Blogueira por um dia

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VITRINES COM TOQUE VERMELHO: POR MARIA TM!

 

Se Paris é a capital da moda, Nova York é a capital da sociedade que consome a moda… Talvez seja por causa dos milhares de outdoors espalhados pela cidade que nos induzem ao consumo, ou aquela abundância de luzes horrendas do Times Square provoquem uma mudança perturbadora em nossos cérebros, nos transformando em shopaholics agressivos. Quem sabe, também, o efeito “quando eu viajo, fico rico” – até porque, o dólar tá tão baratinho né? E todo mundo lembra que quem converte, não se diverte! Ou seriam as inúmeras opções de comércio pra todo tipo de gosto, anúncios frenéticos de “Sales” e “lançamentos”, abertura de novas lojas, as poderosas e crescentes flagship stores, vendedores insistentes, “Black Friday”, cupons, pó de pirlimpimpim… Ou a combinação de todos esses elementos juntos…

Mas, calma! Tá faltando uma coisa… Ou vocês esqueceram das lindíssimas, criativérrimas, inovadoras, surpreendentes e impecáveis vitrines? Sim, porque se tem uma “arte” que os americanos dominam, e muito bem, é a habilidade de criar e desenvolver mega estruturas hipnotizantes que nos arrastam, de forma incontrolável, pra dentro da loja. E o que pra eles não passa de mais uma estratégia de marketing, pra nós é quase uma instalação vertiginosa de exposição do MoMA – ou sou só eu que acho que ver vitrine também é cultural? – uma Disney para “maiores de US$ 1 000 000, 00”, a materialização das nossas fantasias mais fúteis… E não tem nem como “fingir que não viu”, passar reto e batido. Tanto que já virou até uma espécie de “ponto turístico”: Gringos encantados (pra não dizer afobados) não se importam em causar aquele “congestionamento básico” na Madison Avenue, pra registrar os fascinantes “window displays”.

Eu tô alucinando, ou aquela boneca/ manequim envidraçada tá me chamando? “Please do come in, Maria… This is the Magical World of Fashion and we’ll be more then welcome to have you here!” Ai não, mas eu não posso gastar mais nada esse mês, tô super endividada, na fronteira do Serasa, meus pais vão me matar… “Don’t be such a bore, these are one of a kind boots… last pair… your size… 70% off… You can always return them, if you don’t want to keep them!” É né? Pensando bem, se eu vender metade do meu armário pra algum brechó, meu tempo hábil pra traduzir uma receita do Larousse pro meu pai, e mais metade do meu mindinho; eu consiga pagar o sapato de volta… Isso! Sold!

Sabia que, uma vitrine bem feita, tem o poder de atrair 70% das pessoas que passam por ela?! E destas 70%, mais ou menos metade vai sair de lá de sacola na mão – true statistic que eu aprendi na FIT. E quando você se da conta, é uma dessas 50% das 70% que não resistiram à deliciosa armadilha do consumo… E nem dá pra se sentir especial querida, você faz parte da grande maioria (e eu também).

Pois bem, os maiores projetadores de vitrines mágicas são as grandes lojas de departamento. Entre elas, uma das queridinhas mais bacana, descolada e luxuosa (acho essa palavra o fim, mas infelizmente não tem substituta pra ela…) é a Barneys. O toldo vermelho inconfundível é sinônimo de “vou torrar até meu último centavo aqui, sem medo de ser feliz (ou de levar bronquinha)”! E foi, justamente, nas famosas vitrines da loja, que Monsieur Louboutin himself, quis comemorar seus 20 anos de carreira. Uma homenagem mais que merecida da Barneys, ao criador dos sapatitos-fetiche da sola vermelha, que por onde passam deixam (literalmente) sua marca. Querem ver como ficou incrível? Melhor, querem saber como a “mágica acontece” nos bastidores? Então, vejam como muito trabalho de criatividade/ marketing/ engenharia/ marcenaria/ design, pode ser uma verdadeira experiência visual! Enjoy!

http://vimeo.com/31165419

E agora pro resultado final… Tchan tchan!!

FOTOS DE 1 A 1O

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Love, xxx, Mary! MTM

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ANDALUZIA por Vivi Rocha

Há poucos dias assisti o filme  El Bulli ( festival internacional de cinema do Rio)  e  também assisti Carmem com a companhia de dança de Antonio Gades no Municipal. Valeu a pena ter saído de casa, não que eu não ame as experiências gustativas de Ferran Adrià ou a dança flamenca, mas valeu porque os dois programas me remeteram à Espanha.  Saí do filme com saudades dos sabores daquele país, uma boa paella,as deliciosas tapas, o gazpacio, as tortillas, os frutos do mar,  as empanadas, os camarões gigantes(carabineiros),que delicia… Lembrei do som da guitarra do grupo Gipsy Kings, “vem vem vem maria te quiero vem vem vem….” boas lembranças.

A  dança flamenca me transportou à Andaluzia, terra das touradas ! Embora se possa chegar de avião é uma beleza viajar de carro pela região. Tanto saindo de Madrid ou de Barcelona, o percurso é de mais ou menos 1.200 km até Sevilha. Nosso roteiro, dicas de hotéis e restaurantes foi sugerido pelo querido amigo Boni, dono de uma lista de restaurantes de dar água na boca.

É um percurso curto, mas dependendo do roteiro pode durar até uma semana. Uma ou duas noites em cada lugar. O roteiro mais rápido seria Barcelona,Valência, Córdoba, Sevilha e Madrid. Ou então pela costa passando por Alicante, Marbella, Praia de Tarifa,(parte mais estreita e perto da África, dá  até para ver o estreito de Gibraltar ), Cádiz, e Xerez De La Frontera.

As 8 províncias da Andaluzia são: Sevilha, Granada, Málaga, Córdoba, Jaen, Almeria Cádiz e Huelva.

As estradas são tão boas que nem sentimos cansaço e dependendo da época do ano os canteiros centrais que dividem as pistas ficam todos floridos.

Saindo de Barcelona percorremos 350 km e nossa primeira parada foi Valência, conhecida entre outros atrativos por sua famosa “ paella veneziana “.

Valência é uma cidade grande  à beira mar, mas o interessante é passear a pé pelas ruas sinuosas do barrio Del Carmen que é o centro histórico, e depois sentar-se em um dos cafés ao ar livre espalhados pelas inúmeras praças. O hotel, charmosíssimo, Palau Del Mar, fica muito bem localizado perto do comércio e do barrio del carmen.

 

De Valência a Córdoba são 522 km,  adorei o hotel da mesma cadeia do anterior charmosíssimo, “Palácio del Balio”. O ponto alto da cidade é a mesquita-catedral, de uma beleza indescritível! Passeando a pé sentimos a passagem dos séculos por entre construções romanas, árabes e outras, sua história remonta de anos antes de Cristo. Muito gostoso também caminhar entre seus pátios coloridos, estreitos e floridos.

Ultima parada dentro da província de Andaluzia é Sevilha, que fica à 142km de Córdoba. Sevilha é a cidade merecidamente mais famosa e bonita da região. Passeando a pé pelas ruas estreitas também observamos em sua arquitetura a influência de várias civilizações: fenícios,romanos, tártaros, árabes….

 

Essa viagem deixou saudades ….

Sevilha-Madrid 529 km

www.hospes.com

www.designhotels.com

Hotéis:

Hotel Hospes Cordoba – Palacio del Bailío

 

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OSB E OSESP: REFLEXÃO SOBRE DOIS ÓTIMOS TEMAS, POR RAFAEL FONSECA!

Rafael Fonseca: O professor que coloca a música clássica ao alcance de todos!

Pedimos ao craquérrimo professor de música clássica Rafael Fonseca escrevesse pra gente sobre as duas orquestras brasileiras mais bombadas. Enjoy it!

“O que é que a baiana tem?” cantava a nossa Pequena Notável. O Brasil produz, de quando em quando, um assombro qualquer para assombrar o mundo. Assim foi Carmen Miranda, que reinou nas telonas, assim foi Bidú Sayão, cujos agudos fizeram dela a maior musa que o Metropolitan de NY já teve, assim foi Pelé, que arrasou nos gramados do planeta, e assim as sandálias havaianas…
Outro dia fui ao nosso Municipal carioca ― aliás, devo dizer, outro assombro: conheço casa de ópera mundo afora e a nossa é bonita de doer! ― bem, voltando, outro dia fui ao Municipal assistir a uma grande orquestra. Aí você pensa: “orquestra alemã, claro”. Não. “Européia, ao menos?”. Necas de pitibiriba. E nem americana (do norte) era. Fui ver a OSESP, ou, por extenso, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Sim, senhoras e senhores, se alguém ainda não sabe, vos informo: a OSESP figura hoje entre as grandes orquestras do mundo. Você não precisa viajar mais de dez horas de avião para ouvir um Beethoven decente. Bastam 40 minutos. Ou esperar pela visita dela aqui, como neste último 31 de outubro, quando ela abriu sua turnê nacional, começando aqui pelo Rio.
Ah!, e se você conhece alguém que precise do “fator internacional” pra acreditar (muita gente só se convence que uma coisa presta se essa coisa é gostada lá fora, no circuito Elizabeth Arden), diga que ano que vem a OSESP vai tocar como convidada nos famosos Proms de Londres. Um luxo.
Chego na platéia e tenho a surpresa de encontrar na cadeira ao lado a Bebel Niemeyer, que me convida ― fiquei todo-todo ― pra escrever aqui para este concorrido espaço. Espera… contando assim, parece que só por sentarmos lado a lado já veio o convite. Não. É que conversamos longamente, no intervalo e depois, sobre essa excelência da orquestra paulista e os porquês da nossa OSB não atingir os mesmos patamares. Tentei traçar um paralelo da história recente dos dois organismos sinfônicos e Bebel me pede: ― “Escreve isso?”. Claro. Aqui estou, catando o melhor do meu milho.
Acontece o seguinte: faz um tempo e a OSESP era uma orquestra péssima. Tinha um passado de glória, fora a orquestra de Eleazar de Carvalho, o nosso Toscanini. Primeiro ponto em comum: Eleazar também foi regente da OSB. Voltando à terra da garôa: e a OSESP amargava uma sina terrível, ensaiava em restaurante vazio, tocava em qualquer buraco, não tinha sede… Aí vem um sujeito chamado Mario Covas, governador do Estado de São Paulo, e resolve dar dignidade à principal orquestra da cidade. Constrói para ela uma sede, uma Sala de Concertos que em termos de visual e acabamento tira o sujeito de uma das áreas mais degradadas da capital paulista e o joga num ponto qualquer da Suíça, como tudo nos trinques, bonito e funcionando. A orquestra, antes sem teto, agora tem uma casa impressionante, com uma acústica excelente (nem só de beleza vive a música…). Mas o que mais? Pegou-se o maestro brasileiro com melhor projeção lá fora, o braco John Neschling, e pagou-lhe um salário que garantisse sua permanência aqui. Salários, muito bem, esse talvez seja o ponto central: elevaram-se os salários dos músicos ― que passaram por uma reavaliação para ver quem se mantinha num conjunto de melhor padrão ― e quem ficou podia viver dignamente, comprar partituras, comprar um instrumento melhor, apenas com o salário da orquestra. Por uma década e tal, Neschling fez o trabalho primoroso de dar uma identidade à orquestra e seu som, gravou compositores brasileiros, levou a orquestra à Alemanha! Questões políticas com o desagregador José Serra, governador da vez, acarretaram na saída de Neschling, mas o trabalho está lá, se pode ouví-lo!
Agora vamos à OSB: a orquestra tem um passado de glórias, até muito mais importante que a OSESP. Mas, a meu ver, o erro começa no nome. Criada em 1940, quando o Rio ainda era capital federal, ela se diz e se chama “Brasileira”. Em Sampa, eles anunciam a orquestra deles assim: “Pode aplaudir que a orquestra é sua”, e aqui a OSB não é de ninguém. Todas as grandes orquestras do mundo se referem diretamente a uma comunidade e se traduzem no orgulho desta comunidade em ter música tão boa: é a Filarmônica de Berlim, a Sinfônica de Londres, a Orquestra de Paris. Não existe orquestra “nacional” boa, isso é coisa de comunista russo, já era. A OSB é de quem? Dos brasileiros? Vai lá no Acre e pergunta por ela… Exagerei? Pergunta em São Paulo mesmo, mas eles já tem a orquestra deles; em Minas, Aécio deixou um legado da maior importância, a Sinfônica de Minas Gerais, orquestra que já está no caminho de sucesso e triunfo da OSESP. Enquanto isso, aqui no Rio, a OSB não encontra seu “dono”. Sim, porque ninguém a assume. Se fosse mesmo “Brasileira”, a Presidência da República a teria filiado. Poderíamos chamá-la Orquestra do Rio de Janeiro, mudar a sigla para ORJ e talvez a coisa melhorasse. Mas, me perdi no raciocínio e parei o paralelo que estava desenvolvendo…
Voltando, eu falei da OSESP: um governador que teve vontade política; a questão dos salários, a “casa” da orquestra, um bom maestro para moldar-lhe o som. A OSB precisa urgente achar quem lhe apadrinhe ― alô, Cabral! ― e se responsabilize por ela. Os salários melhoraram, não sei se chega a cumprir o necessário para se ter bons músicos. A casa da orquestra será/seria o pomposo elefante-branco chamado Cidade da Música, sumidouro de dinheiro instalado lá na encruzilhada entre Miami e o Projac. (Não dava pra fazer um troço menos megalômano e mais perto?). E não fica pronta! Nunca! E por fim, o bom maestro à frente do conjunto para criar o padrão sonoro… Aí a confusão recente expondo a inabilidade de Roberto Minczuk para lidar com gente diz muito.
Existe ainda uma questão de mentalidade. Vou recorrer à introdução de um dos últimos artigos escritos pelo meu amigo e grande crítico musical Clóvis Marques:
     ❝Enquanto o balneário carioca se prepara para o carnaval, as duas principais orquestras brasileiras — a veterana Osesp, em São Paulo, e a recém-fundada e já bombando Filarmônica de Minas Gerais — saem na frente, como sempre, anunciando suas temporadas do ano que vem.
Isso resume tudo…
RAFAEL FONSECA.

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NOSSO MELHOR AMIGO, POR CECILIA VEIGA!

    • Cachorro de chupeta? só aqui no Blog! leiam!

      Hoje, estréia aqui no Blog mais uma colaboradora, nossa amiga querida Cecília D’Orey Veiga, com uma graça de história que espero que vocês curtam: O cachorro de chupeta! BN

      “Vocês já pensaram em alguém que está sempre ao seu lado , em qualquer circunstância, sem qualquer intenção? Alguém que te entenda pelo olhar e que te ouve sem falar? Pois este ser existe na vida real: O seu adorado cão! Fidelidade incomparável, amor incondicional, sem dúvida o maior e melhor amigo do homem! Quer uma amizade mais pura?!

      Tudo isso, apenas para chegar a um ponto : E o que podem ser engraçados estes seres? Pois o da foto, eu conheci na rua ontem, com o passeador e um “colega “. O “colega” ia sem coleira, feliz da vida, e ele com. O passeador me contou que achou no chão uma chupeta e deu a ele, que rapidamente pegou, pos na boca, gostou e não largou mais! E com ela seguiu seu passeio, a cara mais lavada do mundo, de chupeta na boca e ainda posou para foto ! São demais esses amigos ! CV

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