Receitas

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RISONI COM BACALHAU, DELÍCIA TOTAL!

 

Rissoni: pra gente ligar o nome à pessoa

Esta receita é em homenagem a nossa querida Vivi Rocha, que comeu este prato no picnic que faço em casa, depois da aula música clássica.

Tem um quê da “roupa velha”, prato caseiro feito com as sobras da semana, que minha mineira avó Eliza Gonçalves fazia divinamente e me viciou pra todo sempre, amém.

No nosso caso, ou melhor, no da Irene (eu só dou palpite), ela baseou-se numa posta de bacalhau, foi acrescentando o que achava na geladeira e que combinasse com o dó inicial. A sinfonia acabou abafando; tomara que gostem.

E fica a dica: Vivi quer fazer num almoço de sábado.

INGREDIENTES:

– 1 Kg de bacalhau desalgado e sem espinhas, em lascas;
– 500 g de Risone;
– 1 xícara de cafezinho de azeite extra virgem do bom;
-1 lata de milho verde Bonduelle;
– 150 g de azeitonas verde sem caroço;
– 150 g de azeitonas pretas miúdas;
– 100 g de cogumelos frescos;
– 200 g de cenoura picadas e cozidas;
– 2 cebolas grandes bem picadas;
– 4 dentes de alho bem socados;
– 1 coentro picado;
– 1 brócolis americano cozido ao dente;
– 1 xícara de passas;
– 2 colheres de sopa de lascas de amêndoas.

 PREPARO:

– Cozinhe o Risoni, seguindo as instruções da embalagem;
– Frite o alho e a cebola, em uma panela grande, com metade do azeite;
– Junte aí, o bacalhau;
– Vá acrescentando, delicadamente, as azeitonas verdes e depois as pretas, o milho,
o cogumelo, a cenoura cozida, o cheiro verde, o coentro, as passas e amêndoas e, por
último, o brócolis;
– Jogue o azeite restante, por cima de tudo e mistre devagar.
– Sirva, numa linda tigela e corra pra galera, ela vai te louvar! BN

Vivi, como você pediu: a foto do risoni acompanhado de uma saladinha verde!
… E uma panorâmica do prato!

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ASPARGOS PRA TODAS AS HORAS!

Marella Agnelli e seu famoso pescoço de cisne, clicada pelo grande Richard Avedon: somatório de elegâncias!

Tive duas maravilhosas “personal Proust”, na minha vida, cada uma a seu tempo e hora, as duas competentíssimas, espécie de Xerazades tropicais, contando-me histórias das mil e uma noites contemporâneas, que viram por este mundo afora.

Cronologicamente, a primeira foi minha adorada tia, Elizinha Gonçalves, que com sua curiosidade, cultura e humor encheu meus ouvidos adolescentes de relatos interessantíssimos, repletos de beleza, requinte e glamour.

Depois veio MP, minha queridíssima amiga, que deu sequência, com galhardia, aos casos da tia e continua a fazê-lo até hoje, sendo que do BLOG pra cá, nós todas aproveitamos.

Me veio à cabeça, esta introdução, porque as duas tiveram um relato em comum: os originais menus de verão dos Agnelli, Marella e Gianni, soberanos informais da Itália, por boa parte do século XX.

Marella (em pé) “al mare” e magérrima: provavel fruto de seus cardápios levíssimos!

Eu explico: estamos acostumados, quando montamos um cardápio, àquela sequência básica e tradicional de entrada, prato principal e sobremesa. Acrescenta-se ou subtrai-se, à esta ordem, alguns mimos gastronômicos, dependendo do anfitrião, lugar, horário, formalidade ou estação do ano em que a refeição será servida. Assim, antipasti, amuse bouche, sorvetes cítricos que limpam o paladar, plateau de queijos, frutas depois do doce, etc, são um plus no basicão, pra dar o tom.

Só que a requintadíssima Marella fazia tudo diferente. Quebrava a sequência (aliás nem a fazia), com uma espécie de proposição dissonante mas que, na minha opinião, cai como uma luva para quem vai almoçar, num dia de calor: a parte salgada de suas refeições era um somatório de pratos ligeiros, divinos e pouco calóricos. Assim, uma alcachofra, figos com prosciutto e uma mousse de algum legumes poderiam compor, linda e fartamente, um almoço na casa mais chic da Itália.

Aspargos frescos e “tricolore”, pra combinar com o teor italiano deste post: comprei-os no Zona Sul!

Dou, agora, uma receita que poderia fazer parte da mesa dos Agnelli e também serve como acompanhamento, para um salmon grelhado, um rosbife ou mesmo um franguinho assado, nas nossas casas, combinando com nossos velhos hábitos.

São aspargos cozidos com molho holandês. Espero que gostem. BN

– Os ASPARGOS devem ser colocados, por dois minutos e meio, na água e sal fervendo, pra ficarem chics e “al dente”.

Molho Holandês:

INGREDIENTES:
– 4 gemas;
– 300 gr de manteiga;
– 1 colher de água fria;
– 1 pitada de sal;
– Pimenta do reino a gosto.

PREPARO:
– Corte a manteiga em pedaços pequenos e reserve;
– Numa tijela média, que possa ir ao banho Maria, bata as gemas, a água, o sal e a       pimenta do reino:
– Coloque a tijela, em banho Maria. Bata as gemas, na batedeira, até começarem a engrossar;
– Vá acrescentando, um a um, os pedaços da manteiga, sem parar de bater nenhum momento, deixando cada pedaço derreter antes de colocar o próximo. Continue batendo até toda a manteiga ser absorvida;
– Quando o molho estiver bem espesso, retire a panela do fogo e continue batendo por alguns minutos.
– Prove. Se for necessário, acerte o sal e a pimenta.

Finalizo, com a foto do prato “double face”: serve de entrada, à la Agnelli ou como acompanhamento, no prato principal!

 

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UMA SOPA VINTAGE MUITO CHIC!

INGREDIENTES: Mestre Zé Hugo Celidônio concebeu-a usando batata baroa. No sufoco, já fiz com nhame e daí pra frente, uso o tubérculo que tiver: ela fica deliciosa de mil maneiras!

Volto ao Rio dos anos 80, mais precisamente à uma das melhores mesas da época, a do “Gourmet Cemitério”, onde comia-se muito bem e batia-se dos melhores papos da cidade. Porque não concebo mesa boa com conversa medíocre…

E por lá, a diversão era certa e a boa gastronomia também. Tanto, que até hoje faz o maior sucesso, na minha casa, uma versão mambembe da gloriosa “sopa de batata baroa com caviar”, que a criatividade do chef Zé Hugo Celidônio concebeu, virou um clássico e estou certa que vento nenhum a levará: ela é FOREVER. Eis a receita…

INGREDIENTES:
(para 6 pessoas)

1 Kg de batata baroa (ou similar);
1 1/2 Litro de água;
1 Tablete de caldo vegetal, sem gordura;
1/2 Colher de chá de sal;
2 Colheres de sopa de azeite extra virgem;
1 Pitada de açúcar;
Pimenta do reino branca, a gosto.
1 pote de caviar (=ova) de qualquer tamanho, cor ou espécie.

PREPARO:

– Lave as batatas baroa e descasque-as;
– Ponha-as para cozinhar, em fogo brando, até ficarem macias;
– Deixe-as esfriar;
– Bate-las no liquidificador, junto com o caldo que se formou ao serem cozidas;
– Colocar numa vasilha e acrescentar o caldo vegetal seco, o sal, a pimenta do reino branca, o azeite e o açúcar. Mexer.
– Voltar tudo para a panela e deixar ferver, mexendo, durante toda a fervura, para não
grudar.
– Servir com uma colher de café da ova que você escolheu, colocada no meio da sopa já
“empratada” (ver na foto abaixo).

Voílà: tomara que vocês gostem, me contem se deu certo. BN

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BATATA FASHION!

Olhem que linda a cor desta batata! Como Jassica Rabit “it was drawn like that!”.

Depois que AC nos deu uma maravilhosa aula sobre Yves Klein e seu azul, conto uma receita deliciosa, pra combinar…

Porque nada mais antenada que a própria natureza, que já surfa esta onda “hace mucho”. Você não sabia? nem eu, até que uma querida amiga voltou de Miami e me contou sobre a “Salada Niçoise” que comeu por lá, feita com batatas azul Klein: sim, elas existem de fato e de direito, naturalmente.

As batatas Blu peruanas vendidas numa banca de legumes em Roma…

Da família das inglesas, por isto não são doces nem sequer adocicadas, estas batatas Blu, originárias do Peru, são vendias mundo afora, como em Roma e Oslo, cidades em que minha amiga morou e se fartou de comê-las. Nossa atualizada gastronomia anda comendo mosca ou eu estou desatualizada, já que nunca as vi por aqui 🙁

Vamos à receita de Salada Niçoise, com ou sem as Blu!

Uauuuu quelle beauté!

1- SALADA NIÇOISE:

INGREDIENTES:
(para 6 pessoas)

– 5 ovos;
– 1 alface;
– 1 manjericão de folhas gigantes e verdes;
– 1 alface americana pequena;
– 1 rúcula selvagem;
– 1 caixa de flor para salada;
– 8 tomates;
– 6 batatas Blu ou inglesa fatiadas;
– 6 filés de anchova;
– 1 talo de cebolinha;
– 4 fundos de alcachofra;
– 1 limão;
– 1 lata de atum em óleo ou ao natural;
– 1/2 copo de vinagrete (darei a receita no final), com azeite.

PREPARO:

– Prepare os ovos cozidos;
– Laves as folhas e os tomates, cortando-os em rodelas;
– Escorra o óleo das anchovas (e dessalgue-as em água corrente) e do atum;
– Esprema o suco de limão sobre os fundos de alcachofra e corte-os em fatias;
– Descasque os ovos cozidos e corte-os também em rodelas.
– Em uma saladeira, disponha em camadas as folhas, as batatas, os tomates, os fundos de alcachofra, os ovos fatiados, o atum, o talo da cebolinha picado, a anchova e cubra com o vinagrete. Continue a montar as camadas até terminar os ingredientes e vai regando com o molho.
– Decore com flor para salada.

2- VINAGRETE:

INGREDIENTES:

– 3 colheres de sopa de vinagre do bom ou suco de limão;
– 2 pitadas de sal;
– 9 colheres de azeite extra virgem muito bom;
– Pimenta do reino com moedor.

PREPARO: 

– Em uma vasilha, misture o vinagre (ou limão) e o sal, até que este se dissolva. Adicione o azeite e moa a pimenta do reino, na hora e a gosto.
– Obs1: Pode-se substituir o vinagrete ou limão por suco de laranja pera e o azeite por creme de leite;
– Obs 2: Vinagrete com mostarda: misture ao vinagre ou ao suco de limão 1 colher rasa de mostarda Dijon. Depois, proceda como na receita do vinagrete.

DICA: Pra quem as tem em casa, elas também são chiquérrimas, em forma de purê, vejam na foto! BN 

Imagina este lindo purê acompanhando o salmon grelhado: é “color block” gastronômico!

 

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