Blogueira por um dia

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Unhas prontas num minuto! por Vivi Rocha

Incoco NailBar

Andando por um shopping em Miami, me deparei com essa barraquinha cheia de mulheres em volta. Curiosa fui ver o que era. Trata-se do seguinte: são adesivos para as unhas nas cores mais variadas, até mesmo francesinha! Funciona muito bem, facílimo de colocar e o efeito é igual ao do esmalte!  Em uma situação de emergência vai bem, eu experimentei. Coisas de americanos!

www.incoco.com

Vivi Rocha

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SOBRE OLHOS LINDOS E… PINTADOS

 

Se a gente não nasceu com este olho... Precisamos do Felipe!

 

Nosso tudo de bom, Felipe Freitas, que dá dicas maravilhosas de “make up”, pro BLOG, aproveita o carnaval, época em que muita gente se interessa pelo assunto, para aconselhar-nos a mudar de vida, isto é, mudar de olhos…. Como assim? Leiam-no abaixo e façam suas apostas! Eu já fiz a minha: “BROWN EYES”! BN

“BROWN EYES”!!!

“Eu fico muito feliz em ver que minhas clientes, realmente, me escutam e concordam com a maioria das coisas que sinto e/ou falo.

Você não está cansada de ver todo mundo de olho preto nas festas? Pois eu estou… As pessoas, em geral,  acham que, ao se maquiarem com um profissional, têm que fazer um mega olho preto, bem chamativo, para valorizar o que pagou…

A verdade é que, primeiro, deve-se compor um look total… Depois, você pode CAUSAR muito mais com um “SMOKEY BROWN EYES” do que com um “BLACK EYES”.

No marrom, por existir uma gama de tonalidades imensa, você pode brincar sem parar, iluminando, criando o efeito côncavo, levantando os olhos, deixando-o sexy, enfim, tudo isso e muito mais, sem pesar o rosto…

Na pálpebra, é sempre melhor usar um marrom mais claro que pode ser puxado para o dourado, para o cobre, opaco, cintilante, cremoso (amo), com glitter, ufa! Viu quanta coisa?! E para os cantos externos, brinque com os tons mais escuros, chapado, café, indo para o grafite… Estes, por sua vez, são ótimos para criar côncavo, a dobrinha da pálpebra.

E os cílios? Eles devem gritar! Coloque um “FALSE EYE LASHES”, use e abuse de muito rímel e divirta-se!!!

Abaixo algumas referências!!!”
FELIPE FREITAS

 

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SOBRE O FANTÁSTICO SHOW DA VIDA!

Cleucizinha Oliveira é das maiores amigas de minhas filhas, por isso a conheço desde menina. De uma curiosidade infinita e uma cultura peculiar, amparada num olhar viciado no excêntrico, cresceu me surpreendendo com suas histórias sobre “o fantástico show da vida”.

Escritora, com mestrado em História da Arte, pela University College London, ela está terminando seu primeiro romance e visitará, de vez enquando, nosso BLOG pra contar o que andou descobrindo de diferente, por aí! Como faz hoje, revelando (pelo menos para mim) a ilha de Tristão da Cunha: curtam! BN

“SONHOS NÁUFRAGOS:

O MUNDO INCRÍVEL DE TRISTÃO DA CUNHA”

Tristão da Cunha, a ilha principal do arquipélago homônimo!

“Nesses dias de hoje, em que as passagens de aviao estão mais em conta do que nunca e é possivel visitar um lugar estrangeiro com uma simples busca no Google Maps, parece até que não existem mais lugares para se descobrir.

Eu pensava assim até ouvir falar de um grupo de ilhas chamada Tristão da Cunha. Esta maravilha geográfica fica no meio do oceano Atlântico, entre o Brasil e a África do Sul, e foi formada por imensas erupções vulcânicas, ao longo da história terrestre. Como se não bastasse, abriga a civilizacão mais remota do planeta: menos de trezentas pessoas moram em um pequeno vilarejo, na base do vulcão (e ilha) principal, há 2173 kilometros do pedaço de terra mais próximo. Uma realidade digna de um seriado como Lost!

Imaginem avistar uma maravilha destas, em pleno alto mar!
A ilha de Tristão da Cunha, vista de cima!

O arquipélago tem de tudo: sol, praias de areia negra, erupções vulcânicas, lagoas formadas por crateras, cachoeiras com mais de duzentos metros de altura, grutas, animais raríssimos e neve no pico do vulcão principal, que chega a ser o ponto mais alto do oceano Atlântico.

A lagoa, em forma de coração, em dois momentos: verão e inverno! É no ponto mais alto de Tristão da Cunha, é na verdade uma cratera formada por erupções vulcânicas, e é destino requisitado por alpinistas (foto de cima). Durante o inverno, fica coberta de neve (foto de baixo)!
Base do vulcão (foto de Peter Balwin)!
Vista para as outras ilhas (foto de Peter Balwin)!
A enorme cachoeira (de 230 metros) em "Inaccessible Island"!
Formações rochosas!
Seleção de animais que habitam o arquipélago... Sua localização remota faz com que seja um dos ecosistemas mais intactos do mundo!

É quase uma versão intacta do Havaí, em um mundo paralelo, que não foi danificado por comercialismo e turismo excessivo. Tristão da Cunha não tem hotel e é um dos raros lugares no mundo onde não existe, sequer, um outdoor de propaganda. A primeira televisão foi instalada somente em 2001!

Mas isso não quer dizer que os habitantes da ilha não acolham os visitantes, de braços abertos. A hospitalidade dos tristãos é famosa, até porque não é todo dia (ou todo ano!) que eles chegam a conhecer pessoas novas. Aventureiros de primeira podem ficar hospedados em casa de família, alugar um charmosíssimo bangalô (são só seis disponíveis) ou até ficar em uma cabana na praia.

O único problema é a dificuldade de acesso. Não tem aeroporto e os vários portos que foram construídos, ao longo dos anos, foram destruídos por lava, furacões ou ondas violentas. Para chegar lá, nas raras épocas em que o mar está suficientemente calmo, é preciso pegar carona com o SA Agulhas, um barco de pesquisa científica, que fica baseado na Africa do Sul. A viagem até Tristão da Cunha dura seis dias.

O minúsculo vilarejo, no lugar mais remoto do mundo!

O arquipélago foi descoberto por um de nossos queridos antepassados portugueses, em 1506, chamado, claro, Tristão da Cunha. Mas foram os ingleses que usufruiram da localização estratégica e lá construíram uma base naval, pois precisavam ficar de olho em Napoleão, preso na ilha vizinha (mas distante), de Santa Helena.

Apesar da marinha britânica ter abandonado o arquipélago, alguns anos depois, um grupo de navegadores ficou para trás e embarcou em um projeto ambicioso: construir uma comunidade onde todos os moradores dividissem, igualmente, a terra, as propriedades, a mão de obra, a comida e o lúcro de exportação, sem que ninguém tivesse uma posição superior a dos outros. Ou seja, estes idealistas sonhavam em criar uma verdadeira utopia comunista, três décadas antes de Karl Marx popularizar o comunismo, na Europa!

Este sistema, batizado de “A Firma”, é implementado com sucesso, até hoje. A importância da vida comunitária, entre os tristãos, se destaca até no vocabulário deles. O termo “todas as mãos”, por exemplo, é usado há quase duzentos anos, para designar a comunidade inteira. Não só indica que todos tem uma participação no cotidiano, no governo e na economia da ilha, mas tambem fala sobre as raízes da população tristã: “todas as mãos” é um termo náutico, para referir-se à toda a tripulação de um barco.

Muitos dos habitantes são descendentes de navegadores do século dezenove, vindos de todos os cantos do mundo, que aterrissaram no arquipélago em busca do estilo de vida oferecido pela comunidade. Mas a maior parte dos primeiros moradores de Tristão da Cunha, incrivelmente, foram parar lá como sobreviventes de naufrágios, devido à  localização central da ilha, em o que foi, por muitos séculos, apelidado de “rodovia marítima”. Imaginem as histórias que as familias de hoje devem ter para contar sobre seus antepassados!

Os charmosíssimos abrigos tristãos: muitos foram construídos com materiais bastante peculiares, como lava petrificada e madeira retirada de barcos náufragos. O sino que toca na única igreja foi tambêm retirado de um navio que colidiu com o arquipélago.

Mas uma tragédia, em 1961, quase terminou com o pequeno paraíso construído pelos tristãos: pela primeira vez, desde que foi povoada, o vulcão da ilha principal entrou em erupção. Foram dias de terremotos e deslocamentos de terra, além de lavas expelidas para todos os lados, que por pouco não soterrou o vilarejo. Desesperados, os tristãos entraram em seus barcos de pesca e, com muita sorte, conseguiram remar até a vizinha  “Inacessible Island”. De lá, e com o mundo todo acompanhando a situação deles no noticiário, um resgate de emergência os transferiu para a África do Sul e, depois, para a Inglaterra.

A erupção de 1961 (acima) e a volta dos tristãos, dois anos depois!

O governo britânico fez de tudo para os deixar se sentindo em casa quando chegaram na Inglaterra, oferecendo empregos, tratamento médico gratuito e bolsas escolares para os mais novos. Afinal, não esperavam que os tristãos fossem poder, ou até mesmo querer, voltar para o arquipélago, no futuro.

Mas esta população de sobreviventes pensava de outra forma. Queriam voltar para a sua vida na ilha isolada, a qualquer custo, e até protestaram para que governo os deixasse retornar, quando fosse seguro. Foi então que, dois anos depois, todos realizaram o sonho de poder voltar para casa, e para uma vida que só eles sabem como é.

Os ingleses ficaram sem entender nada. Por que os tristãos não quiseram aceitar tudo que a Inglaterra tinha para oferecer, nos anos sessenta? Para que voltar para um lugar que há dois anos estava abandonado, e possivelmente coberto por lava? É impossível deixar de admirar a coragem e determinação dos tristãos. Quem já não pensou em como seria morar em uma ilha deserta, talvez só com a familia ou amigos, longe de todos os problemas do mundo moderno, vivendo a base de caça, pesca e plantação? Os tristãos sabem como é, e não trocam esse estilo de vida por nada!

Como é de se esperar, velejar é um dos passatempos prediletos dos tristãos!

Para quem está interessado em lugares assim, mas não tem como chegar lá, vale o livro da escritora alemã, Judith Schalansky, chamado “Atlas of Remote Islands: Fifty Islands I Have Not Visited and Never Will” (“Atlas de Ilhas Remotas: Cinqüenta Ilhas Que Nunca Poderei Visitar”). Além de Tristão da Cunha, o livro inclui lugares extraordinários como a ilha de Peter I, tão remota e dificil de visitar que, até os anos noventa, menos pessoas tinham pisado lá do que na lua!

Este livro ganhou o prêmio de mais bonito da Alemanha, com todo mérito. Ele vem com illustrações maravilhosas, de cada ilha, e conta as histórias que fazem desses lugares, mundos inimagináveis. Vale a pena dar uma olhada!” CLEUCI OLIVEIRA. http://www.amazon.com/Atlas-Remote-Islands-Judith-Schalansky/dp/014311820X

Mapa de "Remote Islands": do livro "Fifty Islands I Have Not Visited and Never Will", de Judith Schalansky
Mapa desenhado por um explorador nos anos 30!
Sígla de ônibus idêntica às de Londres (mas muito menos freqüentadas, claro!): afinal, a ilha é território britânico!
A lagosta de Tristão, exportada para todo o mundo, à partir de meados do seculo vinte. A comunidade lucrou muito com este empreendimento, até a erupção de 1961 soterrar a fábrica de lagosta, com lava. Imagem de Roland Svensson! Cleuci Oliveira!

 

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AS NYMPHÉAS E O MUSÉE DE L’ORANGERIE, por VANDA KLABIN!

 

Nossa musa Vanda Klabin, que nos guiará pelo Musée de L'Orangerie!

Para fechar nosso domingo, com chave de ouro cravejada de brilhantes, o BLOG recebeu um presente dos deuses: nossa maravilhosa colaboradora de artes plásticas, Vanda Klabin, nos conta a história do casamento do Musée de L’Orangerie com a série emblemática “Les Nynphéas”, de Claude Monet, um conjunto de oito gigantescos e deslumbrantes painéis do artista… O resto você vai ler no fascinante texto da Vanda! Esbaldem-se! BN

“Les Nymphéas, de Claude Monet / Musée de  L’Orangerie, Jardin des Tuileries, Paris!”

 Ilusion d’un toute sans fin , d’un onde sans horizont et sans rivage – Claude Monet

O Musée de  L’Orangerie, no Jardin de Tuileries, em Paris  foi edificado em 1853  ao lado rio Sena,  pelo arquiteto Firmin Bourgeois e abrigava, originalmente, um antigo depósito  de laranjas e de  plantas frágeis,  durante o frio inverno parisiense. Já na Terceira República, teve diversas utilizações: depósito de materiais, sala de exames, local para eventos esportivos, musicais  ou patrióticos, exposições industriais e, depois, como depósito de material militar e bélico até ser  administrado pelos Musées Nationaux, em 1921 e, como o prédio vizinho, o Musée Jeu de Paume, passou a ser mais um anexo do Muséee Luxembourg.

Claude Monet,  em 1918, propôs a Georges  Clemenceau, primeiro ministro do governo francês e amigo do artista, doar à França e ali instalar, o grande conjunto da série  Nymphéas, no qual trabalhava, há muitos anos,  em sua bela residência /atelier em  Giverny, na Haute-Normandie, aonde viveu de 1883 até 1926. Clemenceau, inicia as negociações do projeto de reforma, segundo as orientações do próprio Monet, em conjunto com  arquiteta responsável pelo Louvre, Camile Lefèvre.

Les Nymphéas, segundo instruções do Monet, ficariam dispostas em duas salas elípticas ao longo do Rio Sena, no ponto em que o rio se alinha com o eixo leste /oeste de Paris. As obras realizadas ao amanhecer, ficariam posicionadas a leste, e as executadas ao entardecer, voltadas para o oeste.

Les Nymphéas faz parte de uma série de 300  pinturas a óleo, e foi o foco principal do artista, durante trinta anos de sua vida. Realizadas em sua residência, em Giverny, perto dos seus elaborados jardins aquáticos, em diferentes formatos, essas pinturas inovadoras e revolucionárias dentro da estética do Impressionismo, vão abrir o caminho para a linguagem da pintura abstrata, e prefiguram a noção contemporânea de “environnement”.

Em 1926, Monet termina  os trabalhos, que jamais chegou a ver ali instalados, pois veio a falecer, aos 86 anos, antes da inauguração oficial das Nymphéas, no L’Orangerie, em março de 1927.

No L’Orangerie estão colocadas  8 composições, da mesma altura e com larguras variadas, dispostas em  duas  salas elípticas, ocupando uma impressionante superfíície de 200m2  uma verdadeira frisa panorâmica e circular, que se desdobra até quase a sua ruptura, envelopando o espectador.  Observamos a  liberdade das pinceladas, a supressão de um ponto central, os efeitos  de luz que dissolvem a superfície da tela. A impressão é de um conjunto sem fim e sem limites. “Ilusion d’un toute sans fin , d’un onde sans horizont et sans rivage”, como afirmava Claude Monet.

Les Nymphéas, de Claude Monet, estão entre as obras mais significativas do século XX . É um universo de superfícies policromáticas, uma verdadeira pulsação de cores que nos convida ao silêncio, contemplação e meditação. Como observou  Gaston Bachelard: “Le nymphéa a compris la leçon de calme quedonne une eau  dormante”

 Essas pinturas exerceram uma fascinação singular sobre diversos artistas, sobretudo os abstratos franceses e americanos, dos anos  cinquenta e escritores como Marcel Proust, Paul Claudel, Gaston Bachelard e outros mais. André Masson qualificou Les Nymphéas  como a “Capela Sistina da Arte Abstrata”.

Em 1965, o museu foi transformado, novamente, agora para abrigar, no seu piso inferior, a coleção de 144  pinturas impressionista e pós-impressionistas, do marchand des tableaux Paul Guillaume, onde estão incluídas as obras de Pablo Picasso, Paul Cézanne, Auguste Renoir, Henri Matisse, Amadeo Modigliani, Paul Gauguin,  Maurice Utrillo, Henri Rousseau, Chaim Soutine, entre outros. A coleção foi adquirida pelo Estado  francês, com a participação da Associação do Amigos do Louvre, entre 1959/1963.

Em 2000/2006, o prédio passa por uma outra  reforma, em consonância com as instruções de Claude Monet, para a uso da luminosidade durante o dia. Com essa renovação do museu, Les Nymphéas encontraram a sua plenitude e parecem exalar  suas cores, pelo espaço. Tenho absoluta e permanente adoração por esses trabalhos de Claude Monet!” Vanda Klabin.

CURTAM AS FOTOS!

Monet em seu magnífico jardim, em Giverny, foto da Coleção Truffaut, horticultor e amigo de Monet!
Monet em seu atelier, em Giverny, em 1924. Foto de Henri Manuel, Musée Marmottan, Paris!
Monet em seu atelier em Giverny, diante do painel das Nymphéas , hoje no Musée de L'Orangerie. ColeçãoDurand Ruel, França!
A residência de Monet em Givernny. Foto: Ariane Caudelier!
A residência de Monet em Givernny. Foto: Ariane Caudelier!
Na residência de Monet em Givernny. Le bassin aux Nymphéas no jardim aquático. Foto: Ariane Caudelier!
A residência de Monet em Givernny. Les Nymphéas.Foto: Ariane Caudelier!
A residência de Monet em Givernny. Jardim de Monet no verão. Foto: Ariane Caudelier!
A residência de Monet em Givernny. Sala de jantar Foto: Ariane Caudelier

AGORA, EM PARIS!

A linda entrada do Musée de L'Orangerie!

LES NYMPHÉAS, MUSÉE DE L’ORANGERIE, PARIS. FOTOS DE VANDA KLABIN!

Por Vanda Klabin, curadora e historiadora de arte!

Contato:
Tel   +55 (21) 2267-2662
+55 (21) 2522-5624
Fax  +55 (21) 2523-9335
Cel   +55 (21) 9986.9256
vklabin@terra.com.br
vklabin@gmail.com

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