Fico espantadíssima com a imaginação da nossa indústria alimentícia. Genuíno ou não, todos os meses, quando reabasteço minha dispensa, me deparo com montes de novidades. Ainda bem que tenho vocês pra dividir minhas descobertas: às leitoras antenadérrimas, peço mil desculpas pela desatualização.
Vamos a elas! BN
OS SALGADOS:
Este creme de leite fresco light , da VerdeCampo, vai do salgado ao doce, com a mesma competência, isto é, não destoa do irmão calórico. E vira um maravilhoso chantilly! Encontrei no Hortifruti,A Wickbold industrializou, muito bem, um pão que amo, o Bagel. Feito com farinha de trigo fermentada e em forma de anel, ele é fervido em água antes de ser assado. Resulta num pão massudo na medida, por dentro, e crocante por fora. Sua casca sempre traz sementes… Acima, em dois sabores e a venda em qualquer supermercado.Este pão de queijo da Forno de Minas, Palito de Queijo, com ar vintage e caseiro, é delicioso. Só achei no Mundial.Esta farinha, para fazer uma farofinha na manteiga, é tudo de bom e tem um sabor único, fiz estoque: Farinha deMandioca Flocada Biju, da Yoki, achei no Mundial.Comprei 1 pacote deste arroz, da Tio João,7 Grãos Integrais +Passas de Uva, mês passado, só pra experimentar. Foi um tal sucesso que estoquei este mês. Do Mundial!
OS DOCES:
Este biscoito, exclusivo do Pão de Açúcar, é minha paixão atual: como um destes sacos todinho e solita, no fim-de-semana passado. Pior que nem me arrependi, corri pros Ave César e Ivan e pronto!Sensação da Forno de Minas, o waffle light é maravilhoso por apenas 80 calorias. Tem em qualquer mercado…Estes dois novos sabores da Activia são di-vi-nos: Banana+Maçã e Abacaxi+Laranja!Irene fez este bolo no finde e ele não amanheceu o dia: sucesso total!Quem não ama bala toffee e bala bonequinho, não teve infância, né? Pois agora, pelo menos o meu caramelo de chocolate está a venda, nos mercados de novo, de roupa nova..Para dar um up no seu brigadeiro: choco granulado ou choco ball para revesti-lo. Depois desta, quem sabe não surge mais uma espetacular label de doces no país…Este chocolate foi igual ao arroz com passas: recheado de torta de limão, acabou em dois dias, pois só trouxe um de amostra e agora está aquela pressão…A essência da Dr Oetker, que eu só encontrava no sabor baunilha, agora sofisticou com os sabores amêndoa e rum.
Ao aposentar as sapatilhas, a bailarina do Grupo Corpo,Paula Bonomi, decidiu abrir, em Belo Horizonte, uma padaria diferente de tudo que havia na cidade.
Durante sua última turnê, ainda dançando com o Grupo Corpo, Paula conheceu a Le PainQuotidien, em Bruxelas, e se encantou. A idéia amadureceu, mas até os pães chegarem ao nível de exigência de Paula, foi um árduo trabalho, já que em 1981, quando começou sua empreitada, havia somente um tipo de farinha de trigo disponível, no Brasil.
O lindo projeto da Casa Bonomi, onde a padaria foi instalada, é da arquiteta e figurinista Freusa Zechmeister . Numa casa tombada de 1902, na zona central de BH, elas conseguiram trazer o mesmo clima intimista da casa de Bruxelas.
A música clássica, flores frescas, jornais do dia e uma grande mesa comunitária fazem da Bonomi um lugar único e delicioso, onde o mundo parece parar para degustarmos suas saladas, sopas, sanduiches e pães maravilhosos.
Esta dica me foi dada pela minha amada amiga mineira, Tereza Vargas Penna. Ainda não fui, mas estou louca para dar um pulinho e me deleitar neste lugar!
Meu queridíssimo amigo Nelson Ramos Filho, o Nelsinho, que abalou BSB nos “nighties” com seu fabuloso Quintal!
Ouvi falar do Quintal, pela primeira vez, cantado a prosa e verso por minha queridíssima amiga, Cristina Garcia, embaixatriz brasileira famosa por seu gosto arrojado e sempre “up to date”: dos choques estéticos que tive na vida, e olha que já vi coisa bonita, foi seu inesquecível apartamento amarelo, na SQS 213. Quem conheceu não esquecerá jamais…
Voltando ao Quintal que nos norteia, neste post, quando Cris me propagou a sua existência, ele era apenas um restaurante que engatinhava, na Brasília dos anos 90, com um cardápio de comida totalmente diferente dos seus pares. Ingredientes brasileiros misturados a temperos e receitas trazidas de suas viagens ao oriente, com uma especial parada na sua “Paixão Índia”, Nelson Ramos Filho, o chef, foi o primeiro a chegar perto da então proposta “fusion”, trazendo novos ventos à gastronomia brasiliense ultra tradicional, daquela época. Não deu outra: arrebentou a boca do balão.
Esta delícia é um dos pratos que fizeram o filme oscarizado do grande chef Nelsinho Ramos: nhoque do presidente, o preferido do então Collor e dizem que de FHC também.
Com apenas 32 lugares e pousado numa espécie de estufa, o restaurante era virado para o quintal da casa onde pontificava um lindo pomar, com mais de cento e vinte árvores frutíferas, que enfeitavam e perfumavam o ambiente adorável.
Conjugada ao salão e formando com ele um só ambiente, a cozinha era uma espécie de atração a parte: volta e meia lenvantávamos para bisbilhotar a confecção dos nossos pratos e falar com os eventuais amigos/cliente. Nada impessoal, parecia que estávamos num jantar “privé”e sempre divertido. Nunca mais encontrei astral igual…
Look do restaurante Quintal de Nelsinho Ramos, em Búzios: fervendo!
Fama feita, já deu pra imaginar que era uma Odisséia conseguir sentar neste lugar abençoado. E não tinha essa de furar fila, fosse quem fosse: vi o Collor, presidente e no auge da fama, voltar pra casa por falta de reserva.
A mesa que me deu alforria no maravilhoso Quintal era igualzinha a esta! Muitas saudades…
E mais ou menos por isso começou a minha amizade, com o saudoso e querido Nelsinho. Depois de constatar que a agenda do Quintal estava fechada até o mês seguinte, fiz uma proposta indecente que ele acatou: como o problema era a falta de mesa, despachei pra lá a minha de jogo, mais quatro cadeiras e resolvi o problema para sempre; ou quase.
Pororoca de chefs estrelados: Nelson Ramos Filho e Claude Troisgros, no Quintal de Búzios!
Um belo dia, vou embora de Brasília e tempos depois, pra minha grata surpresa, me deparo com Nelsinho na adorável Búzios, lindamente instalado numa outra casa/restaurante, agora na praia de Manguinhos, com seu “atelier culinário”(era o nome que ele usava) funcionado de vento em popa. Pensei: equivale à uma Sena acumulada e continuei a curtir as maravilhas “nelsonianas” como o nhoque de batata doce com camarão, o picadinho dos deuses e de carne seca, o camarão balinês, o bacalhau divino e muitas outras delícias que suas mão sofisticadérrimas preparavam, num piscar de olhos.
Um dos meus pratos favoritos da era Búzios, “Bacalhau a Ramos Filhos”: di-vi-no!
Como o paraíso não é terreno, meu amigo Nelsinho se foi, deixando-nos órfãos de sua imensa gentileza e educação, da fidalguia com que nos acolhia e o maravilhoso papo, em volta da mesa, depois das refeições: era de lei jantarmos com ele todo dia 30 de dezembro, fechando o ano com chave e amigos de ouro.
Eis o “Farinatta”, ou alimento pra alma, mais um empreendimento gastronômico da família Ramos, agora co Elô bombando!
Boa nova: a competente e queridíssima Elô Ramos, comanda seu quatro bocas turbinado, à frente do Farinatta: pra nosso deleite!
Por tudo isso fiquei radiante ao receber, na semana passada, um carinhoso telefonema de Elô, sua irmã, sócia e também chef prendadíssima, contando que abriu, em Geribá, um aconchegante restaurante, pra podermos matar as saudades da família e seus quitutes deliciosos. Em “regime”de “soft opening” até 2013, o Farinatta recebe seus clientes às sextas, sábados e feriados, sempre a partir das 21:00 horas. Reservas são muito bem vindas.
Elozinha, “pode ir armando o coreto e preparando aquele feijão preto que eu tô chegando”… BN
Nossa blogueira de hoje é uma daquelas “sobrinhas-maravilha” que eu adoro propagar, pois tem talento pra dar e vender e fez dele um negócio promissor.
Com vocês, a queridíssima Maria Setembrino Pernanchini e seu relato super interessante sobre uma fabulosa “Feira de Noivas”que ela participou! Quando acabar este post, dê um pulo num antigo, onde conto sobre o seu talento na cozinha! Ah, detalhe que a modesta Maria não contou em seu texto: ela bombou na feira, recebendo montes de encomendas de seus maravilhosos doces e afins. BN
Entre os inúmeros ítens da Feira, as caixinhas da Parapluie de Maria, para colocar docinhos, linda lembrança de uma festa…
“Parapluie Pâtisserie no XI Worshop “Inesquecível Casamento” , por Maria Setembrino Pernachini!
Uma linda simulação de mesa de doces!
“Nos dias 25 e 26 de agosto de2012 participei, pela primeira vez, do WIC, no antigo Hotel Intercontinental, em São Conrado, Rio de Janeiro, atual Royal Tulip.
O evento, em formato de feira, contou com uma super-produção: lindos stands decorados, palestras, debates, degustações, desfiles, dj’s enfim, milhões de idéias para as noivas. No meu stand estavam a Safra Wine Store, com o bar de bebidas, a Arte deReceber, com as suas lindas bandejas e um arranjo de flores deslumbrante feito pelo Raimundo Basílio.
Coleção das maravilhas que Maria faz!
Eu não fazia idéia que por ali passariam tantos casais de noivos, de adolescentes buscando idéias para festas de 15 anos e adultos organizando as suas bodas: foram mais de 8.000 pessoas no total! Impossível sair dali com alguma dúvida, insegurança ou sem estar com tudo resolvido.
A animadíssima mesa redonda sobre eventos: participaram o craque Antonio Neves da Rocha, Cris Magalhães e Ana Paula Araújo, os três na foto, mais Ricardo Stambowsky e Roberto Cohen.
Foram vários talk shows, incluindo o cronograma da noiva, feito pelo roberto Cohen, com dicas para a noiva não enlouquecer no dia e tudo dar certo. Roteiros para uma lua de mel inesquecível, e até contratos pré-nupciais. A mesa redonda sobre produção de eventos, com Antonio Neves da Rocha, Ricardo Stambowsky, Roberto Cohen, Cris Magalhães e Ana Paula Araújo, foi super engraçada. Eles contaram sobre os stresses de casamentos e histórias hilárias, como convidados que já saíram com a sandália da noiva enquanto ela estava de havaianas, e nunca mais devolveram!
Detalhe dos brownies embalados pra festa, by Maria!
No encerramento, teve até um casamento celebrado, de verdade, resultado de um sorteio feito antes pela revista WIC, que promovia o encontro, para realizar o sonho de uma noiva, com padre, altar, padrinhos etc.., e todos nós fomos convidados. O máximo!
Mais um detalhe da arte de Maria… Tô quase entrando tela a dentro!
O evento mostrou que não existe mais amadorismo no ramo de casamentos. Hoje é tudo muito profissional, uma verdadeira “industria do casamento”, mas o brilho dos olhos das noivas selecionando seus “doces”, seus convites , nos comovem e nos fazem, com elas, sonhar. Bjss, Maria”.