Blogueira por um dia

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UMA COMIDA, UM VINHO 3: POR RONALDO VILELLA!

Nosso querido consultor de gastronomia/enologia e querido amigo Ronaldo Vilela!

O queridíssima Ronaldo Vilela volta ao BLOG para nos presentear com mais um texto sobre o perfeito casamento de comida com bebida. Curtam! BN

Ronaldo Vilela: Eu poderia chamar esta contribuição ao 40 Forever de “pérolas” da harmonização de comida e vinho, mas essa palavra pode ser interpretada em sentidos opostos – de valorização ou depreciação. Achei melhor, então, “spot no post”.

Pretendo nesta série – digamos assim – fazer algumas observações sobre práticas relacionadas com harmonização de comida e vinho que se tornam habituais, embora inadequadas. O próximo será o “Spot 2 no post” e, provavelmente, falarei sobre o vinho do Porto, na mesma linha do que pretendo abordar quanto ao “bolo de noiva”, abaixo.

 BOLO DE NOIVA E ESPUMANTE

Quando digo bolo de noiva, ou mais apropriadamente bolo de casamento, refiro-me também àquele bolo servido em qualquer tipo de festa, geralmente no final. Fiquemos, entretanto, com a festa de casamento.

Nessa festa, normalmente, são servidas bebidas alcoólicas logo no início, junto com canapés. Dentre essas bebidas, destaca-se sempre o espumante. Em algumas dessas festas é até servido o conhecido espumante francês – o champagne! –, embora isso possa ser, na maioria das vezes, inadequado. Sim, porque depois de duas taças as pessoas não estão mais prestando atenção no que bebem; a conversa com os demais convidados passa a ser mais interessante do que apreciar a bebida. Isso é absolutamente compreensível! E um espumante de qualidade superior desempenha perfeitamente esse papel.

Nessa fase inicial da festa, de modo geral, o espumante servido é o do tipo brut. Mais adiante, vamos dar uma ideia dos mais usuais tipos de espumantes hoje disponíveis no mercado brasileiro no que diz respeito ao seu teor de açúcar.

E é exatamente neste aspecto – teor de açúcar do espumante – que reside o propósito deste spot. Por quê? Porque, em determinado momento da confraternização, o “bolo dos noivos”, já casados, é partido. Aí, nessa hora, é que a organização da festa mostra que não fez o dever de casa. Raciocinem comigo: esse bolo é doce! E qual é o espumante, normalmente, servido com o bolo? O mesmo do início da festa, o brut, que tem um teor de açúcar mínimo, imperceptível! Ora, se o bolo é doce o espumante tem de ser outro que não o brut! Caso contrário, os dois – bolo e espumante, em contraste com os noivos – já casados! –, não farão um bom casamento! Imaginem se o espumante servido nesse momento é um champagne! Hoje qualquer Veuve Cliquot da vida custa em torno de R$ 200,00! Todo aquele sabor do espumante que a maioria das pessoas aprecia vai literalmente goela abaixo! O açúcar do bolo é muito superior ao do espumante brut – que é, como disse, imperceptível. Enfim, qual é a solução? Mudar o tipo do espumante! Servir um demi-sec, que tem um teor de açúcar bem mais elevado do que o brut. Ainda assim, poderá não ser aquela maravilha dos mundos, mas a troca resulta em considerável melhoria no paladar e o custo do serviço não fica excessivamente onerado.

Resumo: brut no início, demi-sec na hora do bolo! Isso se os donos da festa quiserem servir um espumante com o bolo! Bem, poderão dizer: nessa altura do campeonato, ou melhor, da festa, ninguém está prestando atenção nesse detalhe! Eu argumentaria: pode valer a pena!

Cabe aqui um rápido comentário sobre a elaboração do espumante. Vamos continuar a nos ater apenas ao aspecto do seu teor de açúcar.

Depois que a segunda fermentação da bebida está completa, é hora de prepará-la para expedição. Nesse momento, ela recebe pequena quantidade de um líquido, composto de vinho e açúcar, chamado exatamente de “licor de expedição”, ou “xarope”. Levando em conta a classificação que se pretenda dar àquele espumante quanto ao seu teor de doçura, o licor de expedição receberá mais ou menos açúcar.

De acordo com a legislação brasileira, os espumantes podem ser classificados da seguinte maneira quanto ao seu teor de açúcar (ou glicose):

  • ·         Extrabrut – até 6 gramas de açúcar por litro;
  • ·         Brut – de 6 a 15 gramas;
  • ·         Seco (Sec) – de 15 a 20 gramas;
  • ·         Meio Seco/Meio Doce (Demi-Sec) – de de 20 a 60 gramas;
  • ·         Doce (doux) – acima de 60 gramas.

Há ainda o tipo Nature (ou também, na França, pas dosédosage zéro), que não teve adicionado o licor de expedição, mas pode apresentar teor de açúcar de até 3 gramas por litro, decorrente de efeito residual da fermentação. É um tipo de espumante muito interessante pela sua acidez mais pronunciada.

A legislação da região de Champagne – e de outros espumantes (Cava espanhol, Spumante italiano, Sekt alemão, Sparkling Wineamericano) – segue uma classificação similar, podendo variar, em cada tipo, o teor do açúcar. Esclareça-se que o Prosecco é um espumante italiano, da região do Vêneto, cuja uva de que é elaborado teve sua denominação original ressuscitada recentemente: glera – em lugar de prosecco.

No mercado brasileiro, são ofertados espumantes, predominantemente, dos tipos NatureBrut e Demi-Sec. Aliás, ao pronunciarmosbrut não é necessário fazer o biquinho do francês quando diz “brit”. Se eles podem afrancesar várias palavras, abrasileiremos a pronúncia para brut mesmo – com som de “u”.

Enfim, por causa do bolo de casamento e espumante, acabamos por falar sobre tudo isso acima! Ah, detalhe: bolo também é comida!

Não nos esqueçamos também de que o espumante tem uma ampla possibilidade de harmonização com comida. Disso poderemos falar em próxima oportunidade. Diz-se, inclusive, que em caso de dúvida – que vinho combinar com tal comida – socorra-se do espumante, mas… com cuidado! Os produtores da região de Champagne chegam a propor um cardápio inteiro, da entrada à sobremesa, tendo como vinho somente o champagne. Mas aí já entra o marketing dos produtores! Nesse caso, iria variar o tipo de champagne ao longo da refeição, bem como se é branco ou rosé.

Até o próximo “spot no post” em “Uma comida… um vinho”. Ronaldo M. Vilela

Este lindo bolo de noiva +
+ um espumante incrível = casamento perfeito!

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LINDA VIAGEM À FOZ DO IGUAÇU!


Vejam a privilegiada localização do Hotel Cataratas!

Minha musa e cunhada aventureira, Carla Mader, que já fuçou os quatro cantos deste mundo, volta ao nosso BLOG hoje para contar sua viagem às cataratas de Foz do Iguaçu. Curtam! BN

Carla Mader: “Bebel este post é para você ver que mesmo que já tenha ido à Foz do Iguaçu, há anos atrás, vale a pena cogitar uma volta.

Para começar, o Hotel das Cataratas (do Orient Express) fica dentro do Parque Nacional do Iguaçu, isso significa que quando o último onibus sai (não se pode entrar lá com transporte próprio), você atravessa o jardim do hotel e fica com as trilhas, os quatis, o por do sol, as borboletas azuis enormes, os mirantes das cataratas, só para seu deleite (isso também vale para quem gosta daquela nevoa matinal mística e consegue levantar antes do primeiro ônibus circular dentro do parque).

Na chegada resista ao “upgrade” para um apartamento mega espaçoso e prefira um quarto com vista……relaxe vendo aquela água toda descer através da sua janela ou dê uma chegada até o SPA, se ficar com vontade de fazer uma sauna ou massagem.

Sobre a comida, comece seu dia com aquele café-da-manhã de levar qualquer um à esquecer da dieta….salmão defumado, croissants, prosecco e por aí vai…..depois, para não ficar com sentimento de culpa, sugiro botar um par de tênis e ir queimar umas calorias nas esteiras do fitness ou, até melhor, faça uma ida e volta no percurso das cataratas (mas antes de abrir o parque  pois depois é tipo uma peregrinação e não dá para acelerar). Na volta, alongue-se na beira da piscina aquecida e se a fome voltar antes da hora do almoço (afinal você queimou muito e merece) tem sempre o bar ao lado.

Nem dá vontade de sair da área do hotel….aí você pergunta….mas sair para quê? Para os mais aventureiros  considero dois passeios como imperdíveis: o primeiro, um vôo de helicóptero sobrevoando as quedas (na foto dá para ver o hotel), o heliponto é logo alí na saída do parque…o segundo, é o safari de barco que sobe o cânion do Iguaçu, revolto levando os turistas mais intrépidos, praticamente, até debaixo de uma das quedas (lembrar de levar capas impermeáveis que não evitam de sair de lá enxarcados, mas também são de grande serventia nas passarelas dos mirantes ..ah e também a proteção estanque para a câmera).

Agora, a dica mais importante é: sincronize a sua ida à Foz do Iguaçu com o período da lua cheia (e reze para São Pedro para garantir o céu limpo). Leve uma lanterna, se quizer ir por conta própria ou, se preferir companhia, junte-se ao grupo que o hotel organiza  para uma descida até o mirante, logo após o jantar. Lá, ao lado daquele turbilhão de águas brancas, uma experiência inusitada lhe aguarda ….o arco íris prateado da lua…inesquecível! Beijo, Carla”.

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O HOTEL!

A linda fachada!
A deliciosa piscina!
O lobby do hotel!
O bar alinhadérrimo!
O restaurante!
A elegância sóbria de um dos quartos do hotel, que tem look à la Antonio Liberal, o decorador que pontificava nos anos dourados carioca.
Uauuuuu! Que vista ...

FOTOS DO SHOW DA NATUREZA!

Sensacional!
O show de água visto do vôo de helicóptero!
Ou visto de um barco!

 

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UMA JÓIA PARA SEU MELHOR AMIGO!

Para mostrar o amor por seu melhor amigo...
Convidei uma daquelas “sobrinhas do dia”, a querida Isabela Valente, pra nos contar sobre um novo e inusitado nicho, no mercado de jóias carioca. E veio super a calhar, já que hoje é dia dos namorados: bijouxs para au-au, pode?!
Pensei naqueles que estão sem um amor, no momento, a não ser o seu beloved cão. Porque muitas vezes o fofo é um maravilhosos dublê de namorado. Portanto, quem sabe seu cãozinho não acaba se dando bem…
Curtam o relato dela! BN  
Isabela Valente: “O que pode acontecer quando juntamos jóia e cachorro, dois dos melhores amigos de uma mulher? Uma jóia de cachorro, é claro. E foi o que a designer carioca Miriam Kimelblat criou para a clientela exigente, que reconhece em seus animais de estimação companheirismo, gratidão e amor verdadeiro, em tempo integral.
Para traduzir todo esse afeto, Miriam desenvolveu uma linha “Pet” para as principais raças, entre elas Basset, Shih Tzu, Golden retrivier, Whippet, Pug, Maltês, Labrador…Estão todas lá, reunidas na vitrine da elegante loja do Fashion Mall, num coro de latidos silenciosos, à espera de um afago.
Em ouro ou na versão prata, de acordo com o grau de envolvimento (entre a dona e seu cãozinho), pode-se levar para casa o talismã que tem a imagem do au-au gravada em alto relevo e acompanhada da pata impressa. A medalha pode ser usada como berloque no pescoço ou no pulso.
Espero que goste… Mil beijos”. IV
CONTATO:  21 2540 8044
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Curtam as fotos de alguns berloques!
Berloque em prata para os que amam Basset Dachshund...
Este é para os amantes de Buldogue francês...
Chegou a vez do Golden Retriver...
E a do Labrador...
Olha que fofo o berloque do Pug, amei!
Dá vontade até de arranjar um "pet" pra sair com uma destas pulseiras!

 

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A LINDA EXPÔ AL-ANDALUZ, DE MITZI BERGALLO!

A charmosérrima Patrícia Brandão enfeitando o nosso BLOG hoje!
Hoje nosso BLOG recebe a visita da grande “hostess” do Rio, a amiga Patrícia Brandão e competente organizadora das principais atrações da nossa cidade, que nos conta sobre a linda exposição “Al- Andaluz: As core Mouras de Granada”, da artista plástica Mitzy Bergallo que abalou a serra petropolitana, neste feriado de Corpus Cristi. Vamos curtir seu relato! BN
Patrícia Brandão: “Convidada pela querida amiga Bebel Niemeyer , estou fazendo meu papel de “Blogueira por um dia”, com muito orgulho, pois já trabalho como colaboradora para vários veículos, mas fiquei extramente feliz em acompanhar a evolução e o sucesso do 40 Forever de amigas que começaram, sem grandes pretensões, um blog com charme e bom gosto que virou acesso obrigatória das descoladas e elas, quem diria, foram  parar até na Ana Maria Braga, chapeaux meninas. (O BLOG agradece as palavras  generosas da nossa querida Patricia.)
Meu post será sobre  a belíssima exposição da artista plástica Mitzi Bergallo, mulher incrível, culta, viajada, elegante naturalmente, que casou-se cedo, aos 19 anos, e por isso largou seu curso de belas artes .
O tempo passou e somente se reencontrou com a arte, a sua verdadeira paixão, ao 48 anos. Começou um trabalho frenético em seu atelier no Joá , como uma busca do tempo perdido. Mas valeu e muito, Seu trabalho foi descoberto por grandes nomes da decoração e arquitetura como Patricia Marinho, Lila May, Fernada Pessoa de Queiroz e Cynthia Pedrosa entre outros .
No ano passado, Mitzi visitou pela primeira vez o Alhambra, em Granada e caminhando pelos seus palácios e jardins, suas longas alamedas repletas de velhos ciprestes, invadida pelas luzes e as cores douradas e avermelhadas da primavera andaluz e as imagens dos mosaicos dos palácios, inspirou-se para esta exposição.
Sexta-feira, dia 08 de junho, Mitzi Bergallo abriu sua primeira exposição solo, com doze telas inéditas pintadas em tinta acrílica sobre cânhamo. O lugar escolhido foi o charmoso Empório Maria Maria, em Itaipava, numa noite fria e agradável, regada a vinhos espanhóis, gazpacho e música flamenca, como na Andaluzia!
Sucesso absoluto, abaixo algumas imagens para vocês conferirem”. Patrícia Brandão!
(Obs de BN: suas telas estão expostas na charmosa Maria Maria, misturadas ao acervo da loja. Achei simpaticíssimo!)
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