAGEM ESPETACULAR por Tininha Machado Coelho PARTE II

Continuando nossa “viagem” espetaculosa através do olhar e da descrição de nossa convidada hoje aqui no blog, Tininha Machado Coelho, chegaremos ao Cambodia!

AC

 

“Rumo ao Cambodia:

Depois de um voo de 1 hora e meia chegamos a Siem Reap, onde um representante da Abercrombie & Kent nos esperava no aeroporto pros vistos e etc…

Tudo resolvido e rumamos pro nosso Aman da vez: Amansara!

Varanda da piscina do quarto
A piscina e o laguinho com peixes

 

A chegada em Angkor já deixa você extasiado…ou com a natureza ou mesmo com o que você vê na estrada!

Angkor é um dos mais importantes sítios arqueológicos do Sudeste da Ásia, que se estende por cerca de 400 km2, incluindo a área florestal. O Parque Arqueológico de Angkor contém as ruínas magníficas das diferentes capitais do Império Khmer, do século 9 ao século 15. Elas incluem o famoso templo de Angkor Wat e, em Angkor Thom, o Templo Bayon, com suas inúmeras decorações escultóricas.
O primeiro templo que visitamos foi o Preah Khan: ele foi o centro de uma organização substancial, com quase 100.000 funcionários e servos. O templo é de somente um piso, com um plano básico de sucessivas galerias retangulares em torno de um santuário Budista misturado com pequenas adições de templos Hindu e de vários adicionamentos posteriores.

E você continua, de carro, passando por vários outros templos…

As ruínas de Angkor estão localizadas em meio a florestas e terras ao norte do Lago Grande (Tonle Sap) e ao sul dos montes Kulen, próximo a moderna Siem Reap,
e são consideradas como um Patrimônio Mundial da UNESCO. Na área de Angkor foram encontradas mais de mil ruínas de templos, variando em escala de pilhas de escombros até o imponente templo Angkor Wat, considerado o maior monumento religioso do mundo. Muitos dos templos de Angkor foram restaurados e, juntos, compõem o sítio mais significativo da arquitetura Khmer.

O Terraço dos Elefantes, é parte da cidade murada de Angkor Thom, um complexo arruinado do templo em Cambodia. O terraço foi usado pelo rei Jayavarman VII de Angkor, como uma plataforma para ver seu exército de retorno vitorioso. Foi anexado ao palácio de Phimeanakas onde somente algumas ruínas permanecem.

 

Um dos mais bonitos pra mim foi o Banteay Srei, mais conhecido como “Jóia da Arte Khmer”.

No caminho para o templo
O templo
outro angulo dessa jóia do Khmer
Ta Prom onde foi filmado "Tomb Rider"

Angkor Wat é o maior monumento de Angkor, e acredita-se ser a maior estrutura religiosa no mundo. O templo é o ponto máximo do estilo clássico da arquitetura Khmer, e um dos tesouros arqueológicos mais importantes do mundo.
Foi construído pelo rei Suriyavarman II  no começo do século 12, como o seu templo central e capital do Estado. Desde a sua construção, e até o translado da sede real ao próximo Bayon, em finais do mesmo século, Angkor Wat foi o centro político e religioso do império. O recinto -entre cujos muros se calculou que viviam 20.000 pessoas, cumpria as funções de templo principal e além disso, abrigava o palácio real. Bayon Mebon é um templo do século 10, situa-se sobre o que era uma ilha artificial. É o templo que tem muitas esculturas de elefante.

 

Depois de uma semana andando muito, subindo muita escada e acordando o mais tardar às 7:30 da manhã nada como umas férias !!!! Merecidas!!
Pukhet no lindo e enorme Amanpuri…tres dias antes de irmos numa nova etapa da viagem que foi a bela Sicilia, mas essa já vimos aqui mesmo no 40 Forever, feita e escrita!”

TININHA MACHADO COELHO para o 40 FOREVER

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VIAGEM ESPETACULAR por Tininha Machado Coelho PARTE I

Convidei minha amiga, Tininha Machado Coelho, pra nos contar sobre a viagem que ela acaba de fazer ao LAOS e ao CAMBODIA!

AC

LAOS

“Resolvemos, Vincent e eu, essa viagem em menos de uma semana, e graças ao  nosso agente de viagens, foi possivel realizá-la.
Escolhemos Laos e o Cambodia e mais um hotel novo chamado Song Saa no sul do Cambodia que dizem que é o máximo! www.songsaa.com. Só que  como era alta estação e o hotel estava lotado, a Abercrombie & Kent nos indicou Phuket. Assim faríamos 3 Amans, meus hotéis prediletos! Isso só foi possivel porque os vistos  podem ser tirados nos aeroportos, tanto do Laos quanto do Cambodia, e é fundamental nunca esquecer o papelzinho da vacina de febre amarela, porque na Tailandia você não entra sem ele!

Saímos do Rio-Londres-Bangkok, onde passamos 1 noite.  Nesta noite em Bangkok, fomos jantar num restaurante pertinho do céu e com nome de vento: Sirocco & Sky Bar, que fica no 63º andar  da State Tower1055, Silom Road. Fomos a pé do Mandarin Oriental, muito perto, nem 5 minutos.  Eu já tinha ido lá em 2007 e me lembro que quando saí do elevador e dei de cara com a vista, nossa!, fiquei impactada!

 

No dia seguinte embarcamos para Luang Prabang. No aeroporto um representante da Abercrombie & Kent faz tudo pra você!  É só entregar os passaportes e em 5 minutos já estão lá todos os vistos. Do aeroporto direto pro Amantaka, o hotel todo em estilo colonial, lindo!


E assim começou a nossa aventura “laosiana”! O meu conselho para quem nunca foi por aquelas bandas é começar pelo Laos.

Depois de nos instalarmos na nossa “casinha” com piscina, começamos a nossa visita por Luang Prabang. Foram muitos templos…

Vou resumir e postar as fotos dos mais bonitos.

Vat Visounnarath é um dos templos mais antigos. Foi construido entre 1512 -1515 e é até  hoje, um local significante de adoração e festividades da comunidade budista de Luang Prabang. O templo é conhecido por “Stupa of Great Lotus” ou mais popularmente chamado That Mak Mo, a Estupa Melancia por causa do seu semi-esférico “shape”. A chama na parte superior representa a ”Iluminação” do Buddha.

Vat Aham (outro templo), tem tigres de estuque estilizados  que guardarm os passos da entrada da frente, e estátuas de guardiões do templo e Hanumans  que estão nos cantos sul e leste da varanda frontal.

 

Segundo os textos sagrados, em Sanscrito, Hanuman é o filho do Deus do Vento (Vayu) e um Avatar (manifestação terrena) de Shiva, cuja tarefa é auxiliar o rei Ramachandra a derrotar o Demônio Ravana. Hanuman também é chamado de Anjaneya, em alusão à Vanari Anjana, que é sua mãe. Hanuman é conhecido por 108 nomes, que devem ser pronunciados sempre precedidos do som vocálico Om (Aum).

 

Ao entardecer fomos a uma tradicional Baci Ceremony, que significa “boa sorte”, comemora as ocasiões auspiciosas, como casamentos, nascimentos, curas, partidas… Durante esta cerimônia, 32 espíritos benignos estão ligados aos convidados de honra através de uma corda branca amarrada na mão, símbolo de boa saúde, prosperidade e felicidade.

Vincent e Tininha

Para obter o máximo benefício, as seqüências da corda deve ter três nós. Além disso, nunca deve ser removida antes de três dias a partir da cerimônia, e nunca deve ser cortada. No centro deste ritual está então khouan pha, uma tabela criada com folhas de bananeira e tecidos coberto de flores e alimentos simbólicos. Os mais comuns são ovos e arroz, que simbolizam a fertilidade e fecundidade.

Antes de voce chegar nas cachoeiras, voce passa por um centro de recuperação de ursos, que cuida dos animais resgatados de caçadores criminosos. Eles são lindos e estão presos.

 


Outro programa digamos assim, diferente, é a oferta de alimentos aos monges que acontece mais ou menos as 6 da manhã. O nosso guia já tinha preparado a cesta de comidas que eu incrementei com bombons Garoto (dica do Henrique que me falou que eles adoram!). Aí a foto nossa no tapete onde ficamos, eu ajoelhada e o Vincent em pé. Nosso guia nos explicou como era  esse ritual, que faz parte da tradição budista e que acontece todos os dias.

No último dia subimos o Monte Phousi, 328 degraus, situado no centro de Luang Prabang e que oferece uma vista deslumbrante sobre esta cidade, que é Patrimônio Mundial da UNESCO, com seus templos, cercada de montanhas e a confluencia dos rios Mekong e Nam Khan. Assim nos despedimos do Laos…

Na semana que vem: RUMO AO CAMBODIA!

 

TININHA MACHADO COELHO para o 40 FOREVER

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