O couvert maravilhosos do Bistrô Lorenzo, com o alho assado (bem em primeiro plano) pontificando!A versão aqui de casa!
Antigamente, o destino gastronômico do alho era quase a sarjeta já que, tirando o refogado, a Genny dos acepipes só levava pedrada e, no máximo, pegava um posto pra espantar vampiro!
Sua vida, rumo ao estrelato, mudou no dia que o charmoso Bistrô Lorenzo o entronizou em seu “couvert”, numa versão assada, que não deixa rastro, nem cheiro e é uma verdadeira delícia: meu marido ficou viciado e comecei a tentar reproduzí-lo em casa.
Faço uma pausa pra dizer que este post é em homenagem à nossa querida leitora “Miriam fac”, nome como está em seu email: promessa cumprida, eis aqui sua receita!
Pois voltando às tentativas, que não foram poucas, mesmo com a ajuda do querido Janjão Garcia seu criador, conseguimos reproduzí-lo em casa finalmente e dúzias de alhos depois, graças à técnica da Irene e meus leigos palpites: Fiquem com a receita!
INGREDIENTES:
1 alho inteiro grande, de preferência roxo;
Azeite muito bom;
Flôr de sal.
PREPARO:
Corte as pontas de cima dos dentes do alho, tomando cuidado para não desmantelá-lo. Colocá-lo para assar, no forno, pré-aquecido, durante uns 10 minutos. Retire o tabuleiro, reque ligeiramente o alho com “um fio” de azeite, polvilhe-o com a fl6or de sal e ponha-o para assar, de novo, por mais uns 5 a 7 minutos, dependendo do “ponto”que queira dar.
OBS: O processo é o mesmo pra qualquer quantidade que você desejar!
Faça e me conte se deu certo! BN
Na minha infancia, em casa de meus avós, cada vez que minha tia, Graciema Mello Franco de Andrade chegava, carregando uma lata com as famosas balas de café feitas por ela, era um Deus nos acuda, todo mundo queria! Inesquecível a delícia das balas e os momentos do “toma lá da cá”, entre os muitos primos que somos. Parecia um formigueiro de crianças em cima de uma lata!
Durante anos pensei em como conseguir esta receita, e eis que sua neta, Maria, tinha o segredo do tesouro, agora aprimorado, super puxa-puxa, pois foram algumas obturações perdidas lá atrás… Mas vou dizer, valeu a pena cada uma perdida, fora que o dentista ficava radiante, vamos combinar!
Me contem depois se não é um sonho!
AC
BALA DE CAFÉ DA VOVÓ, por Maria Andrade
1 colher de sopa de farinha de trigo
1 gema de ovo
1 colher de sopa de claybom
1 copo grande de leite
1 copo grande de café feito forte
3 copos grandes de açúcar
8 colheres de sopa de mel
2 folhas de papel vegetal
MODO DE PREPARO
No fundo de uma panela coloca-se a farinha e a gema. Mistura-se bem, para dissolver bem, sem embolotar. Junta-se o restante do leite. Mistura-se o açúcar, o café, o mel e manteiga por último. Deixa-se ferver mexendo de vez em quando (mais ou menos 40 minutos no fogo médio).
O PONTO DE BALA: quando soltar da panela e ficar espumante.
Forra-se o mármore com manteiga. Derrame o caldo, espalhe e corte pelas pontas com uma tesoura untada.
Acabou a Páscoa e chocolates devem ter sobrado! Olhem que delícia a receita que Vivi Rocha, minha super convidada aqui no blog, sugeriu que fizéssemos!
AC
“O BOMBOM QUE EMBALOU A MINHA JUVENTUDE E AGORA EMBALA ESSA DELICIOSA SOBREMESA: SONHO DE VALSA!”
Essa receita é um sucesso, meu livro de receitas da vovó andou sumido mas agora que foi localizado estou cheia de receitas simples e com sabor de infância. ( Nota da redação: estamos perdidas, vamos engordar horrores! AC)
INGREDIENTES:
1 lata de Leite Moça
1 medida de leite equivalente a uma lata de leite Moça
1 lata de creme de leite
3 gemas
8 bombons Sonho de Valsa ou equivalente
1 xícara de Nescau
¼ de xícara de água
Fazer um creme com os dois tipos de leite e as gemas peneiradas, mexer em fogo brando até engrossar. Fazer separado uma calda com água e Nescau e ferver.
Arrumar no pirex o creme, depois os bombons picados, e por cima a calda de Nescau. Deixar na geladeira e depois de endurecido colocar o creme de leite por cima. Manter no freezer e tirar meia hora antes de servir .
BLOG recebe hoje, com a maior alegria, a ilustre visita do querido amigo Ronaldo Vilela, empresário de mãos cheias da área de seguros e, nas horas vagas, grande gourmet, sommelier e gourmand, porque ninguém é de ferro.
Ele, que já contribuiu com um post maravilhoso, cantando uma bela uma receita harmonizada, repete o feito hoje, em grande estilo porém mais aprofundado: hoje vem com receita. Presentinho dominical… BN
UMA COMIDA… UM VINHO – 2
Na minha primeira contribuição ao blog, tratei de comida e vinho e farei isto de novo. Só que daquela vez falei da harmonização de dois pratos (magret de canard à l’orange e um filé de suíno) com vinho, sem dar as receitas.
Agora não! O que temos hoje é um prato do restaurante “Confraria do Sabor” (meu preferido), em Campos do Jordão. Cabe, entretanto, um esclarecimento. Não pedi ao dono do restaurante e simpático chef Fernando Couto a receita. A que está aqui é uma “interpretação” de minha mulher, Nizia Vilela. Ressalvo, portanto, Fernando, que certamente o resultado das preparações que forem feitas com base na que ora ofereço – e também em homenagem ao Confraria do Sabor – não guardarão fielmente identidade e características do prato que é servido em seu restaurante. Considere seus “direitos autorais” , portanto, preservados!
A linda trufa recheada e pronta para servir!
Truta empanada recheada com queijo de cabra
(para 4 pessoas)
INGREDIENTES:
4 trutas ao natural (sem serem defumadas) – prefira tamanho menor
120 g de queijo de cabra cremoso
2 colheres (sopa) salsinha e cebolinha picadinhas
1 colher (sopa) bem cheia de requeijão (mole)
150 g de pistache (ou noz-macadâmia)
150 g de amêndoa
150 g de farinha de rosca
Sal, pimenta do reino, alho, farinha de trigo, óleo de canola (ou milho ou girassol) e limão
50 g de creme de leite
2 ovos batidos juntos
PREPARO:
Retire com cuidado a pele das trutas (já separadas em dois filés e sem espinhas) e reserve.
Tempere os dois filés inteiros de cada truta com gotas de limão (pouco), sal, pimenta do reino e um pouco de alho.
Em seguida, triture grosseiramente o pistache (ou a noz-macadâmia) e misture à farinha de rosca. Reserve.
Com as duas metades (filés) da truta unidas, polvilhe farinha de trigo, passe no ovo batido e em seguida na mistura da farinha de rosca e pistache (ou noz-macadâmia), comprimindo bem para a mistura aderir à truta.
Frite (as duas metades unidas) em óleo bem quente e rapidamente. Reserve.
Misture o queijo de cabra com o requeijão e as ervas. Com cuidado, abra as duas metades e recheie a truta com a mistura (pelo menos um dedo de altura). Rejunte as duas metades (recompondo a truta) e coloque a truta remontada delicadamente numa assadeira e leve ao forno quente para que derreta um pouco o recheio.
Retire da assadeira os resíduos do queijo e misture o creme de leite fazendo um caldo cremoso. Reserve.
ACOMPANHAMENTO:
Purê de batata baroa ou inglesa.
MONTAGEM:
Coloque uma quantidade individual do purê no centro de cada prato e sobre ele a truta. Rodeie com o caldo-creme da assadeira (resíduos do queijo + creme de leite). Polvilhe cada truta e o caldo-creme à volta dela com lascas de amêndoas torradas.
Opcional:
Com a pele inteira de cada filé da truta faça um torresmo à pururuca, fritando em óleo bem quente (fica bem sequinho). Espete no purê um torresmo em cada prato. Sirva.
Antes de sugerir os vinhos, devo fazer alguns comentários.
Sem dúvida, esta preparação é um pouco mais trabalhosa, mas o resultado é compensador!
Um dos seus poucos segredos é com relação ao recheio porque ele deve ter certa altura (digamos, de um dedo), consistência mais firme, mas ao mesmo tempo permitir que escorra algum excesso quando a truta for levada ao forno. Com esse excesso e a adição do creme de leite será feito o molho – o menos espesso possível.
Outro aspecto é quanto ao queijo de cabra, que deve ser um pouco cremoso, embora o requeijão entre exatamente para garantir essa cremosidade.
Pistache ou noz-macadâmia? Trata-se de uma opção porque às vezes não se encontra o pistache. No Confraria do Sabor é com pistache.
O acompanhamento é com purê de batata baroa ou inglesa. O primeiro torna o prato mais “forte” e um pouco adocicado. Na receita da foto, é com a batata inglesa.
Sobre o torresmo feito com a pele da truta: digo que é opcional porque algumas pessoas sentem relutância em apreciá-lo, devido à sua aparência escura. Mas se for conseguido um bom resultado, pode-se comê-lo com a mão e o gosto é interessante.
Bem, culinária é uma arte e cada prato é uma “sentença”! De uma maneira ou de outra, essa truta será sempre saborosa e, digamos, diferente do que se está acostumado a ver em outras receitas.
VINHOS: vamos a eles!
Sugiro uma harmonização com o vinho branco Sauvignon Blanc francês Sancerre ou Pouilly-Fumé (Loire) ou os brancos de Bordeaux (Entre-Deux-Mers, Graves, Pessag-Leognan). Prefira esses brancos de Bordeaux se optar pelo acompanhamento do purê de batata baroa, com seu toque ligeiramente adocicado. Esses Bordeaux tem em sua composição a uva Semillon (uma das uvas do Sauternes), que transfere ao vinho uma sutil característica que facilitará a harmonização com o purê da batata baroa.
Há outros Sauvignon Blanc interessantes – Chile (Vale de Casablanca), Nova Zelândia (Marlborough). Estes vinhos, entretanto, principalmente os da Nova Zelândia, tendem a apresentar exuberância típica dos vinhos do Novo Mundo, que, às vezes, sobrepujam o prato”. RONALDO VILELA!