Bebel

Bebel Niemeyer

VALE REVER: “DESCENDO O TÂMISA”

O Suzy Ann é um dos três barcos da flotilha da Cliveden House: vejam que lindo!

 

Devo este post à minha querida amiga, Solange Medina, senhora das grandes dicas!

 

O maravilhoso Castelo de Windsor, que no dia hospedava sua senhora e Rainha Elizabeth II: Vejam a bandeira no mastro, indicando a presença real!

 

Trata-se de um passeio de barco e de sonho, pelo Tâmisa, saindo da cidade de Windsor e aportando numa casa única, para almoçar como os reis, duques, condes e grandes homens que a freqüentaram.

 

A saída de Windsor: só no Lago dos Cisnes vi tantos exemplares…

 

Falo de Cliveden House cuja construção inicial é do ano 1666, feita pelo Duque de Buckingham. Depois de cumprir uma bela história hospedando a mais ilustre nobreza inglesa, passou para as mãos da família americana Astor, quando tornou-se pouso de plebeus do quilate de Charles Chaplin ou do Presidente Roosevelt. Hoje é um hotel elegantíssimo, Relais & Chateaux, onde a fidalguia e o requinte imperam: vou mostrá-la em outro post!

 

Devidamente instalada, curtindo muito este passeio único!

 

E pra chegar até ela, em grande estilo, devemos navegar rio abaixo, de Windsor até Taplow, num barco igualmente chic, que serpenteia por aproximadamente duas horas, pelas margens do Nilo inglês, nos deliciando com uma paisagem mágica, compostas por deslumbrantes casas ribeirinhas.

 

Selecionei algumas casas pra gente ir descendo o rio, curtindo o visual…

 

O estilo normando é muito comum por lá…

 

Todo mundo sai de casa navegando…

 

Esta casa é deliciosa…

 

E esta é suntuosa…

 

Não vi um muro por lá… No máximo, cerca. Perfeito pra curtimos o cenário que a sucessão de casas oferece. Noves fora esta árvore!

 

De vez em quando, cruzamos com outros navegadores: o rio é alegríssimo!

 

A chegada à Cliveden House é majestosa, pois aportamos em um charmosérrimo “Spring Cottage”, que serve de ancoradouro e o resto… eu conto mais adiante.

 

O “Spring Cottage” da Cliveden House: podre de chic e de charmoso!

 

Peguemos a estrada que nos leva à Cliveden House: até lá!

 

DETALHES:

– Contrate um carro para te levar de Londres à Windsor e, umas cinco horas depois, te pegar em Cliveden. O ideal é deixar a capital inglesa às 10 horas. E, se você puder fazer uma extravagância, durma uma noite por lá, deve ser inesquecível.

– Contrate o “Boating at Cliveden”, como eles chamam este delicioso navegar, diretamente com o hotel. Porque há também outros barcos que fazem o mesmo percurso, mas não se comparam.

– Na onda do “jaqui”, aproveite para visitar o emblemático Castelo de Windsor,a mais antiga residência real britânica, continuamente habitada: no dia que estivemos lá, Sua Majestade a Rainha também estava. Para tanto, saia de Londres mais cedo, pois ele abre para os turistas de 9:45 até 17:15… Tem coisa mais inglesa do que este horário?! BN

CONTATO:
TEL: +44 (0) 1628 668561

SITE

 

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VALE REVER “JIM THOMPSON & UM PRESENTE DIGNO DE MAHARANEE”

 

Um presente lindo e cheio de história pra contar: Amei Patrícia querida!

Um presente lindo e cheio de história pra contar: Amei Patrícia querida!

Minha querida amiga Patrícia Peltier prima pelos presentes mais lindos e requintados. Dia destes, me trouxe “das Arábias” um xale que, além da beleza me fez, como num passe de mágica, sentir-me a própria “Maharanee de Jaipur”…

 

Vejam que lindo o envelope que embalou meu xale de "maharanee"!

Vejam em “close” o envelope que embalou meu xale de “maharanee”, da “Lumination Collection”, inspiração em desenhos sul asiáticos medievais: lindo demais!

 

Embalado num envelope lindo de papelão estampado com uma cena da Ásia de outrora, trazia um único nome e em destaque, mas sem maiores detalhes: Jim Thompson!

 

Direto pra "Amazon" à procura da biografia do fantástico (e pra mim desconhecido) Jim Thompson!

Direto pra “Amazon” à procura da biografia do fantástico (e pra mim desconhecido) Jim Thompson!

 

Imaginei ser o nome da “label”, mas algo me dizia que tinha aventura no rastro deste “senhor”, por isso resolvi pesquisa-lo… Descobri uma história tão fascinante que, quando me dei conta, já estava na “Amazone” comprando a biografia do empresário norte-americano que ajudou a revitalizar a indústria de seda tailândesa, nos anos 50 e 60, salvando-a da extinção.

Nascido no estado de Delaware, EUA, e filho de um próspero industrial têxtil, Thompson formou-se em 1928 em arquitetura e passou os próximos 10 anos trabalhando em projetos, num conhecido escritório novaiorquino. Paralelo à profissão, também fez parte do “board” do renomado “Ballet Russo de Monte Carlo”.

À esta altura, seu destino começa a delinear-se quando larga o trabalho para alistar-se ao exército americano e seguir pro mundo como combatente, na Segunda Guerra Mundial. Depois de várias missões sucedidas, é mandado pra Tailândia em 45, onde chega junto com a rendição do Japão & cia e o final da guerra.

Entre idas e vindas, estabelece-se no país de vez para fundar, em 1948, a “Thai Silk Company Limited”, que deslanchou mundialmente ao fornecer os tecidos para o famoso musical da Fox, “The King and I”!

 

A linda casa de Thomson, em Bangkok, hoje museu!

A linda casa de Thomson, em Bangkok, hoje museu!

 

Nos anos 50 e 60, Thompson ajudou o renascimento da indústria de seda tailândesa, legando à ela a invenção de tons vibrantes e dramaticamente misturados em suas estampas. Esta herança virou marca registrada da indústria têxtil local.

 

Vejam a beleza do "mix" de estampas lindamente compostas no meu xale!

Vejam a beleza do “mix” de estampas lindamente compostas no meu xale!

 

Também tirou milhares de trabalhadores da miséria ao revolucionar de novo, permitindo que a mão-de-obra feminina de sua empresa trabalhasse em casa, não impedindo que o serviço doméstico das mulheres operárias atrapalhasse o seu ganha pão.

 

"Moonlight" bangalô, de onde Thompson saiu para passeio sem volta!

“Moonlight” bangalô, de onde Thompson saiu para passeio sem volta!

 

Figura única no sudeste asiático, Jim torno-se o americano mais famoso da região e como alguns heróis românticos, fechou a história linda de sua vida, misteriosamente. Em 26 de março de 1967, Jim Thompson sai de seu “cottage” nas montanhas para dar um passeio sem volta: ele nunca mais foi visto!

 

Visual lindo do "Cameron Highlands, em Pahang, no oeste da Malásia: visual lindo!

Visual lindo do “Cameron Highlands, em Pahang, no oeste da Malásia: visual lindo!

 

Fiquem com este pequeno resumo de uma deslumbrante jornada e fotos que ilustram sua grande arte! BN

 

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"Look" de uma loja Jim Thompson: muito lindo!

“Look” de uma loja Jim Thompson: muito lindo!

 

Uma casa produzida com tecidos Jim Thompson: alto astral!

Uma casa produzida com tecidos Jim Thompson: alto astral!

 

 

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VALE REVER: “A REABERTURA DA CAPELA SCROVEGNI TOTALMENTE RESTAURADA”!

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A Capela Scrovegni… De sua aparente simplicidade surgem os afrescos mais lindos do grande Mestre Giotto!

 

Em três igrejas preciosas, senti Deus mais perto de mim…

Cada qual em seu estilo, são marcos da arquitetura sacra e jóia da coroa católica e têm, em comum, o dom de impactar por suas belezas tão sublimes que beiram o Paraíso, nos chamando à oração: nosso ímpeto imediato é de prostração diante do Senhor destas casas, onde tudo é lindo e único. Eterna gratidão à vida que me levou até elas.

Sim, Deus certamente está lá aplaudindo os que conceberam as deslumbrantes Monreale, “Sainte-Chapelle” e “Capella degli Scrovegni”, onde é nítida a comunhão da grandeza celeste com o melhor das criaturas, revelando a perfeita comunhão do sagrado com o humano.

 

Detalhe dos afrescos de Giotto sendo restaurados: Turma da pesada participou desta sagrada missão, como Giuseppe Basile, que coordenou o restauro da Capela Sustinha e Pinin Brambilla Barcilon, que fez o mesmo com "A última Ceia", de Leonardo da Vinci!

Detalhe dos afrescos de Giotto sendo restaurados: Turma da pesada participou desta sagrada missão, como Giuseppe Basile, que coordenou o restauro da Capela Sustinha e Pinin Brambilla Barcilon, que fez o mesmo com “A última Ceia”, de Leonardo da Vinci!

 

Por tudo isso vibrei quando soube que terminou, depois de anos e 4 milhões de euros, o minucioso restauro da estonteante “Capella degli Scrovegni”, obra prima da pintura italiana do “trecento”, cujo ciclo de afrescos são considerados os mais exímios realizados pelo grande Giotto, no auge de sua carreira.

 

Eis o grande Mestre Giotto

Eis o grande Mestre Giotto di Bondone!

 

O pastor Giotto di Bondone nasceu no ano de 1267 na histórica Florença e tornou-se Mestre dos Mestres em pintura e arquitetura, depois de ser descoberto aos 12 anos pelo grande Cimabue, que o levou para estudar em Roma, onde desenvolveu sua vocação artística.

Além de introduzir a perspectiva na pintura, sua maior contribuição à história da arte foi conceitual: aproximou o sagrado do humano ao representar as figuras santas que protagonizavam seus temas, como seres comuns, sujeitos à emoções. Incluiu também dramaticidade às cenas que retratou, acabando com a rigidez física dos personagens, típica dos estilos medieval e bizantino: à partir de Giotto a expressão retorna aos rostos!

 

Cena da Vida de Sant'Ana: humanização dos santos!

Cena da Vida de Sant’Ana: humanização dos santos!

 

Por tudo isso, Giotto fez a revolução estética e ética mais importante do pré-renascimento, introduzindo a visão humanista na arte ao retirar Deus e colocar o homem no centro do seu universo, duzentos anos antes da Renascença. Não é por acaso considerado a ponte entre a Idade Média e o Renascimento, um artista anos luz à frente de seu tempo: visionário e um esteta de primeira grandeza.

 

Beleza estarrecedora: este é o azul Giotto... Michelangelo bebeu desta fonte antes de pintar sua Capela Sistina!

Beleza estarrecedora: este é o azul Giotto… Michelangelo bebeu desta fonte antes de pintar sua Capela Sistina!

 

Situada em Pádova, no Vêneto, a também chamada “Capela Arena” foi dedicada a “Santa Maria della Carità” e fica no centro histórico da cidade. Encomendada a Giotto pelo banqueiro Enrico, foi concebida para culto privado da família e futuro mausoléu dos Scrovegni. Em tese, pois conta a lenda que esta jóia seria como um presente aos céus para salvação da alma do pai de Enrico, famoso agiota, que representa a classe no Inferno de Dante, parte da sua Divina Comédia: certamente foi absolvido com todo louvor!

 

Cena da Madona com Jesus: Giotto é o primeiro a pintar perfil de personagem e podemos também notar a técnica da perspectiva neste painel!

Cena da Madona com Jesus: Giotto é o primeiro a pintar perfil de personagem e podemos também notar a técnica da perspectiva neste deslumbrante painel!

 

Cor, luz, poesia, paixão, homem, Deus, natureza e história, humanidade e fé… Estas palavras exaltam a narrativa dos painéis dos afrescos deslumbrantes de Giotto na linda capela, que contam a vida da Madona e Jesus Cristo, desde o nascimento da Virgem até o Juízo Final.

 

A beleza das sequências dos afrescos de Giotto!

A beleza das sequências dos afrescos de Giotto, pintados provavelmente de 1303 a 1306!

 

Para os felizardos que puderem fazer esta gloriosa visita, que deve ser agendada previamente, a Capela está aberta o ano todo, das 9 às 19 horas. Fiquem com algumas imagens lindas de lá e, para maiores informações, entrem no SITE! BN

 

Além das cenas mencionadas, Giotto também fez afrescos de alegorias das virtudes e vícios... Como este da Caridade. É tão perfeito que Proust o cita para definir as feições de uma personagem!

Além das cenas mencionadas, Giotto também fez afrescos de alegorias das virtudes e vícios em “Scrovegne”… Como este da Caridade, à esquerda. Desenho tão divino que Marcel Proust o cita para definir as feições de uma personagem!

 

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VALE REVER “UM RESTAURANTE MÁGICO EM VENEZA”!

 

Esta é a porta para um dos restaurantes mais charmosos que conheço: "Da Ivo", em Veneza... Tão romântico!

Esta é a porta para um dos restaurantes mais charmosos que conheço: “Da Ivo”, em Veneza… Tão romântico!

 

Toda vez que algum amigo vai pra Veneza e pergunta sugestão de restaurantes, espero pra recomendar: vai no “Da Ivo”, é mágico e muito mais. Porque esta “cantina” elegantérrima e discreta está lá, desde que o mundo é mundo e, por um destes mistérios, continua reservada aos “iniciados no culto a Osíris”, mesmo tendo sido palco de uma das festas do casamento do ator George Clooney com Amal Alamuddin…

 

Tudo por lá é absolutamente encantador!

Tudo por lá é absolutamente encantador… Vejam o lindo cardápio!

 

Apesar de amar a Itália e ser sua cliente habitual, reservei minha ida ao reino veneziano para um dia, acho que por medo de reversão da expectativa. Assim, fui bater naquele deslumbramento há dez anos atrás, carregada de dicas das fontes mais diversas, entre elas, o restaurante “Da Ivo”, apresentado pelo querido jornalista Roberto Davila, que honra o sobrenome que tem: é um exímio conhecedor dos encantos italianos!

 

Vejam que delícia de ambiente...

Vejam que delícia de ambiente…

 

Prático e sucinto, ele só me recomendou o nome, sem maiores alardes. Talvez tenha sido até melhor, pois meu queixo passou a noite caindo, tantas as gratas surpresas. A começar pelo ambiente, pequeno e elegante na medida; staff parecendo de filme de Visconti tal a sobriedade, competência e requinte e um cardápio sensacional. Mas não parou por aí.

 

Pra dar água na boca: um dos carros- chefes da sua cozinha, o risoto de lá é pra comer rezando!

Pra dar água na boca: um dos carros- chefes da sua cozinha, o risoto de lá é pra comer rezando!

 

Suave é a noite por lá… Assim, os clientes quase sussurram na tentativa de tornarem-se transparentes e não atrapalhar a curtição alheia. Suspiro vai, olhares vêm, de repente surge um movimento do chiquérrimo “maître d’hôtel” rumo à uma janela à minha frente. Falsa como uma nota de U$ 2, depois de manusea-la acabou revelando sua real natureza, com todo “nonclalance”: porta acoplada que, quando aberta, dá no canaleto que margeia a entrada dos fundos do restaurante, para os sabidos que chegam de gôndola, triunfalmente!

 

Esta é a tal janela que vira porta, num piscar de olhos...

Esta é a tal janela que vira porta, num piscar de olhos…

 

A entrada digamos "aquática" do da Ivo, dando para um canaleto.

A entrada digamos “aquática” do da Ivo, dando para um canaleto: secreta pra os não iniciados, como eu… Roberto esqueceu de recomendar o pulo do gato: vai de gôndola!

 

Clientes esperando para sua romântica saída!

Clientes esperando para sua romântica saída!

 

Fiquei inteiramente siderada por este ballet arquitetônico e seu clímax: a chegada retumbante do muso Hubert de Givenchy, seu companheiro Philippe Venet, mais Marina Cicogna e um grupo. Achei muita graça ao observar que os teatrais clientes seguiam, com seus ares “blasés”, desconhecendo completamente estes movimentos. Até sermos interrompidos por uma curiosa americana, “upper east style”, seu genuino pragmatismo e o seguinte diálogo:
– “Excuse-m, but may I ask who are they?”…
– “Hubert de Givenchy e Philippe Venet”, resumi;
– “Whooooo????!”, retrucou…
– “Givenchy, the great fashion designer”, tentei de novo;
– “Whooo???”
Aí não tive dúvidas, vou de Audrey, pensei…
– “Breakfast at Tiffany’s”, proclamei!
– ” Oh, yeeessss, thank you!!!”, agradeceu a linda moça, radiante por ser re-integrada ao “assunto”.

 

Hubert de Givenchy, cliente habitual e a musa Audrey: conectados forever!

Hubert de Givenchy, cliente habitual e a musa Audrey: conectados forever!

 

Minha querida Audrey, eterna musa, me salvou. E adorei a noite, que seguiu seu percurso elegante e inesquecível! BN

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