VALE A PENA REVER: “MONTANDO CARDÁPIO PARA POUCOS”.

 

 

Como bem diz minha sábia mãe, Sonia Bittencourt, educação é uma questão de generosidade e as regras de etiqueta baseam-se no uso do bom senso: precisaremos dele, a seguir, pois hoje vou falar sobre cardápios e como os faço, no dia a dia, ou quando tenho poucos convidados.

 

 

Comecemos pelo diário.
Quando vou às compras semanais de hortifruti e supermercado, levo um bloquinho onde anoto os menus que monto na hora, de acordo com os produtos que comprei. Assim, saio do mercado com toda comida semanal organizada e acabo gastando menos, pois levo somente o que será consumido (tirando o basicão, é lógico).

 

O ideal era termos no diário o mesmo ritmo dos dias de visita. Com a comida a gente chega mais perto…

 

Como toda família almoça espartanamente, compenso este sacrifício com um jantar frugal “ma non troppo”, seguindo sempre a mesma fórmula:
– Entrada: sopa, pra lá de light;
– Segundo prato: 1 Proteína + 1 Legume + 1 Carboidrato + Salada;
– Sobremesa: Fruta.
Desta maneira, a refeição fica balanceada, contendo todos os tipos de alimentos que necessitamos.

 

Sopa de tomates frescos como esta da foto…

 

Ou de brólis como esta, são dois exemplos de entrada delicia para o diário!

 

 O truque é caprichar no tempero caseiro, cozinhar da maneira mais simples e saudável, variar os ingredientes e menus, não esquecendo de sempre fazer uma novidade: oi livros de receitas, não vivo sem.

Detalhe: é no diário que treino, com a maravilhosa Fabiana,  os novos pratos que fazem minha família não entediar-se com à mesa, sendo que eles também nos servirão, em dia de visita.

 

Uma linda mesa é apenas um bom começo para o sucesso do jantar….

 

Mas quando tenho convidados, para uma refeição sentada, dou uma incrementada no esquema acima e monto o cardápio assim:

– Salgadinho: 1 frio e 1 quente;

 

Adoro servir estas canoinhas de tapioca, como salgadinho: são fáceis de fazer e tem carimbo brasileiro, chic!

 

– Entrada: algo que seja divino mas que não nos sacie, pois vamos seguir em frente. Falo de pratos tipo sopa, suflê, musse, pudim, torta, empadinha, panqueca, sopa, um legume especial como a alcachofra, “una pasta da mamma” ou o que a sua fértil imaginação produzir.

 

Esta linda salada de figos bate um bolão no verão…

 

– Segundo prato: escolho, pra começar, a famosa “pièce de résistance”, ou melhor, a estrela do dia e o resto gira em torno. Pode ser um peixe, uma carne, uma caça ou uma ave, acompanhados de acordo com seu paladar, por um legume, um carboidrato ( arroz, massa, uma raiz tipo batata, aipim, inhame ou ainda quinoa, cuscuz, farofa, etc) e uma salada de folhas variadas (caso a entrada não tenha sido algum tipo de salada), com um belo tempero.

 

Suflê de arroz: é melhor como acompanhamento do que como uma entrada, sopra o bom senso!

 

– Sobremesa: Procuro fazer sempre dois doces e um prato de frutas. Mas às vezes, complemento uma só sobremesa com aqueles docinhos que vocês já cansaram de ver, nas fotos.

 

Uso docinhos para complementar a sobremesa…

 

– Pra terminar, café ou uma infusão caseira.

 

No verão, sirvo esta infusão de cravo e canela bem geladinha!

 

ALGUNS DETALHES:

– Tudo D.O.C. (de origem caseira) é mais saudável e elegante, por isso tento fazer tudo que posso em casa.

– Sempre procuro montar meus cardápios com pratos que já estamos acostumados a fazer, para evitar as “zebras”, nunca esquecendo que brasilidade é “um must”. Nossa gastronomia é rica e saborosa;

-Comida caseira bem feita é uma verdadeira delícia e chiquérrimo. Muito melhor que um prato complicado e mal feito;

– Evito repetir ingredientes e a natureza do prato. Assim se um salgadinho tiver queijo, ele não aparecerá mais na refeição. Se fizer um suflê de entrada, não posso repetir na sobremesa ou se tiver empada pra começar, evito outra massa no segundo prato. Se uma sobremesa for de chocolate, faço a outra de ovo, frutas, etc.

– É meio demodê mas acho harmonioso: tento não repetir as cores das comidas;

– Comida de almoço pode ser sempre mais pesada que a do jantar. Assim, servir uma rabada, dobradinha, cozido ou feijoada à noite eu evitaria;

– A estação do ano também é muito importante: Saladas elaboradas são perfeitas pro nosso verão assim como suflês e caças combinam mais com o friozinho;

– Tenho sempre um plano B preparado, no caso de meu convidado ter alguma alergia ou não comer de tudo. E por falar nela, evito fazer frutos do mar, por exemplo, ingrediente que muitos são alérgicos, como minha única opção.

– As regras devem ser adaptadas, de acordo com as circunstâncias: se você for a rainha do cozido ou do picadinho, esqueça a entrada e faça apenas um prato, no capricho, que vai abafar. São comidas intransitivas, que não necessitam de preâmbulos.
Assim, algumas anfitriãs requitadíssimas, no verão, em vez de cumprirem este ritual dos três pratos (entrada, prato principal e sobremesa), fazem três entradas leves mais sobremesa e que, quando somadas, eqüivalem ao esquema tradicional: é o bom senso atuando.

– Seguindo o raciocino acima, se sirvo um nhoque de entrada, por exemplo, procuro compor um segundo prato mais leve e vice versa, para a plenitude final ficar parecida.

– Como minha mesa de jantar é muito espremida, recorro a “empratados”. Não é o ideal, mas é a minha realidade. Mas só para entradas e sobremesas. O segundo prato, sempre sirvo em travessas, para que possamos repetir: generosidade à mesa é sempre bem vinda. Procuro rearrumar as travessas para o segundo “round”: capricho também é indispensável, nas refeições.

 – Tenho um caderno onde anoto os detalhes de cada almoço e jantar, incluídos aí menus e os convidados: para que eles não comam sempre o mesmo, quando vierem por aqui.

 

– Mas o melhor mesmo é fazermos tudo caprichado, com o coração e do nosso jeitinho: esta é a fórmula da verdadeira elegância. BN

 

Uma mini tabela de classificação de alimentos, pra nos tirar das trevas….

VALE A PENA REVER: “MONTANDO CARDÁPIO PARA POUCOS”. Read More »

ISABELA FRANCISCO E SEU LINDO TRABALHO!

 

A artista plástica Isabela Francisco, além de linda e simpaticíssima, é super talentosa! Ela trabalha com telas de grandes dimensões, quase todas elas de forte impacto visual.

Suas obras dialogam e instigam no público sentimentos varidos, numa integração de emoção com as formas expressas em cores fortes e nuances múltiplas.

 

O curador Marcos Lontra assim conceitua o fazer artístico de Isabela:

“ Para ela a arte é um permanente exercício de experimentação, e para que ocorra a necessária transcendência do real – essência da arte – é fundamental um profundo conhecimento dos meios técnicos que permitem à artista construir imagens de forte impacto e contundência visual. Por isso, o conhecimento técnico, o amplo domínio das tintas e pincéis, não se torna jamais um impedimento. Ao contrário, a necessária ação artesanal pictórica contribui efetivamente para o surgimento de um universo de cores, formas e volumes que, integrados, transcendem a realidade objetiva e encontram eco e abrigo no universo da arte.”

Isabela também recebeu de Oscar Niemeyer a seguinte declaração, à época em que se dedicava à serie de quadros brancos:

“ Gostei muito dos trabalhos da artista plástica Isabela Francisco. Fogem do exibicionismo que tantas vezes desmerece as artes plásticas em nosso país. São composições em relevo simples e brancas, bonitas, transmitindo aos ambientes onde são expostas um pouco da serenidade que a vida moderna reclama.”

 

 

 

Referindo-se ao trabalho da artista, a jornalista Ann Mary Perpétuo assim se manifestou:

“Colorista por excelência, Isabela sabe trabalhar, com enorme criatividade, a abstração do branco, no esplendor de sua textura.  Utilizando materiais diversificados, resultado de um passeio pelo terreno fértil da experimentação, opta sempre pelo relevo inusitado em suas criações. Adepta do figurativo e dos temas da natureza, surpreende, por algumas vezes, com o abstrato e o geométrico, trazendo-nos movimentos raros de leveza e extrema harmonia, realçando em suas obras o contraste da luz, da sombra e da ousadia. Trabalhando constantemente em telas de dimensões generosas, que primam pela exuberância, oferece em suas obras, ora uma explosão de cores, ora a tranquilidade do branco.”

 

Curtam as fotos de seu lindo trabalho!

AC

    

 

ISABELA FRANCISCO E SEU LINDO TRABALHO! Read More »

A MONUMENTAL EXPOSIÇÃO NO MET DE REI KAWAKUBO, ARTE OU MODA?!

Exposição imperdível: a melhor que vi em NYC!

 

Na entrada, somos recebidos por estes “looks” incríveis!

 

“Para que algo seja belo, não precisa ser bonito”… Com esta frase, a genial estilista Rei Kawakubo definiu sua estética e rompeu as barreiras convencionais de beleza, bom gosto e usabilidade da moda, nos anos 80, então capitaneados pelo grande Yves Saint-Laurent e seus “looks” extremamente sofisticados, mas que realçavam a silhueta feminina de maneira tradicional.

 

A mostra é organizada em 9 seções, seguindo dualismos estéticos como “ausência/presença”, “design/not design”, “moda/antimoda”, “alto/baixo”ou “high/low”, como nesta foto!

 

Quantos estilistas não beberam desta fonte!

 

Este vestido mais parece uma instalação…

 

Para homenagear esta artista espetacular que, há 40 anos continua absolutamente avant-garde, o “Costume Institute” do Metropolitan Museum de NYC organizou uma deslumbrante exposição sobre sua obra. Muito mais que uma retrospectiva, a mostra temática é impactante do começo ao fim.

 

Entre o esportivo e super “habillé”…

 

Raridade: estampas nos “looks” de kawakubo.

 

Vejam as golas! Me lembrei dos pintores holandeses do século XVII…

 

Assim, e sem maiores explicações, somos levados a um passeio fantástico por entre vestidos/esculturas que enchem nossos olhos de uma estranha beleza e nos fazem pensar em como os “experimentos revolucionários” da Comme des Garçon, “label” de Rei Kawakubo, conseguiu ganhar as ruas e se perpetuar, mudando o visual de nossos guarda-roupas para sempre.

 

Amei estes cabelos eriçados como num susto!

 

As cabeças dos manequins são um capítulo à parte…

 

Confesso que a exposição foi especialmente impactante para mim, pois cheguei meio às escuras mas sai completamente deslumbrada com tudo que vi e aprendi. Exposição linda, que tem layout simples e elegante, onde reina, absoluta, a moda de Kawakubo, que teve os visuais completados por cabeças mirabolantes e geniais concebidas por Julien d’Ys! Verdadeiro show, que fica no MET até 4 de setembro de 2017.

 

Vestidos ou esculturas?! Parte 1

 

Vestidos ou esculturas?! Parte 2… Este parece origami!

 

Só para ilustrar, fiquem com a definição do curador da mostra, Andrew Bolton, para “REI KAWAKUBO/COMME DES GARÇON: ART OF THE IN-BETWEEN”: “Rei torna supérfluo o debate sobre a separação entre moda e arte”! Falou e disse! BN

 

Nunca vi nada parecido…

 

A maioria dos 140 “looks” da exposição são monocromáticos.

 

 

 

 

A MONUMENTAL EXPOSIÇÃO NO MET DE REI KAWAKUBO, ARTE OU MODA?! Read More »

BASE SUPER LEVE PARA O ROSTO!

Amei descobrir esta base mais leve da Lancome, com fator protetor 50!

Base com sensação “geladinha”, deliciosa de se aplicar, com uma esponja de alta qualidade, é um misto de make-up e protetor solar perfeito pra o dia a dia.

Super recomendo!

 

Lancôme

Teint Idole Ultra Cushion Foundation/0.45 oz.

AC

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

BASE SUPER LEVE PARA O ROSTO! Read More »