A Provence é um lugar mágico onde a arquitetura tem harmonia total com a natureza. As casas tem um estilo próprio, são simples porém muito requintadas.
Esta é uma casa especial no meio da tão linda Provence, uma casa feita com muito carinho pela minha querida amiga Alessandra El Khoury que tem o maior bom gosto para todas as suas casas. Ela é casada com o grande Sheik Bechara El Khoury e há alguns anos o casal trocou a agitação de Mônaco, pela calma deste lugar encantado que é perto de Avignon. Eu pessoalmente adoro…
MP
A maravilhosa fachada com as cores provençais.
Outra foto da fachada.
Que delícia de lugar…
Reparem a trepadeira se chama Glicinea e sou absolutamente louca por ela!
Que piscina deliciosa, um espetáculo!
Vista de outro ângulo com a ‘pool house’.
As arvores são centenárias…
Jardins do tipo Lenôtre.
Um local super agradável para almoços e jantares ao ar livre.
Mesa posta …
A dona da casa e muito querida Alessandra El Khoury com seus labradores.
O grande Sheik Bechara El Khoury nos seus domínios.
Um cantinho charmoso da sala.
A lareira no inverno também pode ser usada, deliciosa…
Detalhes…
A linda Tatiana el Khoury no seu computador.
Esta mesa com a toalha bordada não está linda de morrer? Amo todas as porcelanas que estão sobre ela…
Fotos exclusivas tiradas por Sylvia e Gerard de Waldner.
Hélio Pellegrino é um grande artista, poeta de alma, músico, escultor, pintor, um verdadeiro romântico à moda antiga. E, além disso, um grande arquiteto. Um idealista com pensamentos mágicos e inovadores, mas um sonhador que concretiza suas idéias, que atinge suas metas e realiza, com empenho, seus desejos. O entusiasmo vibrante de suas idéias, as torna reais.
Hélio está realizando mais um de seus inúmeros sonhos: construir casas que sejam autossustentáveis, feitas apenas com materiais recicláveis. São as casas do futuro, casas feitas através da reciclagem de containers utilizados, a priori, para transportes e que, neste caso, tem validade de 8 anos, depois disto tornam-se inúteis e Helio está usando estes containers para fabricar casas “prontas” e até um Hotel em Inhotim (Minas Gerais).
Vai ser muito bom poder ligar e encomendar uma casa com 2 ou 3 quartos e, rapidinho, ela chegar em seu terreno, prontinha para ser instalada e inteiramente autossustentável. As paredes são de containers (ferro especial), as venezianas de tubo de papel, os tetos forrados de pet, placas solares para aquecer a água e até uma horta hidropônica. Pet é um material idêntico à madeira, toda a Disneylândia é feita deste material que é fabricado com a mistura de fraldas descartáveis, garrafas pet, dinheiro que não é mais usado na casa da moeda e palha de coco. A textura é incrível!
Ai vão as imagens…
Que casa incrível, nem dá para acreditar que é totalmente construída de materiais recicláveis!
Olhem só o quarto…impressionante não?
Um shopping inteiramente feito de materiais recicláveis.
Para os amantes de arquitetura e do bom design, vamos passear os olhos pelos projetos sensacionais do renomado arquiteto japones, KENGO KUMA, começando pelo que ele fez para uma loja do Starbucks em Fukuoka no Japão.
Como ele trabalha bem a madeira, adorei! A pessoa deve se sentir dentro de uma instalação!
AC
O máximo!
Então vamos ver mais, porque suas formas enchem os olhos e a alma!
Convidei minha cunhada amada, Andréa de Magalhães Lins, para nos contar sobre sua sobrinha competentérrima, Betina Bethlem, e seu trabalho.
Betina e Andréa, minha “Cunha” amadíssima!
De quebra, a entrevista que Bettina fez com nosso mago da arquitetura, OSCARNIEMEYER.
AC
“Apresento a vocês a jovem e talentosa Betina Bethlem, que trabalha como gerente de projetos e como jornalista na Paddle8 em Nova Iorque. A Paddle8 é um site que oferece a colecionadores internacionais acesso a uma seleção de obras de arte das melhores galerias, fundações e feiras de arte no mundo!
Membros cadastrados na Paddle8 podem navegar o mercado de arte, se educar, e comprar obras de arte através do site.
Betina, que nasceu e foi criada nos Estados Unidos,( minha irmã e meu cunhado moram lá há anos onde ele trabalha), estudou literatura e história da arte na University of Pennsylvania, e começou sua carreira no MoMA em Nova Iorque, trabalhando com o curador de arte latino-americana. Anteriormente a Paddle8, também trabalhou no The Brooklyn Rail, e na Artnet.
A Paddle8 em parceria com a Visionaire, editora de arte e moda que produz revistas em formatos originais, homenageiam o Rio de Janeiro em sua edição Visionaire 62 Rio.
Betina escolheu o lendário arquiteto Oscar Niemeyer e obteve uma rara entrevista, publicada na Paddle8 como personalidade central da homenagem. Ele fala sobre seu amor pelo Brasil, seus desenhos, suas inspirações, suas viagens, seu uso revolucionário do concreto armado, e a importância da beleza e da invenção na arquitetura. Leia a transcrição da entrevista abaixo.
BETINA BETHLEM
O projeto também inclui conteúdo adicional para comemorar o mestre arquiteto e a vibrante cena artística do Brasil. Além da entrevista exclusiva com Oscar Niemeyer, o projeto é acompanhado de 18 slides em 3D de algumas de suas principais obras e um estereoscópio para visualizá-los. A edição inclui também uma galeria de imagens de obras de arte de artistas brasileiros contemporâneos representados por galerias brasileiras, e fotos do artista e diretor criativo da Osklen, Oskar Metsavaht. Acesse o projeto aqui!
Você também pode comprar a Visionaire 62 Rio, os slides do Oscar Niemeyer, e as obras de arte através da paddle8.com
Entrevista com Oscar Niemeyer por Betina Bethlem:
BB: O que inspirou os seus desenhos?
ON: Eu quando era garoto gostava de desenhar. Eu lembro quando eu tinha uns 10 anos, eu ficava assim com o dedo no ar, desenhando. Não importava o que estava passando, eu estava sempre desenhando. O desenho sempre me provocou. E o desenho me levou a arquitetura.
BB: A sua família te ajudou?
ON: Eles concordaram. Foi tudo muito pessoal. Meu pai era comerciante de uma empresa de papel, e achava que isso era o que eu iria seguir. Mais eu tinha vontade de desenhar. Fazia retratos, e fazia desenhos, e ai acabei na arquitetura.
Eu também gosto de escrever, distrai né?
BB: O que o senhor gosta de escrever?
ON: Eu gosto de escrever sobre arquitetura, gosto de escrever sobre política. A literatura me provoca também. Eu gosto de escrever na revista que escrevo [Nosso Caminho]. Escrevi um livro também. A revista obriga a gente a ficar especulando os problemas da arquitetura. Tem dez números. A idéia é levar para os estudantes todos os assuntos, não apenas arquitetura, inclusive política. Nós mesmos trabalhamos, arranjamos e organizamos os textos. O que é distraído é fazer a revista, escolher o homenageado, a história dele, e depois como é que a arquitetura está marchando no tempo. Mostrar como tudo o que fazemos agora é especulado no concreto armado. Antigamente a arquitetura era feita com menos possibilidades de invenção. Hoje a arquitetura é invenção. Tem que estar de acordo com a estrutura, a gente pode especular com a escultura. A gente trabalha para instigar o concreto armado. Ajudando ele a evoluir também. Antigamente uma casa era uns tijolos no chão. Hoje você pode faze-la suspensa, numa maneira mais diferente. Eu fiz uma casa nos Estados Unidos recentemente. É uma casa que a pessoa se espanta um pouco. É tudo racional, tudo feito direito, tudo podendo usar o concreto armado em uma maneira inteligente. A arquitetura hoje é invenção. Não basta ser só racional, tem que ser bonita, e tem que mostrar que ela está baseada numa arquitetura rica em soluções.
BB: Quais são os problemas da arquitetura hoje em dia?
ON: O problema é utilizar o concreto armado em todas as suas possibilidades. Você pode fazer uma casa em cima de quatro colunas, ou você pode fazer uma casa em cima de uma coluna só – então isso mostra todas as possibilidades que o concreto armado oferece. Então para ser boa a arquitetura, ela tem que exprimir bem o processo do concreto armado. Se não, é atrasado.
BB: Eu acho que a arquitetura do senhor dá a sensação de se estar em outro planeta, outra realidade.
ON: [Risada] É. Depende do caso. As vezes a gente gosta de fazer um projeto variando em torno de um elemento assim fundamental e de grande estatura e beleza. É bom… É bom fazer arquitetura assim, procurando a coisa diferente. Agora estou fazendo um estádio, estou pensando no estádio. É um estádio mais ou menos pré-fabricado, mais não é pré-fabricado. É feito a base do concreto, a cúpula. É uma cúpula gigante, uns 250 metros. Então essas obras assim diferentes que despertam meu interesse me dão a vontade de fazer arquitetura.
BB: O senhor passou uma boa páscoa?
ON: É, trabalhando. Trabalhando normalmente. As vezes a gente viaja aqui por perto do Rio, para outros estados. Já viajei longe também. Fui até Moscou, os Estados Unidos. Eu fiquei um mês nos Estados Unidos trabalhando normalmente na Organização das Nações Unidas. Depois eu vim pro Rio, e daí trabalhei na França alguns meses. Conheci a Alemanha, conheci Moscou, conheci a África. Eu tenho uma idéia do mundo já bem nítida. O mundo que é afinal, a luta dos pobres contra os ricos. Os pobres estão revoltados com a injustiça social e os ricos querem manter a evolução do dinheiro e do poder. Eu estou do lado dos pobres.
A arquitetura é uma coisa de pensamento. A arquitetura é uma coisa de fantasia. A arquitetura não e um negócio. Não é a técnica só – não e só subir com prédios ate 100 metros. A arquitetura é construir prédio bonito. A arquitetura pode criar um ambiente bom para se viver. No Brasil o acesso é difícil, a comida é difícil. Nem só para brasileiros, deve ser assim para os egípcios agora também. Essa pobreza cria muitos problemas.
BB: O senhor trabalhou com o Le Corbusier?
ON: Mais ou menos. Eu fiz o projeto da ONU. Eles escolheram o meu projeto, aí ficou aquela confusão. O Le Corbusier me chamou, pediu para mudar o lugar de uma igreja que eu tinha feito. E ele era o mestre, então logo eu concordei em trabalhar com ele no projeto inicial.
BB: E Brasília?
ON: Brasília tem coisas boas e coisas ruins. Ha muitos prédios bonitos. É uma cidade de pobres e ricos juntos. Tem zonas para gente com melhores condições, e tem as zonas mais pobres. Brasília tem defeitos e pecados como qualquer cidade, mas é uma cidade agradável.
A cidade depende do ambiente. Brasília não é bonita do jeito do Rio de Janeiro, com a natureza bonita como a do Rio de Janeiro. Seria muito mal arquiteto para estragar um lugar tão lindo, com suas praias e montanhas. Só os ignorantes perturbam a beleza natural das cidades.