Arte e Cultura

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O ATELIÊ DE TEREZA

Esta minha grande amiga tem o maior bom gosto em tudo que faz. Tereza Penna se apaixonou por pintura depois de fazer um curso na Bélgica, desde então nunca mais parou …pintou muitas telas, trompe l ‘oeil, e atualmente se dedica mais a pintura de porcelana e a grande novidade pintura de azulejos portugueses. Acabou de chegar de Portugal onde passou um mês estudando a técnica.

Seu ateliê em Brasilia é super charmoso, pode-se fazer encomendas variadíssimas como copos lindos, xícaras especiais, louças maravilhosas e qualquer que seja seu sonho Tereza pode ser realizar.

Vejam se não tenho razão…

MP

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Entrada do ateliê!
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Tereza em seu ateliê

OS COPOS

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Adoro os de borboleta!
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Lindos os de palmeiras!
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Gosto muito dos orientais!
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Amo os coloridos!

LOUÇAS

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Esta plaquinha abaixo é essencial para se deixar na cozinha e lembrar aos funcionários como se põe uma mesa sem erros! Adorei a idéia de Tereza!!!

 

DSCN0654DSCN0655 DSCN0648Contato tereza Penna + 55 61 8131 9500

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CUCA ROSETA CANTA FADOS AQUI NO RIO!

 

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CUCA ROSETA, a sensação do fado em Portugal, fará uma apresentação aqui no Rio nesta quarta, dia 25. Além de linda, ela encanta a todos com sua voz e canções; um programa imperdível! Ouçam como ela canta divinamente na gravação do YOUTUBE que coloquei abaixo!

Aqui o que ela diz sobre o FADO em sua vida!

“Costumo dizer que o Fado me chamou por destino. Cresci numa familia muito musical onde só se ouvia musica clássica e ópera. O meu avô tocava piano e todos nós cantavamos muito bem, minha avó, minha mãe e meus 4 irmãos. A minha familia sempre nos pos em ver em  os musicais mais classicos, como My Fair Lady. Me encantava as festas populares e sempre ouvia musica popular que não tinha nada que ver com o que as minha irmãs ouviam, desde cedo acho que essa paixão pela tradição me chamava.Quando componho fados, às vezes não entendo como sai de mim essa musica tão tradicional, que não tem nada a ver com o meio em que cresci, essa é a minha grande paixão, é a música que me corre nas veias, por isso dei ao meu segundo disco o nome de Raiz! Essa é a minha raíz e logo cedo o Fado me chamou eu me apaixonei completamente e resolvi dedicar a minha vida a esse genero musical tão especial.”

 

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Com a palavra o craque NELSON MOTTA, que escreveu sobre ela!

Cuca Roseta, a nova voz do Fado, em turnê pelo Brasil.

“Desde a primeira vez que a vi e ouvi, no filme “Fados”, de Carlos Saura, que teve participação de Caetano Veloso e Chico Buarque ao lado de grandes fadistas, senti em Cuca Roseta algo especial, que ia além da beleza mediterrânea e do canto preciso e emocionado, injetando energia e juventude à tradição do fado.

Impacto semelhante, certamente maior por ser ao vivo, teve o grande músico e produtor argentino Gustavo Santaolalla, que já ganhou dois Oscars e vários Grammies, quando a viu e ouviu cantar no Clube do Fado de Lisboa. E se encantou tanto que produziu o seu primeiro e lindo disco, que foi recebido com elogios da crítica não só em Portugal, mas no Brasil e na Europa e tornou Cuca um dos grandes nomes não só do fado mas da música portuguesa moderna.

Com uma voz poderosa e dramática, Cuca também passa imensa doçura e delicadeza nas suas interpretações e busca um equilíbrio entre o amor à tradição e a paixão por navegar novos mares.

Em seu segundo disco, “Raiz”, Cuca também se mostrou uma compositora de talento e sentimento, e no próximo, que me convidou para produzir e aceitei com muito prazer e alegria, se oferece com entusiasmo a novas experiencias de integração do universo sonoro do fado à música brasileira, que teve imensa importância em sua formação, e se abre seu talento e juventude aos impulsos musicais de um mundo sem fronteiras.

Cuca é querida e admirada por muitos artistas brasileiros, já cantou com Djavan e Vanessa da Mata, e agora faz a sua primeira turnê no Brasil, quando poderá ser vista e ouvida como Santaolalla e eu a vimos e ouvimos.”

Nelson Motta, maio de 2014

 

 

 

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dia 25 de Junho às 21:30

MIRANDA

Av. Borges de Madeiros 1424

 

 

AC

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O GRANDE DIRETOR DE TEATRO: HUGO RODAS

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Hugo Rodas

 

Nosso blog presta hoje uma homenagem ao teatro brasileiro e o faz na pessoa de HUGO RODAS, que acaba de completar 75 anos, e de receber a mais importante homenagem da Universidade de Brasília: o título de professor emérito, a mais alta honraria acadêmica. Nada mais justo e merecido para uma pessoa ímpar, de pulsante talento e criatividade !!!

 

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Hugo Rodas recebendo o título de professor emérito da UNB

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Convidei minha amiga Karla Osorio, advogada e dona do Ecco em Brasilia, para falar desta pessoa que eu amo e que está no meu coração, um dos grandes diretores de teatro desta país. MP

“O grande diretor teatral, ator, bailarino e cenógrafo que é um criativo por excelência, um artista pleno, exuberante, culto, profundo e carismático. Alguém que está além de seu tempo e que ao tempo desafia, pois com o passar dos anos rejuvenesce sempre mais, revigorando seu espírito e aqueles dos que tem o privilégio de lhe conhecer, de admirar sua magnífica produção cênica.

Hugo é, certamente, o “mais brasileiro dos uruguaios”, pois há 40 anos escolheu o Brasil como seu país de coração e aqui tornou-se uma das pessoas chaves, referenciais do teatro com repercussão nacional e internacional. Firmou-se como um dos mais talentosos e importantes diretores de seu tempo. Doutor Notório Saber em Artes Cênicas, pela Universidade de Brasília – UnB, trabalhou no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), no Teatro Oficina, recebeu o Prêmio Shell de Direção pelo espetáculo Dorotéia, em 1996, e no ano 2000 foi reconhecido Cidadão Honorário de Brasília.

Ao longos destes anos foram centenas de espetáculos sob sua direção, participação em formação de vários dos grandes atores brasileiros hoje como Denise Stoklos, Juliano Cazarré, Carolina Ferraz. Rosana Viegas, e dezenas de outros, além de parcerias importantes com diretores como Antonio Abujamra, José Celso Martinez Corrêa. Aliás, o próprio Zé Celso, criador do Teatro Oficina e outra figura essencial do teatro no Brasil diz sobre Hugo:

Este gênio que vai muito além do que esses que foram grandes artistas mais, contidos, civilizados, caretas, do Hemisfério Norte. … é o grande Xamã Artista do Teatro do Hemisfério Sul: em Cena e na UnB. O Grande Performer, Guarany-uruguayo-brazyleiro,acolhido, cultuado no Planalto Central do Brasil em Brasília, e pelo Brasil afora.

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Por opção e encantamento Hugo elegeu Brasília com cidade, encantado pelo planalto central, pelo céu, pela imensidão do cerrado, pela arquitetura e pelo carinhoso acolhimento que recebeu de tantas pessoas quando ali chegou. Fincou raízes e dali espalhou suas ideias pelo país, viajando sempre para dividir direção, oferecer cursos ou treinar atores em outras cidades.

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Hugo e seu sorriso contagiante!

 

Começou trabalhando com o lendário Grupo Pitú, quando, como ele mesmo diz, desenvolveu experiência marcante no seu fazer e entender teatral. A junção das artes que rascunhava nos anos sessenta, a reconquista da rua, o encontro com espaços alternativos e a incipiente censura da palavra, o levou a desenvolver um trabalho e uma técnica que o conduziram à entra na Universidade de Brasília, seu ponto de referência acadêmica que o tornou o mestre do teatro na cidade. A vida universitária lhe permitiu a reflexão e observação constante da sua renovação e movimento.

A obra de Hugo é mais ampla que o próprio teatro, permeia as artes plásticas, a dança, a música (ele próprio um grande pianista), o movimento cultural como um todo. Sua característica marcante é um entusiasmo e um vigor sempre renovados que embriaga e contagia o público. Sua “utopia liberadora que se alimenta do excesso“, com diz o Marcos Mota, que também lembra que um dos traços marcantes de Hugo é sua “imaginação sonhadora”, pois ele habita o mundo com seus devaneios constantes, renovados, intermitentes…. Sonhando, Hugo pensa e faz. O excesso do sonhador se manifesta no excesso das coisas sonhadas. As obras de Hugo projetam esse devaneio avassalador que consome atores e audiência. Há todo um surgir de sons, imagens e movimentos síncronos e assíncronos, interrupções, mudanças de expectativas, sobreposições, em suma, um espaço movente mesmo na tridimensionalidade daquilo que imediatamente se revela sobre nossos olhos..”

 Tive o privilegio de conhecer e compartilhar da amizade deste querido Hugo (Huguito, como chamam carinhosamente os amigos mais próximos) e posso testemunhar a enorme importância e o carisma que tem esta pessoa para o teatro e para a arte no Brasil.  

Para quem quiser saber mais desta figura, grande personagem das artes em nosso país, recomendo um belo livro publicado pela Editora ARP, em 2010, “Hugo Rodas”, sob minha coordenação, magnífico texto de Marcos Mota, depoimentos de grandes artistas e diretores, e um grande registro iconográfico de grande parte de seu percurso de vida.

 editora.arp.adm@gmail.com 

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O SEXO DO CLERO: FIM DO CELIBATO?, por DEONÍSIO DA SILVA

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O Professor DEONÍSIO DA SILVA volta hoje ao 40 Forever com mais uma de suas crônicas, sempre instigante e interessante!

AC

 

O SEXO DO CLERO: FIM DO CELIBATO?

DEONÍSIO DA SILVAº

 

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Aos vinte anos, reina a vontade: aos trinta, a inteligência; aos quarenta, o discernimento”. (Baltasar Gracián)

Teresa d´Ávila dizia a seu confessor, o jesuíta Baltasar Gracián, além do mais um homem bonito, inteligente e culto, que tinha vontade de sexo e não ocultava isso. Dizia mais: que se sentia atraída por homens parecidos com ele, ainda que fossem seus diretores espirituais, mas que sabia lidar com isso, pois tinha sublimado essas vontades todas.

 

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Quem era esse padre? Confesso que sinto ciúmes de Teresa d´Ávila. Muitos sabem que sou apaixonado por essa santa e que escrevi um romance em que ela é a personagem solar, já adaptado para teatro.

 

Mas é um ciúme no viés etimológico da palavra, um excesso de zelo, que, vindo do Grego “zêlos”, passou pelo Latim “zelumen”, e, vejam vocês, está presente também em “zelota”, os revolucionários que seguiam Jesus no século I de nossa era, certos de que aquele homem que expulsara vendilhões e banqueiros do templo de Jerusalém era o líder popular de quem eles mais precisavam para libertar a Palestina do jugo do poderoso império romano.

 

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Eis uma palhinha de Baltasar Gracián y Morales. Filho de médico, elevou-se literariamente à altura de Cervantes e de Quevedo, mas viu-se obrigado a escrever sob pseudônimo para escapar às perseguições. Conseguiu em parte, pois perdeu a cátedra e o direito de publicar o que escrevia, como, aliás, foi também o caso de Teresa d´Ávila, que morreu inédita.

 

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Mas o livro sempre vence, e Teresa hoje só vende menos do que a Bíblia e os livros de receita culinária, mas esses são dois tipos de leitura que sempre aparecem em qualquer classificação ou “ranking” de mais lidos. Ou pelo menos mais consultados.

Gracián escrevia sobre a ética de procedimentos na vida cotidiana e sobre a arte de escrever. Seu livro de que mais gosto é “A arte da prudência”. Sim, amigos, a prudência, a par de ser uma das quatro virtudes cardeais, é uma arte! (As outras três são a justiça, a fortaleza e a temperança). Esse jesuíta espanhol influenciou Voltaire, Nietzsche, Schopenhauer e Lacan, entre muitos outros.

 

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Não foram apenas Gracián e Teresa que sofreram com o celibato. Santos que usavam cilício (cinto de preguinhos à cintura, sob o hábito), como São Jerônimo, que traduziu a Bíblia para o Latim, deixaram registrado que quanto mais se açoitavam, mais desejos tinham.

 

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Há algum tempo a psicanálise vem explicando que as penitências daquelas pessoas enclausuradas contribuíam para aumentar a excitação sexual, por buscar involuntariamente o prazer pelo sofrimento.

Nos mosteiros irlandeses foi adotada a “sub introductae” (sem penetração). Monges e monjas dormiam juntos quando os conventos eram mistos para provar que eram capazes do autodomínio. A experiência, que deu certo para tantos, não deu certo para alguns, tendo resultado no nascimento de “monjinhos”, e o costume foi proibido.

O papa Francisco tem dito que é preciso rever o celibato e o divórcio, ambos tabus para a Santa Madre.

 

 

DEONÍSIO DA SILVA para o 40 FOREVER

*escritor e professor, autor de 34 livros. Está publicado em Portugal, Cuba, Itália, Alemanha, Suécia etc. Os mais recentes são “Lotte & Zweig” e “De onde vêm as palavras (17ª edição).

 

 

AC

 

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