Elza me deu este vidrinho mágico, no meio de uma viagem… Ao chegar em casa, pus na geladeira, economizando pra um grande dia. Que foi escolhido, à revelia, por minha gulosa filha Isabel, que quase o come inteirinho sem dar notícias. Sorte que cheguei a tempo pra foto e prova: di-vi-no!
Amei esta novidade culinária, concebida pelo gênio do chef espanhol Ferran Adriá, que me foi dada pelo requinte gastronômico da querida e antenada amiga, Elza Pereira.
Trata-se de um “caviar” de azeite que, como o primo rico nascidos do esturjão, também vem como bolinhas gelatinosas e explode na boca espalhando um gosto divino… Neste caso de azeite, extra-virgem, é claro, “made in Spain”.
Close no visual que é idêntico ao do “caviar” de salmon: pequena grande idéia!
Como o sabor é apurado mas bem rigoroso, fica um luxo com pão, para incrementar sua salada, una pasta da mamma, ou o que sua fértil imaginação conceber, com a ressalva: cuidado com a quantidade! BN
Château de Ferrières, um dos símbolos da elegância e requinte francês!
Devo este post à minha querida amiga Marina Sauer que, como eu, ama a elegância e beleza, com pitadas de tradição. Por isso, quando leu o novo destino do “Château deFerrières”, situado nas cercanias de Paris e um dos símbolos do estilo da família Rothschild, encantadora, correu pra me contar e eu pra vocês, “bien sûre”!
Vejam a beleza do bosque que o circunda…
Encomendado, no final do século XIX, pelo Barão James de Rothschild ao arquiteto inglês, Joseph Paxton, Ferrières instalou-se na cidade francesa de Ferrières-en-Brie, ganhou estilo renascentista italiano, quatro torres que o identificam, um bosque lindo “à sua margem” e história de conquistas e reconquistas, paralela à história da própria França.
Os Barões de Rothschild, Guy e Marie-Helène, em seu baile surrealista: nesta época, Ferrières era o castelo mais elegante de toda França!
Salvador Dali, como não podia deixar de ser, no baile surrealista: a classe artística pontificou na era MH!
Até se firmar, nos “sixties”, sob a batuta dos requintados Barões Guy e Marie-Helène deRothschild, como o palco das festas mais exclusivas do país, que misturava o “crème de la crème” da sociedade européia, como os Barões de Waldner, os Príncipes de Mônaco e os Duques de Windsor à artistas bombados, que iam de Brigitte Bardot a Salvador Dali, passando por Mstislav Rostropovich, Audrey Hepburn, Yves Saint Laurent e quem mais brilhasse.
A beleza da fachada principal, no estilo renascentista, do “Château de Ferrières”!
Em 1975, a generosidade do casal doa Ferrières à Universidade de Paris, já com o intuito de associa-lo à atividade acadêmica. Porém no começo, ele é utilizado apenas como ponto turístico, imperdível, a ser visitado. Um destino ok, mas não à altura de seu passado.
O “Château de Ferrières” depois da reforma que o transformou numa escola de excelência!
Por isso, vibrei quando soube que o grupo francês Accelis, especializado na indústria do luxo, investiu 25 milhões de euros transformando o castelo de sonho na “EscolaFerrières”, o primeiro centro de excelência do país para o estudo de hotelaria, gastronomia, enologia e luxo, “à la française”…
Um dos salões do castelo, depois de reformado!
Programada para abrir neste outono, junto com o recomeço do ano letivo francês, a Escola comportará um campus de 20 mil M2, que abrigará até 1500 alunos, sendo metade deles estrangeiros. Os números de suas instalações são grandiosos e comportam 10 salas de aula, uma biblioteca, adegas e salas de “degustação” de vinho, cozinhas profissionais, auditório com 500 lugares, 2 restaurantes de aplicação, uma butique e um “hotel, resort e spa” quatro estrelas, para treinamento dos estudantes.
Ferrières, “escola de excelência, à francesa!”
A parte acadêmica está sob a tutela de Jean-Robert Pitte, seu presidente de honra e ex presidente da Universidade da Sorbonne e grande defensor da gastronomia francesa, classificada em 2010 como “Patrimonio Imaterial da Humanidade”, pela UNESCO.
Uma sala de aula em Ferrières: luxo só!
E uma butique para treinamento…
O curso, em Ferrières, funcionará como um “pós bacharelato”, terá algumas versões, dependendo do interesse e afinco do aluno. Clique aqui para todas as informações!
Antes de ir, tenho que confessar: me deu uma vontade louca de voltar a estudar… BN
Eis o restaurante-escola de “Ferrières”, “Le Baron”, que luxo chê… O outro, o “Le Chai”, vai abrir também para o público: quero conhecer!!!
Amei o nome desta sobremesa que está no menu do ARMAZÉM DEVASSA: GULOSA!
Minha querida chef, Andrea Tinoco, depois que eu muito pedi, nos deu a receita!
Aproveitem!
AC
Receita Gulosa:
Ingredientes (rendimento 5 bolinhos)
250g de chocolate meio amargo;
500g de chocolate de leite (quebrado em pedaços pequenos);
250g de manteiga sem sal;
350ml de creme de leite fresco;
500 ml de leite fresco;
250g de açúcar;
6 ovos (claras e gemas separadas);
Calda de chocolate e
Sorvete de creme
Modo de fazer:
01 – Calda de chocolate: Derreta o chocolate ao leite, o creme de leite e o leite fresco em banho-maria. Misture com um batedor até que fique homogêneo. Reserve.
02 – Pique o chocolate meio amargo em pedaços pequenos. Corte a manteiga também em pedaços pequenos. Coloque a manteiga e o chocolate numa tigela e deixe em banho-maria.
03 – Misture até o chocolate e a manteiga ficarem totalmente derretidos e reserve.
04 – Numa batedeira bata as claras em neve, até que fiquem bem firmes e reserve. Em seguida, bata as gemas com açúcar até branquear.
05 – Misture o chocolate e continue batendo até ficarem bem homogêneos.
06 – Acrescente delicadamente as claras batidas à mistura de chocolate.
07 – Numa forma untada, coloque a massa e leve ao forno quente (180 graus) por 15 minutos.
08 – Sirva com sorvete e calda de chocolate.
Cheguei em casa e me deparei com esta caixa chiquérrima.sem suspeitar o que me esperava…
Abri e me deparei com o melhor pão de mel que já comi, e olha que sou viciada!
A queridíssima amiga Elza Pereira sempre que volta de BH, terra de nossas famílias, trás uma novidade irresistível do ramo (ou quase) da gastronomia: mineiro arrasa no quatro bocas!
Vejam de perto…
Páreo pra seu primo argentino…
Como foi outro dia com um pão de mel, digno do Olimpo grego: tamanho perfeito, chocolate divino, recheio de doce de leite no ponto, ou seja, primo irmão da perfeição. Fui pesquisar e descobri que a autora chama-se Raquel Maia, especialista nas trufas mais divinas e neste supra sumo, que deixa o “hermano” alfajor com as barbas de molho…
As famosas trufas da Raquel: aguardando…
Espero, ansiosa, sua próxima ida à Minas pra poder contar pra vocês das trufas! BN