40 FOREVER NO “O GLOBO”
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Homem
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Vinicius Cristóvão é um ator de mão cheia e, nas horas vagas, organiza com seu sócio, Rafael Fonseca, as viagens mais incríveis, ao redor da música clássica!
Já tive o privilégio de viajar com eles, através da descolada agência VIRA e, na convivência, a elegância discreta de Vinicius chamou minha atenção. Hoje, é dele o Look do Dia! Curtam… BN
Pra quem quiser uma bolsa igual, entre no site www.espeditoceleiro.com.br

LOOK DO DIA: VINICIUS CRISTÓVÃO! Read More »

Num dos papos maravilhosos que bato, de quando em vez, com a querídissima amiga, Adriana Beltrão, ela comentou que seu pai, Fernando Augusto Beltrão, ex-fequentador da finada loja Modern Sound, tinha retomado, com seus companheiros de “seita”, os antigos encontros, que por lá aconteciam, para falar de música e outras paixões, e que estavam adorando o revival!

Desde então, não sosseguei enquanto não tive notícias destas reuniões, pois amei saber que “Elvis e a Modern Sound não morreram”. Como bem me ensinou meu guru, Junito Brandão, a palavra religião vem de religare, ou re-ligar (o céu com a terra), através das cerimônias de culto que viabilizam o processo de unir o crente ao credo. Assim, refazendo o grupo, o sociólogo e morador de Copacabana, Fernando, descobriu a maneira mais eficiente de manter viva aquela maravilhosa energia, que a loja emanava!

Pra quem chegou agora, a Modern Sound vendeu, de 1966 até 2010, tudo de melhor da música clássica e moderna, dos quatro cantos do mundo, com maestria, competência, elegância e muito charme. Situada no coração de Copacabana, a convivência por ali era tão agradável que acabou tornando-se um ponto de referência, de encontro e a até a segunda casa de muitos clientes, que viraram amigos e, na sequência, órfãos.

Saudosismo de lado, deixemos o Fernando contar como se deu “a retomada” e se você se animar, os encontros são abertos! BN
BN: O que foi a Modern Sound na sua vida?
FB: Frequentei a Modern Sound desde que era uma pequena loja no mesmo lugar, na Rua Barata Ribeiro. Conheço o dono , Pedro Passos, que já na década de 60 vendia LP´s de jazz importados, música clássica e popular brasileira. A loja era frequentada por artistas e músicos, entre eles, Macos Valle, Roberto Menescal, Sérgio Mendes e também estrangeiros como Carmem Macrey, Naomi Campbell. Nos últimos anos , por morar a menos de 200 metros da MS, frequentava a loja de três a quatro vezes por semana.
Nos anos 90 , Passos resolveu ampliar a loja se tornando um templo da música em Copacabana que também servia de palco para shows de músicos famosos como Cauby Peixoto, Ivan Lins, Leny Andrade , e internacionais, como Laura Fiji , por exemplo, e Michel Legrand. Muitos deles autografaram meus CD´s.
BN: Por que, exatamente, ela fechou?
FB: Com a internet, muitas pessoas começaram a baixar músicas pelo computador o que afetou a venda de CD e DVS´s das lojas. Lojas no mundo inteiro também não conseguiram concorrer com o advento da internet como a Tower Records, em Nova York e fecharam suas portas.
BN: Onde os encontros acontecem?
FB: Sempre aos sábados no Restaurante Peixe Vivo, em Copacabana e também no Shopping dos Antiquários,na Empório Occhiliali Café , onde toca um trio que de Bossa Nova e Jazz , as quintas-feiras, de 19h às 23h.
BN: Como surgiu a ideia do reencontro?
FB: A turma, com pena de se dispersar, tratou de arrumar outros points para se encontrar.
BN: O grupo é fechado?
FB: Não, o grupo é composto em sua maioria por ex- frequentadores da Modern Sound, advogados, médicos, engenheiros, amigos, mas pode ir quem quiser.
BN: Senão, como se entra para esta maravilhosa turma?
FB: Basta chegar e será bem-vindo.
BN: O que vocês fazem nos encontros?
FB: Colocamos o papo em dia e escutamos boa música. Tem uns que estão aposentados e outros na ativa, então, é sempre uma boa oportunidade de colocar o papo em dia e trocar ideias.
BN: Chega a ter pauta?
FB: Não. O papo não fica só na música, vai de política ao futebol e os últimos acontecimentos no país e no mundo. È uma terapia.
OS ÓRFÃOS DA MODERN SOUND! Read More »
Esta dica é maravilhosa pra quem estiver passando por Paris, principalmente, com as crianças!

Tenho um espírito muito didático e uma certa dificuldade para abstração, vícios adquiridos no colégio, decorrentes do método de ensino “montessoriano”, no qual fui educada. Assim, meu aprendizado implora por visualização e estendi este hábito às minhas filhas: sempre que pude mostrei, em vez de explicar!

Esta preleção é por conta do post da querida Vanda Klabin, sobre os painéis das ninféias, do Musée de L’Orangerie, que me lembrou uma viagem inesquecível que fiz, as meninas pequenas, pra Paris e arredores, que nos levou à Giverny, onde está o mundo mágico do pintor Claude Monet e a sua formulação do impressionismo. Difícil entende-lo, longe dali!

O passeio é adorável e fácil, pois o charmoso vilarejo, às margens do rio Sena, fica a 60 quilômetros a noroeste de Paris, e vai-se por uma estrada deliciosa, bordeada de lindos campos de girassóis ou de trigo, se for primavera e verão. Quem preferir, pode ir de trem, saindo da gare Saint-Lazare!

E foi, justamente, da janela de um trem, que Monet se deparou com Giverny, pela primeira vez. Tombado de amor instantâneo pelo lugar, o pintor comprou sua famosa casa e a enfeitou contruindo os célebres jardins e o lago, onde pontificam, até hoje, as ninféias super stars: criou o cenário perfeito que, associado à surpreendente luminosidade local, preencheu seus melhores quadros e o inspirou até morrer. São suas as palavras: “fiz para os olhos e para a pintura”!

O ideal é sair de Paris cedo, tipo 9, pra viagem ter a calma e nonchalance necessárias. Chegando à Giverny, vá direto conhecer os domínios dos Monet, pra sua missão ficar muito bem cumprida, pois quanto mais tarde, mais lotado.
Além dos jardins, logicamente, casa também é um must e está perfeitamente restaurada pelas mãos do craque, Gerard Van der Kamp, o mesmo que se ocupou do palácio de Versailles. A coleção de gravuras japonesas e a cozinha são o ponto alto do tour.
Na saída, há uma lojinha de souvenirs que é uma graça, instalada numa estufa, se não me falha a memória. Não deixe de levar pra casa o encantador livro “Linéia, no Jardim de Monet”!

Acabada a visita, chez Monet, e se você cumpriu o horário direitinho, deve ser perto do meio dia. Uma boa pedida, para abrir o apetite, é alugar uma bicicleta e dar um rolé pelas redondezas. A cidadezinha medieval tem toda uma atmosfera e deve ser vista!

As duas vezes que estive em Giverny era verão, eu estava com crianças e os dias eram ensolarados. Por isto, em ambas, escolhi almoçar ao ar livre e sob os ombrelones de um charmoso restaurantezinho, colado no interessante “Musée d’Art Américan de Giverny”, que guarda uma coleção de quadros dos artistas impressionistas americanos, que por lá estiveram. Não deixe de visita-lo, também!

Pensou que acabamos por aqui? Que nada, em euros não podemos desperdiçar tempo! Então, anime-se pra no seu caminho de volta, desviar pra Auvers-sur-Oise, uma cidade a 27 quilometros do noroeste de Paris, onde o grande Van Gogh passou seus últimos dias, pois aí morava seu amado médico, Dr Gachet.

É muito bacana ir passeando pelo vilarejo e vendo os recantos locais, ao lado das reproduções dos quadros que os retratam, by Van Gogh!



Depois de dar uma passeada, vá ao Auberge Ravoux conhecer o singelo sótão onde o pintor holandes morou, nos seus últimos dias: é muito emocinante (este quarto é mágico pois outros gênios da pintura também se hospedaram aí!).
Na saída obrigatória, por uma escada nos fundos da hospedaria, tem um quintal. Nele descansam, finalmente e juntos, os irmãos Vicente e Theo: impossível segurar as lágrimas.

Chegamos de volta à Paris mortos de cansados e com o coração repleto: foi um dia inesquecível! BN
CURTAM O JARDIM DE MONET!
GIVERNY E AUVERS-SUR-OISE: DOIS PASSEIOS LINDOS! Read More »