Esporte

8 TEMPOS PARA DANÇAR

 

Carolyna Aguiar

 

Carolyna Aguiar é atriz, que já fez várias novelas e peças de teatro e é também uma maravilhosa professora de Yoga! Ela acaba de abrir um espaço de dança incrível em Ipanema.

 

A recepção

 

 

Uma sala de aula

 

Há 24 anos atrás Angel Viana, professora e mestre da arte do corpo, entrou na vida de Carolyna para nunca mais sair e ficar impregnada na sua alma. Segundo Carol, a teoria de Angel é de que “ninguém é igual e todos são especiais, e que inclusão e generosidade são ingredientes naturais de sua escola”. Eu também adorei as teorias de Angel e baseado nelas, Carol nunca mais parou de dançar, e sempre sonhou em poder compartilhar com mais pessoas o que aprendeu com esta mestre; foi daí, então, que abriu o “8 tempos”espaço e movimento.

O espaço oferece diversos tipos de dança como ballet clássico, dança contemporânea, street dance, jazz, tango…  Uma variedade enorme de aulas com os melhores professores do Rio. Tem até dança de salão que estou louca para fazer: esta aula é às quartas-feiras às 8 da noite, deve ser muito divertido!

 

O espaço 8 tempos oferece também diversas terapias corporais num clima delicioso e super aconchegante, massagens variadas como relaxantes, ayurvédicas, terapia do som, harmonização energéticas… Entrem no site para todos os detalhes de dias e horários. MP

www.8tempos.com.br

Rua Visconde de Pirajá 82 SS 101

telefones: 21-3439 3096 ou 21-3439 3097

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PRAIA PARA TODOS NO RIO

Para mim é uma grande novidade cadeirantes ou pessoas com deficiências conseguirem ir a praia. Achei este projeto incrível, lindo, muito emocionante, e fiquei totalmente encantada com o que vi semana passada. Parece impossível mas é real! Eles conseguem ir a praia e tomar banho de mar!

O projeto se chama “Praia para todos”e é feito pelo instituto INS -Instituto Novo ser- que é uma organização da sociedade civil de interesse público. Esta organização promove acessibilidade e inclusão social, através do esporte e lazer, de pessoas com dificuldade de locomoção. É um projeto maravilhoso e uma idéia genial!

Como o acesso ao mar é impossível aos cadeirantes, esteiras de um material plástico de alta densidade são estendidas do calçadão até as tendas, tornando possível o acesso a estas pela areia. Os cadeirantes então trocam sua cadeiras pelas especiais que podem ir até ao mar. Vejam as fotos e o filme abaixo.

MP

Esta esteira permite ao cadeirante de chegar até as tendas.

Depois de chegar em frente a tenda…

Cada um aguarda sua vez para a diversão! E para a troca para a cadeira especial que vai até o mar.

Curtindo o mar com a cadeira especial.

Se aprontando para andar de jet- ski.

Que maravilha, pela primeira vez no mar…

Volei sentado na areia.

Jogando frescobol…

Não deixe de clicar AQUI par ver o Jornal Nacional dando esta gloriosa noticia.

Por enquanto temos 2 pontos no Rio de Janeiro;

Barra Da Tijuca– Posto 3 em frente a Praça do Ó

Todos os Domingos de 9 horas as 14 horas até dia 8 de junho

Copacabana- Em frente a rua Francisco Sá

Todos os Domingos de 9 horas as 14 horas até dia 9 de Junho.

Quem quiser ajudar pode entrar no site abaixo.

www.novoser.org.br

Informações do Instituto pelos telefones: + 55 21 39042614 ou 55 21 7708 5532

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FERNANDO CALAZANS CANTA NELSON RODRIGUES: IMPERDÍVEL!

 

O grande Nelson Rodrigues e uma de suas máximas futebolísticas

 

Quem me conheceu menina sabe como amei futebol e curtir todas as emoções, alegorias e adereços que ele proporciona. Como a maravilhosa mesa redonda da TV Globo, onde pontificavam as inteligências acachapantes de João Saldanha, Sandro Moreira, José maria Scassa, Armando Nogueira e Nelson Rodrigues: nossos intelectuais do esporte e também de outras praias.

 

Os craques da emblemática mesa redonda Facit, embrião da que eu vi, anos depois, na Globo!

 

Eu varava as noites de domingo sorvendo suas inteligências gritantes, seus pontos de vistas pitorescos e, sobretudo, rolando de rir com suas paixões incondicionais por seus clubes: cada um torcia, discaradamente e sem cerimônia, por um time da cidade e criava maravilhosas teorias para beneficia-lo. Longe de mim o saudosismo, mas as madrugadas dominicais jamais serão as mesmas!

 

O grande Nelson vociferando em pro de seu amado Fluminense: torcedor apaixonado!

 

E por falar em Nelson Rodrigues, este ano comemoramos o centenário de seu nascimento e achei que ele adoraria ler, no céu tricolor onde está, um de seus fãs incondicionais e também grande cronista do futebol, o querido Fernando Calazans, reverencia-lo por seu aniversário. Ou ele não é o mentor do “Sobrenatural de Almeida”?! BN

 

A simpatia do craque Fernando Calazans, nosso blogueiro de hoje!

 

FERNANDO CALAZANS: “O CRONISTA E SEU PAÍS”

“Conheci Nelson Rodrigues aqui mesmo, na redação do GLOBO, lá pelos anos 70. Eu era redator da seção de esportes, e ele era… Nelson Rodrigues.

 Na época, as editorias dos jornais tinham redatores, para que os textos fossem, digamos assim, mais bem cuidados. Hoje, não se liga tanto pra isso. Elas tinham também o Nelson Rodrigues escrevendo sobre esportes, sobre gênios do esporte, sobre a vida, sobre as famílias que, segundo ele, um dia iriam apodrecer, as estagiárias de pés sujos, o Sobrenatural de Almeida, o Príncipe Etíope (o grande Didi), as grã-finas com narinas de cadáver, os marginalizados e também aqueles que eram tratados “a pires de leite como se fossem gatas de luxo”. Sobre tudo, enfim.

Por isso e muito mais, eu não via e não vejo o Nelson como cronista esportivo. Muitos o veem como cronista do futebol (entre tantas outras classificações), e não há nenhum mal nisso naturalmente, mas eu não. Nelson Rodrigues não entendia tanto assim de esporte, nem precisava, mas entendia muito da vida, dos personagens da vida e sobretudo dos personagens dele próprio, Nelson Rodrigues. O campo de futebol para ele, dramaturgo, era o palco de onde extraía episódios, gestos e personagens para falar da… “Vida como ela é”, ou como ela era para ele, principalmente para ele. E, como em tudo que fazia, inclusive como, vá lá, “cronista esportivo”, era genial.

Nele, a análise do futebol ficava em segundo plano, o que era muito bom para mim, que queria ler algo mais do que futebol. Ficou famosa, entre outras centenas de frases famosas de Nelson, uma que ele costumava usar sempre que encontrava Armando Nogueira (este sim, cronista esportivo), já na saída do Maracanã: “E então, Armando, o que foi que nós achamos do jogo?” Muitos anos depois, o próprio Armando Nogueira me explicaria que não era, como se julgava, uma espécie de confissão do Nelson de que precisava do auxílio do amigo para “interpretar” o jogo. Era, pura e simples, uma saudação, um cumprimento informal, como quem diz: “E aí, Armando, como vai a vida?”.

Era o jeito de Nelson, de falar, de escrever. Jeito único, inconfundível, inimitável, impossível de ser plagiado. Assim como as suas crônicas sobre jogos, personagens dos jogos, acontecimentos grandiosos ou grotescos dos jogos. Certa vez, em sua coluna “Personagem da Semana”, o eleito foi o grande craque Zizinho, Mestre Ziza como era chamado em louvor à magia de seu futebol que inspirou até o Pelé. A última frase era incrível, pois Nelson afirmava, nada mais, nada menos, que Zizinho, se quisesse, “podia ganhar o jogo pelo telefone”. Mais incrível ainda é que essa metáfora, o exagero intrínseco que foi uma das marcas do escritor, era absolutamente condizente com o raciocínio e o argumento desenvolvidos no texto.

Esse era o Nelson Rodrigues. Outra vez, num dos meus troca-trocas entre Jornal do Brasil e GLOBO, antes de me estabelecer em definitivo aqui nesta redação, há 24 anos, fui à casa do nosso maior autor de teatro fazer uma entrevista (ou perfil, ou conversa, sei lá) para a capa do Caderno B do extinto JB. Um dos tantos temas da conversa foi a absoluta indiferença do entrevistado em relação a viagens, conhecimento de outros países, outros continentes, outras cidades. Não por caso, o título em grandes letras da matéria foi, lógico, uma frase típica de Nelson: “Quero ser amado no meu país!” Nelson jamais tinha feito, nem faria depois, uma viagem à Europa, à África, aos Estados Unidos, nem aqui perto, à América do Sul. Sua explicação ou desculpa era o medo invencível de avião. Não podia sequer ouvir falar de avião, de jeito nenhum. E se vangloriava mesmo, com orgulho brasileiro, de não ter interesse em conhecer o “resto do mundo”. Encerrado o papo, quando tomávamos o cafezinho de despedida, a caneta e o bloco já recolhidos ao meu bolso, perguntei a ele, em sincero tom de provocação e desafio:

-Mas Nelson, me diz uma coisa. Se você ganhasse o Prêmio Nobel, nem assim viajaria à Europa para recebê-lo?

Ele fez um silêncio profundo, sem pressa, olhos fixos num ponto indefinido do espaço, pensou bastante, consultou sua indisfarçável vaidade, e, com a fisionomia mais séria do mundo, virou-se pra mim e enfim se entregou:

-Bem, nesse caso eu ia de navio…

Nelson Rodrigues não ganhou o Nobel. O reconhecimento à sua obra é feito aqui, como ele queria, no seu país.” FC

 

“Eu vos digo que o melhor time é o Fluminense. E podem me dizer que os fatos provam o contrário, que eu vos respondo: pior para os fatos.” Nelson Rodrigues

 

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NASCE UMA ESTRELA!

Campeão do alto astral, simpatia e do sorriso franco, o muso do BLOG, Zé Luca ML!

 

“Na minha época de frequentadora assídua do Maracanã, o segundo time de todo mundo, quando não estávamos de olho na tabela do campeonato, era o América, sem discussão. Nem sei bem o porque, mas o grande Lamartine Babo, americano roxo, pode ter dado uma forcinha ao fazer, pro time tijucano, o hino mais lindo de todos e com ele amaciado muitas almas adversárias!

Com o surgimento dos “SUPER TIMES SA”, os pequenos clubes de bairro foram engolidos pelos conglomerados esportivos contemporâneos e esta onda acabou levando, pras divisões inferiores ou pro além, os saudosos representantes deste romântico “futebol-arte” onde o batuta América pontificava!

Mas o revival sempre acha uma brecha para a retomada, e eis que surge o Boavista Sport Club, um simpatissíssimo time que tem a sua origem em Saquarema e, por ser tão guerreiro como o irmão mais velho, vermelho e branco, ocupou seu espaço de vice-darling e é agora, pelo menos aqui no BLOG, o segundo time do coração de todos nós!”

 

Zé Luca entre suas paixões e irmãs maravilhosas: Cristiana e AC!

 

Com este texto acima, nosso BLOG comemorou, e muito, a liderança isolada, na Taça Rio, do boa praça Boavista, time que voou longe nas asas do sonho lindo de um carioca da gema muito especial, empresário de mão cheia e campeão da simpatia: Zé Luca ML.


 

Hoje o céu estará mais pleno pois nasceu uma estrela de primeiríssima grandeza!

 

Dono de um sorriso contagiante, uma alegria sem tréguas e a generosidade à flor da pele, ele cativou pelos quatro cantos deste mundo uma legião de amigos inseparáveis, em cujos corações estará FOREVER pois, como as estrelas, seu brilho será eterno… BN 

 

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