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TURQUIA VERBO INTRANSITIVO 4: A MARAVILHOSA ISTAMBUL!

Principais pontos turísticos estão no mapa da cidade, na parte européia!

“Pensei, diante da inesquecível visão da antiga Constantinopla, majestosa e exibindo-se, sem pudor, diante de todos os forasteiros que chegam: só ela ficará para sempre, suntuosa e serena, languidamente pousada, juntando e separando dois mundos”. Assim descrevi minha entrada navegante, em Istambul… Vejam! BN

A visão da cidade, na entrada do Bósforo!

Chegamos, finalmente, ao umbigo do mundo, à grande encruzilhada da face da terra ou qualquer outra metáfora que signifique o maior dos encontros: sim, Istambul simboliza convergência como ninguém!

Ela é múltipla da ponta da cabeça aos dedos do pé, indescritível e indefinível. É Europa e Ásia, começo e fim, chegada e partida, velha e moderna mas, sobretudo, é ação: tudo lá está em movimento, exalando uma energia contagiante.

Um cruzamento da cidade que não pára!

Dito isto, comecemos a desvendá-la: as minhas duas estadas foram por cinco dias, procurei que os passeios tivessem uma certa cronologia e que um guia nos ajudasse, ele faz a maior diferença. Tive o privilégio de ser conduzida pelo senhor Silvyo Benbassat, um homem cultíssimo e cultivado, que ama a sua terra e sabe mostrá-la como ninguém.

Seguimos um roteiro básico, que conto pra vocês:

– Primeiro dia:
Antes de qualquer providência, faça um cruzeiro de reconhecimento, pelo Bósforo num dos “bateau mouche” que saem sem parar.

Eu sei que é mega turística esta dica, mas afinal o que somos por lá?! Pode-se alugar um barco, pro mais chics!

Acabada a função aguática, almoce na beira do mar, em um daqueles restaurantezinhos do mercado de peixes: é divino.

Lugar delicioso pra se comer, num mercado de peixe!

Depois, trate de fazer um “sightseeing” minucioso, de preferência com o guia e de carro. É fundamental entendermos a planta e o jeito da cidade, suas grandezas e mazelas, sua cadência e decadência, para entrarmos no clima. Rode, mas rode mesmo. O plano B pode ser um daqueles simpaticíssimos ônibus especializados em mostrar as cidades.

Estes ônibus batem um bolão…

Finalizando o dia, não deixe de subir na torre de Gálata: lá  de cima, você vê Istambul, “at a glance” e entende o emblemático “Chifre de Ouro” e sua complicada geografia.

A torre de Gálata, ao entardecer: vista linda lá de cima!

Segundo dia:
Concentre-se na parte bizantina da cidade, visitando o bairro de Sultanahmet a pé. Ele certamente encherá os seus olhos, pois aí só tem cacique. Então, vejamos:
A Basílica de Santa Sofia, bonita mas não me impactou como imaginei. Sobrou muito pouco do seu antigo esplendor.

Eis a basílica mais famosa do mundo: Santa Sofia!

Em compensação, a Cisterna é deslumbrante e tira, literalmente, o nosso fôlego. Especialmente, pra quem não conhece a Catedral de Córdoba, que é da mesma família arquitetônica.

Sua majestade a cisterna de Istambul e seu coqueiral de colunas: outra mais linda não há!

É obrigatório passar pelo que restou do hipódromo (os lindos cavalos da Catedral estonteante de Veneza vieram daí), no seu caminho para a Mesquita Azul. 

É seu interior azul que dá nome à mesquita: ela é posterior à era bizantina.

Acabado o tour, perca-se pelas redondezas e finalise sua andança com um drink no Hotel Four Seasons do bairro, que é lindamente instalado numa antiga cadeia.

Olhem que romântico o bar do Four Seasons, de cara pro gol!

Terceiro dia:
Visite o bairro Ponto Serralho, também a pé, e se deslumbre com o maravilhoso Palácio Topkapi, disparado o que mais gostei, da era otomana. Seu harém e as dependências de cozinha, com requintes impensáveis pra época, surpreendem. Sem falar na  estonteante sala do tesouro: cada pedregulho que deixa boquiaberto até quem não gosta de jóia.

O  Palácio Topkapi, cheio de histórias pra te contar!

Depois, vá conhecer uma das casas mais tradicionais para o famoso “banho turco”, o emblemático “Banho de Cagaloglu”, um dos mais suntuosos da cidade: fica nas cercanias do palácio. Se quiser, poderá receber uma completa aula sobre o assunto e, quem sabe, você não se anima e deixa uma seção agendada…

A porta para um dos paraísos turcos: O Haman de Cagaloglu!

Acabe o seu dia tomando um suntuoso chá, no deslumbrante Hotel Ciragan: é um must!

A beleza do palácio aonde está instalado o hotel Ciragan Palace.

Quarto dia: 
Hoje vamos às compras… pois é dia de conhecermos o bombado Grand Bazaar, o Bazar de Especiarias e a genuina Rua Pera. Nada pra recomendar, além do sábio conselho do Zeca Pagodinho: nos três lugares, deixe a vida te levar!

O animadíssimo Grand Bazaar de Istambul: templo do consumo local!
Detalhe de uma banca de especiarias no Bazaar epecializado: show!
A rua Pera: a mais genuína e animada da cidade!

– Quinto dia:
Reserve a manhã pra visitar outros dois bonitos palácios da época otomana: o Dolmabahçe e o Beylerbeyi, que correspondem plenamente ao que imaginamos ser a estética dos sultões.

Palácio Dolmabahçe substituiu o Topkapi, como sede administrativa do sultanato de Istambul: visual nababesco e gosto duvidoso…
Beylerbeyi é o palácio de verão do sultanato, à partir da segunda metade do século XIX: opulência à toda prova!

E, como ninguém é de ferro, feche sua maravilhosa estada, nesta cidade de sonho, com o maior relaxante local: vá a um haman ou banho turco, um “procedimento” que mistura massagem com purificação corporal e da alma, por consequência.

Dos endereços ocidentalizados, o do Hotel Four Seasons, do Bósforo, é o mais recomendado. Mas existem outros, muito mais divertidos, pelas ruas da cidade. Informe-se e vá sem susto, são maravilhosos e genuínos!

O haman do Four Seasons: só tem no hotel do Bósforo!
O Haman Çemberitas, construído no século XVI bomba com competência até hoje!

Quanto ao quesito hotel, nas duas vezes que estive por lá, me hospedei na cadeia Four Seasons. Com as amigas, fiquei no de Sultanahmet, bem instaladíssimo numa antiga cadeia. Prédio lindo, vista do meu quarto pra Santa Sofia, tudo sensacional.

O pátio interno do deslumbrante hotel Four Seasons de Sultanahmet!
O palácio que abriga o Four Seasons do Bósforo!

Mas aqui entre nós, nada se compara à visão do Bósforo que o meu segundo quarto exibia: virei uma Carolina turca, pendurada na janela vendo, de camarote, a vida navegar na mais famosa avenida aquática da face da terra. Se puder, não titubeie, hospede-se à beira do mar!

A animada orla de Istambul, onde tudo acontece!

Termino com uma grande notícia, é facílimo andar, a pé, em Istambul e uma delícia. Sua via costeira segue alinhando os bairros, cada um com uma referência que praticamente exclui erro de rota. Alem do mais o engarrafamento na cidade é tal, que você acaba ganhando em tempo, beleza e saúde nas suas caminhadas. BN

Deixo vocês com a mágica Ponte do Bósforo, a única que une dois continentes em uma noite de lua cheia…

CONTATO do guía Silvyo Benbassat: TEL: +90 212 296 3072/73
CEL: +90 542 213 37 67

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TURQUIA VERBO INTRANSITIVO, PARTE 3: SALVE JORGE!

Continuando nosso périplo turco, chegamos à terra de São Jorge.

Lugar de topografia única, visual avassalador e história instigante, a Capadócia é sempre o pomo da discórdia, quando monta-se um roteiro para a Turquia. Pois queres o meu conselho, finque pé, esperneie mas não deixe de visitá-la. Na volta, você vai ter certeza que sua viagem não seria a mesma, se a tivesse pulado.

São Jorge, salve, salve: um de seus mais ilustres habitantes!

Capádocia era a “terra dos cavalos bonitos”, para os persas que lhe deram este nome, mas a nossa primeira exclamação vai mesmo para a paisagem indescritível, que nos acompanhará por toda a nossa estada e em cada palmo do seu chão.

A visão lunar, de alguns ângulos da Capadócia, podem ter confundido São Jorge. Mas e o dragão?…

De formação vulcânica, magicamente esculpidas pela erosão, as rochas de lá parecem de livro de contos de fada, tipo “João e o pé de feijão”. E, não por acaso, as mais exóticas chamam-se “Chaminés de Fadas”. Ficam quase que amontoadas, compondo um espetáculo estranhamente lúdico de tirar o seu fôlego.

As “Chaminés das Fadas” são corpos Cônicos”, cobertos por um chapéu, produzidos pela erosão à sua formação vulcânica. Alguns são ainda habitados.

Para conhecer, razoavelmente, a região, são necessários dois dias e meio dedicados, integralmente, à missão: a primeira vez que estive por lá, voamos de Istambul (saímos às 7 da matina) para Kayseri (onde pousamos 8 e tal). No aeroporto, já nos esperavam van+guia que passaram o dia conosco e nos depositaram no hotel, no final da tarde. Mais todo o segundo dia e a manhã do terceiro, quando aconteceu o obrigatório vôo de balão: ao meio dia embarcamos de volta para Istambul. Na segunda vez, chegamos à noite e fomos direto para o hotel. Dia sequinte, às 10 hs, já estávamos no carro para nosso tour que durou dois dias inteiros e conhecemos o basicão da Capadócia. No terceiro dia, balão e avião ao meio dia.

O que é o basicão?
– A topografia maravilhosa, que vemos enquanto nos locomovemos de um lugar pro outro. Indispensável passar por Ürgrüp, a central das “Chaminés de Fadas”.

Outro ângulo da linda topografia local: rochas coloridas…

– As igrejas esculpidas nas rochas. Como são centenas, tendo que escolher, priorize as de Göreme e as do Vale de Soganli. Todas elas foram esculpidas e eximiamente pintadas pelos cristãos que foram pra região, à partir do século IX DC. Os afrescos são deslumbrantes e é impossível não se pensar no maravilhoso “Quatrocento” italiano conectado à Capadócia!

Afrescos da Igreja da Escuridão, em Göreme!

– As cidades subterrâneas são outra atração única deste lugar surreal, literalmente. Desde   os tempos pré históricos, os sucessivos povos que habitaram a região construíram ou ampliaram em torno de 150 cidades debaixo da terra. Cada uma delas é formada por câmaras conectadas por túneis que acabaram formando labirintos gigantescos e algumas chegam a ter oito camadas em direção ao centro da terra. Visitei a de Kaymakli e a de Özkonak. É um passeio sensacional que você deve fazer com a calça jeans mais surrada pois, pra descer pelas galerias e sentir-se um capadócio, vais ter que se arrastar pelo chão de terra, um bocado.

Visão da cidade subterrânea de drinkuyu: vejam a encruzilhada de galerias!

– A cidade hitita de Bogazkale é uma opção de passeio pra quem tem mais meio dia livre. Vale a ida!

A porta do leões, atração das ruínas da cidade hitita de Hattusa!

 – Deixe seu medo de voar, em Istambul, e faça o passeio de balão. É simplesmente maravilhoso e fecha sua temporada, em grande estilo: só de cima você tem a visão do Paraíso de Dante e da Capadócia!

Pra quem não ainda não andou de balão, eis o passo a passo!

Já está cansado de tanto turismo? então chegou a hora do relax e dos hotéis deliciosos que nos esperam, cheios de atenção pra nos dar!

Anatolian Houses: construído nas cavernas vulcânicas!

Voltando àquela história das duas viagens, da primeira vez era verão e fiquei num “hotel butique” bacanérrimo, Anatolian Houses, que juntava um projeto arquitetônico arrojado e totalmente integrado à natureza. Sendo que meu quarto era, literalmente, dentro de uma das formações rochosas locais: me senti uma espécie de Wilma Flintstone! Detalhe: tinha dos melhores SPA ever e uma comida deliciosa.

Visão noturna! Para entrar no SPA, bastava seguir nadando pela piscina: show!

Este ano, em pleno inverno e a região estonteantemente linda e inteira nevada, fiquei no badalado The Museum, um hotel mínimo e chique de doer, onde todos te chamam pelo nome, os requintes são indisíveis e a comida é um must. Noves fora a vista deslumbrante, incluindo a dos quartos, para o vale de Göreme, aonde os balões decolam e pousam: levei um baita susto ao abri a janela, de manhã, e dar de cara com um céu azul de doer e coalhado de balões!

O Museum hotel maravilhoso, por fora…
O restaurante…

Pra terminar, duas ponderações:
– Diferente de Istambul, a Capadócia é estarrecedora, de tão linda, no inverno e debaixo de neve. Não sei explicar científicamente mas, nesta época, ela fica “double face”: um lado todo branco de neve e o outro da cor da rocha que a compõe. Vento abençoado este… Não deixe o frio te espantar!
– Acho impossível, pra qualquer forasteiro, princialmente com o tempo contado, ficar por lá, um segundo sequer, sem a ajuda de um guia/ motorista. A paisagem, apesar de dinâmica, não tem referências e as atrações principais são debaixo da terra. Barato que sai caríssimo: vim com o guia, já no avião!

Cleo Pires, em plena Capadócia, esquentando os tamborins para… Salve Jorge!

No mais, daqui a alguns meses ficaremos realmente experts em Turquia: vem aí a minha musa Glória Peres e seu “Salve Jorge”. BN

Fique com este lindo vôo dos balões, quem sabe assim você não se anima!

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TURQUIA, VERBO INTRANSITIVO PARTE 2: AL MARE…

Turquia intransitiva!

Começo meu passeio, pela lindíssima Turquia, contando sobre o cruzeiro que fiz, durante sete dias, saindo de Atenas e rumado para a deslumbrante costa oeste turca: dizem que, na etimologia da palavra turquesa, entra o tom azul das águas do mar que banha o país, em analogia à cor da pedra, sentiram o drama da beleza?

Num barco destes é que fomos desbravar os mares turcos!

Aqui, faço um parêntesis para contar sobre uma sensacional cadeia de pequenos navios para turismo, de nome SILVERSEA. Funcionam como um hotel 6 estrelas flutuante, aonde você escolhe o roteiro, embarca, desfaz as malas e pronto. Daí pra frente é com eles… Durante x dias, passeará por mares nunca dante navegados, na maior elegância e conforto, com zero de esforço ou estresse. Cada dia um novo e sensacional porto, com toda e qualquer programação que o lugar oferece, previamente organizada: só temos que escolher a que nos interessa!

A beleza de Santorini, que é toda branca com detalhes em azul anil, da cor do mar que banha a ilha/cidade!

Saímos da Grécia, no fim de uma tarde deslumbrante, em direção à Santorini, última parada grega, antes de atingirmos a costa da Turquia. Passamos o dia seguinte nos deleitando, neste charme de lugar.

O casamento da passageira foi como o de “Mamma Mia”!

Outra pausa, agora super romântica, pra contar um conto de fadas da vida real: um criativo pai australiano reservou 90% das cabines, deste nosso cruzeiro, para os convidados do casamento de sua filha que foi, justamente, numa lindinha capela em Santorini, à la “Mamma Mia”. À noite, fizeram um festão no navio, todo engalanado para a ocasião e, quem estivesse a bordo, era convidado: o máximo!

Agora, os portos turcos e seus highlight.

KUSADASI:
Por trás deste porto, banhado pelo deslumbrante mar Egeu, esconde-se duas das maiores pérolas do tesouro histórico do país: as ruínas de Éfesos e a casa de Nossa Senhora.

Fachada da deslumbrante biblioteca de Celso, na cidade de Éfesos!

A cidade grega de Éfesos, construída por volta do ano1000 AC, imponente e bastante preservada, guardou toda pompa e circunstância que um membro da Magna Grécia evoca. Senti uma forte emoção ao descer, por sua via central, que é de tirar o fôlego e bati no peito, arrependida, da preguiça adolescente que me fez saber muito menos que deveria, por estudá-la displicentemente nos meus livros de história.

– Ainda existe um enorme grupo de arqueólogos trabalhando no sítio arqueológico de Éfesos e é possível visitar as escavações, se você pré agendar.

Vejam como é espetacular o teatro de Éfesos. Pelo tamanho das pessoas podemos calcular o resto…Noves fora que sua acústica é considerada perfeita!

À noite, com uma lua cheia de doer, o navio ofereceu um espetáculo de música clássica, nas ruínas do anfiteatro de Éfesos, só para seus hóspedes: o teatro e a cidade, vazios e à nossa disposição, mais aquela lua, parecia um sonho…

A singela Igreja de São João, um dos marcos da presença do santo no lugar onde ele e Nossa Senhora moraram. Fica em Éfesos ou Selçuk, como preferirem…

Como nos conta as sagradas escrituras, Jesus pediu a São João Evangelista pra cuidar de sua mãe. Por isso, ele a teria trazido pra a tranquila Meryemana, ao lado de Éfesos, no ano 37 DC, onde Nossa Senhora viveu seus últimos anos, numa casinha de pedra.

Impossível segurar a emoção, ao fazer esta visita…

Detalhe besta, mas inesquecível: na saída, comprei uma caixa de figos, de um vendedor ambulante, e nunca mais comerei uns mais deliciosos… Acho que foram mandados, de presente, por nossa Santa Mãe!

MARMARIS:

Visual de Marmaris!

Considerado o porto mais sofisticado da Turquia, Marmaris é, geograficamente, uma espécie de mini Angra dos Reis. Fizemos um bonito passeio, de barco, por suas baías e ilhotas.

Os sarcófagos esculpidos em uma falésia: impressionante!

Há também, nas cercanias da cidade de Fethiye, perto de Marmaris, um cemitério sui generis, escavado nas rochas de uma falésia, os sarcófagos de Lycian, muito impressionante.

ANTÁLIA:

As montanhas e o mar do porto de Antália!

Outro ponto alto da costa turca, o porto de Antália, é badaladérrimo e tem, como atração natural, a montanha e o mar, bordeado por praias lindas. Delícia pra passar o dia.

Perto daí, há dois passeios culturais super bacanas.

O anfiteatro que Alexandre, o grande, não conseguiu conquistar, por sua localização: em Termesso!

As ruínas da cidade de Termesso, no alto de uma colina: tão bem localizada que Alexandre, o grande, declinou de conquistá-la. Delícia de passeio, mas tem que estar preparado pra subir a pé, de baixo do sol!

Os impressionantes arcos romanos de Perge: primeiro pit stop do passeio…

A outra atração é a sensacional ruína de Perge, cidade que foi referência por sua modernidade e que entre tantas curiosidades, já tinha uma espécie de shopping center, em pleno século I. Fui, também, e amei!

Um pouco do muito que existiu em Perge!

IZMIR:

As ruínas da linda Pérgamo, vistas do topo de seu teatro!

Este porto guarda uma cidade que dizem ser bacana, mas não o conheci. Passei batida, já que leva, também, à uma das mais importantes atrações arqueológicas da Turquia. É a moderna cidade de Bérgama, que pousa aos pés da acrópole da famosa Pérgamo, cidade grega do século II AC, cujas ruínas são interessantíssimas e guardam uma atração à parte: daí saiu o famoso altar do Museu de Pergamon, em Berlim.

Esta era a residência inicial e oficial do altar de Pérgamo
… Esta é sua suntuosa residência atual, no Museu de Pergamon, em Berlim!

– BODRUM:
Termino com a cidade mais badalada da costa turca, Bodrum, um belo passeio pra quem quer divertir-se, cheia de recantos lindos, barzinhos, retaurantes e hotéis charmosos.

Eis Bodrum!

Foi também a antiga cidade dórica de Halicarnasso, poderosa nos tempos gregos e famosa por acolher uma das sete maravilhas do mundo antigo: o Mausoléu de Halicarnasso. Portanto, neste lugar encantador, cultura e laser convivem lado a lado.

O Mausoléu de Halicarnassos, por aproximação.

No mais, só o grande barato que foi chegar em Istambul nevegando: acordei às cinco da manhã pra presenciar este espetáculo, da proa do navio.

Na foto de satélite, close up na sequência: estreito de Dardanelos, mar de Marmara e Bósforo – dos grandes mistérios da minha infância colegial!

Navegando pelo mar Egeu, entramos pelo estreito de Dardanelos, para chegarmos ao mar de Mármara: primeira emoção geográfica do percurso.

Presente de grego, causador de uma guerra, o cavalo de Troia aconteceu em Dardanelos…

Bem perto daí, foi travada a guerra mais romântica da história e passando pelas cercanias, entendi um pouquinho do fascínio de meu Mestre, Junito Brandão, por Helena de Tróia. Certo está Manuel Carlos de fazer dela, todas as suas heroínas.

Visão aérea do Bósforo: o mar debaixo é o Marmara e o de cima mar Negro! Capice?

Passado o estreito, a via marítima alarga-se, com a chegada ao mar de Marmara, pra estreitar-se, de novo, diante dele, o estreito do Bósforo, o grande guardião natural do umbigo do mundo: Istambul, a cidade mais cosmopolita, por onde todos passaram, passam e passarão, onde viveu-se o conceito de metrópolis, antes mesmo da palavra existir.

Istambul!

Pensei, diante da inesquecível visão da antiga Constantinopla, majestosa e exibindo-se, sem pudor, diante de todos os forasteiros que chegam: só ela ficará para sempre, suntuosa e serena, languidamente pousada, juntando e separando dois mundos. BN

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TURQUIA, VERBO INTRANSITIVO: PARTE 1

Eis o país mais bombado do momento!

 

Fui à Turquia, duas vezes na vida e louvei: é um MUST!

 

A linda via costeira de Istambul, na primavera e verão: como um bouquet gigante!

 

A primeira ida foi em setembro de 2006, só com amigas queridas, e a segunda neste carnaval de 2012, com minha família. Em ambas, foram duas primeiras viagens e o quesito “estação do ano” fez a diferença: verão/inverno, sol/neve, calor de bode/frio acachapante.

Mas o país é tão fascinante que você pode voltar por lá, mil e uma vezes, e continuar sentindo-se uma  “tábula rasa”. Agora, quer um conselho? mire no verão, combina mais com o renascimento turco.

 

Igualmente linda, mas astral diferente: eis Istambul no inverno!

 

Turquia está bombando, todos atrás de sua alegria e atualidade. Mas sou fiel, por encantamento, à era Pamuk e sua Istambul decadente e nebulosa, tão bem descrita no  maravilhoso livro homônimo: não embarque sem lê-lo.

 

Istambul, escrito pelo Prêmio Nobel Orhan Pamuk: Fundamental lê-lo pra já ir entrando no clima!

 

O que nos arrebata, na terra de Constantino, é a personalidade do povo turco, composto por um emaranhado de etnias que formaram uma única e inafiançável nação. PAÍS INTRANSITIVO e apesar dos parentesco, a Turquia não precisa de nada nem ninguém para explicá-la: está tudo lá, espalhado por seu território, uma linda e turbulenta história a ser descoberta, pelos curiosos. Ou não: deixemos aos fanfarrões, apenas o divertimento, porque ela presta, com louvor, aos turistas acidentais!

 

O fantástico show da vida: as piscinas naturais de Pamukkale: a estrutura branca é mármore Travertino na veia! Pode tanta beleza?!

 

Minha viagem de 2006 foi no final de setembro e pegamos a rebarba de um escaldante verão: nem liguei pois fomos compensadas por dias gloriosos, noites estreladas e a deslumbrante Istambul, todinha um canteiro de flores. Com um roteiro preciso e ambangente, fizemos um cruzeiro de sete dias, passamos mais cinco na estonteante Istambul e fechamos, com chave de diamantes, uma ida à imperdível Capadócia.

 

A chegada da linda cidade de Éfesos, na costa oeste turca!

 

Na minha casa, sou uma espécie de índio batedor Apache, como os dos filmes de cowboy, em se tratando de cinema e viagens: vou na frente, reconheço o território e se valer a pena, conduzo o meu povo até ele. Assim, voltei à divina Turquia, desta vez com menos tempo e o inverno pela frente, e valeu muito porque o pior é não conhecê-la!

 

Capadócia, linda e única!

 

Vou contar pra vocês, em “capítulos”, o que mais gostei dentre tantas maravilhas que vi e fiz por lá! BN  

 

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