As três felizardas caçadoras: Maria Antonia Ferraz, Bela Mascarenhas e Isabel TM, posam com a maior trufa do pedaço!
Pedi à minha caçula Isabel Teixeira de Mello que nos contasse sobre a viagem maravilhosa que fez, ao Piemonte, junto com outras duas amigas queridas, quando cursava faculdade em Milão, em 2007.
Tudo começou com um “telefonema-consulta” para saber o que eu achava dela ir com a Maria Antônia, companheira na estada milaneza e segunda irmã, passar o fim-de-semana em Alba. É que a mãe de Antonia, minha amadíssima amiga Claudia Ferraz, rata da internet e gênia pra descobrir tesouros indisiveis no mundo virtual, tinha descolado uma caça às trufas, em Alba, por um preço surpreendente, fora o inusitado do programa que, a meu ver, era imperdível!
Aflita porque ia interromper, por quatro dias, o puxadíssimo rojão de estudos, Isabel estava prestes a desistir quando fechei o tempo e lhe convenci que há oportunidades, na vida, que jamais voltarão e que o aprendizado dos livros é fundamental mas deve ser complementado, com atividades extracurriculares.
Confesso que tive dificuldades para defender a tese da relação trufas/design de moda, mas acabaram embarcando. Finalmente, foram três para a excursão gastronômica que sonho fazer um dia, pois a fofa Isabela Mascarenhas, que na época estudava em Paris, também aderiu a aventura.
Curtam o relato da Bel e, quem sabe, vocês não se animam. Esta é a melhor época pra planejar este tipo de viagem pois mais pra perto, não há vagas, já que caçar trufas não comporta turismo de massa. Além do mais, o contratado foi um programa fechado e organizado pelo hotel, que é uma pequena jóia e tem de pouquíssimos quartos! BN
Localizando o Piemonte, no extremo oeste da Itália!
“PIEMONTE EM OUTUBRO/NOVEMBRO: SAVE THE DATE!” POR ISABEL TEIXEIRA DE MELLO.
Para aqueles que, como eu, amam trufas brancas essa viagem é um “Must Go”!
Fiz quando morava em Milão, na companhia de duas amicíssimas!
Passamos um final de semana no Piemonte, região no noroeste da Itália, na melhor época da trufa: começo de novembro!
Vamos por partes, pois tem muita coisa boa pra contar!
PARETE 1: O HOTEL!
Fomos num “blind date” para uma pousada, que a mãe de uma das meninas, tia Claudia Ferraz, reservou pra gente! Essa minha “Tia” tem muito bom gosto pra tudo na vida, e acertou em cheio, mais uma vez…
O Hotel se chama “La Villa” e pertence a uma família de ingleses fofíssimos! O serviço é impecável e os quartos charmosérrimos !
Chegamos lá, via trem Milão-Alba, às 6 da tarde de sexta-feira, para passarmos o fim-de-semana!
Olhem que lindo, nas fotos, o nosso hotel!
La Villa HotelTerraço charmosérrimo!Piscina com vista maravilhosa!Um dos lindos quartos do hotel!"Sala de banho" chiquérrima!
Como éramos três, tivemos que ficar na “Honeymoon suite”, ou seja: mordomia total!
A primeira pedida, pra entrarmos no clima, foi a tábua de queijos com mel trufado, que comemos to-di-nha, sob a luz de uma lindíssima lua cheia …
O restaurante do Hotel, La Vie, é um dos melhores da região e seu menu é de tirar o fôlego!
Restaurante La Vie, que podia ser La Vie en rose...
PARTE 2: A CAÇADA ÀS TRUFAS BRANCAS!
Programem-se para caçar trufas brancas e, quem sabe não dão a sorte de encontram uma, poderosa?
Fazia parte do “pacote” do hotel, a “Truffle-Hunting”. Depois de um café da manhã incrivel, seguimos para a nossa “aventura”, acompanhadas do Mario, um senhorzinho muito fofo!
Ao lado de seu cachorro e seu caminhãozinho, ele nos levou à caça, durante boa parte da manhã. Saimos felizes e contentes, com a trufa que “nós mesmas” encontramos. Quanto mais fresquinha melhor, nosso jantar estava garantido!
Depois do passeio/caça, o Mario ainda nos levou para conhecermos o seu “personal vinhedo”, nos presenteando com uma garrafa do seu acervo. Très chic!
Mario e seu fiel escudeiro!Pôr do sol lindo, voltando para o hotel!
PARTE 3: RESTAURANTE!
As recomendações são muitas, mas o restaurante que mais gostamos chama-se San Marco!
Ele tem uma estrela no guia Michelin, um ambiente super agradável e um menu delirante, elaborado pela chef, Mariuccia Ferrero.
San Marco Ristorante!M Antônia, Isabela e Isabel, metidas que só, jantando no San Marco, "una pasta" maravilhosa, com a "personal trufa" que caçaram!BNClose na MA e sua trufa, sendo devidamente ralada! BNSua majestade a trufa branca, pronta para ser devorada... BN
PARTE 4: PROGRAMAS!
Além da trufa, o Piemonte também é a região da nocciola, de ótimos vinhos e queijos deliciosos, como o Robiola…
Todo fim de mês, eles montam uma mega feira, repleta de todas estas especialidades locais, ou seja, é um delírio total!
A melhor opção: fazer um picnic.
Antes de mais nada, passa-se o dia provando todas estas maravilhas, nas barraquinhas, seleciona-se o que mais gostou e depois, vai com tudo. Ah, e não esqueça da sobremesa, nocciola na cabeça: são tortas alucinantes, que se quer levam açúcar, tão puro o sabor da nozes!
Isabel TM chegando para fazer seu picnic de delis, na "Fiera Regionale del Tartufo"! BNTonha e a torta de nocciola!Queijinhos delis!Azeites trufados!Mel trufado!Pãezinhos artesanais surreais!Trufa branca MEGA!!!!
Para os interessados, também vale a pena conhecer as fábricas de vinhos e espumantes da região. O “Asti dolce”, uma das estrelas locais, é a paixão da minha mãe, BN!
Fomos nas fábricas “Gancia” e “Bosca” : super valeu a pena!” ISABEL TEIXEIRA DE MELLO!
Hoje nosso BLOG recebe a ilustríssima visita de nosso consultor de música clássica, Professor Rafael Fonseca, sobre quem não me canso de repetir: foi o ser vivo que me fez perder o pânico desta sublime categoria musical. Adoraria conhecer seu sósia, no setor da aviação!
Por falar em avião e música, ele vem nos contar sobre a maravilhosa viagem que está organizando, para a Alemanha, com o igualmente craque professor de história (sortuda, tenho aulas com ele!), Francisco Vieira! Deixo a palavra com quem a merece, Rafael Fonseca, pra que ele explique este programa imperdível: Vai que alguém está querendo ter um “marvelous time”: é pegar ou pegar! BN
“CONHECER A ALEMANHA PELAS ENTRANHAS: POR RAFAEL FONSECA!
Pense em Música Clássica; o que te vêm à cabeça? Bach, Beethoven, Händel e Brahms? Alemães, todos eles. Pense na melhor orquestra do mundo e… Filarmônica de Berlim, à la tête, não é mesmo? A Alemanha é a pátria musical, por excelência. Tudo bem, tem a Itália, mas esta está mais para a Pátria-mãe da Ópera, enquanto que os germânicos, esses sim, foram os responsáveis pelas mais belas Sinfonias, pelos Concertos e Poemas Sinfônicos que formam o pilar maior do repertório das grandes orquestras.
E o povo alemão tem uma história muito rica, contendo um triste capítulo, o Nazismo. Desde a poderosa Prússia, um Estado militar, que foi levado, com mãos de ferro, por um rei inteligentíssimo, gay, grande general de batalhas, leitor de poesias, músico (excelente flautista). Estamos falando de Frederico II ou Frederico, o Grande. Culto e um dos primeiros iluministas, ele importou para seu gracioso Palácio Sanssouci, ninguém menos que Voltaire. Criou uma orquestra de corte, na qual tocavam músicos importantíssimos da época, entre eles Carl Philip, filho do grande Bach.
FREDERICO II TOCANDO UM CONCERTO PARA FLAUTA EM SANSSOUCI - POTSDAM
A Alemanha foi palco das Grandes Guerras do século XX e depois, por anos, da Guerra Fria, permanecendo dividida entre Comunista e Capitalista, até 1989. Berlim, epicentro dessa história toda, atrozmente dividida por um Muro.
E hoje? Você encontra, em Berlim, a capital mais fervilhante da Europa. Lá estão as melhores galerias de arte, o cidadão mais descolado, e um poder de reconstrução que impressiona. E também, uma arquitetura moderna fantástica!
O REICHSTAG - PARLAMENTO ALEMÃOA MODERNA CÚPULA DO PARLAMENTO, EM CIMA DE UM PRE'DIO HISTÓRICO!.jpe
Para conhecer melhor, isso tudo, propomos o roteiro “A ALEMANHA HISTÓRICA”,
que vai desvendar, para você, esse país e seu povo, pelas entranhas: a sua música e sua história. Para tanto, a ViRa organizou uma viagem na qual você vai acompanhado de dois professores: o pesquisador musical, Rafael Fonseca, e o professor, Francisco Vieira, que também é consultor da GloboNews TV.
A parte histórica vai ficar centrada num triângulo, que é o coração da Alemanha: Leipzig – Dresden – Berlim. Francisco vai te levar ao Palácio de Frederico II, em Potsdam, à Praça da cidade-mercado, de Leipzig, aos prédios da Bauhaus, em Dessau, à fábrica de Porcelanas mais antiga da Europa, em Meissen, ao Palácio Real da Saxônia, em Dresden, ao Palácio de Charlottenburg, em Berlim, ao Reichstag (Parlamento alemão), além de museus como o Pergamon, entre outros programas de arte, história e cultura.
A FAMOSA PORCELANA DE MEISSENPALÁCIO SANSSOUCI EM POTSDAM
Na parte musical, o professor Rafael Fonseca escolheu concertos imperdiveis, com maestros dos mais importantes: Claudio Abbado, Colin Davis e Riccardo Chailly. As 3 melhores orquestras da Alemanha estão, também, no programa: Filarmônica de Berlim, Staatskapelle de Dresden e Gewandhaus de Leipzig! As Salas de Concerto são um espetáculo à parte: da arrojada arquitetura dos 60s da Philharmonie, em Berlim, à tradicionalíssima Ópera Semper, em Dresden, uma das casas de ópera mais bonitas do mundo.
PHILHARMONIE - A SALA DE CONCERTOS DA FILARMÔNICA DE BERLIM
SEMPEROPER – A ANTIGA ÓPERA REAL DA SAXÔNIA EM DRESDEN
A proposta é: viajar pelo conhecimento, pela arte, pela história, pela música. O roteiro começa no dia 29 de abril em Berlim e termina no dia 13 de maio, na mesma cidade. Estão incluídos todos os ingressos, as aulas dos professores, transportes (um carro executivo te busca e te leva ao aeroporto, só para você), e hotéis de primeira categoria como o famoso Adlon em Berlim, bem em frente à Porta de Brademburgo!
O HOTEL ADLON!
Verifique a disponibilidade de vagas no telefone: 21 2259 1442!
Veja fotos das viagens já realizadas, entrando em nosso site!” RAFAEL FONSECA!
Cleucizinha Oliveira é das maiores amigas de minhas filhas, por isso a conheço desde menina. De uma curiosidade infinita e uma cultura peculiar, amparada num olhar viciado no excêntrico, cresceu me surpreendendo com suas histórias sobre “o fantástico show da vida”.
Escritora, com mestrado em História da Arte, pela University College London, ela está terminando seu primeiro romance e visitará, de vez enquando, nosso BLOG pra contar o que andou descobrindo de diferente, por aí! Como faz hoje, revelando (pelo menos para mim) a ilha de Tristão da Cunha: curtam! BN
“SONHOS NÁUFRAGOS:
O MUNDO INCRÍVEL DE TRISTÃO DA CUNHA”
Tristão da Cunha, a ilha principal do arquipélago homônimo!
“Nesses dias de hoje, em que as passagens de aviao estão mais em conta do que nunca e é possivel visitar um lugar estrangeiro com uma simples busca no Google Maps, parece até que não existem mais lugares para se descobrir.
Eu pensava assim até ouvir falar de um grupo de ilhas chamada Tristão da Cunha. Esta maravilha geográfica fica no meio do oceano Atlântico, entre o Brasil e a África do Sul, e foi formada por imensas erupções vulcânicas, ao longo da história terrestre. Como se não bastasse, abriga a civilizacão mais remota do planeta: menos de trezentas pessoas moram em um pequeno vilarejo, na base do vulcão (e ilha) principal, há 2173 kilometros do pedaço de terra mais próximo. Uma realidade digna de um seriado como Lost!
Imaginem avistar uma maravilha destas, em pleno alto mar!A ilha de Tristão da Cunha, vista de cima!
O arquipélago tem de tudo: sol, praias de areia negra, erupções vulcânicas, lagoas formadas por crateras, cachoeiras com mais de duzentos metros de altura, grutas, animais raríssimos e neve no pico do vulcão principal, que chega a ser o ponto mais alto do oceano Atlântico.
A lagoa, em forma de coração, em dois momentos: verão e inverno! É no ponto mais alto de Tristão da Cunha, é na verdade uma cratera formada por erupções vulcânicas, e é destino requisitado por alpinistas (foto de cima). Durante o inverno, fica coberta de neve (foto de baixo)!Base do vulcão (foto de Peter Balwin)!Vista para as outras ilhas (foto de Peter Balwin)!A enorme cachoeira (de 230 metros) em "Inaccessible Island"!Formações rochosas!Seleção de animais que habitam o arquipélago... Sua localização remota faz com que seja um dos ecosistemas mais intactos do mundo!
É quase uma versão intacta do Havaí, em um mundo paralelo, que não foi danificado por comercialismo e turismo excessivo. Tristão da Cunha não tem hotel e é um dos raros lugares no mundo onde não existe, sequer, um outdoor de propaganda. A primeira televisão foi instalada somente em 2001!
Mas isso não quer dizer que os habitantes da ilha não acolham os visitantes, de braços abertos. A hospitalidade dos tristãos é famosa, até porque não é todo dia (ou todo ano!) que eles chegam a conhecer pessoas novas. Aventureiros de primeira podem ficar hospedados em casa de família, alugar um charmosíssimo bangalô (são só seis disponíveis) ou até ficar em uma cabana na praia.
O único problema é a dificuldade de acesso. Não tem aeroporto e os vários portos que foram construídos, ao longo dos anos, foram destruídos por lava, furacões ou ondas violentas. Para chegar lá, nas raras épocas em que o mar está suficientemente calmo, é preciso pegar carona com o SA Agulhas, um barco de pesquisa científica, que fica baseado na Africa do Sul. A viagem até Tristão da Cunha dura seis dias.
O minúsculo vilarejo, no lugar mais remoto do mundo!
O arquipélago foi descoberto por um de nossos queridos antepassados portugueses, em 1506, chamado, claro, Tristão da Cunha. Mas foram os ingleses que usufruiram da localização estratégica e lá construíram uma base naval, pois precisavam ficar de olho em Napoleão, preso na ilha vizinha (mas distante), de Santa Helena.
Apesar da marinha britânica ter abandonado o arquipélago, alguns anos depois, um grupo de navegadores ficou para trás e embarcou em um projeto ambicioso: construir uma comunidade onde todos os moradores dividissem, igualmente, a terra, as propriedades, a mão de obra, a comida e o lúcro de exportação, sem que ninguém tivesse uma posição superior a dos outros. Ou seja, estes idealistas sonhavam em criar uma verdadeira utopia comunista, três décadas antes de Karl Marx popularizar o comunismo, na Europa!
Este sistema, batizado de “A Firma”, é implementado com sucesso, até hoje. A importância da vida comunitária, entre os tristãos, se destaca até no vocabulário deles. O termo “todas as mãos”, por exemplo, é usado há quase duzentos anos, para designar a comunidade inteira. Não só indica que todos tem uma participação no cotidiano, no governo e na economia da ilha, mas tambem fala sobre as raízes da população tristã: “todas as mãos” é um termo náutico, para referir-se à toda a tripulação de um barco.
Muitos dos habitantes são descendentes de navegadores do século dezenove, vindos de todos os cantos do mundo, que aterrissaram no arquipélago em busca do estilo de vida oferecido pela comunidade. Mas a maior parte dos primeiros moradores de Tristão da Cunha, incrivelmente, foram parar lá como sobreviventes de naufrágios, devido à localização central da ilha, em o que foi, por muitos séculos, apelidado de “rodovia marítima”. Imaginem as histórias que as familias de hoje devem ter para contar sobre seus antepassados!
Os charmosíssimos abrigos tristãos: muitos foram construídos com materiais bastante peculiares, como lava petrificada e madeira retirada de barcos náufragos. O sino que toca na única igreja foi tambêm retirado de um navio que colidiu com o arquipélago.
Mas uma tragédia, em 1961, quase terminou com o pequeno paraíso construído pelos tristãos: pela primeira vez, desde que foi povoada, o vulcão da ilha principal entrou em erupção. Foram dias de terremotos e deslocamentos de terra, além de lavas expelidas para todos os lados, que por pouco não soterrou o vilarejo. Desesperados, os tristãos entraram em seus barcos de pesca e, com muita sorte, conseguiram remar até a vizinha “Inacessible Island”. De lá, e com o mundo todo acompanhando a situação deles no noticiário, um resgate de emergência os transferiu para a África do Sul e, depois, para a Inglaterra.
A erupção de 1961 (acima) e a volta dos tristãos, dois anos depois!
O governo britânico fez de tudo para os deixar se sentindo em casa quando chegaram na Inglaterra, oferecendo empregos, tratamento médico gratuito e bolsas escolares para os mais novos. Afinal, não esperavam que os tristãos fossem poder, ou até mesmo querer, voltar para o arquipélago, no futuro.
Mas esta população de sobreviventes pensava de outra forma. Queriam voltar para a sua vida na ilha isolada, a qualquer custo, e até protestaram para que governo os deixasse retornar, quando fosse seguro. Foi então que, dois anos depois, todos realizaram o sonho de poder voltar para casa, e para uma vida que só eles sabem como é.
Os ingleses ficaram sem entender nada. Por que os tristãos não quiseram aceitar tudo que a Inglaterra tinha para oferecer, nos anos sessenta? Para que voltar para um lugar que há dois anos estava abandonado, e possivelmente coberto por lava? É impossível deixar de admirar a coragem e determinação dos tristãos. Quem já não pensou em como seria morar em uma ilha deserta, talvez só com a familia ou amigos, longe de todos os problemas do mundo moderno, vivendo a base de caça, pesca e plantação? Os tristãos sabem como é, e não trocam esse estilo de vida por nada!
Como é de se esperar, velejar é um dos passatempos prediletos dos tristãos!
Para quem está interessado em lugares assim, mas não tem como chegar lá, vale o livro da escritora alemã, Judith Schalansky, chamado “Atlas of Remote Islands: Fifty Islands I Have Not Visited and Never Will” (“Atlas de Ilhas Remotas: Cinqüenta Ilhas Que Nunca Poderei Visitar”). Além de Tristão da Cunha, o livro inclui lugares extraordinários como a ilha de Peter I, tão remota e dificil de visitar que, até os anos noventa, menos pessoas tinham pisado lá do que na lua!
Este livro ganhou o prêmio de mais bonito da Alemanha, com todo mérito. Ele vem com illustrações maravilhosas, de cada ilha, e conta as histórias que fazem desses lugares, mundos inimagináveis. Vale a pena dar uma olhada!” CLEUCI OLIVEIRA. http://www.amazon.com/Atlas-Remote-Islands-Judith-Schalansky/dp/014311820X
Mapa de "Remote Islands": do livro "Fifty Islands I Have Not Visited and Never Will", de Judith SchalanskyMapa desenhado por um explorador nos anos 30!Sígla de ônibus idêntica às de Londres (mas muito menos freqüentadas, claro!): afinal, a ilha é território britânico!A lagosta de Tristão, exportada para todo o mundo, à partir de meados do seculo vinte. A comunidade lucrou muito com este empreendimento, até a erupção de 1961 soterrar a fábrica de lagosta, com lava. Imagem de Roland Svensson! Cleuci Oliveira!
O Moulin Rouge é um espetáculo único no mundo. É considerado um monumento francês como a torre Eiffel, inclusive nasceram no mesmo ano de 1889.
Localizado em Montmartre, que na época era uma cidadezinha ligada a Paris e hoje em dia é o bairro da bohemia e dos pintores, adoro passear por estes lados . Os restaurantes são deliciosos e charmosos com aquela pitada de romantismo.
Mesmo depois de 120 anos, a magia nunca deixou de existir nos dois espetáculos diários. Quando as bailarinas entram em cena dançando aquele “French Cancan” com suas saias “bleus ,blancs ,rouge ” (cores da bandeira da França) são aplaudidas e ovacionadas pelos 850 espectadores.
As bailarinas são escolhidas nos quatro cantos do mundo que sejam dançarinas de jazz, de ballet classico ou de cabaret o que importa é ser boa e dançar bem! São 14 nacionalidades diferentes, sendo 60 dançarinas (idade media 23 anos ) e 20 dançarinos, 80 pessoas nos bastidores, 30 pessoas para vestir as dançarinas e 10 costureiras. este espetáculo “Feérie” está em cena desde 1999 e custou 8 milhões de Euros para produzir.
Não posso esquecer de contar que tem um jantar maravilhoso feito pelo grande Dalloyau ( farei um post contando tudo sobre este buffet ) com um menu super especial incluindo os grandes clássicos da culinária francesa.