Tem lugares que a gente vai e o queixo cai, mesmo estando mais que “vacinada” para o que verá. Isso acontece com certeza com quem vai no Restaurante Da Paolino em Capri. No meio de limoeiros tem um restaurante, melhor dizer assim!
Olhando de fora não imaginamos o tamanho da competência e variedade de opções do açougue Angelo Feroci, que chega a ser um ponto turístico imperdível na eterna Roma!
Vejam a beleza do balcão de mármore, original dos anos 20 do século passado, em estilo “art deco”.
Provavelmente a maioria de nós jamais irá à magnifica “Macelleria Feroci” comprar carne, sua principal função, mas quem sabe não poderemos passar por lá, um dia destes em Roma, pra apreciar a beleza de suas instalações e levar um de seus divinos pratos prontos, pra curtir com um maravilhoso “bicchiere da vino”…
Esta escultura pontifica na loja: chiquérrima!
Detalhe da decoração!
Lindamente instalada no centro histórico de Roma, entre os bairros de São Eustáquio e Coluna, pertinho do Pantheon e quase em frente à “Chiesa della Maddalena”, esta “butique de carnes e cia” atende a todo e qualquer corte bovino mais, caças, aves caipiras e raras, embutidos divinos que vão até onde alcança a sua criativa imaginação gastronômica. Tem endereço mais chic e imprescindível?
Pra gente sentar e esperar sermos servidos… Tem banco mais “cool” ?
Que tal a balança? Está mais pra escultura…
À altura desta seleção das mais incríveis matérias primas, encontramos instalações dignas de museu. Fundado nos anos 20 do século passado, por Fierce Angel, este açougue lindo é passeio obrigatório para os turistas que gostam de ir além. Para os “gourmets” é obrigatório, pois a casa é referencia máxima no ramo, há quase um século: indispensável nossa visita.
Vejam quantas delícias…
Mais maravilhas…
Vejam os pratos “prêt-a-manger”… Estou ficando morta de fome!
Noves fora a equipe de profissionais, solicitos e treinados para tirar todas as nossa dúvidas, que não serão poucas diante do muito a ser desbravado: aprendizado delicioso para quem gosta do assunto “culinária em grande estilo”.
A simpatia da turma do Feroci!
Em ação…
E lá vai a cliente radiante… Reparem que embalagem mais incrível!
Deixo vocês com as fotos, sempre o mais preciso discurso! BN
A Capela Scrovegni… De sua aparente simplicidade surgem os afrescos mais lindos do grande Mestre Giotto!
Em três igrejas preciosas, senti Deus mais perto de mim…
Cada qual em seu estilo, são marcos da arquitetura sacra e jóia da coroa católica e têm, em comum, o dom de impactar por suas belezas tão sublimes que beiram o Paraíso, nos chamando à oração: nosso ímpeto imediato é de prostração diante do Senhor destas casas, onde tudo é lindo e único. Eterna gratidão à vida que me levou até elas.
Sim, Deus certamente está lá aplaudindo os que conceberam as deslumbrantes Monreale, “Sainte-Chapelle” e “Capella degli Scrovegni”, onde é nítida a comunhão da grandeza celeste com o melhor das criaturas, revelando a perfeita comunhão do sagrado com o humano.
Detalhe dos afrescos de Giotto sendo restaurados: Turma da pesada participou desta sagrada missão, como Giuseppe Basile, que coordenou o restauro da Capela Sustinha e Pinin Brambilla Barcilon, que fez o mesmo com “A última Ceia”, de Leonardo da Vinci!
Por tudo isso vibrei quando soube que terminou, depois de anos e 4 milhões de euros, o minucioso restauro da estonteante “Capella degli Scrovegni”, obra prima da pintura italiana do “trecento”, cujo ciclo de afrescos são considerados os mais exímios realizados pelo grande Giotto, no auge de sua carreira.
Eis o grande Mestre Giotto di Bondone!
O pastor Giotto di Bondone nasceu no ano de 1267 na histórica Florença e tornou-se Mestre dos Mestres em pintura e arquitetura, depois de ser descoberto aos 12 anos pelo grande Cimabue, que o levou para estudar em Roma, onde desenvolveu sua vocação artística.
Além de introduzir a perspectiva na pintura, sua maior contribuição à história da arte foi conceitual: aproximou o sagrado do humano ao representar as figuras santas que protagonizavam seus temas, como seres comuns, sujeitos à emoções. Incluiu também dramaticidade às cenas que retratou, acabando com a rigidez física dos personagens, típica dos estilos medieval e bizantino: à partir de Giotto a expressão retorna aos rostos!
Cena da Vida de Sant’Ana: humanização dos santos!
Por tudo isso, Giotto fez a revolução estética e ética mais importante do pré-renascimento, introduzindo a visão humanista na arte ao retirar Deus e colocar o homem no centro do seu universo, duzentos anos antes da Renascença. Não é por acaso considerado a ponte entre a Idade Média e o Renascimento, um artista anos luz à frente de seu tempo: visionário e um esteta de primeira grandeza.
Beleza estarrecedora: este é o azul Giotto… Michelangelo bebeu desta fonte antes de pintar sua Capela Sistina!
Situada em Pádova, no Vêneto, a também chamada “Capela Arena” foi dedicada a “Santa Maria della Carità” e fica no centro histórico da cidade. Encomendada a Giotto pelo banqueiro Enrico, foi concebida para culto privado da família e futuro mausoléu dos Scrovegni. Em tese, pois conta a lenda que esta jóia seria como um presente aos céus para salvação da alma do pai de Enrico, famoso agiota, que representa a classe no Inferno de Dante, parte da sua Divina Comédia: certamente foi absolvido com todo louvor!
Cena da Madona com Jesus: Giotto é o primeiro a pintar perfil de personagem e podemos também notar a técnica da perspectiva neste deslumbrante painel!
Cor, luz, poesia, paixão, homem, Deus, natureza e história, humanidade e fé… Estas palavras exaltam a narrativa dos painéis dos afrescos deslumbrantes de Giotto na linda capela, que contam a vida da Madona e Jesus Cristo, desde o nascimento da Virgem até o Juízo Final.
A beleza das sequências dos afrescos de Giotto, pintados provavelmente de 1303 a 1306!
Para os felizardos que puderem fazer esta gloriosa visita, que deve ser agendada previamente, a Capela está aberta o ano todo, das 9 às 19 horas. Fiquem com algumas imagens lindas de lá e, para maiores informações, entrem no SITE! BN
Além das cenas mencionadas, Giotto também fez afrescos de alegorias das virtudes e vícios em “Scrovegne”… Como este da Caridade, à esquerda. Desenho tão divino que Marcel Proust o cita para definir as feições de uma personagem!
O lindo salão do “Tour d’Argent” com sua vista estarrecedora!
Depois de um longuíssimo e tenebroso inverno, curei minhas saudades gastronômica voltando a um dos templo da “grande mesa” mundial. Diziam que tinha perdido muito, qual nada! Foi muito bacana reencontrar, igual, este lugar mágico, de comida e bebida divinos, ícone da história da culinária francesa, cuja trajetória confunde-se com a da própria Paris, que o acolhe.
Jantei com amigos por lá, numa noite muito feliz! Reparem, ao fundo, o “ballet” dos funcionários…
Sim, o restaurante “La Tour d’Argent” continua elegante, solene, cheio de “savoir faire” e também de alguns japoneses, brasileiros, americanos… Mas e daí? Assim é a aldeia global. Noves fora o impacto que sentimos, mesmo os acostumados, ao nos deparamos com a vista mais espetacular da cidade: emoção pura.
A elegancia dos “adoçantes”, na hora do café…
Mas pato vai, “cave” vem, o desfile das grandezas deste paraíso é insuperável e foi-me acrescido, nesta última ida, de uma preciosa informação, que inspirou este post.
Seu divino “Miel Maison”…
Falo do mel “homemade”, servido com a infusão digestiva, no final das refeições. Ele é, simplesmente, divino e sua origem chiquíssima. Feito, diariamente, por um experiente profissional que o extrai de um apiário local, que guarda mais de 200.000 mil abelhas, sob as telhas do restaurante. Adorei saber que mesmo o maior dos requintes guarda um toque de singela delicadeza, em sua feitura. O detalhe é que por sua raridade, o consumo é restrito ao restaurante e não encontramos exemplares pra comprar, nem no “Les Comptoirs de La Tour d’Argen”, loja anexa que vende algumas das maravilhas do restaurante.
São mesmo fantásticos alguns shows desta vida… Como este! BN
Esta é o imperdível “Les Comptoirs de La Tour d’Argent… Deli mil!
CLIQUE AQUI PARA O SITE DO RESTAURANTE “LA TOUR D’ARGENT”!