Gramática Urbana: A curadora Vanda Klabin com o Secretário Municipal de Cultura Emílio Kalil, o Coordenador de Artes Visuais Robson Outeiro e o poderoso elenco de artistas que dela participam!
Sábado é dia nobre da semana e pra combinar com ele, nossa queridíssima Vanda Klabin honra o BLOG com sua visita pra contar sobre a maravilhosa exposição que inaugurou, sábado passado, no Centro de Arte Hélio Oiticica, no Rio de Janeiro, da qual ela é curadora: privilégio!
A exposição fica até 22 de abril, de segunda a seta feira de 11 às 18 horas e nos sábados, domingos e feriados das 11 às 17 horas.
O Centro de Arte fica na Rua Luis Camoões, 68, Centro. BN
VANDA KLABIN COM A PALAVRA:
” A MEMÓRIA DO HOMEM NÃO É UMA SOMA; É UMA DESORDEM DE POSSIBILIDADES INDEFINIDAS”, JORGE LUIS BORGES in NOVE ENSAIOS DANTESCOS & A MEMÓRIA DE SHAKESPEARE
” GRAMÁTICA URBANA é uma mostra de interação entre o espaço cotidiano da cidade e a produção artística contemporânea. Focaliza um conjunto de obras inéditas de onze artistas contemporâneos que apresentam associações, afinidades e oposições entre as mais diversas formas, técnicas e linguagens.
O espaço público é o principal campo de investigação desses artistas, que na sua maioria, tiveram a sua trajetória oriunda dos registros realizados pelas paredes da cidade e com a vitalidade da urgência urbana. Por sua natureza efêmera e transitória, a construção parece estar próxima da desconstrução, os campos picturais parecem não ter metas definidas, as paredes urbanas são tratadas como plano pictórico, como espaço geográfico de ocupação da verdade poética de seus pensamentos.
Cada um construiu a sua trajetória e o seu idioma pessoal, formulou o seu próprio vocabulário artístico em relação à esfera urbana, mas mantendo uma certa alquimia de contrastes. Cada um tem sua localização singular na trama cultural contemporânea, cada um pontua as suas diferenças e descontinuidades na tensão da convivência e na plasticidade iconográfica do conturbado território urbano.
Organizam o espaço em torno de anotações fragmentárias, uma espécie de desacordo entre a vontade de comunicar a sua expressão gráfica/pictórica e a arquitetura urbana. O olhar oscila entre os fragmentos de jornais, os cartazes recortados, os resíduos urbanos, as obstruções na superfície, as pequenas colagens abstratas,as entidades irreconhecíveis dos agrupamentos de letras, os alfabetos cifrados, o caráter emblemático de signos, que apresentam combinatórias geométricas e pretende trazer o espaço físico do mundo exterior e suas ressonâncias urbanas para um outro território. A idéia da curadoria é tirar partido deste frescor, numa exposição que reúne as obras mais próximas ao espírito inquieto desses artistas, sempre em incessante processo criativo”.
ANTONIO BOKEL / ALÊ SOUTO / BERNARDO RAMALHO / BRUNO MIGUEL / DANIEL LANNES / ELVIS DE ALMEIDA / EVANDRO MACHADO / GAIS / JOANA CESAR / PEDRO SÁNCHEZ / TIAGO PRIMO
COM VOCÊS, A ARTE DE CADA UM DOS ARTISTAS QUE PARTICIPAM DA DESLUMBRANTE EXPOSIÇÃO! BN
Trabalho de Antonio Bokel!" Captura de Tela", trabalho de Alê Souto!Trabalho de Bernardo Ramalho!Trablhos de Bruno Miguel!Trabalho "Chapaquente", de Daniel Lannes!Trabalho de Elvis de Almeida!" Horizonte", trabalho de Evandro Machado!Trabalho de Gais!Obra de Joana Cesar!
Trabalho de Pedro Sánchez!Trabalho de Tiago Primo!
CURTAM, AGORA O CENTRO HÉLIO OITICICA, MAGISTRALMENTE PREENCHIDO PELA EXPOSIÇÃO! BN
Príncipe Harry saindo do hotel Windsor durante o dia
O Rio de Janeiro parou para receber o Príncipe Harry!
Como resolveu-se que ele sairia do aeroporto de carro, o transito ficou caótico…
Ele está hospedado no Windsor Atlantica ( Windsor e realeza inglesa, tudo a ver!), antigo Meridien, na Avenida Atlantica, que foi inteiro reformado com projeto de arquitetura e decoração da craquérrima PAOLARIBEIRO!
Aqui vemos com exclusividade para o 40 FOREVER os aposentos que o Príncipe Harry está ocupando.
Ele é super low profile e não esta na suíte presidencial, preferiu ficar na suíte executiva do hotel. Tres andares estão reservados para a comitiva dele.
Ele não fez nenhum pedido estranho; muito bem educado o garoto! Enquanto isso, as meninas lindas cariocas, estão todas se produzindo para a festa de hoje à noite no Morro da Urca. Está uma noite gloriosa de lua cheia no Rio, desconfio que esse Príncipe vai gamar na nossa cidade ou em alguma carioca bem descolada…
AC
Quarto em que ele está
Sala da Suíte Executiva com a vista mais espetacular possívelCaso ele resolva tomar um bronze, olhem a vista espetacular que ele verá
Volta a visitar nosso BLOG, minha “sobrinha” especialista em assuntos incríveis, Cleuci de Oliveira, para nos contar mais uma de suas fantásticas descobertas… hoje na seara das artes plásticas. BN
SOBRE OS MESTRES DA PRÉ-HISTÓRIA: Por Cleuci Oliveira!
“Pablo Picasso, durante visita às cavernas francesas de “Lascaux”, em 1940, quando viu, pela primeira vez, as magníficas pinturas pré-históricas que adornam suas paredes, há mais de 17.000 mil anos, exclamou: “Não inventamos nada!”
Ele ficou impressionado não só com o realismo e sofisticação das pinturas, mas também com certos detalhes que lhe pareciam comunicar idéias modernas e também surrealistas! Picasso, estarrecido, chegou à conclusão de que ele e os outros grande artistas do século XX, não estavam criando nada de original.
Algumas das pinturas nas cavernas de Lascaux, na região francesa de Dordogne, que deixaram Picasso de boca aberta
Se Picasso ainda estivesse vivo, em 1994, durante a grande descoberta da caverna de “Chauvet” também na França, ficaria ainda mais perplexo, com as pinturas lá encontradas! A caverna possui o que arqueólogos e historiadores da arte concordam serem os exemplos mais avançados da expressão artística, da pré-história. Naturalmente, imaginaram que as pinturas teriam sido produzidas, posteriormente, às de “Lascaux”.
Exemplos que mostram a sofisticação das gravuras nas paredes de Chauvet!Parte de uma parede na caverna de Chauvet, coberta por gravuras!
Qual não foi a surpresa, quando os testes do carbono14 revelaram que as pinturas teriam entre 30.000 a 32.000 anos, ou seja, quase o dobro da idade das de “Lascaux”. Alguns ficaram tão chocados com esta descoberta, que exigiram mais testes. O arqueólogo Paul Pettit, da Universidade de Sheffield, comentou que “os resultados eram tão surpreendentes quanto achar uma pintura renascentista, em uma ruína do império romano”.
A exclamação de Picasso de que não inventamos nada, nunca teve mais ressonâcia, do que 2012: há menos de um mês, pesquisadores anunciaram que pinturas dentro da caverna de Nerja, perto de Málaga, na Espanha (já publicamos um post sobre o passeio à Nerja), foram também pesquisadas e datadas, e têm entre 42.300 a 43.500 anos! O que torna este achado impressionante é o fato de que nossos antepassados humanos, em tese, só alcançaram a “Península Ibérica”, muitos milênios depois.
Detalhe das pinturas mais antigas do mundo, feita por neandertais, nas cavernas de Nerja, em Málaga. Acredita-se que representam focas, que faziam grande parte da dieta neandertal!
As pinturas, portanto, só podem ser atribuídas, aos homens de Neandertal, que povoaram o oeste europeu, muito antes de nós, humanos. Ou seja, como Picasso remarcou, nós humanos não inventamos nada, nem mesmo as artes plásticas.
Este achado não é, nada menos, que revolucionário, pois a comunidade científica por muito tempo supôs que a espécie humana, apesar de ter parentesco com a espécie neandertal (tivemos um antepassado em comum, há mais de 500.000 anos, mas ao longo dos milênios, viramos espécies bastantes distintas), éramos os avançados e eles mais primitivos.
A enorme sensibilidade artística dos primeiros humanos, como pode ser comprovada nas grutas de “Lascaux” e “Chauvet”, era tida como uma prova da nossa superioridade. Numa matéria feita pela “Time Magazine”, em 2006, por exemplo, o autor descreve as pinturas das grutas de “Lascaux” como “evidência do enorme avanço em conecções neurais, que desembocou no desenvolvimento do atributo, unicamente humano, que chamamos de consciência.” As gravuras de autoria neandertal, portanto, põem abaixo esta suposição.
E tem mais: outros estudos recentes comprovam que neandertais tingiam conchas, para criar colares, e até chegaram a usar maquiagem! Os pigmentos usados por eles para decorar o rosto, tinha um aspecto cintilante, como “glitter”! Bem, ninguém disse se eles não eram bregas, mas “fashion”, não restou dúvidas.
De fato, vários dogmas sobre os neandertais têm sido refutados, em pesquisas recentes. Cada nova descoberta mostra o quão eles eram similares aos nossos antepassados e, por esta razão, tinham tanto para dar certo, como espécie, quanto nós. Infelizmente, foram extintos, há mais ou menos 30.000 anos, e ninguém sabe o motivo. Por que será, então, que nós conseguimos chegar aos dias de hoje, e eles não? Teria sido, somente, sorte?
Deixando estas questões existenciais de lado, é ótimo saber que apesar dos problemas de conservação, as autoridades francesas e espanholas acharam soluções criativas para os turistas poderem visitar estas cavernas, de alguma maneira.
Para o complexo de cavernas de “Lascaux”, hoje aberto à visitação somente a arqueólogos e afins, fez-se uma réplica exata, de dois dos corredores mais impressionantes. Eles são abertos ao público e ficam a menos de 200 metros da caverna original. Chamam-se “Lascaux II” e é um ótimo programa para a família.
A entrada original de Lascaux (à esquerda) e a da réplica, Lascaux II, a 200 metros uma da outra! Uma reprodução em Lascaux II: maravilhosa reprodução!
Já a caverna de “Chauvet” não pode ser acessada por leigos como nós, e nem tem um plano B, como “Lascaux. Mas isso não quer dizer que a bela área não vale uma visita: a caverna fica situada nas chapadas ao redor do rio Ardèche, ao lado da maravilhosa ponte natural Pont d’Arc.
As maravilhosas chapadas que rodeiam o rio Ardèche!A "Pont d’Arc", uma ponte natural de 500.00 anos, sobre o rio Ardèche: so ela já merece o seu passeio!
Um leigo que, felizmente, conseguiu acesso à caverna de “Chauvet”, recentemente, foi o incrível cineasta, Werner Herzog, para ambientar o seu “Cave of Forgotten Dreams”. Werzog filmou em 3D para mostrar como os artistas pré-históricos aproveitavam as curvas nas paredes cavernosas, para ‘encorpar’ seus desenhos. Incrível!
Cartaz do filme de Herzog, ambientado em "Chauvet"!Um Neandertal super star!
Por fim, a “Cuevas de “Nerja”, a 5 minutos de Málaga, é aberta ao publico, o ano inteiro (as pinturas neandertais estão em uma área restrita e by appointment). Aí, as formações rochosas são uma super atração turística imperdivel. Mais informações podem ser encontradas no site http://www.cuevadenerja.es/, que também tem secção em inglês.
Área de acesso às "Cuevas de Nerja", perto de Málaga, na Espanha!
Durante os meses de verão, a caverna central de Nerja se transforma em uma lugar de espetáculos, apresentando varias performances de ballet, dança flamenca, música clássica e ópera, entre outras.
Apresentação de ballet clássico, em Nerja...Apresentação da Orquestra Filarmônica de Nerja, no maior vão coberto do mundo, que é o da gruta central de Nerja!
Hoje nosso BLOG recebe a ilustríssima visita de nosso consultor de música clássica, Professor Rafael Fonseca, sobre quem não me canso de repetir: foi o ser vivo que me fez perder o pânico desta sublime categoria musical. Adoraria conhecer seu sósia, no setor da aviação!
Por falar em avião e música, ele vem nos contar sobre a maravilhosa viagem que está organizando, para a Alemanha, com o igualmente craque professor de história (sortuda, tenho aulas com ele!), Francisco Vieira! Deixo a palavra com quem a merece, Rafael Fonseca, pra que ele explique este programa imperdível: Vai que alguém está querendo ter um “marvelous time”: é pegar ou pegar! BN
“CONHECER A ALEMANHA PELAS ENTRANHAS: POR RAFAEL FONSECA!
Pense em Música Clássica; o que te vêm à cabeça? Bach, Beethoven, Händel e Brahms? Alemães, todos eles. Pense na melhor orquestra do mundo e… Filarmônica de Berlim, à la tête, não é mesmo? A Alemanha é a pátria musical, por excelência. Tudo bem, tem a Itália, mas esta está mais para a Pátria-mãe da Ópera, enquanto que os germânicos, esses sim, foram os responsáveis pelas mais belas Sinfonias, pelos Concertos e Poemas Sinfônicos que formam o pilar maior do repertório das grandes orquestras.
E o povo alemão tem uma história muito rica, contendo um triste capítulo, o Nazismo. Desde a poderosa Prússia, um Estado militar, que foi levado, com mãos de ferro, por um rei inteligentíssimo, gay, grande general de batalhas, leitor de poesias, músico (excelente flautista). Estamos falando de Frederico II ou Frederico, o Grande. Culto e um dos primeiros iluministas, ele importou para seu gracioso Palácio Sanssouci, ninguém menos que Voltaire. Criou uma orquestra de corte, na qual tocavam músicos importantíssimos da época, entre eles Carl Philip, filho do grande Bach.
FREDERICO II TOCANDO UM CONCERTO PARA FLAUTA EM SANSSOUCI - POTSDAM
A Alemanha foi palco das Grandes Guerras do século XX e depois, por anos, da Guerra Fria, permanecendo dividida entre Comunista e Capitalista, até 1989. Berlim, epicentro dessa história toda, atrozmente dividida por um Muro.
E hoje? Você encontra, em Berlim, a capital mais fervilhante da Europa. Lá estão as melhores galerias de arte, o cidadão mais descolado, e um poder de reconstrução que impressiona. E também, uma arquitetura moderna fantástica!
O REICHSTAG - PARLAMENTO ALEMÃOA MODERNA CÚPULA DO PARLAMENTO, EM CIMA DE UM PRE'DIO HISTÓRICO!.jpe
Para conhecer melhor, isso tudo, propomos o roteiro “A ALEMANHA HISTÓRICA”,
que vai desvendar, para você, esse país e seu povo, pelas entranhas: a sua música e sua história. Para tanto, a ViRa organizou uma viagem na qual você vai acompanhado de dois professores: o pesquisador musical, Rafael Fonseca, e o professor, Francisco Vieira, que também é consultor da GloboNews TV.
A parte histórica vai ficar centrada num triângulo, que é o coração da Alemanha: Leipzig – Dresden – Berlim. Francisco vai te levar ao Palácio de Frederico II, em Potsdam, à Praça da cidade-mercado, de Leipzig, aos prédios da Bauhaus, em Dessau, à fábrica de Porcelanas mais antiga da Europa, em Meissen, ao Palácio Real da Saxônia, em Dresden, ao Palácio de Charlottenburg, em Berlim, ao Reichstag (Parlamento alemão), além de museus como o Pergamon, entre outros programas de arte, história e cultura.
A FAMOSA PORCELANA DE MEISSENPALÁCIO SANSSOUCI EM POTSDAM
Na parte musical, o professor Rafael Fonseca escolheu concertos imperdiveis, com maestros dos mais importantes: Claudio Abbado, Colin Davis e Riccardo Chailly. As 3 melhores orquestras da Alemanha estão, também, no programa: Filarmônica de Berlim, Staatskapelle de Dresden e Gewandhaus de Leipzig! As Salas de Concerto são um espetáculo à parte: da arrojada arquitetura dos 60s da Philharmonie, em Berlim, à tradicionalíssima Ópera Semper, em Dresden, uma das casas de ópera mais bonitas do mundo.
PHILHARMONIE - A SALA DE CONCERTOS DA FILARMÔNICA DE BERLIM
SEMPEROPER – A ANTIGA ÓPERA REAL DA SAXÔNIA EM DRESDEN
A proposta é: viajar pelo conhecimento, pela arte, pela história, pela música. O roteiro começa no dia 29 de abril em Berlim e termina no dia 13 de maio, na mesma cidade. Estão incluídos todos os ingressos, as aulas dos professores, transportes (um carro executivo te busca e te leva ao aeroporto, só para você), e hotéis de primeira categoria como o famoso Adlon em Berlim, bem em frente à Porta de Brademburgo!
O HOTEL ADLON!
Verifique a disponibilidade de vagas no telefone: 21 2259 1442!
Veja fotos das viagens já realizadas, entrando em nosso site!” RAFAEL FONSECA!