Blogueira por um dia

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BEACHY HEAD, o refúgio da Princesa Diana

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Adorei este texto do Luiz Carlos Sarlo nos contando sobre esta viagem que fez para o refúgio que encantava a Princesa Diana… Leiam que voces vão adorar!

AC

 

 

BEACHY HEAD, O FIM DO REINO

 

Na história real, por detrás dos Palácios e dos cumprimentos Reais, havia um plebeu! Deveras! Havia dois plebeus! Diana também era uma! Ela, em seus anos finais, fora apaixonada por um médico e, mais uma vez, renegada por sua família, de religiosidade ferrenha! Por que tanta doçura fora vista com olhos tão azedos levando seu coração ao precipício? Um paradoxo…

 

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Mas a “Princesa do Povo”, quando queria descansar e fugir da realidade dos “Windsor”, levava seu médico ao “fim do Reino”, como ela mesma o chamava. Eu fui à Beachy Head, o “divã” da nossa princesa! Não fui ao som de “Ne me Quitte Pas”, mas com olhares fixos e sentindo a energia, talvez a mesma que aquele coração doce sentira, de liberdade, pureza, amor, sinceridade, FÉ…., tudo no ar!

 

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De Londres, Victoria Station, por cinco libras pega-se um trem para Brighton, East Sussex, na costa sul da Inglaterra. A viagem passa por detrás daquelas casinhas melancólicas, interioranas pré-revolução industrial, e dura, em média, pouco mais de uma hora! Em Brighton, qualquer “Book Market” vende, por 4,50 libras, o famoso “City Tour” que nos leva ao pico mais alto dos despenhadeiros de Beachy Head. Os ônibus saem a cada 30 minutos e, do centro daquela cidadezinha praiana sensacional, levamos em torno de 50 minutos de viagem…

O complexo rochoso é tão extenso, que levamos do nascer ao pôr do sol, o mais esplendoroso que existe, para andar por todos os cantos…

 

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Com um grupo de amigos, todos tão extasiados quanto eu, consegui descontos ainda melhores nos preços! Minha viagem ao paraíso não saiu por mais de 20 libras, ao todo…! Afinal, Deus nos deu, de graça, todas as belezas da Terra. Se pudéssemos voar, que bom, chegaríamos a qualquer lugar…

 

Por fim, em Beachy Head, o mais alto penhasco marítimo de giz da Grã Bretanha, todos ficam em silêncio! Ninguém consegue abrir a boca, não há voz! Não havia flashes, ninguém respirava! Por alguns instantes, como que num passe de mágica, nossos smartphones ficaram literalmente travados, como se Deus dissesse, “apreciem o que Eu fiz…”!

Estávamos de face ao “Canal da Mancha”. Imaginar que do outro lado, lá longe é a França é, simplesmente, formidável…

 

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Ali você pensa em tudo! Inclusive na energia que o lugar, por incrível que pareça, transmite! Isso porque Beachy Head, infelizmente, por sua elevação a 162 metros do nível do mar, tornou-se um dos pontos de suicídio mais famosos do mundo. Há uma estimativa de 20 mortes por ano naquele lugar. Há lendas, como a da noiva que perambula pelo lugar. Ela escorregara ainda vestida de noiva, logo após o casamento, durante uma sessão de fotos…! Alguns acidentes podem acontecer, pois não há proteção, e o despenhadeiro continua em constante degradação. O monte rochoso cairá para sempre, e o Reino de Elizabeth, a Soberana, ficará ainda mais curto! Um dia, aquilo tudo desaparecerá, assim como a plebeia do povo, digo, a Princesa que me levou ao lugar mais bonito do mundo, como Alice, no País das Maravilhas!

 

Luiz Carlos Sarlo para o 40 Forever

 

AC

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HOMENS DO FUTURO: MODA por LUIZ CARLOS SARLO

 

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Hoje, Luiz Carlos Sarlo nos conta sobre a moda para homens que descobriu, alegre, colorida, a cara do nosso país tropical!

AC

 

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HOMENS DO FUTURO, ESTAMPADOS E ABUSADOS!

Admito!  Sempre tive um preconceito enorme com estampas…! A neutralidade sempre foi meu forte, coisa que, talvez, “puxei” da minha avó! Ela sempre disse, “não reproduza nada do que não saiba o significado literal”. Por isso, e sempre, deixo para trás os símbolos Orientais, não uso camisas com números – supersticiosidade – e nem com escritas em línguas que não são de meu domínio.

 

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Mas esta pequena menina, goiana, de 25 anos, me chamou a atenção! Descobri, em minhas viagens pelo Instagram, esse mundo que nos leva ao paraíso, que Lara Vaz criou, aqui no centro do país, uma linha diferente de roupas, o @quimprahomem, com estampas que fugiram das minhas cismas e me deixaram extremamente apaixonado!

 

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Há também as neutras, para os “de sempre”, e as cuecas coloridas, que eu usaria como short em Miami Beach ou no Arpoador! …tradicionais espadrilles têm também! Lara é estilista, e busca trazer para o mundo “country” um pouco do Rio, do surf, e do futuro para o “barro do” Goiás.

 

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A proposta é ver o homem mais “descolado”, menos preocupado, mais livre! É clarificar que o “homem do agora”, não precisa mais manter a “pose” aristocrata “Imperial”, nem andar de chapéu e bengala, na chuva, e com as pernas perfeitas…! De volta, os tão famosos “conjuntinhos”! O importante é lembrar que, “aquela camisa só pode ser usada com aquele tal short…, se sujar um, não dá para usar o outro…” Uma loucura!

 

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Por enquanto, as vendas se concentram em uma só loja, o “Café Coreto”, um charme! E se misturam entre poucas peças da primeira e da segunda coleção! Os desenhos são feitos, também, por jovens “coloridores” e mega criativos. Cada design, pela própria Lara.

 

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Homens, mesmo que com crendices bobas, dos que apedrejavam o ESTILO, o chamando de “metrosexualidade”, vão se deixar levar por essa onda, sensacional e porque não, inovadora! Que tem tudo para dar certo! Eu me rendi, assim como certas celebridades, que já encontraram a marca por aqui, e fui cobaia, no quadro “modelo por um dia”, para a QUIM PRA HOMEM, de Lara Vaz.

 

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Camisa masculina detalhada. Eu não esperava! Revolução total!

 

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Luiz Carlos Sarlo para o 40 Forever

 

QUIM PARA HOMENS

Contato

Lara Vaz                                                                                                                                  lara.vaz@gmail.com
@quimprahomem

Vendas                                                                                                                                                     “Café Coreto”, Rua 142, 221, Setor Marista, Goiânia/GO. (62) 3087-0309;

 

 

AC

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O GRANDE DIRETOR DE TEATRO: HUGO RODAS

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Hugo Rodas

 

Nosso blog presta hoje uma homenagem ao teatro brasileiro e o faz na pessoa de HUGO RODAS, que acaba de completar 75 anos, e de receber a mais importante homenagem da Universidade de Brasília: o título de professor emérito, a mais alta honraria acadêmica. Nada mais justo e merecido para uma pessoa ímpar, de pulsante talento e criatividade !!!

 

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Hugo Rodas recebendo o título de professor emérito da UNB

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Convidei minha amiga Karla Osorio, advogada e dona do Ecco em Brasilia, para falar desta pessoa que eu amo e que está no meu coração, um dos grandes diretores de teatro desta país. MP

“O grande diretor teatral, ator, bailarino e cenógrafo que é um criativo por excelência, um artista pleno, exuberante, culto, profundo e carismático. Alguém que está além de seu tempo e que ao tempo desafia, pois com o passar dos anos rejuvenesce sempre mais, revigorando seu espírito e aqueles dos que tem o privilégio de lhe conhecer, de admirar sua magnífica produção cênica.

Hugo é, certamente, o “mais brasileiro dos uruguaios”, pois há 40 anos escolheu o Brasil como seu país de coração e aqui tornou-se uma das pessoas chaves, referenciais do teatro com repercussão nacional e internacional. Firmou-se como um dos mais talentosos e importantes diretores de seu tempo. Doutor Notório Saber em Artes Cênicas, pela Universidade de Brasília – UnB, trabalhou no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), no Teatro Oficina, recebeu o Prêmio Shell de Direção pelo espetáculo Dorotéia, em 1996, e no ano 2000 foi reconhecido Cidadão Honorário de Brasília.

Ao longos destes anos foram centenas de espetáculos sob sua direção, participação em formação de vários dos grandes atores brasileiros hoje como Denise Stoklos, Juliano Cazarré, Carolina Ferraz. Rosana Viegas, e dezenas de outros, além de parcerias importantes com diretores como Antonio Abujamra, José Celso Martinez Corrêa. Aliás, o próprio Zé Celso, criador do Teatro Oficina e outra figura essencial do teatro no Brasil diz sobre Hugo:

Este gênio que vai muito além do que esses que foram grandes artistas mais, contidos, civilizados, caretas, do Hemisfério Norte. … é o grande Xamã Artista do Teatro do Hemisfério Sul: em Cena e na UnB. O Grande Performer, Guarany-uruguayo-brazyleiro,acolhido, cultuado no Planalto Central do Brasil em Brasília, e pelo Brasil afora.

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Por opção e encantamento Hugo elegeu Brasília com cidade, encantado pelo planalto central, pelo céu, pela imensidão do cerrado, pela arquitetura e pelo carinhoso acolhimento que recebeu de tantas pessoas quando ali chegou. Fincou raízes e dali espalhou suas ideias pelo país, viajando sempre para dividir direção, oferecer cursos ou treinar atores em outras cidades.

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Hugo e seu sorriso contagiante!

 

Começou trabalhando com o lendário Grupo Pitú, quando, como ele mesmo diz, desenvolveu experiência marcante no seu fazer e entender teatral. A junção das artes que rascunhava nos anos sessenta, a reconquista da rua, o encontro com espaços alternativos e a incipiente censura da palavra, o levou a desenvolver um trabalho e uma técnica que o conduziram à entra na Universidade de Brasília, seu ponto de referência acadêmica que o tornou o mestre do teatro na cidade. A vida universitária lhe permitiu a reflexão e observação constante da sua renovação e movimento.

A obra de Hugo é mais ampla que o próprio teatro, permeia as artes plásticas, a dança, a música (ele próprio um grande pianista), o movimento cultural como um todo. Sua característica marcante é um entusiasmo e um vigor sempre renovados que embriaga e contagia o público. Sua “utopia liberadora que se alimenta do excesso“, com diz o Marcos Mota, que também lembra que um dos traços marcantes de Hugo é sua “imaginação sonhadora”, pois ele habita o mundo com seus devaneios constantes, renovados, intermitentes…. Sonhando, Hugo pensa e faz. O excesso do sonhador se manifesta no excesso das coisas sonhadas. As obras de Hugo projetam esse devaneio avassalador que consome atores e audiência. Há todo um surgir de sons, imagens e movimentos síncronos e assíncronos, interrupções, mudanças de expectativas, sobreposições, em suma, um espaço movente mesmo na tridimensionalidade daquilo que imediatamente se revela sobre nossos olhos..”

 Tive o privilegio de conhecer e compartilhar da amizade deste querido Hugo (Huguito, como chamam carinhosamente os amigos mais próximos) e posso testemunhar a enorme importância e o carisma que tem esta pessoa para o teatro e para a arte no Brasil.  

Para quem quiser saber mais desta figura, grande personagem das artes em nosso país, recomendo um belo livro publicado pela Editora ARP, em 2010, “Hugo Rodas”, sob minha coordenação, magnífico texto de Marcos Mota, depoimentos de grandes artistas e diretores, e um grande registro iconográfico de grande parte de seu percurso de vida.

 editora.arp.adm@gmail.com 

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O SEXO DO CLERO: FIM DO CELIBATO?, por DEONÍSIO DA SILVA

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O Professor DEONÍSIO DA SILVA volta hoje ao 40 Forever com mais uma de suas crônicas, sempre instigante e interessante!

AC

 

O SEXO DO CLERO: FIM DO CELIBATO?

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Aos vinte anos, reina a vontade: aos trinta, a inteligência; aos quarenta, o discernimento”. (Baltasar Gracián)

Teresa d´Ávila dizia a seu confessor, o jesuíta Baltasar Gracián, além do mais um homem bonito, inteligente e culto, que tinha vontade de sexo e não ocultava isso. Dizia mais: que se sentia atraída por homens parecidos com ele, ainda que fossem seus diretores espirituais, mas que sabia lidar com isso, pois tinha sublimado essas vontades todas.

 

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Quem era esse padre? Confesso que sinto ciúmes de Teresa d´Ávila. Muitos sabem que sou apaixonado por essa santa e que escrevi um romance em que ela é a personagem solar, já adaptado para teatro.

 

Mas é um ciúme no viés etimológico da palavra, um excesso de zelo, que, vindo do Grego “zêlos”, passou pelo Latim “zelumen”, e, vejam vocês, está presente também em “zelota”, os revolucionários que seguiam Jesus no século I de nossa era, certos de que aquele homem que expulsara vendilhões e banqueiros do templo de Jerusalém era o líder popular de quem eles mais precisavam para libertar a Palestina do jugo do poderoso império romano.

 

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Eis uma palhinha de Baltasar Gracián y Morales. Filho de médico, elevou-se literariamente à altura de Cervantes e de Quevedo, mas viu-se obrigado a escrever sob pseudônimo para escapar às perseguições. Conseguiu em parte, pois perdeu a cátedra e o direito de publicar o que escrevia, como, aliás, foi também o caso de Teresa d´Ávila, que morreu inédita.

 

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Mas o livro sempre vence, e Teresa hoje só vende menos do que a Bíblia e os livros de receita culinária, mas esses são dois tipos de leitura que sempre aparecem em qualquer classificação ou “ranking” de mais lidos. Ou pelo menos mais consultados.

Gracián escrevia sobre a ética de procedimentos na vida cotidiana e sobre a arte de escrever. Seu livro de que mais gosto é “A arte da prudência”. Sim, amigos, a prudência, a par de ser uma das quatro virtudes cardeais, é uma arte! (As outras três são a justiça, a fortaleza e a temperança). Esse jesuíta espanhol influenciou Voltaire, Nietzsche, Schopenhauer e Lacan, entre muitos outros.

 

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Não foram apenas Gracián e Teresa que sofreram com o celibato. Santos que usavam cilício (cinto de preguinhos à cintura, sob o hábito), como São Jerônimo, que traduziu a Bíblia para o Latim, deixaram registrado que quanto mais se açoitavam, mais desejos tinham.

 

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Há algum tempo a psicanálise vem explicando que as penitências daquelas pessoas enclausuradas contribuíam para aumentar a excitação sexual, por buscar involuntariamente o prazer pelo sofrimento.

Nos mosteiros irlandeses foi adotada a “sub introductae” (sem penetração). Monges e monjas dormiam juntos quando os conventos eram mistos para provar que eram capazes do autodomínio. A experiência, que deu certo para tantos, não deu certo para alguns, tendo resultado no nascimento de “monjinhos”, e o costume foi proibido.

O papa Francisco tem dito que é preciso rever o celibato e o divórcio, ambos tabus para a Santa Madre.

 

 

DEONÍSIO DA SILVA para o 40 FOREVER

*escritor e professor, autor de 34 livros. Está publicado em Portugal, Cuba, Itália, Alemanha, Suécia etc. Os mais recentes são “Lotte & Zweig” e “De onde vêm as palavras (17ª edição).

 

 

AC

 

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