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VALE A PENA VER DE NOVO: MEU RESTAURANTE ITALIANO PREDILETO EM PARIS

 

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O Stresa é um dos restaurantes mais “glamorous” de Paris, adoro ir almoçar lá. Na época dos desfiles em Paris é um badalo só!  É um lugar divino onde encontro sempre amigos e artistas que admiro, como Jean Paul Belmondo e Alain Delon e também todas as cabeças coradas e interessantes do mundo inteiro!

 

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O escultor Cesar cozinhando com os irmão.

 

Durante anos o grande escultor francês Cesar, que criou a estátua do “Oscar” do cinema francês, almoçava lá todos os dias, e seu pagamento eram esculturas feitas por ele e dadas aos irmão Faiola. Aliás tem uma que adoro que são talheres prensados… Hoje vale uma verdadeira fortuna!

 

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Os cinco irmãos Faiola.

 

A história é incrível pois o Stresa foi vendido em 1984 aos irmão gêmeos Antonio e Claudio Faiola, que já eram copeiros do restaurante e aos poucos a família dominou o lugar. Hoje em dia os 5 irmãos são sócios, uns servem e outros cozinham divinamente bem. É a verdadeira cozinha italiana gostosa e ensinada pela “Mamma”, que deveria ser poderosa na cozinha, pois a comida é realmente excepcional e vários pratos tem o nome de clientes “stars” queridos.

 

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Irresistível o espagueti com trufas…

 

O único defeito é que como é bem pequeno a reserva tem que ser feita com um pouquinho de antecedência, mas vale MUITO a pena…

MP

RESTAURANTE STRESSA

7 RUE CHAMBIGES

PARIS 75008

TEL + 33 1 47235162

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VALE REVER “A MUSA DE PROUST: A CONDESSA DE GREFFULHE”… ÚLTIMOS DIAS DE UMA EXPOSIÇÃO DIVINA EM NYC!

Exposição maravilhosa das roupas da "musa fashion" da 'Bélle-Epoque", a Condessa de

Exposição maravilhosa das roupas da “musa fashion” da ‘Belle-Époque”, a Condessa de Greffulhe, na FIT de NYC: imperdível!

 

Apaixonada por Marcel Proust e seu primoroso “Em Busca do Tempo Perdido”, vibrei quando a queridíssima Patrícia Peltier me soprou sobre a exposição que vai até este próximo sábado, dia 7 de janeiro de 2017, na FIT (FASHION INSTITUTE OF TECHNOLOGY) de NYC, cujo tema é a grande musa feminina do autor, e inspiração para uma de suas principais personagens, e deste post também.

 

Esta é a estilosíssima Princesa Élizabeth de Caraman-Chimay, Sra de Greffulhe, que arrasou nos salões parisienses, tornando-se inspiração para personagem do grande Marcel Proust!

Esta é a estilosíssima Princesa Élizabeth de Caraman-Chimay, Sra de Greffulhe, que arrasou nos salões parisienses, tornando-se inspiração para personagem do grande Marcel Proust!

 

Corri pra pesquisar sobre o tema e, quando me dei conta, tinha passado o dia mergulhada em dezenas de artigos fascinantes sobre a montagem da mostra, que me levaram à uma espécie de viagem fantástica num tempo de pura magia e beleza, pelo reino encantado da rainha dos salões parisienses da “Belle Époque” ou “A Musa de Proust, a Condessa de Greffulhe”.

 

Este é o "Lily dress" ou o vestido dos lírios, do estilista Charles-Frederic Worth, de veludo negro bordado em seda marfim e pérolas, "linha princesa" atípica pra época pra 1896 quando a condessa o usou.

Uma das atrações da mostra é o “Lily dress” ou o vestido dos lírios, do estilista Charles-Frederick Worth, de veludo negro com aplicações em seda marfim e pérolas, “linha princesa” atípica pra 1896, quando a condessa o usou: ela sempre ditou sua própria moda!

 

Nascida Princesa Élizabeth de Caraman-Chimay (1860-1952), a Condessa Henri Greffulhe é considerada o principal molde na construção da personagem Oriane, a espirituosa Duquesa de Guermantes: a Condessa de Chevigné e Genevieve Bizet completam o triunvirato de inspiração, onde é Greffulhe quem pontifica. O “Proustianista” Benjamin Taylor, justificando a tese, preconiza em seu delicioso “Proust: The Search”: “Depois de Élizabeth Greffulhe simplesmente não havia mais para onde “escalar” (socialmente)… Ela era o gol de todo snob!”.

 

Este exótico vestido, também de Worth, era um "tea gown", como explica o letreiro da mostra, ou um "vestido de chá"... Verde esmeralda, cor preferida de Élizabeth, e azul pavão, ele é de seda, veludo e "renda valenciana" é outra atração de seu guarda-roupa!

Este exótico vestido, também de Worth, era um “tea gown”, como explica o letreiro da mostra, ou um “vestido de chá”… Verde esmeralda, cor preferida de Élizabeth, e azul pavão, ele é de seda, veludo e “renda valenciana” é outra atração de seu guarda-roupa, de 1897.

 

Semelhantes em suas “origens aristocráticas”, muito estilo pra viver e vestir-se e casamentos de aparência com nobres mulherengos e grosseiros, ficção e realidade se confundem somente na forma. A infelicidade amorosa que fragilizou a Duquesa nas páginas de Proust, tornou a real Élizabeth culta e cultivada, transformando-a numa das  grande mecenas de sua época: da emblemática Cia “Ballets Russes” à genialidades dos estudos radioativos da polonesa Marie Curier (primeira mulher a ganhar um Prêmio Nobel), nenhuma excelência escapou dos seus cuidados e patrocínio.

 

Eis o "vestido bizantino" que Greffulhe usou no casamento da filha. Feito em lamê dourado e todo "encrustado" em pérolas e arrematado com vison, tem autoria master: é dos primeiros modelos do então jovem estilista Paul Poiret! 1904.

Eis o “vestido bizantino” que Greffulhe usou no casamento da filha. Feito em lamê dourado e todo “encrustado” em pérolas e arrematado com vison, tem autoria master: é dos primeiros modelos do então jovem estilista Paul Poiret, em 1904.

 

Só que estamos no século XXI, em NYC e um dos seus templos de estudo “fashion”, o FIT. Por isso, toda esta relevância acima é apenas moldura para a o ângulo da musa a ser explorado: o estilo único de vestir-se da Condessa de Greffulhe atravessou o oceano Atlântico (depois de exposto no Palais Galliera, do Museu da Moda da Cidade de Paris, para onde foi doado este precioso acervo) e desembarcou em Manhattan, onde anda encantando a todos.

 

"By Nina Ricci" é este "evening ensemble" ou "duas peças" para noite: vestido e bolero feitos em seda, lã e plumas de avestruz a condessa, em 1937!

“By Nina Ricci” é este “evening ensemble” ou “duas peças” para noite: vestido e bolero feitos em seda, lã e plumas de avestruz a condessa, em 1937: podíamos usá-lo hoje, com louvor!

 

Os que tiverem o privilégio de visitar a mostra, verão o guarda-roupa de uma mulher visionária que entendeu, cem anos antes, o significado artístico que o mundo da moda assumiria, em nossos dias, bem como o efeito “midiático” que uma bela roupa pode causar. Por isso, tratou como grandes mestres, artistas do quilate de Charles-Frederick Worth, Fortuny, Paul Poiret, Nina Ricci, Jeanne Lanvin, Louiseboulanger. Para ilustrar este parágrafo, transcrevo um comentário seu para o poeta dandi Robert de Montesquieu, em cartas que trocaram, ao longo da vida: “Nada é comparável ao prazer que uma mulher sente ao roubar os olhares de todos e, com eles, a maravilhosa energia da admiração”.

 

Feito para o verão de 1937, este vestido de noite em tule e "musseline" é assinado por Jeanne Lanvin: luxo só!

Feito para o verão de 1937, este vestido de noite em tule e “musseline” é assinado por Jeanne Lanvin: luxo só!

 

A exposição é composta por 40 peças do acervo da Condessa (sendo 28 vestidos mais acessórios como sapatos, chapéus, luvas e até meias de seda), mais uma coleção de fotografias que ilustram e complementam os “looks” exibidos.
Programa mais que legal pra quem estiver por lá: vejam, um pouquinho, nas fotos! BN

CLIQUE AQUI PARA O SITE DO MUSEU DA FIT!

 

Amei estes quimonos, by Vitaldi Babani, anos 1920!

Amei estes quimonos, by Vitaldi Babani, anos 1920!

 

Esta é a capa russa, inicialmente um vestido de noite que Élizabeth ganhou do Czar Nicolau II, quando este esteve em Paris, em 1896. Sem cerimônia e com a ajuda de Worth, ela transformou-o em capa para dias de gala! Adorando esta condessa!

Esta é a capa russa, inicialmente um vestido de noite que Élizabeth ganhou do Czar Nicolau II, quando este esteve em Paris, em 1896. Sem cerimônia e com a ajuda de Worth, ela transformou-o em capa para dias de gala! Adorando esta condessa!

 

Fecho com este glorioso sapato vermelho, em brocado e salto alto, da casa "Louis Heels", de 1905... Mais? Só tendo a sorte de visitar a exposição!

Fecho com este glorioso sapato vermelho, em seda adamascada e salto alto, da casa “Louis Heels”, de 1905… Mais? Só tendo a sorte de visitar a exposição!

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UM RESTAURANTE INCRÍVEL NO MARCHÉ AU PUCES EM PARIS

 

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Philippe Starck , MP, e sua mulher Yasmin.

 

“Ma Cocotte” é o primeiro restaurante de bossa do ‘Marché au Puces”, inteiramente desenhado e pensado por Philippe Starck. Este mercado das pulgas, onde vários antiquários vendem coisas inusitadas que vão de espelhos encantados, à louças, passando por tapetes, prataria, quadros ou móveis. Amei este lugar onde a comida, feita pelo chefe Yannick Papin, é tipo caseira e deliciosa!

Quem passar por Paris não deixe de visitar pois o lugar é surpreendente e muito fashion…

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Olhem o visual.
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Dia ensolarado de inverno no restaurante.
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Cantinho muito charmoso.
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Adoro os detalhes.
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Muito linda as estantes.

img_1628 Fotografei o primeiro andar que é mais gostoso e claro, mas em baixo tem uma parte muito simpática onde se pode ver toda a cozinha, e o chefe em ação! 

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Eu e minha cunhada Denise Montenegro.

“Ma Cocotte” 

106 rue des Rosiers, Saint Ouen.

Tel. : 01 49 51 70 00

 

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OS MERCADOS FLUTUANTES DE BANGKOK SÃO MAGICOS

Cada país tem suas características próprias, originais, diferentes e únicas. Uma das coisas que me fascinam na Tailândia, são estes mercados flutuantes, onde se pode comprar de tudo um pouco, desde mariscos e peixes deliciosos, passando por frutas das mais variadas e saborosas, até roupas diversas.

O mais conhecido e turístico é o “Daninoen Saduak”,  situado na provincia de Ratchaburi há uns 80 km no sudoeste de Bangkok,  pode se chegar de taxi, ônibus ou de carro é claro. Este é um dos mais populares e funciona das 6 da manhã até as 13 horas. Como é lotado de turistas a recomendação é chegar bem cedo para aproveitar.

 

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Muito visual este mercado “Daninoen Saduak”

 

THAILING CHAN

Este é um mercado bem mais perto de Bangkok, há apenas 12 quilômetros do centro. Talvez seja o mais tradicional para peixes e frutos do mar e bem menos turístico, mantendo sua tradição local de comida tailandesa. Neste mercado, a tradição é o barbecue de peixes variados e camarões, que são absolutamente imperdíveis! Dizem que este é melhor para se visitar pois é de mais fácil acesso e tem muito menos gente.

 

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Realmente a Asia é um mundo à parte …muito gente que conhece ou mora na Asia, acha este programa uma roubada. Devo confessar que como ainda não fui, não posso afirmar nada, mas como adoro um mercado, tenho certeza que não resistirei em conhecer estes que realmente são de uma beleza impar!

MP

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