Eis o deslumbrante “Fairchild Botanic Garden”… Conheciam?!
Esta dica quem me deu foi a queridíssima Rita Zecchin, senhora de um extremo bom gosto e das dicas mais quentes de Miami, cidade que, infelizmente, não visito há 20 anos. Dizem que virou outro planeta.
Enquanto não cumpro este sonho de consumo, vou contando com a gentileza da amiga maravilhosa e que super sabe das coisas; vai que você está indo passar o carnaval por aquelas bandas, já tem sugestão de um programaço…
O Fairchild em outro ângulo!
Trata-se do maravilhoso “Fairchild Tropical Garden”, que é o primeiro jardim botânico tropical americano, fundado em 1938 pelo craque no assunto David Fairchild, “bien sûre”, cumprindo um lindo projeto do arquiteto/paisagista, Guilhermo Lyman Phillips.
Vejam a beleza do contraste da escultura com o jardim…
Instalado a 20 minutos do centro de Miami, é um lugar lindo para passar o dia bucolicamente, fazer um picnic super romântico e, se você for por agora, ver uma linda exposição espalhada por seu deslumbrante parque: Tipo programa 2 em 1!
Além de lindas, as esculturas estão super bem colocadas…
Falo das esculturas/instalação monumentais em tamanho e beleza do artista Dale Chihuly, que trabalha com a dificuldade do vidro soprado, tirando dele formas deslumbrantes e coloridérrimas e que estão expostas em Fairchild até 31 de maio de 2015. Imperdível…
Deslumbramento….
O trabalho de Chihuly é tão especial que tem duas “leituras”, totalmente distintas: A diurna e a noturna. Por isso, o parque também oferece programações separadas pra depois do pôr do sol e sob efeito da luz artificial, pura magia.
As flutuantes…
Rita Zecchin recomenda então eu também, de olhos fechados! BN
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O chapeleiro das “celebs”, Philip Treacy, a cliente Lady Gaga e seu chapéu surreal…
O primeiro chapéu-escultura que conheci foi o usado pelo maravilhoso Chapeleiro Maluco, no livro “Alice no País das Maravilhas”, onde Lewis Carroll imortalizou a exótica profissão com seu personagem impagável, hoje magistralmente “re-encarnado” na figura do igualmente inglês, Philip Treacy.
O traço do mestre em um dos “croquis” expostos em Moscou!
Fornecedor de verdadeiras “obras surrealistas” em forma de adereços, faço uma pausa para dizer que é quase sacrilégio chamar suas peças de chapéu. Assim o mundo “fashion” resolveu impasse semântico como este ao estabelecer, nos anos 90, que chamaria de “FASCINATOR” este primo irmão do dito chapéu, mais leve e mais formal que o parente mais velho.
Como podem ver neste exemplar, “fascinator” é um nome mais adequado, repleto de sonoridade, glamor e sofisticação…
Mas voltando a nosso herói, Treacy adorna as cabeças coroadas britânicas, tendo como clientes membros da família real, pop stars, atrizes e excênticos cidadãos, todos querendo dar um toque de humor aos “looks” formais do dia de festa.
A Chertkov House, um dos espaços mais bacanas de Moscou para exposições e que no passado foi a maior biblioteca sobre história russa do país.
Por isso, aplaudi de pé quando soube que Treacy ganhou, finalmente, seu lugar ao sol no mundo das artes ao expor mais de cem de suas inesquecíveis criações, na emblemática Chertkov House, um espaço super prestigiado em Moscou.
Vejam parte do display das peças e sua dramática iluminação: Maior clima…
Falo da “Philip Treacy: Hats In The 21 Century”, exposição que aconteceu de novembro a janeiro último, na capital russa e, inxalá, ganhará novos endereços de exibição pois é imperdível para quem curte o “reino fashion”.
Fiquem com os chapéus! BN
Este podia homenagear Oscar Niemeyer…
Amei este chapéu orquídea…
Este também merece o nome de esplendor, só não dá pra Avenida…
… E por falar em carnaval, com este eu iria fácil ao baile do Copacabana Palace!
Voltando às flores e pra quem gosta de rosas, como eu!
Apesar de passados quase dois anos, quis postar de novo esta exposição pois acho que ela fala, também, de um assunto que é caro a quem tem filhos: Vocação e realização profissional. Espero que gostem…
A linda Expô “Picasso Black & White” provou até aonde vai o talendo de um grande mestre…
Vi, em dezembro de 2012, uma deslumbrante e monumental exposição do mestre Pablo Picasso, no Guggenheim de NYC.
Entre tantas preciosidades, algumas nunca expostas por serem de coleções particulares, este foi o meu preferido; do Museu Picasso de Barcelona, que é um must, ” Las meninas, after Velazquez” é um estouro!
Museu abaixo, por suas paredes em caracol, a mostra contou a história da arte do maravilhoso espanhol, passeando por suas diversas fases, com um porém: só valeram as obras monocromáticas. Era “Picasso Black and White”. De tão incrível, achei que por um bom tempo, o botão “pausa em Picasso” estava acionado.
Qual nada, a imaginação humana é infinita e os louváveis curadores não param de arrancar nossos suspiros… Assim, em maio de 2013, fiz um sério trato comigo mesma: nada está visto por antecipação. Porque titubeei em priorizar a exposição “Becoming Picasso: Paris 1901″, na intensa programação em uma viagem à Londres, pois achei que era chover no molhado… Fui salva pela insistência de minhas amigas e, de tudo que vi, foi a mais surpreendente!
Auto-retrato de Picasso, aos 19 anos, exposto na Mostra de Vollard: Fase de auto confiança, rumo indefinido e pinceladas a Van Gogh!
Um século depois, “Becoming Picasso” teve o dom de me colocar diante de um menino de 19 anos, que engatinhava suas pinceladas na efervescente Paris da Belle Époque, “cidade Butantã”, repleta de cobras no pedaço, com seus talentos e desejo de vencer. Confesso que, por instantes, tive piedade de Pablo Picasso, no topo do mundo e sem rumo, copiando ídolos como Degas, Van Gogh e Toulouse Lautrec. Me lembrei do “espermatozoide manco”, de Woody Allen, e em todos os que sucumbiram…
“No Moulin Rouge” : Quadro em que Picasso e Toulouse Lautrec se confundem e Picasso começa a assinar suas
Mas voltando aos vencedores, esta mostra teve o dom de fazer a síntese do deslanche da inspiração “picassiana”, que se deu em 1901, resumido-a em duas salas:
Agora é a vez de Degas ser a fonte d inspiração, na figura da mulher, tema central deste quadro: “O Quarto Azul”…
“A Anã Dançarina”: Um blend entre Van Gogh, Velazquez e suas “Niñas” ou Degas e suas bailarinas ….
– A sala do meu surto de piedade continha a maioria dos quadros da primeira mostra do pintor espanhol, ocorrida em Paris, de 24 de junho a 14 de julho de 1901, e organizada pelo grande marchante, Ambroise Vollard. Para reunir material, Picasso fez uma espécie de imersão pictórica e produziu 64 obras, de uma tacada, em pouco mais de um mês. Típico de um jovem super confiante e de sua ego trip.
Carlos Casagemas, que com sua morte inundou a vida de Picasso de tristeza, inspirando sua carreira rumo à maravilhosa “Fase Azul”…
No ” Enterro de Cartagemas”, em plena “Fase Azul”, outra homenagem ao amigo Carlos, Picasso vai atrás de El Greco e seu emblemático ” O Enterro do Conde de Orgaz”, para sua inspiração… Fiquei pasma diante dele por sua beleza, por nunca tê-lo visto, nem reproduzido e por ser “O Conde de Orgaz” meu El Greco favorito…
– A segunda sala expôs a abrupta guinada, na vida e obra do pintor, após o suicídio do amigo de seu peito, Carlos Casagemas. Assolado pela melancolia que a dor lhe causou, inaugura a deslumbrante “Fase Azul” e com ela um estilo próprio. É quando Pablo vira Picasso para nunca mais deixar de sê-lo, em sua brilhante e prolixa carreira. BN
“O menino com a Pomba”é considerado o primeiro quadro da fase azul e, como todos acima, estava na preciosa “Becoming Picasso”.
Este é um de meus ateliers prediletos de Paris, o do grande pintor DELACROIX (1798-18630 ). Ele foi um dos mais importantes representantes do romantismo francês, pertenceu a uma das famílias de maior prestígio social do país. Seu pai foi ministro da República e ele teve uma educação esmerada que o transformou num erudito precoce.
Este pequeno atelier é num dos lugares mais charmosos da cidade, na Place Furstemberg que é uma praça pequena, cheia de lojinhas e a dois passos do Boulevard Saint Germain. Foi a residência e o atelier de Delacroix até sua morte. Sempre levava meus filhos para visitar este lugar, quando não queriam ver um museu muito grande como o Louvre. Este é lindo, pequeno, charmoso e absolutamente imperdível! MP
Place Furstemberg em ParisAtelier de DelacroixJardim do atelier.