De novo, contamos com a sorte e ela não nos abandonou: Mais um texto maravilhosos, desta vez contando sobre a importante Bienal de Lyon, pela pena competente da nossa queridíssima Evangelina Seiler, diretora do centro cultural Casa França-Brasil, no Rio de Janeiro! BN
Bienal de Lyon A TERRIBLE BEAUTÉ EST NÉE (Uma terrível beleza nasceu), curadoria de Victoria Noorthoorn 19.09.11 à 31.12.11
Distribuída em quatro pontos da cidade – Museu de Arte Contemporânea de Lyon, Sucriére, Usina T.A.S.E e Fundação Bullukian – a bienal propõe uma geografia que convida à um passeio e reconhecimento do local. As obras dos artistas internacionais, a maioria desconhecida no circuito habitual, desperta o interesse para uma investigação mais profunda sobre seus percursos artísticos. Com uma curadoria preocupada em nortear a cultura contemporânea, a terrible beauté est née abrange as artes plásticas, cenografia, poesia e literatura. Segundo a curadora Victoria Noorthoorn, esta bienal fala, ao mesmo tempo, da incerteza do presente e do seu futuro próximo, da condição do artista e da absoluta necessidade da arte. Tudo isso deixando em aberto à dúvidas, à contradição, às mudanças e seus movimento.
Laura Lima, Lucia Koch, Lenora de Barros, Bispo do Rosário, Cildo Meirelles, Érica Versutti, são alguns dos artistas brasileiros desta bienal. Daniela Thomas, reconhecida cenógrafa e cineasta brasileira, apresenta sua encenação de Breath, do prodígio Samuel Beckett. Destaque, também, para os poemas concretos de Augusto de Campos, que chamam atenção e dão ritmo à visitação. Por esses, já dá para ter uma idéia da qualidade da mostra. Quem estiver por Paris vale um pulo em Lyon, cidade agradabilíssima onde, além de respirar arte, come-se muito bem! www.biennale-de-lyon.org
Desde menina sonhei em conhecer o Egito, eu e minha avó ficávamos horas folheando livros de viagens e o Egito sempre nos prendia a atenção. O filme Cleópatra com a Elizabeth Taylor já estava gasto de tanto assistirmos.
Um dia ela me disse: “se por acaso eu não conhecer o Egito você vai fazê-lo por mim.” Trato feito, muitos anos depois decidi que estava na hora de ir e levei minha filha, grande companheira de viagem, comigo.
O Egito é deslumbrante, uma viagem à antiguidade, 5.000 anos de civilização, terra dos Faraós e dos Deuses. Fizemos o cruzeiro pelo rio Nilo, pegamos o barco em Luxor e navegamos em direção ao sul até Aswan. Até aquela data os melhores navios eram o Oberoi, Zara ou o Sun Boat IV da cadeia Abercrombie And Kent. Ambos extremamente confortáveis, cabines grandes, decoração moderna, tudo novinho, a melhor comida árabe que já comi. Comi muito mesmo, mas a comida ”desceu” tão bem que não engordei nenhum quilinho! Guias particulares para cada grupo de amigos. No nosso caso um só para nós duas. Como o navio é de bandeira americana, o cuidado com a higiene é dobrado. Água do banho tratada, verduras lavadas com agua potável….etc…
Estranhamos o comportamento dos muçulmanos em relação às ocidentais, como éramos duas mulheres viajando sozinhas, causamos curiosidade e despertamos, talvez, algum preconceito. Fomos logo aconselhadas a prender os cabelos ou escondê-los em véus, pois para os muçulmanos o cabelo é um fetiche.
Desde essa época já se sentia um tipo de tensão no ar. Na entrada dos hotéis os carros são revistados e checados por cães farejadores, as malas e bolsas tinham que passar por uma esteira com raio x, e as pessoas eram revistadas, seguranças armados até os dentes…. Dentro dos quartos mapas com caminhos de emergência instruções para caso de bomba ou algum outro perigo. Mesmo no barco em alguns trechos do Nilo os guardas ficavam na popa armados com metralhadoras…Nada muito diferente das aterrorizantes cenas de nossos policias com aquelas armas gigantes durante as blitz. Um ano depois a coisa ficou feia e pegou os turistas em plenas férias! Nossos amigos Crica ,Otavio e família estavam por lá e quase não conseguiram sair do Cairo. Essa semana recebi uma correspondência de uma agência de viagens já com pacotes para lá, espero que a coisa tenha se acalmado.
Mas voltando ao Nilo, muitos monumentos estão em excelentes condições por que ficaram cobertos pelas areias do deserto até serem descobertos em escavações feitas por franceses e ingleses. Cada monumento mais lindo que o outro com aqueles símbolos (hieróglifos) todos entalhados ,que só com a descoberta da pedra de roseta pelos ingleses em 1799 e depois decifrada pelos franceses em 1822, puderam ser compreendidos.
Hieroglifos
A partir de Luxor visitamos o famoso obelisco de 3.300 anos cujo par está na Place de La Concorde em Paris, as colunas de Karnak, o Colosso de Memnon, o Vale dos Reis, onde estão as tumbas dos faraós, inclusive a de Tutancâmon e seus tesouros, o templo de Ramsés III, o templo de Isis….. E por ai em diante.
Obelisco
Templo de EdfuTesouro no interior de uma tumba
Durante a navegação enquanto esperávamos o famoso e lindo por do sol no Nilo ficávamos no upper deck observando as paisagens ora desérticas, ora montanhosas, templos ao fundo, palmeiras e mais palmeiras, crianças acenando para nós, famílias inteiras lavando suas roupas e tomando banho nas águas do rio… Quatro dias dos deuses!
Perto de Aswan, os passageiros sempre ficam na dúvida se vale ou não a pena pegar um vôo de poucos minutos e ir até o complexo arqueológico de Abu Simbel. É claro que vale, afinal de contas quando se vai voltar ao Egito? Lá existem 2 templos escavados nas rochas: o maior dedicado a Ramsés II e o outro à sua amada esposa Nefertari. As estátuas são imensas, imagine que foram retiradas da ilha onde se encontravam originalmente, e recolocadas em frente, pois com a construção da barragem de Aswan, que se fazia necessária, a ilha corria o risco de submergir. Uma coisa de louco que só foi possível com o apoio da Unesco, imperdível.
Abu Simbel, Templo de Ramsés II
Passear pelo Cairo também só com guia. A visita à Esfinge com seu corpo de leão e cabeça de humano é uma grande emoção e a visita às pirâmides de Queóps, Quefren e Miquerinos (tumbas reais de pai, filho e neto) nem se fala, nos deixa de coração acelerado! É uma multidão de pessoas na mesma energia, do tipo, “I did it”.
Esfinge
Camelos para passear pelo desertoMáscara mortuária do Faraó Tutâncamon, Museu do Cairo
Pedra de Roseta, British Museum
Quanto ao museu do Cairo foi impressionante ver como um patrimônio tão importante pode, apesar de seu riquíssimo acervo, estar em condições tão precárias. Peças da antiguidade amontoadas e sem nenhuma proteção, turistas se esbarrando, janelas abertas por causa do calor, péssimo estado de conservação. Mas tem que ir! A sala do tesouro do faraó Tutancâmon é linda assim como o resto do acervo. Mas é em Londres no British Museum, entre múmias e sarcófagos que essa coleção se completa, expondo um valioso acervo de antigüidades egípcias destacando-se a importante Pedra de Roseta.
ESSE É OUTRO LUGAR QUE NÃO SE PODE DEIXAR DE IR ANTES DE MORRER!
As craques e Patricias, Quentel e Mayer, no desmonte da "Casa Cor 2011": cansada e felizes!
Nosso Blog recebe, radiante, a visita de uma amiga queridíssima e empresária do maior sucesso que, junto com outra querida e também Patrícia, a Quentel, promovem os eventos de decoração mais incríveis de nossa cidade. Com vocês, o texto e a elegância de Patrícia Mayer falando sobre Casa Cor! BN
“Casa Cor Rio 2011 termina hoje e vai deixar saudades.
O lindo Palacete Linneo de Paula Machado, restaurado e reluzente, foi palco de lindas ambientações assinadas por 54 equipes de arquitetos, decoradores e paisagistas cariocas. E recebeu um público estimado de 60 mil pessoas, entre visitantes, convidados e profissionais da área, que se encantaram com o que viram, entre ambientes inteiros, produtos, detalhes, iluminaçáo…todos os participantes, expositores e fornecedores,tiveram seus 15 minutos de sucesso! Coquetéis,festas, jantares de CHEFS renomados, almoços e happyhours de jóias, encontro da confraria da Boa Mesa, palestras, shows musicais com Leoni e Celso Fonseca alem de Thaís Gulin, ufa!, houve de tudo nesses 44 dias!
Foi estimulante ouvir comentários tipo ” sempre quis entrar nessa casa”. E receber parabéns pelos corredores, vindo de visitantes. Foi bacana perceber que houve um rejuvenescimento do nosso público, grupos e grupos de gente jovem, bonita, interessada, acompanhada as vezes da mãe, da avó–programa bacana de família também! Foi cansativo, mas sempre divertido, organizar as imensas filas nos vários feriados desses 44 dias de evento, receber convidados ilustres, fazer vários e vários tours com a imprensa, jantar e almoçar todos dias…
Vou sentir saudades dessa edição. Foi muito especial. Mas, aguardem, 2012 vem aí e com um enorme desafio, fazer uma edição tão linda quanto essa…
A Bienal de Istambul foi assunto empolgante pros que amam e acompanham o cotidiano das artes plásticas, mundo afora. Eis que o Blog tem a sorte de ter uma amiga, que por dirigir com maestria um importante centro cultural carioca, a Casa França Brasil, vai à mencionada Bienal e conta pra gente, suas impressões. Com vocês Evangelina Seiler, nossa muito querida Vanvan… BN
Bienal de Istambul UNTITLED (Sem título), curadoria do brasileiro Adriano Pedrosa e do costa-riquenho Jens Hoffmann
Duração: 17.10.11 à 13.11.11
“A 12ª Bienal de Istambul explora a rica relação entre arte e política, com foco direcionado para trabalhos formalmente inovadores, que politicamente falam por si. Toma como ponto de partida o trabalho do artista cubano/americano Felix Gonzales Torres (1957-1996) cuja produção artística integra e faz referência ao modernismo, minimalismo e arte conceitual como temas do dia-a-dia. A curadoria coloca os visitantes como leitores, não apenas como recipientes silenciosos das obras de arte apresentadas. No espírito do artista, que genuinamente quis fazer deste mundo um lugar melhor e acreditava que sua arte poderia ser um catalisador para mudanças.” Texto da curadoria
Concentrada em dois galpões no porto, ao lado do Museu de Arte Contemporânea de Istambul, esta Bienal concisa, não espetaculosa, reúne obras com abordagens de aspectos político social. Artistas como Antonio Dias, Ernesto Neto, Adriana Varejão, Claudia Andujar, Jac Leirner, Jonathas de Andrade, José Leonilson, Lygia Clark, Lygia Pape, Renata Lucas, Rivane Neuenschwander, Rosângela Rennó e Theo Craveiro apresentam trabalhos dentro deste contexto, recorrente em suas próprias temáticas e que dão o caráter experimental da mostra. Estes artistas compõem a edição com a maior participação brasileira em sua história.