Onde Ir ou Comprar

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WAIMEA FALLS, OAHU

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Entre os muitos passeios que fiz no Hawaii, este me encantou pela beleza e pelo estado primoroso de conservação dos jardins! A vegetação é muito parecida com a nossa.

Americano leva tudo tão à sério, que para entrar na cachoeira deste parque, só usando colete salva vida!

AC

 

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Que voces tenham todos um FELIZ NATAL, com muitas bençãos, amor, paz e alegrias!

AC

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SOBRE UMA “GALERIA DE ARTE” MUITO PECULIAR, NA PROVENCE, COM ACERVO VIRTUAL… MAGIA PURA!

 

Entrada para a su
Entrada para a gigantesca pedreira que acolhe sucessivas grutas: uma “sui gêneris” galeria de arte!

 

Hoje recebemos em nosso BLOG a visita de minha amada cunhada, Carla Mader Niemeyer, pra nos contar mais uma de suas incríveis descobertas ao redor deste maravilhoso mundo, que ela não se cansa de desbravar. Sigamos com ela! BN

 

Visão interna...
Visão interna…

 

Carla Mader Niemeyer:
“A dica de hoje é uma atração de viagem na Provence, sul da França, imperdível para qualquer idade: “Carrières dês Lumières”, que fica na Route de Maillane, 13520, em Les Baux de Provence, e para nós viajantes é maravilhoso, pois o acesso de carro é muito fácil.

 

Vejam a beleza das imagens refletidas nas paredes de pedra!
Vejam a beleza das imagens refletidas nas paredes de pedra!

 

De outro ângulo...
De outro ângulo…

 

Trata-se de uma sucessão de espaços faraônicos, localizados numa pedreira desativada, que servem de suporte para projeções de obras de arte, em um jogo sutil e surpreendente de claro e escuro…. Na edição que visitei, o tema eram os pintores renascentistas. Assim, Michelangelo, Raphael e Leonardo da Vinci foram apresentados em onze e lindas sequências de fotos.

 

Detalhe de uma Madona...
Detalhe das projeções…

 

Ficamos 45 minutos extasiados, perambulando na penumbra entre obras como “A Última Ceia”, de Da Vinci, “Madonas” e uma linda “Anunciação”, por Rafael , “O Último Julgamento”, de Michelangelo. Mais desenhos, projetos, esculturas e detalhes do teto da Capela Sistina, de Michelangelo…. As imagens iam fluindo, ao som de uma belíssima trilha sonora, e nós sem conseguir escolher para que lado olhar, até o piso era projetado e mudava o tempo todo.

 

As projeções de "Vinte Mil Léguas Submarinas"!
As projeções de “Vinte Mil Léguas Submarinas”!

 

Quando o show acabou queríamos mais e resolvemos ficar… Ah, ainda teve uma viagem pelas “Vinte Mil Léguas Submarinas”, de Jules Verne, cheia de peixes e anêmonas coloridas, parecia que estávamos dentro de um aquário psicodélico com direito a submarino e tudo. Depois da terceira apresentação, finalmente fomos embora só pensando que no ano que vem, entre março e outubro, o tema será “Marc Chagall”, um dos mais célebres pintores da modernidade, de origem russa e que elegeu a Provence para viver… Voltaremos!” CMN

 

Carla nesta foto com o "Julgamento", de Michelangelo ao fundo, conta pra gente o que viu: "Comandado pelo Papa Clemente VII o afresco do "O Ultimo Julgamento", da Capela Sistina, foi o fechamento da apresentação. Veio com um turbilhão de figuras soltas no espaço... Os condenados abandonados à sua triste sorte, enquanto os eleitos eram elevados aos céus ao som da musica dos anjos triunfantes.....lindo e emocionante!"
Carla nesta foto com o “Julgamento”, de Michelangelo ao fundo, conta pra gente o que viu: “Comandado pelo Papa Clemente VII o afresco do “O Ultimo Julgamento”, da Capela Sistina, foi o fechamento da apresentação. Veio com um turbilhão de figuras soltas no espaço… Os condenados abandonados à sua triste sorte, enquanto os eleitos eram elevados aos céus ao som da musica dos anjos triunfantes…..lindo e emocionante!”

 

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“HABANO”: O “PREMIER GRAND CRU CLASSÉ” DE CUBA!

 

Esta mancha verde chama-se Vuelta Abajo e é a "Cote d'Or dos charutos!
Esta mancha verde chama-se é Vuelta Abajo: eis a “Côte d’Or dos charutos!

 

Hoje é Dia dos Pais: parabéns para todos os homens maravilhosos que fazem de seus filhos a grande alegria de viver… Para homenagea-los, nada melhor que um assunto que talvez os agrade, deixando a ressalva: “o Ministério da Saúde adverte que fumar não está com nada”.

Continuando meu périplo por Cuba, a maior surpresa foi conhecer o fascinante Mundo do Habano, preciosidade única e exclusiva destas bandas. Vuelta vai Havana vem, editei os erros e acertos destas minhas andanças e consegui montar, pra vocês, um roteiro didático e cronológico da gênesis do melhor charuto da face da terra.

 

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Charuto, pra mim, era um sujeito “quase” que indeterminado, até conhecer sua fascinante história…

 

Até então, eles eram pra mim acessório de pessoas sofisticadas, normalmente do sexo masculino e “acháveis” na filial carioca do Esch Café. Jamais havia parado pra pensar no universo que gira, freneticamente, por trás da caixa de madeira que carrega os mais famosos filhos consumíveis da Ilha: a sua intrínseca cadeia de produção, a excelência dos ítens que participam da confecção, a perícia dos numerosos artesãos que contribuem para sua grandeza. São números impressionantes em quantidade e qualidade.

 

Demi Moore é uma das lindas adeptas do culto ao charuto!
Demi Moore é uma das lindas adeptas do culto ao charuto!

 

Aconselho, a quem tiver interesse, a leitura agradabilíssima do livro “El Mundo Del Habano”, é um belo começo de aprendizado. Não é à toa que personalidades do quilate de Winston Churchill, George Washington, John Kennedy, Marlene Dietrich, Michael Jordan, Getulio Vargas, entre outros, não passavam sem um.

 

Como os vinhos, o charuto tem várias etapas de produção... Aqui a secagem das folhas!
Como os vinhos, o charuto tem várias etapas de produção… Aqui a secagem das folhas!

 

Descobri também que vinho e charuto, apesar das distâncias geográficas e físicas, são primos legítimos, como dizem no nordeste. Por isso, repito o título deste post: o Habano é o “premier grand cru classé” dos charutos. Assim, ambos devem sua distinção a um misto de circunstâncias geo-climáticas únicas chamadas “terroir”; são fruto de blend ou mistura; têm plantio, safra e colheita anual em data certa. Passam, igualmente, pelo processo de fermentação (o tabaco por mais de uma) e envelhecimento, onde ambos descansam por x anos até estarem aptos a serem “embalado” para consumo. E o mais incrível, carregam necessariamente a sigla D.O. C. Ah, sabe qual o nome do especialista em charutos: “habanosommelier”, bien sûre!

 

Plantação de tabaco em Vuelta Abajo!

 

ALGUNS DETALHES:

– O ciclo do charuto dura de novembro a fevereiro, da semeadura à colheita. Portanto, quem for aproveitar o roteiro abaixo, tem que estar por lá neste período.

– Para melhor situar a importância deste passeio, comparo: Pinar del Río está para o charuto como a região de Borgogne, na França, está para o vinho. E Vuelta Abajo (a mancha sagrada de onde brotam as melhores e únicas folhas admitidas na confecção dos Habanos) é a Côte d’Or dos charutos;

– Nas fincas plantam e processam as folhas de tabaco que saem devidamente tratadas e embaladas para a confecção dos habanos. Como contei, os charutos também têm safras, por conta das variações climáticas e quem julga e classifica este resultado é o governo cubano, que distribui as folhas para esta ou aquela fábrica, de acordo com a qualidade que alcançaram;

-Todos os charutos são feitos com folhas de uma única planta. Só que estas sofrem variações devido à localização no caule por conta da insolação. Por exemplo, as mais altas são as Corona, que ficam mais expostas ao sol e por isso têm mais fortaleza e sabor;

– As folhas são cultivadas de duas formas, pela necessidade. Em estufas, “tabaco tapado”, para fazer as capas dos charutos, e a céu aberto, “tabaco de sol”, para a tripa e capote do charuto.

– O que distingue uma marca de charuto da outra é como suas folhas foram mixadas, isto é, seu blend.

PASSEIO DEL HABANO:

– Agora, vamos passear…
Vale a pena reservar um dia inteirinho de sua viagem para cumprir o trajeto do charuto, seu universo é lindo e fascinante. Para tanto, aconselho deixar Havana em direção à Vuelta Abajo, às 8 da manhã acompanhado de um farnel que substitua o sacrossanto almoço: hoje ele não vai rolar. O percurso dura umas 2 horas e meia. Chegando lá…

– Primeira Parada: Visita à Finca Robaina

– A “finca” ou fazenda produz, trata e armazena as folhas dos Habanos. Existem duas que valem a pena a visita pois estão estruturadas para receber os turistas e lhes mostrar todo processo: Finca Robaina ou Finca de Monterrey

 

Finca Robaina: luxo só!
Finca Robaina: luxo só!

 

– Fui, com minha família, à espetacular “Finca Robaina” cujo dono, Hirochi Robaina, considerado o rei do tabaco, é seu maior e melhor produtor. Pra se ter uma idéia, além de Cuba, ele possui fazendas em Santo Domingo e até em Las Vegas, nos Estados Unidos, onde produz um charuto mais popular.

 

Nosso guia na Finca Robaina!
Nosso guia, na Finca Robaina: explica e mostra o passo a passo!

 

Ganhamos um habano feito na hora!
Ganhamos um habano feito na hora por este elegante senhor!

 

– Chegamos, com visita marcada previamente, e fomos recebidos por um funcionário poliglota que mostrou-nos o passo a passo da primeira etapa do elaborado processo de produção dos habanos: a que acontece na finca. Incluído aí o plantio, colheita, secagem, fermentações e envelhecimento das folhas de tabaco. Acompanhamos, ao vivo e a cores, cada uma destas etapas, tiramos nossas dúvidas e coroando o passeio, vimos um charuto ser enrolado: luxo só!
Esta visita dura cerca de uma hora: voltemos à Havana.

 

Com Hirochi Robaina, o rei do tabaco!
Com Hirochi Robaina, o rei do tabaco… Ele está na foto ao fundo propagando a qualidade de seus habanos …

 

– Segunda Parada: Fábrica de Charuto:”

– Chegou a hora de visitar as emblemáticas fábricas de habanos, a maior parte localizadas em enormes casarões em Havana, programa único: fomos à da Partagas.

 

Esta é a fábrica
Esta é a fábrica da Partagas…

 

Com minhas adoradas "Isabéis",  Niemeyer & TM, mais a guia que nos mostrou a fabrica Partagas!
Com minhas adoradas “Isabéis”, Niemeyer & TM, mais a guia que nos mostrou a fabrica Partagas!

 

– Antes de começar o tour, cada grupo é recebido por um guia que conta a história dos habanos e seu processo de fabricação. Depois, nos leva para conhecer (quase) todas as dependências, avisando: é proibido qualquer tipo de registro. Imagens, só as oficiais. Dá uma vontade de fotografar…

 

Não disse que dá uma vontade...
Não disse que dá uma vontade de fotografar irresistível …

 

– Passeamos por salas e mais salas, repletas de homens e mulheres de qualquer idade, que passam o dia confeccionando os charutos, inteiramente à mão. Nenhuma máquina é capaz de copiá-los, são chamados “los torcedores”. O pitoresco; são embalados por um som altíssimo que reproduz o último “hit” de música pop, o mesma que ouvimos em nossos rádios por aqui. É muito impressionante!
(Amigos contaram que no passado, passavam o dia ouvindo os discursos de Fidel Castro)

– Terceira Parada: Pondo em prática…

 

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Entrada para “Casa dos Habanos”.

 

– Quando chegar a este ponto do dia, vai bater um certo cansaço… Nada melhor, então, para coroa-lo, do que ir à “Casa dos Habanos”, em frente ao Porto, em Havana Velha. Compra aí o habano de sua preferência e sente-se no cafe do lado de fora, peça uma taça de rum e a maravilhosa companhia do sommelier local: ele vai te dar uma aula super interessante de como lidar com a jóia da coroa cubana. Uma vez só não faz mal, é cultural! BN

 

Com Walter Rodrigues Neto, o brasileiro que é o campeão mundial "habanosommelier" de 2015: craque!
Com Walter Rodrigues Neto, o brasileiro que é o campeão mundial “habanosommelier” de 2015: craque!

 

 

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CUBA QUE TE QUIERO… LIBRE: UMA VIAGEM LINDA À ILHA!

 

Cuba: das melhores viagens que fiz na vida!
Cuba: das melhores viagens que fiz na vida!

 

Nunca imaginei visitar Cuba, tantos os roteiros mundo afora e tão curta a vida… Que bobagem, fui surpreendida por uma das melhores viagens ever!

Tudo começou num almoço, quando o filho da vez a escolher nosso destino era Isabel TM, a caçula. África vai Israel vem, acabamos batendo o martelo: a Ilha. Era começo de dezembro e, no meio de caloroso debate, Maria TM lança um argumento insólito pra época: “Vamos antes que acabe”… Parecia premonição pois 15 dias depois (nós já com as passagens na mão, ufaaaa) o Presidente Obama declara para, muito em breve, o “desembargo” à Cuba. Assim, nossa ida que era meramente turística virou quase jornalística e voltamos com a leve sensação de observadores da história…

 

Minha primeira imagem da Ilha: o aeroporto de Havana, simpático e despojado.
Minha primeira imagem da Ilha: o aeroporto de Havana. Achei graça ao ler “VIP” numa das filas de imigração e ser recebida por este anúncio de cigarros made in USA!

 

Desembarcamos por lá, de noite e na noite dos tempos, com um minucioso roteiro montado por mim (parte diurna/cultural) + Maria TM (parte noturna). Ela é nossa “personal concierge”, craque na escolha de restaurantes, hotéis e cia) e a benção dos amigos de uma vida, Alice e Bob Medici (contato no final deste post), agentes divinos de viagem, que há anos transformam nossos delírios turísticos em doces realidades: eles fazem toda a diferença!

Conto, a seguir, um roteiro enxuto de cinco dias, baseado no nosso (ficamos nove dias, sem contar a chegada e a saída) que editei em seus percalços, já que os cubanos são um povo encantador e solícito mas, por enquanto, inteiramente crú no quesito turismo. A favor deles, têm uma vontade louca de acertar. Por isso, acatam as mudanças de percursos imediatamente, com toda presteza! E eu fiz algumas fundamentais…

 

O lindo Capitólio cubano, na entrada de Havana Velha.
O lindo Capitólio cubano, na entrada de Havana Velha.

 

DIA 1: HAVANA
CITY TOUR
Se estiver tempo bom, alugue um daqueles lindos carros antigos e conversíveis que ficam esperando na porta dos hotéis ou em pontos centrais de Havana, e dê um “rolé” pra se ambientar na cidade (chuvendo, vai de taxi como Angélica: só é menos romântico…).

 

Melhor meio de transporte para o primeiro passeio por Havana: um de seus maravilhosos carros vintage e de preferência um Cadillac, rabo de peixe "bien sûre"!
Melhor meio de transporte para o primeiro passeio por Havana: um de seus maravilhosos carros vintage e de preferência um Cadillac, rabo de peixe “bien sûre”!

 

Acertada a locomoção, peça pro motorista descer a via costeira, pegar a “Quinta Avenida” (é este o nome, Globo e você, tudo a ver…) e seguir pelo setor dos casarões maravilhosos de antes da Revolução (acho que é a Rua 146 ) que hoje viraram embaixadas, casa de empresas ou de alguns raros felizardos. Fiquei boquiaberta…

 

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Visual do lindo Bosque de Havana!

 

Depois, atravesse o deslumbrante Bosque de Havana e termine o passeio em Havana Velha (contando o trajeto mais as paradas obrigatórias para fotos e cia, esta programação dura 2 horas).
Daí, siga pra conhecer esta parte encantadora da cidade a pé, de preferência com um guia.
Na hora da fome, almoce no La Floridita onde Hemingway e amigos tomavam daiquiri. É lugar de turista, mas afinal o que somos nós? Sente na parte da frente, onde servem uns sanduíches gostosos. O restaurante é vago.

 

Com Hemingway, no bar do La Floridita!
Com Hemingway, no bar do La Floridita!

 

Depois do almoço, perca-se mais um pouquinho por esta parte encantadora da cidade. A cada esquina uma surpresa e, muitas vezes, cantante!

DIA 2: HAVANA
HAVANA VELHA E MUSEUS
Continue passeando pela cidade antiga, é divina! Já que a esta altura está ambientado, siga o roteiro tradicional e visite as 4 praças (Praça Central, Praça das Armas, Praça da Catedral e Praça Velha) que se interligam, formando o Centro histórico.
Percorrido este lindo trajeto, rume para os museus: são poucos, mas dizem muito sobre a cultura local.

 

Com as niñas tendo a linda Catedral de Havana ao fundo... Uma das quatro praças icônicas da cidade!
A linda Catedral de Havana que fica em uma das quatro praças icônicas da cidade!

 

Os que mais gostei:
– Museu da Revolução: apesar de parecer uma coletânea de trabalho colegial, é emocionante ver o passo a passo da revolução de maneira singela, com documentação baseada apenas em muitos recortes de jornal e fotografias. Já que estamos na Ilha…
– Museu de Belas Artes: a parte de arte cubana é simplesmente um show!
– Museu de Artes Decorativas: era a casa de uma senhora da elite pré Castro e continua arrumada (mais ou menos) como ela deixou, tipo Frick Collection local. Dos poucos lugares que retratam a vida na era Batista em seu apogeu.

 

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A linda faixada do Museu de Artes Decorativas!

 

– Museu Napoleônico: se tiver tempo e interesse é pitoresco, pois é o segundo maior acervo do mundo sobre o assunto…

 

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Escultura no Museu Revolucionário…

 

– Roubada master: Museu do rhum.
Quando terminar o estirão cultural, passe na Bodeguita del Medio e tome seu famoso mojito!

DIA 3: COJIMAR
CASA DE HEMINGWAY E ARREDORES.
O escritor norte-americano Ernest Hemingway morou na Ilha por um bom tempo, no final de sua vida, e é uma de suas principais atrações. Depois de passar algum tempo num quarto de hotel, mudou-se para a charmosa “Finca la Vigía”, em San Francisco de Paula, na periferia de Havana. Vale muito a pena visitar a casa, está como se ele tivesse saído pra dar uma volta. Seu jardim é delicioso, peças importantes de sua história permaneceram por lá, até emociona.

 

A linda "Finca la Vigia", reduto de Ernest Hemingway na Ilha!
A linda “Finca la Vigia”, reduto de Ernest Hemingway na Ilha!

 

Na sequência, dê um pulo à vizinha Cojimar e passeie pela via costeira, que é uma graça. Cheia dos barezinhos outrora frequentado pelo escritor, hoje disputam quem tem o melhor acervo de relíquias por ele deixado. Outro detalhe encantador: num rochedo no canto desta praia que “O Velho e o Mar”  foi concebido e é maravilhoso contemplar a fonte de inspiração de um grande mestre… Vai que existe “osmose literária”.

 

A via costeira de Co
A via costeira de Cojimar, inspiração para “O Velho Homem e o Mar”!

 

A seguir, almoce no Café Ajiaco, muito simpático. Tem que reservar pois é lotado.
Voltando, ainda sobra um resto de tarde. Aproveite pra ver o famoso pôr-do-sol cubano do morro de Havana Velha. Espetáculo único.

DIA 4: VALE DEL VIÑALES & PINAR DEL RIO & HAVANA
CHARUTOS & BELEZAS NATURAIS
Inventamos um “Passeio Temático” pra conhecer uma das estrelas do país, os preciosos “habanos”. Achei tão incrível sua história que reservei um post inteirinho pra ele, apesar de não fumar e nem nunca ter-me interessado pelo assunto. Mas os charutos estão para Cuba como o vinho para França e contextualizado, é igualmente fascinante. Por ora, dou somente as informações básicas e me aprofundarei mais adiante.
Voltando ao roteiro, para que este dia renda segundo sua necessidade, saia de Havana às 8 da manhã levando um farnel com sanduíche pra driblar o almoço, hoje não terá tempo.
Seu destino é o Vale del Viñales, a oeste da Ilha e duas horas de distância da capital. Chegando, vá direto às atrações naturais: visão panorâmica do Valle, que é bem pitoresca, e passeio por uma de suas lindas grutas, com direito a navegar pelo Rio São Vicente.

 

As grutas de Vinha del Mar são deslumbrantes!
As grutas de Valle del Viñales são deslumbrantes!

 

Finda a parte “aquática” do passeio, rume para Piñar de Rio, mais precisamente à “Vuelta Abajo” onde fica a “Côte d’Or” dos charutos, pra conhecer uma de suas fincas (nome dado às fazendas cubanas), que produzem a melhor folha de tabaco do mundo. Só aceite se for a “Finca Robaina” ou a “Finca de Monterrey”, em San Juan Martinez. Senão, arrisca-se a ir para alguma propriedade sem nenhum interesse para o turista, como fizeram conosco a princípio. No lugar certo, a visita é inesquecível.

 

Uma plantação do tabaco mais precioso do mundo em Vuelta Abajo!
Uma plantação do tabaco mais precioso do mundo, em Vuelta Abajo!

 

Agora que já conheceu como produzem o tabaco mais precioso, volte pra Havana pra dar tempo de vê-lo transformar-se no emblemático Habano. Sem almoço é claro, por isto levou o farnel…
Chegou a hora da visita às famosas e pitorescas fábricas de charuto. As melhores estão na capital, instaladas em centenários casarões, um mundo à parte e fascinante. Dê preferência à Cohiba ou Partagas… Sensacional!
Está cansado? Então feche o dia, em grande estilo, na Casa dos Habanos, onde além de poder experimentar, na hora, o orgulho cubano, existe um sommelier que ensina todo o ritual de como acende-lo e manusiá-lo. Mesmo pra quem não é fumante o programa vale muito a pena!

DIA 5: VARADERO
PRAIA.
Ir à Cuba e não conhecer um de seus famosos “Cayos” (pequenas ilhas que abrigam as praias mais deslumbrantes e repletas de surpresas da natureza local), chega a ser pecado mortal… Cayo Largo ou Cayo Coco são os mais lindos e têm estrutura para turismo. O problema é que pra chegar é a maior mão de obra, o acesso mais fácil é avião pequeno e antigo. Precisa-se de, no mínimo, 3 dias, pra justificar o esforço.
Numa segunda ida à Cuba será prioridade no meu roteiro.

 

Embarcando para um mini cruzeiro pelo nas cercanias de Varadero!
Embarcando para um mini cruzeiro pelo nas cercanias de Varadero!

 

Mas tem um paliativo que, pra quem nunca foi ao país, é uma bela introdução praiana. Chama-se Varadero, o balneário mais bombado de Cuba antes da Revolução. Geograficamente, parece com Angra dos Reis, no litoral fluminense. Trata-se de uma cidade muito feia e destruída pela exploração imobiliária, mas cercada de ilhas lindas. Vale pegar um barco e fazer um passeio por algumas delas. A nossa agência tinha tudo, até uma lancha maravilhosa e tinindo de nova.

 

Uma deslumbrante praia em Cayo Blanco, nas vizinhanças de Varadero.
Uma deslumbrante praia em Cayo Blanco, nas vizinhanças de Varadero.

 

Na volta, almoçamos em Varadero, na ex casa de praia da família Dupont, a mais rica do país até a chegada de Castro. Hoje é um hotel sofisticado e curioso historicamente, pois a casa ficou completamente preservada, como a família a deixou em 1958. São 8 quartos com fila de espera de 2 anos para a hospedagem, mais campo de golf e um bom restaurante. Chama-se Hotel Xanadu e almoçar por lá já é um bom motivo para conhecer o lugar. Fizemos a reserva pelo Hotel Melia e pedimos, previamente, o “menu a la carte”. Bacana de conhecer.

 OBSERVAÇÕES FUNDAMENTAIS:

-A nossa primeira grande surpresa foi quando tivemos uma certa dificuldade pra conseguirmos lugares em avião para a Ilha, com 3 meses de antecedência, principalmente no segundo trecho, Panamá/Havana. O quesito hospedagem, então, foi o maior perrengue. Por enquanto, são 3 milhões de turistas/ano. Quando o embargo estiver efetivamente desfeito, estimam chegar a 4.5 milhões, pelo menos. Digo isto para alerta-lo que esta viagem requer planejamento, senão nada feito.

-Na sequência do parágrafo acima, não conseguimos de modo algum, nos hospedar em Havana Velha. Mas, ao contrário do que nos disseram, faz pouca diferença. O Hotel Melia é ok e tem vista linda para o mar do Caribe. Aconselho a ficar no andar executivo, que funciona com restaurante e concierge exclusivos, o que muda inteiramente a estada.

 

Havana vista do Hotel Melia!
Havana vista do Hotel Melia!

 

-Leve euros, cotação muito melhor para troca que o dolar. Aliás, cartão de crédito não é aceito em muitos lugares (o Amex em nenhum), cash é fundamental!

– Pra sair de Cuba, no embarque da volta, guarde 25 CUCs (moeda local que equivale, mais ou menos, ao euro) por pessoa que estiver viajando. É para pagar um imposto de permanência que é feito na hora do check in, como em Fernão de Noronha. Praticamente impossível fazer câmbio no aeroporto.

-Imprescindïvel usar agência de turismo nesta viagem, se quiser ter uma estada tranquila e conhecer o país como ele merece. Pra começar é praticamente impossível, por enquanto, completar uma ligação daqui apara a Ilha, fora o resto. Usamos nossos agentes queridos Alice e Bob Medici, como contei no começo. Eles têm os melhores contatos por lá e realizaram todos os nossos sonhos cubanos.

– A temporada ideal pra conhecer o país é de novembro a abril. À partir daí e na sequência, vem calorão, chuvarada e a temida fase dos ciclones.

– Fomos, em março último, justamente no final do inverno local e, em tese, o clima era pra ser ameno nesta época. Só que entrou uma frente fria vinda dos EUA, a mesma que congelou NYC, e só não morremos de frio porque nossas filhas viajaram no dia seguinte com os devidos casacos que salvaram a pátria. Vi um casal de brasileiros abortar a viagem no meio, por por falta de agasalhos.

. Mais uma peculiaridade, não há nenhum tipo de loja de roupas. Pelo menos que tivéssemos notícia. Portanto, aconselho a levar algo quentinho, por precaução.

– Três programas obrigatório, na divertida noite de Havana:
. Happy hour no emblemático Hotel Nacional, o Copacabana Palace local, com instalações lindas apesar da decadência, jardins deslumbrantes e toda uma história em seus domínios;

 

Eis o Hotel Nacional de Cuba: um must go!
Eis o Hotel Nacional de Cuba: um must go!

 

. Ir a um espetáculo do maravilhoso Ballet Nacional de Cuba. Vimos um “Lago dos Cisnes” de tirar o chapéu e aplaudir de pé!!!

 

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Vimos no Teatro Nacional um “Lago dos Cisnes” inesquecível!!!

 

. Fundamental reservar uma noite para ir a um dos divinos “night clubs” locais. Tipo túnel do tempo, têm música ao vivo de primeira e um ambiente pra lá de vintage. A-do-ra-mos o “El Gato Tuerto”.

. CLIQUE AQUI para o post sobre os restaurantes.

 

"El Gato Tuerto"... Tem que ir e se tiver fila, enfrente-a, é imperdível!!!
“El Gato Tuerto”… Tem que ir e se tiver fila, enfrente-a, é imperdível!!!

 

Antes de ir, gostaria de registrar o mais importante, Cuba é uma grata surpresa. Apesar de todos os percalços, nos surpreendemos ao encontrar um país pobre mas não miserável, habitado por um povo encantador, educado e, sobretudo, orgulhoso de sua origem. Mas ficamos pesarosos ao ver pessoas preparadas exercendo profissões aquém de suas possibilidades, para sobreviver: nosso guia tinha 2 doutorados e quase todos os funcionários de restaurantes, escolaridade superior, por exemplo.

 

Passeando pela Quinta Avenida de Havana com nosso maravilhoso guia Danilo Gómes... Amigos para sempre!
Passeando pela Quinta Avenida de Havana com nosso maravilhoso guia Danilo Gómes (de verde, à direita)… Amigos para sempre!

 

Andamos bastante e em momento algum nos sentimos inseguros. Como na Sicília, a ilha é cortado por uma auto estrada única e bem conservada que leva os interessados a seus confins, de leste a oeste. Seu território não é grande mas bem diverso, por isso em cada parada uma novidade te espera.
Como, efetivamente, o turismo recomeçou muito lentamente, somente há 10 anos e da estaca zero, ainda é precária a locomoção e, sobretudo, a comunicação. Internet é uma dádiva dos céus, concedida só em hotel mega e por período de tempo irrisório. Na TV, dois canais cubanos e um Colombiano fazem a programação. Livraria só com publicações vintage sobre Fidel, Che e cia.

 

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Close numa estante de uma livraria de Havana…

 

Em compensação Havana é uma cidade alegríssima, de super astral, restaurantes surpreendentes, instalados em lugares lindos e música por toda parte. Espero que a redentora abertura lhes devolva a sacrossanta liberdade mas que não leve a identidade pois a globalização ainda não bateu na porta de Cuba,

 

Em Havana a música está por toda parte!
Em Havana a música está por toda parte!

 

Pra quem, guerreiramente, chegou até aqui agradeço a companhia e peço que me desculpe o tempo tomado, mas gostei tanto de tudo que vi na Ilha mais famosa do mundo, que me empolguei… Vai que te convenci! BN

 

Fiquem com o famoso bar do Bodeguita del Mejo e seu emblemático mojito... Cheersss!!!
Fiquem com o famoso bar do Bodeguita del Mejo e seu emblemático mojito… Cheersss!!!

 

CONTATO ALICE E BOB MEDICI:
+55 21 99763 8535

 

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