Eis o kit “personal infusão”: algo para os ingredientes, como a cesta da foto acima, bule com água quente, xícaras de chá e uma pinça ou o que quiser, para o manuseio.
Como já contei pra vocês, faço parte da turma que acredita que a receita para o sucesso passa pelo somatório de pequenas e boas idéias…
E quando trata-se de receber, que é uma arte pois expõe as habilidades da dona da casa, devemos valorizar o que a vida nos deu e seguir em frente: o mundo é quase prefeito. No meu caso, tento suprir minha falta de espaço com idéias simpáticas, que distraiam meus queridos e apertados convidados.
Como esta, de servir infusão à la carte, de uma maneira eficiente e charmosa:
– Ponha em potes, cestos ou no que sua imaginação produzir, três ou quatro tipos de ingredientes aptos à infusão, tais como folha de hortelã, casca de laranja, limão siciliano, galego, etc, cortada em tiras fininhas, cravo, canela, capim limão, etc.
– No bule de chá, ponha só água quente.
– Ofereça os ingredientes da infusão para que cada um produza a sua, colocando na xícara de chá. Amo misturar mais de um e fazer meu “personal blend”.
– Depois serva a água quente e espere um pouquinho soltar o sabor e o aroma das folhas e cia. Saudável e digestivo, faz também o maior sucesso! BN
Bule de chá com água quente e as xícaras para produzirmos nossa própria infusão.
Recipiente para os “ingredientes” da infusão: pode ser o que sua imaginação fértil produzir.
Neste caso temos, no sentido horário: trouxinhas de capim limão, casca de laranja, folhas de hortelã e canela.
Aprendi no delicioso restaurante Zucca, das queridas amigas, Carolina Gayoso e Marina Hirsch. Thanks meninas, vocês são demais. BN
Dona Nícia Maria Dantas é uma daquelas baiana que entendem de cozinha como ninguém e de grande tradição em matéria de culinária. Adorei seu livro virtual que apesar de ainda não estar totalmente acabado, já recebi em primeira mão de sua filha, minha querida amiga, Priscila Dantas.
São comidinhas e receitas de família espetáculares onde você tem desde entradas divinas, coisas do mar deliciosas, especialidades baianas incríveis até dicas que só Dona Nícia pode dar. Sua casa tem fama de ter a melhor comida de Salvador, tudo gostosíssimo, caseiro e com receitas milenares de sua familia, tem coisa melhor?
Priscila, Dona Nicia e Mônica Dantas, mãe e filhas lindas….
Escolhi um prato bem baiano para vocês…
Bobó de Camarão
Rendimento: 10 pessoas
Ingredientes
• 4 Colheres de sopade azeite de oliva, divididas
• 1 Cebola grande picada
• 1 Pimentão verde grande picado
• 2 Tomates grandes picados
• 1kg de aipim descascado e cortado em pedaços
• 3 Cocos grandes ralados
• 3 Copos de água fervente
• 2kg de camarões limpos
• 1 Colher de sopa de azeite-de-dendê
• Sal e pimenta-do-reino a gosto
• Pó de camarão seco (camarão seco passado no liquidificador e depois peneirado)
Modo de fazer
Numa panela, faça um bom refogado com 2 colheres de azeite, a cebola, o tomate e o pimentão. Junte o aipim e refogue mais uns minutos. Retire o aipim e reserve o refogado. À parte, rale os cocos e esprema o bagaço para tirar o leite puro. Reserve. Acrescente a água fervente no bagaço para tirar um segundo leite. Adicione o segundo leite recolhido ao aipim e deixe cozinhar, mexendo de vez em quando, por mais 15 minutos. Se engrossar, adicione mais um pouco de água. Enquanto isso, na panela com o refogado reservado, acrescente o azeite restante e o camarão e cozinhe como uma moqueca.
Retire alguns camarões e reserve. Quando o aipim estiver na consistencia de um creme bem grosso, misture os camarões reservados, o leite puro do coco e o azeite-de-dende até ficar bem amarelo. Tempere com sal e pimenta-do-reino. Arrume o prato. Despeje o bobó numa terrina grande, por cima a moqueca de camarões e salpique pó de camarão seco.
CliqueAQUIpara você se deleitar com o livro e ter todas as receitas de dona Nícia on line, não é maravilhoso?
Saiu, ontem, a mega festejada lista anual dos 50 melhores restaurantes do mundo ( só que ela, na realidade, nomeia 100)!
Organizada, há 10 anos, pela revista inglesa “Restaurant Magazine”, a “S.Pellegrino World’s 50 Best Restaurants” é um retrato anual das opiniões e experiências de 837 especialistas, escolhidos para julgar os melhores lugares para se comer, no planeta. O que constitui o “melhor” é deixado a critério destas pessoas viajadas e confiáveis, que compõem a “Academia Electrolux dos 50 Melhores Restaurantes do Mundo”.
A Academia é composta por 27 regiões distintas do mundo. Cada região tem seu próprio painel de 30 membros composto por donos de restaurantes, chefs, escritores de comida e viagens e gourmands e um presidente, que dirige este painel. Os presidentes da Academia são selecionados pela revista “Restaurant” por seu conhecimento de cada região.
A chef orgulho nacional, Roberta Sudbrack, com um amigo e o gourmet/ gourmand, Ed Motta, na festa de confraternização em torno do Vinho do Porto, ontem, no Rio de Janeiro.
Não há critério para que o voto seja decidido. Assim, uma experiência interessante em um estabelecimento simples, onde descobre-se inovação excepcional, pode ser julgada melhor do que uma refeição mais opulenta, em um restaurante amplamente festejado. A escolha fica inteiramente a critério dos membros julgadores. Tudo o que os organizadores pedem é que sejam respeitadas algumas regras. Os resultados da lista são o simples cômputo de todos os votos expressos pelos membros da Academia, em todo o mundo. Detalhes : nossa “Blogueira por Uns Dias”, a maravilhosa e incansável curadora de arte, Vanda Klabin, é membro da Academia: poderosa…
A queridíssima amiga Vanda Klabin, membro do jurí mais bombado da gastronomia mundial!
Esta lista é baseada, sobretudo, em experiências pessoais. Com isso, ela nunca pode ser considerada definitiva mas é, sem dúvida, uma pesquisa honrosa de gostos atuais e um indicador crível dos melhores lugares para comer em todo o mundo!
MUDANÇAS QUE ME CHAMARAM A ATENÇÃO:
– O dinamarquês NOMA cai para segundo lugar, cedendo o título de “simply the best” para o espanhol El CELLER CAN ROCA, de Gironda: trocaram de posição;
Comandado por três irmãos, Joan, Josep e Jordi, o restaurante “El Celler Can Roca”, em Girona, Espanha, foi eleito o melhor do mundo… Na foto, trio recebendo seu Oscar: Joan é o chef, Josep o semmelier e Jordi, o caçula, é responsável pelas sobremesas: “Comida inteligente, divertida e absolutamente saborosa”! Com estes adjetivos os jurados descreveram os melhores!
– Dos dez primeiros colocados, três são espanhóis, logo a Espanha é o centro gastrô mundial e San Sebastian sua principal referência pois dois são da cidade;
O charmoso e divino Mugaritz entra em quarto lugar, também representando a Espanha, país que brilha no topo do Olimpo gastronômico do mundo: seu chef Andoni Aduriz foi discípulo do grande Ferrán Adria!
– O Brasil entra na lista três vezes: Com o D.O.M, do craque Alex Atalla, BRASIUIUIUIU, em sexto lugar (ano passado ele foi quarto), o MANI da maravilhosa chef gaúcha, Helena Rizzo (ela saiu do lugar 51 para o 46), e o carioca da gema, ROBERTA SUDBRACK, comandado pela chef sensação que lhe nomeia, em octogésimo, um atrás do estrelado chef francês Alain Ducasse e seu restaurante do Plaza Athénée, em Paris ( em Septuagésimo nono);
O trio de ouro do quatro bocas nacional, Roberta Sudbrack, Alex Atalla e Helena Rizzo, estão entre os 100 melhore… Na foto, super bem acompanhados pelo “marraviyoso”, Claude Troisgros (o restaurante de sua família, La Maison Troisgros, entra em 94).
– Da França, o maravilhoso L’ARPÈGE foi escolhido como o melhor do país, aparecendo apenas em décimo sexto lugar, na lista promovida pela revista que é inglesa…
O melhor francês!
– O melhor restaurante da Itália é o OSTERIA FRANCESCANA, em Modena, cotado como o terceiro melhor do mundo, subindo três posições em relação ao ano passado;
A very cool Osteria Francescana, em Modena, liderou os italianos!
– De NYC: o sofisticado ELEVEN MADISON entra em quinto lugar, meu querido PER SE cai pra décimo primeiro e o simpático BERNARDIN mantém a décima nona posição: a “Big Apple” continua sendo a referência gastronômica dos EUA;
O melhor americano é o ” 11 Madison”, de NYC, bien sûre!
– O melhor dos asiático é japonês de Tóquio, NARISAWA, que entra em vigésimo lugar e o AMBER, primeiro chinês, aparece em trigésimo sexto;
O restaurante japonés Narisawa, em Tóquio, é o melhor asiático!
O restaurante Amber, de Hong Kong, fica no hotel Mandarin e é o melhor da China!
– Uma surpresa: o $$$$ dos BRICS ainda não chegou à cozinha, pois a Índia não tem representante entre os 100 mais e a Rússia aparece, na lanterninha (literalmente, em centésimo), com seu VARVARY, de Moscou.
Varvary é o centésimo restaurante da lista de melhores e o nono da de mais caro do mundo!
– Por falar em BRICS, só dois restaurantes africanos figuram na lista: ambos são da África do Sul!
O charme da fachada do considerado melhor restaurante da África: “The Tasting Room at the Quartier Français”, ufa que nomão… Sua maravilhosa chef, Margot Janse, esteve no Rio, chez Troisgros, e eu tive a sorte de experimentar sua comida, na maravilhosa companhia de AC!
– Duas gratíssimas escolhas: os peruanos ASTRID Y GASTÓN, em décimo quarto e o CENTRAL, fechando a lista em qüinquagésimo lugar, ambos em Lima;
Lima bombou emplacando dois restaurantes entre os 50 primeiros.. Este é o Astrid Y Gastón!
– Outra escolha que amei: o mexicano PUJOL sai de trigésimo sexto para décimo sétimo. Nota triste: los hermanos, infelizmente, não emplacaram nenhum nome…
A cidade do México também brilhou com dois representantes. Este é o sofisticado Pujol, cujo criativo chef usa a tradição da divina culinária mexicana aliada à criatividade!
OS CINQUENTA MAIS:
El Celler de Can Roca, Girona, Espanha;
Noma, Copenhague, Dinamarca;
Osteria Francescana, Modena, Itália;
Mugaritz, San Sebastián, Espanha;
Eleven Madison, NYC, EUA;
D.O.M., São Paulo, Brasil;
Dinner by Heston Blumenthal, Londres, Gran Bretanha;
Arzak, San Sebastián, Espanha;
Steirereck, Viena, Áustria;
Vendôme, Bergisch Gladbach, Alemanha;
Per Se, NYC, EUA;
Frantzén/Lindeberg, Estocolomo, Suécia;
The Ledbury, Londres, Gran Bretanha;
Astrid y Gastón, Lima, Perú;
Alinea, Chicago, EUA;
L’Arpège, París, França;
Pujol, Cidade do México, México;
Le Chateaubriand, París, França;
Le Bernardin, NYC, EUA;
Narisawa, Tóquio, Japão;
Attica, Melbourne, Austrália;
Nihonryori RyuGin, Tóquio, Japão;
L’Astrance París, França;
L’Atelier Saint-Germain de Joël Robuchon, París, França;
Esta musse de fruta do conde, pinha ou ata, dependendo da região brasileira em que estivermos, foi a sobremesa do jantar deste post . Como mostra a foto no final do texto, servi-a dentro de cocos secos, um dos elementos mais indispensáveis à minha existência gastronômica, por conta do aperto que é minha mesa de jantar: não sou muito de comida “empratada” mas acho elegante quando colocada dentro de legumes ou frutas. E principalmente se o conteúdo for da mesma natureza do continente, aí é a perfeição.
Mas vamos à receita desta musse que, no seu gênero, é a melhor que conheço graças à competência da maravilhosa Irene. A gente chega a achar que está comendo a fruta pura… O segredo é a quantidade (10 unidades de frutas do conde) e o ponto de maturação (Tem que estar madurésima!). BN
MUSSE DE FRUTA DO CONDE:
INGREDIENTES:
1 Lata de leite moça;
1 Lata de creme de leite;
50 g Gelatina, sem sabor;
6 Claras em neve;
10 Frutas do conde;
2 Xícaras de creme de leite fresco.
PREPARO:
– Abra as frutas do conde ao meio, com uma colher de sopa, separando a polpa e caroços;
– Passe por uma peneira para separar a polpa dos caroços e reserve a polpa;
-Por os caroços em um tabuleiro e separar os gomos dos caroços;
– Junte os gomos à polpa que estava reservada e este resultado chamaremos de “fruta do conde”;
– Dissolva a gelatina em meia xícara de água gelada e leve ao banho maria;
– Coloque, no liquidifcador, o leite condensado, o creme de leite, a metade da “fruta do conde” e a gelatina;
– Bater tudo por dois minutos e reservar o creme que se formou;
– Junte a este creme o de Chantilly (receita abaixo) e as claras em neve;
– Enformar numa forma grande ou em forminhas individuais e levar à geladeira por 4 horas;
– Desenforme e cubra com a outra metade das “fruta do conde”que foi reservada. Voílà, pronto pra servir!
CREME DE CHANTILLY:
INGREDIENTES / PREPARO:
Bata, no liquidificador, 2 xícaras de creme de leite fresco (que bata Chantilly) com uma xícara de açúcar Fit, marca União, até formar um creme.