Bebidas

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ESPIRITO DO VINHO

fachada da loja

Outro dia, passeando pela Cobal de Botafogo, reencontrei Seu Aníbal Patricio, um simpático português que me conhecia desde pequena, da casa de minha avó Dulce Marcondes Ferraz, onde naquela época já ia ajudar a servir os vinhos. Me emocionei quando ele me lembrou de como minha avó recebia bem, e de todos os detalhes de sua casa…

Seu Aníbal veio para o Brasil com 7 anos, é farmacéutico de formação e seu amor pelo vinho vem desde a infância, pois sua família produzia vinhos para consumo próprio.

Há 7 anos se dedica a sua loja “Esprito do Vinho”, onde começou apenas com vinhos portugueses, e hoje com o “boom” do vinho no Brasil tem vinhos do mundo inteiro ( Hungria, Cróacia, Eslovenia, França, Italia….)

Aníbal dá duas sugestões excepcionais para o verão carioca: um ótimo Rosé chamado “Graça”, vinho Alentejano, feito artesanalmente ( produção de apenas 4.800 garrafas), o rótulo é feito pela própria produtora, preço R$ 55,00. Estou louca para provar! E um branco francês feito com uva Gross Manseng preço R$ 60,00. Este também é super artesanal, tudo home made. Como a França produz coisas incríveis…

No “Espirito do Vinho” se encontra vinhos de 28 reais a 28 mil reais (Petrus safra 1981) a variedade é incrível! Vale a pena uma passadinha….

MP

Tel: ( 021) 2286-8838 ou 2535-0070

Visual da loja

 

Variedade de Porto
Seu Aníbal com seus vinhos excepcionais....

 

Adorei o quadro de rolhas!
Champagnes....Prosecos...

 

Cristal...

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A SUPER NOVIDADE DE JANJÃO GARCIA!

 

Nick Barcellos e Janjão Garcia, parceiros na vida e neste novo empreendimento, que tem tudo pra bombar!

O queridíssimo João Luiz Garcia de Souza, nosso Janjão, é um dos importantes empresários da gastronomia carioca, vide seu passado, que o condena: ele esteve na gênesis do saudoso Garcia e Rodrigues, da Fiammetta, do Lorenzo Bistrô…..
Incansável, enriquecerá a vida dos “gourmand” da cidade, com mais um empreendimento, que já nasce com pinta de campeão!

Inaugurou, numa charmosérrima casa tombada, no Jardim Botânico, zona sul do Rio de Janeiro, A Casa Carandaí, um mercado chiquérrimo, aonde a gente vai encontrar mais de 3500 itens, que vão fazer a diferença nas nossas cozinhas e arredores! O BLOG teve o privilégio de conhece-la e mostra pra vocês, em primeira mão!

Dividida em setores e sabores, a piccola “Eataly” carioca vai ter padaria, rosteria, setor de embutidos, azeites e vinagres, geléias, massas e temperos. Mais confeitaria e açougue, especializado em carne de cordeiro e no sofisticado gado Devon, vindo direto do RS para as nossas mesas: aí meu Deus, que fome!

E pensa que parou por aí? Nada disto, agora é que conto sobre as cerejas do bolo:
A enoteca, que ocupa o segundo andar do lindo sobrado, venderá os vinhos que fizeram a fama de Janjão e do Bistrô Lorenzo, melhor custo/ benefício do pedaço. Poderemos, enfim, toma-los chez nous e à luz de velas, pois eles merecem!
E a inédita, no Brasil, “cave d’affinage de fromage”, isto é, um frigorífico próprio para guardar e maturar dezenas de tipos de queijos, que nos esperam por lá: se isto não for o auge da elegância, eu não me chamo BN!

And last but not least, vem a boa nova para os estômagos imediatistas, que preferem testes, in loco: nos fundos deste reino encantado das calorias existirá, daqui há uns meses, o Café Carandaí, que servirá todas estas irresistíveis maravilhas cantadas acima. Se estiver de dieta, passe ao largo da Lopes Quintas… Senão, já era! BN

CONTATO:
Rua lopes Quintas, 165, Jardim Botânico
Tel: 21 3114 0179

CURTAM AS FOTOS DO MAKING OF:

Olhem que charme de casa, nos convidando a entrar:

Entremos... A casa é nossa!
Pit stop, pra vocês sentirem o clima...
Detalhe de uma super sacada: o lindo jardim suspenso de Paula Bergamin, no paredão do corredor de circulação externa, dando um ar petropolitano ao lindo sobrado!

A super deli sendo arrumada, projeto do craque Chico Gouveia!

Alguns produtos que já estão, devidamente, a postos, nos esperando:

A sensacional "cave des fromages"! Um must!
As carne de cordeiro e gado Devon, um luxo!
Os embutidos!
Os laticínios, carpaccios, salmons e tudo que nossas dietas agradecem!
Temperos...
Pra adoçar a boca e a vida...
Pastas pra dar e vender...

Os recantos…

A futura padaria!
A futura "rosteria"!
Close up no recanto de Baco!
Olhem o que nos aguarda!

Finalmente, vejam aonde será o “Café Carandaí”, local de futuros grandes papos e comilanças divinas!

O atual pátio e futuro Café!
O corredor de acesso ao Café Carandaí: Boa sorte Janjão... os amantes da boa mesa te agradecem... de joelhos!

Finalizando, a salvação da lavoura!

Luxo dos luxos: o estacionamento rotativo, bem em frente! MA-RA!!!

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UMA COMIDA… UM VINHO: POR RONALDO VILLELA!

 

Ronaldo Villela, consultor gatrô do Blog!

Ronaldo Villela é meu amigo há uma década e faz a gentileza de me instruir, por todo este tempo, quando tenho dúvidas com vinho. E sempre brilho, como um letreiro da Broadway, quando sigo seus conselhos!

Por isso, pedi a ele que abrisse seu leque de orientados, contando seus preciosos segredos aqui no Blog, pra vocês. Assim, começará uma série de artigos, descrevendo uma receita (porque também entende muito de comida) e harmonizando-a com um vinho incrível e de bom preço. Meninas, caderninho na mão, caneta e tomem nota. Detalhe, esta receita faz parte da sugestão de menu  jantar de natal “têt-a-têt” do post:  “UM NATAL SUPER ROMÂNTICO! “… Curtam! BN

UMA COMIDA…UM VINHO!
“No título acima, por que a palavra comida vem antes e vinho em seguida? Geralmente, quando vamos comer e queremos beber um vinho, já sabemos qual é o prato se estamos em casa; se for em um restaurante, escolhemos o prato primeiro; ato seguinte, pensamos em um vinho para acompanhá-lo. A não ser que seja um grande vinho! Aí a comida será escolhida em função do vinho. Está aqui, então, explicada a razão da ordem do título, embora pareça, a princípio, algo sem relevância. Mas não é!

Isso, aliás, nos remete a uma situação bastante comum nos restaurantes: mal sentamos à mesa, o sommelier, o maître ou o garçom nos traz imediatamente a carta de vinhos, quando nem sabemos ainda o que vamos comer. Mas, enfim, se alguém não se incomoda com essa ordem das coisas, só nos resta dizer que o freguês sempre tem razão!

Mas vamos à nossa primeira colaboração, ou seja, à primeira sugestão de harmonização de um determinado prato com um vinho a ser escolhido. E veja que esta primeira sugestão poderá parecer inusitada porque se trata de acompanhar uma carne que não é propriamente branca, embora seja de uma ave, com um vinho branco!

A carne, no caso; é a de pato. O pato, como sabemos, pode ser feito de várias maneiras, mas a minha proposta é do peito grelhado na própria gordura, acompanhado de um molho preparado com suco de laranja, açúcar e outros ingredientes. Ou seja, o conhecido magret de canard à l’orange. Esses componentes – acidez e doçura – já norteiam a escolha do vinho. Há outras versões do pato com laranja, como o assado no forno.

Na harmonização desejada, um vinho tinto seco, à parte algumas exceções, não fará um bom casamento com o prato. Portanto, a nossa sugestão vai para um vinho branco que, embora seja seco, passa, no aroma, uma sensação de doçura, podendo contar ainda, às vezes, com uma considerável fração de açúcar residual se comparado com o padrão normalmente encontrado em um vinho seco. Na boca essa sensação deve confirmar-se, facilitada pelas características que a uva imprime ao vinho.

O vinho sugerido é um Gewürztraminer da Alsácia, um dos que melhor traduzem essa sensação. O norte da Itália também produz Gewürztraminer com qualidade muito apreciável, bem como a Alemanha e a Nova Zelândia.

Por que esse vinho? Bem, o pato é uma carne forte, tem uma cor mais escura do que a do frango, por exemplo, e no caso do peito ela é vermelha. Isso poderia levar-nos imediatamente a uma harmonização com um vinho tinto. Entretanto, a harmonização não se dá invariavelmente com o componente principal do prato, mas quase sempre com os ingredientes que dele fazem parte e também de que maneira ele foi preparado – assado, cozido, além do seu acompanhamento, que pode exercer papel de protagonista. E nesse prato, do ponto de vista da harmonização com o vinho, o pato deixa de ser protagonista e passa à condição de coadjuvante. O adocicado do molho de laranja destrói todo o frutado que um vinho tinto seco possa apresentar. Se fosse um pato assado no seu próprio molho, com um complemento mais neutro – batata, por exemplo, seria o caso então de pensar-se em um vinho tinto.

Sugiro que o peito do pato seja servido – ou montado individualmente no prato – em fatias finas, podendo ser acompanhado, por exemplo, de um purê de mandioquinha, que não confronta a tendência adocicada que se quer no prato. O preparo deve deixar o magret“ao ponto”, mostrando, ao ser fatiado, uma cor rosada, com as fatias circundadas por crocantes capinhas de gordura.

De dar água na boca!

Esclareço que não tive a pretensão de “inventar a roda” com essa harmonizaçãomagret/Gewürztraminer porque para alguns bons conhecedores da arte de harmonizar comida e vinho ela poderia até ser considerada uma harmonização quase clássica.

Experimentei-a – e ela proporcionou-me grande satisfação – no restaurante Taste Vin em Belo Horizonte: um magret de canard à l’orange, cujo molho de laranja recebe um toque adicional de mel e tem como acompanhamento uma pera cozida, suavemente polvilhada com canela. O vinho escolhido: um Gewürztraminer da Alsácia! E o interessante do prato foi a sutileza, a delicadeza do molho – nada denso; a pera com a canela acrescentou o ingrediente especiaria, outro componente que vai bem com o Gewürztraminer.

Mas a minha sugestão de um prato com o Gewürztraminer não fica apenas no pato com laranja. Acabo de fazer uma harmonização que foi muito bem sucedida: um filé mignon de suíno, assado em seu próprio molho, emoldurado no prato por rodelas de abacaxi caramelizadas, acompanhado de farofa de ovo com linguiça defumada, em pedacinhos (da Pavelka na Rua João Lira, Leblon). O defumado da linguiça é outro “ingrediente” que se dá bem com o Gewürztraminer. Detalhe da linguiça: em Minas, minha tia passava o dia inteiro enchendo linguiça – daí talvez a expressão conhecida – quando se matava porco na casa dos meus pais. Até hoje tenho grande dificuldade em encontrar uma boa linguiça. A minha referência torna a escolha difícil! A da Pavelka atende, em parte, o objetivo da preparação da farofa sugerida. O vinho foi do Alto Ádige, abaixo indicado.

Outro aspecto, ou às vezes um problema, é onde encontrar o vinho que se sugere. Para facilitar a sua compra, informo-lhe onde encontrar um bom Gewürztraminer. Ressalto, de imediato, que não tenho qualquer relação ou interesse comercial com as lojas que indico em seguida. Nas próximas sugestões poderei incluir outras.

A primeira é a Bergut na Rua Senador Dantas, no Centro, tel. 2532-7332: Gewürztraminer do produtor Trimbach, safra 2007 (muito boa), da Alsácia, França, R$ 152,00. A outra é a Cavist na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, tel. 2123-7900: Gewürztraminer da produtora Elena Walch, safra 2009, do Alto Ádige, Itália, R$ 108,00.

Espero que gostem das sugestões e fico à sua disposição para alguma informação adicional. Ronaldo Villela! ”

ronaldo@vilela.net.br

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