Bebel

Bebel Niemeyer

Wilminha Super star!

Minha querida amiga Wilma Guedes Vicente é uma massagista maravilhosa e, nas horas vagas, pilota um quatro bocas como ninguém!

Como sou sua cliente de fé, passamos os nossos encontros no maior papo, sobre qualquer assunto e é sempre uma delícia. Mas quando entramos na seara da culinária caseira, aonde ela arrebenta, aí é covardia! Amo quando descreve seu último jantar, com tanta minúcia de detalhe, que chego a sentir o cheiro da apetitosa iguaria e a devoro com o pensamento!

De quando em vez, ela faz uma pausa e me adverte de algo incrível, como se fôssemos da mesma laia, já que nunca tive a coragem de lhe revelar que vou, no máximo, até o ovo mexido. São alguns desses preciosos truques e pequenas-grandes receitas que divido com vocês.

1- Para tirar a acidez da sopa de tomate: Na hora que começar a cozinhá-la, ponha na panela uma cenoura crua e deixe cozinhar junto. Retire-a antes de servir.
Contando pra um amigo médico / chef , ele deu-me a explicação científica: A cenoura não “puxa”a acidez do tomate, como a minha ignorância supôs ela, simplesmente, doa glicose. Por isso vale também colocar beterraba.

2- Para tornar uma pluma sua massa de quiche ou de cheesecake: Quando tiver preparando a massa, em vez de água, ponha uma colher de sobremesa de creme de leite fresco e a manteiga tem que ser gelada.
Muda tudo!

3- Para dar uma graça inexplicável à sua sopa de abóbora, cozinhe junto, um pedaço de gengibre. Retire-o antes de servir.
Acrescento, humildemente, um touch of class a este manjar: Sirva  a sopa “empratada” e ponha, por cima, um fio de pesto!

4- Pro seu souflê crescer mais que o habitual: Acrescentar, à massa, uma colher de café de fermento em pó. Mas detalhe: Se passar disso, ele sobe horrores, mas murcha na mesma proporção.

5- Picanha de forno facílima!
Espalhar pela peça de picanha sal comum e um vidro de mostarda Jimmy ou Hemmer (nunca nada melhor, tipo Dijon,  porque não presta), e colocá-la num tabuleiro com a gordura virada pra baixo. Esquentar muito o forno. Quando ele estiver fervendo, colocar a carne pra assar até a gordura selar (quando fica uma bola). Daí vira a carne, deixando a gordura por cima, e deixe-a dourar. Esta pronta!
Detalhe: este molho que sobrou no tabuleiro é divino. Basta retirar eventuais pedaços de gordura.

6- Filet de salmon transfigurado: Espalhe mel por todo pedaço, passe num prato com gergilim e grelhe! De comer rezando!

Se você gostou, me conta, que na próxima seção anoto mais!

BN

Wilminha Super star! Read More »

Risque e rabisque virtual

Nada mais divertido e cultural do que almoço de mulher quando rende, isto é, quando o papo flui! E para tanto,  quatro “exemplares” é o número ideal. Mais do que isso, corre-se o risco de monólogos paralelos! Agora, quando tudo da certo, é dos maiores celeiros de informação que conheço. Úteis ou inúteis não importa, são sempre interessante!

Porque vocês sabem, mulher antenada fala de tudo! Desde a última máquina que chegou na cidade  pra remover celulite, qual a peça que está bombando na Broadway ou nos armários mais descolados, que buraco de mundo é o point do momento, o livro que te fará varar a madrugada e, se bobear, até as qualidades táticas e técnicas do Neymar e Cristiano Ronaldo entram na roda. Da política, então, sai de baixo: Sempre detalhes nunca dante navegados!

Pois foi num almoço destes, onde o Nirvana feminino foi alcançado e a conversa nos fez perder a hora de tão deliciosa, que aprendi esta dica preciosa que repasso pra vocês. Com uma ressalva: Sou a pessoa menos “up to date”, em se tratando de informática. Então, se esta novidade é do ano passado, me desculpem. Vamos à ela: Trata-se do PENULTMATE, aplicativo exclusivo do Ipad.

Instalado  no seu Ipad, quando você usar o Programa verá  a  tela do seu computador simular  uma folha de papel virtual, onde você poderá escrever ou desenhar, com a possibilidade de enviar os escritos da tela, feitos à caneta de borracha (você vai precisar de uma), para os mesmos destinos que envia os escritos com o teclado. Noves fora outras maravilhas que só vendo, ou melhor, só baixando!

Maravilha  para nos que, secretamente, catamos um milho com muita competência! Ah, último detalhe. A caneta de borracha da minha amiga, chiquérrima, era da marca Griffin.

BN

Risque e rabisque virtual Read More »

Existe um lugar…

Existem lugares na vida que gostamos pra sempre, como é o caso do meu xodó por um restaurante escondido no litoral carioca.
Por ser “off Broadway”, não é um lugar que vamos sempre. Mesmo  assim me intriga como, até hoje, desço aquela rampa deslumbrada, como na primeira vez!
É o Bira, na Pedra de Guaratiba.

Pra maioria de vocês, este assunto deve ser pra lá de requentado. Mas escrevo na esperança de achar um distraído leitor e poder iniciá-lo, como fiz recentemente com uma família de amigos sofisticadíssimos, que nunca tinham ouvido falar.

Ele fica estalado (como um ovo) no meio da deslumbrante Restinga de Marambaia, com suas varandas debruçadas sobre o manguezal. Que coisa linda!
A comida é caseira e deliciosa, menu brasileiro, arroz soltinho, bobós, peixadas, jaba com jerimum, compotas de nossas frutas e tudo que adoraríamos comer na rua, mas só conseguimos faze-lo em nossas  casas.

Peraí! Ia me esquecendo do melhor: Os pastéis divinos acompanhados da melhor caipirinha do pedaço! E aí eu incluo toda a orla!
Vale a pena largar a preguiça em casa no primeiro dia de sol, chovendo perde muito, e ir pro Bira ser feliz!

BN

Existe um lugar… Read More »

Escuta só!

O Rio tem dessas coisas!

Passo na Capricciosa para um jantar  dominical e sento ao acaso. Olha pro lado, Valentino! Olho pro outro, Claudia Gimenez num papo animadíssimo com a Roberta Sudbrak, olho pr’atrás, Chico Buarque…
Dias depois, entro na lojinha da Proforma do Leblon (Cobal) e reparo a linda menina que faz um enxoval. Reconheço Charlotte Casiraghi se preparando pra malhar com Cesar Parcias. Sim ele, sempre ele!

Ok! Mas alucinação mesmo foi me deparar com uma miragem do Bill Clinton e Anthony Hopkins andando, displicentes, pela calçada de Copacabana. À noite, no JN, confirmei que ainda não estou louca!
Em qualquer lugar do mundo, as “celebs” zanzam com cara e aparato de famoso. Só aqui é que passam desapercebidas, confusas na paisagem.

Isto tudo pra contar que fim de semana retrasado, recebo um torpedo de meu amigo e professor Rafael Fonseca me convidando pra algo que minha falta de óculos transformou num “blind date”.
Seguimos pro Instituto Moreira Salles, que só isso já é um programaço!
Eis que surge em minha frente  Alex Ross, o very cool e very tudo crítico de música da revista New Yorker, lançando ali seu novo livro, numa tarde chuvosa de sábado. E como quem não quer nada, evidente, lembra que estamos no Rio!
Para tanto, fez uma palestra mara sobre, “A evolução da chacona até o blues, e a arte da melancolia” que apesar do título mala, foi super interessante, totalmente compreensível e despretensiosa, como seu autor.

Ah! O que é chacona? Aprendi com ele: É uma dança espanhola, rodopiante e mega sensual, que hipnotizava a todos que a vissem! Fiquei até afim de aprendê-la, vai que não é papo?!

Você que não deu esta sorte, ainda está em tempo! Compra o livro “Escuta só”, Alex Ross, Cia. das Letras (que é a porta para se entrar, com simplicidade, no mítico mundo da música clássica), leia o segundo capítulo e bingo! Você (quase) esteve lá!

BN

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Escuta só! Read More »