Arte e Cultura

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A ESPETACULAR FUNDAÇÃO DE ARTE BEYELER

Fundação Beyeler
Fundação Beyeler

Outro dia estive na Basileia (Basel na Suiça), onde a cada ano acontece a famosa feira de arte.
Me hospedei naquele hotel maravilhoso chamado “Le Grand Hotel les Trois Rois”, às margens do rio Reno.
Que vista deslumbrante! Me senti no secúlo XVIII, como se o tempo tivesse voltado, até chegar na fundação Beyeler, onde a modernidade da arquitetura do grande Renzo Piano me fez voltar aos tempos modernos.

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Alguns dos maravilhosos Giacometti da fundação!

Esta fundação é um lugar mágico para apreciadores de arte, aliás fui a mando de meu irmão Mariano Marcondes Ferraz que é um grande ” connaisseur ” e colecionador.
Chegando lá fiquei impressionada com coleção de Ernst Beyeler! Ele concretizou o sonho de muitos colecionadores.

Antes de tudo foi um famoso marchand e aos poucos começou a perceber que não conseguia mais vender por dinheiro algum, certas obras, pois estava totalmente apaixonado por elas e não poderia viver sem elas, acho que o sentimento de colecionar nasce neste momento.

O catálogo que comprei na Fundação conta um episódio muito divertido quando o Barão Thyssen e sua mulher, grande colecionadores, foram visitar a galeria e quiseram comprar a todo custo o tríptico “Nymphéas”, de Monet, e Ernest não quis vender.
O Barão na época não entendeu como um marchand não queria vender seus quadros. Alguns anos depois o galerista tinha virado colecionador e em 1997 inaugurou este templo de arte onde se encontra o que há de melhor no mundo.

Sua coleção vai do impressionismo tardio -Cézanne,Van Gogh, Monet, passando pelo cubismo- Picasso, Braque, Miró, Matisse, Klee e Picasso.

Esculturas de Giacometti maravilhosas, Andy Warhol, Roy Lichtenstein, Bacon,  Rothko, Newman, Kandinsky…

É uma viagem ao mundo das artes, absolutamente imperdível!

MP

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Ballet Kirov dança ” O Lago dos cisnes” no RJ

Fui ver no Teatro Municipal, com minhas filhas, o Ballet Kirov dançar “O Lago dos Cisnes”, depois das angustiantes  revelações de Natalie Portman sobre a vida da bailarina. Impressionante como o filme rejuvenesceu e deu nova dimensão ao enredo: Todo mundo esperando o cisne negro! Inclusive eu, que te confesso, fiz dele o ponto alto do meu espetáculo.

Em 1738, a pedido da Imperatriz russa Anna Iannova, o coreógrafo francês Jean-Baptiste Landé funda uma escola de dança destinada aos filhos dos funcionários do palácio real, que evoluiu pra o Ballet do Teatro Mariinsky, vulgo Ballet Kirov. Pra que esta pausa, se voltamos pro mesmo lugar? Porque 273 anos de trabalho árduo e uma escola excepcional de treinamento, que nunca poupou esforços na formação de seus bailarinos, fazem a diferença! E este é o high light do grupo centenário: a leveza, harmonia e precisão de um corpo de baile perfeito, que consegue tornar coletiva, as características individuais, dando pro espectador a sensação de um só bailarino multiplicado!

Odette / Odile foi dançada,  ontem, pela maravilhosa Yekaterina Kondaurova, um pouco alta pra nosso arquétipo de bailarina clássica, mas a sua leveza e a dramaticidade com que incorporou o cisne branco, roubaram as cenas em que ela aparece. Braços lindos e movimentação de corpo perfeito me fizeram achar, no primeiro ato, que um lindo cisne bailava diante de nos! Quanto à nossa mais nova celebridade, o cisne negro foi bem, mas não tão bem quanto o branco. Portman tem razão ao se angustiar quando não consegue  estabelecer o contra ponto!

Por último, e no lugar que merece, acho que Danila Korsuntsev só interpretou o Príncipe Siegfried porque era alto o suficiente pra contracenar com Yekaterina. Pra quem viu Nureyev ou Baryshnikov dança-lo, há um abismo intransponível  entre eles. Pena.

Ah, anunciei no começo deste post que fui com minhas filhas, hábito que cultivo desde que elas são pequenas, e que por isso já viram muita coisa, inclusive o Kirov. Pra dizer que, infelizmente, o drama dos cisnes já  não arrebata mais a juventude lá de casa.Tomara que não tenha acontecido o mesmo na sua.

Liguei na Dellart e ainda tem entradas para todos os espetáculos da temporada carioca: 21-3235-8545

Grande noticia: O Ballet Kiev se apresentará, gratuitamente, no dia 7 de setembro, quarta feira, gratuitamente, na Quinta da Boa Vista, dançando o segundo ato do “Lago dos Cisnes”. Pra quem brilhar? Ele, sempre ele!
BN

Clique aqui pra entrar no clima!

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Livraria Cultura chega ao Rio!

Fomos conferir a chegada da” Livraria Cultura” ao Fashion Mall, inaugurada ontem.
Num espaço de 1.000 m de área, preenchida com estantes e mais estantes de madeira clara, abarrotadas de livros, DVDs, CD, revistas, a Cultura instalou-se, lindamente, aonde era o antigo “Clube Chocolate”.

Com visual limpo mas aconchegante, projeto do arquiteto Fernando Brandão, a loja ainda cheira tinta. Mesmo assim, vi muita gente por lá, num final de manhã chuvoso de quinta-feira, que em tese, era pra estar às moscas!

Ao entrar, você se depara com uma sala de estar ampla, cujos lugares já estavam tomados, por leitores perfeitamente aclimatados folheando livros, como se fossem clientes antigos da casa! E vai que eram… Os cariocas são os segundos maiores compradores do site da empresa, só perdendo pra os paulistas.

Aí, além de vender livros, eles pretendem desenvolver uma vida cultural intensa em torno de seus produtos, como fazem nas outras 11 filiais Brasil afora, promovendo palestras, shows gratuitos, saraus literários, etc, etc!

Uma delícia de ambiente, uma atmosfera super agradável, a Livraria Cultura tem tudo pra encantar a cidade. E nos, frequentadores  do Shopping de São Conrado, ganhamos um presentaço!

BN

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Martha Medeiros

23/08/2011

Martha Medeiros fala sobre relação com leitores e as crônicas do novo livro

Por Carolina Marquis
Feliz por nada, Martha Medeiros, virou bestseller e está há cinco semanas na lista de mais vendidos da Revista Veja.
Em entrevista exclusiva, Martha conta como os textos que compõem o livro foram escolhidos, qual a sua crônica favorita e os insólitos convites que já recebeu. A autora conta, ainda, sobre sua “caixa preta”, o lugarzinho onde guarda todas as sementes de ideias que poderão virar crônicas, poesias ou romances. Entrevista imperdível!
L&PM Editores – Como fazer para que assuntos do cotidiano, que você aborda nas suas crônicas, se tornem perenes e possam ser lidos em qualquer época?Martha Medeiros – Algumas acabam ficando datadas, não tem jeito, principalmente aquelas em que eu cito nomes de pessoas. Quem vai lembrar da Geisy (que foi expulsa da faculdade por usar minissaia)? Já é passado. Pra tentar amenizar isso, uso esses casos pontuais apenas como gancho para refletir sobre assuntos mais abrangentes, no caso: superexposição na mídia, a desvalorização da privacidade, etc. De um pequeno fato, procuro buscar uma reflexão maior.
L&PM – Como você fez a seleção das crônicas de “Feliz por Nada”?Martha – Reli tudo o que publiquei a partir da última crônica do “Doidas e Santas”, que foi minha última coletânea, lançada em 2008. Muita coisa ficou de fora. Procuro selecionar aquelas que gosto mais e que tiveram boa repercussão com os leitores.
L&PM – Você anota ideias de crônica em algum caderno que carrega na bolsa ou conta somente com a sua memória? Martha – Tenho um caderno que é minha “caixa preta” – aliás, por acaso a capa dele é mesmo preta. Ali anoto frases soltas, resumos de matérias de jornal, transcrevo trechos que li em livros, é uma espécie de arquivo de ideias, mas muitas não são aproveitadas. Na hora de transformá-las em crônicas é que vou descobrir se o material rende ou não rende. Mas é importante manter esse arquivo. O caderno não está na bolsa, e sim no meu escritório em casa, onde passo a maior parte do tempo.
L&PM – Você já escreveu poesia e romances. Mas é possível dizer que em algumas de suas crônicas também há poesia e romance? Martha – Em algumas delas, sim. Dependendo do assunto da crônica e do tom que desejo imprimir, às vezes me atrevo a ser mais poética, mas não é uma decisão que ocorra antes de escrever, e sim durante a escrita, conforme o tema se desenvolve e se abre para a interferência do gênero.
L&PM – Como surgiu a expressão “Feliz por nada”?Martha – Numa troca de e-mails com minha melhor amiga. Perguntei como ela estava e ela respondeu: “Sabe aqueles dias em que se está feliz por nada”? Achei a expressão muito iluminada, solar, e acabei escrevendo uma crônica a respeito, que está incluída nessa nova coletânea.
L&PM – Você tem uma crônica preferida deste livro?Martha – Gosto de todas, mas se fosse citar uma, destacaria a crônica que encerra o livro, “O amor, um anseio”. O texto é um atrevimento meu: procuro interpretar uma frase do Jung. Percebi que o resultado havia sido satisfatório ao receber diversos e-mails de psicanalistas avalizando a minha análise. Não tenho nenhuma formação psicanalítica, mas gosto tanto do assunto que vibro quando acerto.
L&PM – Você costuma escrever na primeira pessoa, isso com certeza aproxima você dos leitores. Eles costumam tratar “a Martha” como amiga quando a encontram no supermercado, por exemplo?Martha – Nos encontros na rua, em supermercados ou restaurantes, todos me tratam com muito respeito e carinho, sem invasão. Por e-mail é que o pessoal se solta mais. Não é incomum as pessoas me chamarem para jantar nas suas casas, convidar para um churrasco… Imagino o susto que levariam se eu aceitasse! (rsrs) Uma vez um cara me escreveu do Rio dizendo que gostaria de me dar de presente de aniversário para sua mulher! O quê? Ele explicou que me pagaria passagem e hotel apenas para que jantasse com os dois no dia do aniversário dela. Tem cada uma… Agradeço, acho graça, mas não dá pra confundir as coisas.
L&PM – Você foi considerada uma das 100 personalidades mais influentes de 2010. Isso não daria uma crônica?Martha – Uma crônica muito exibida, né? Autopromoção demais pode ser um tiro pela culatra.
L&PM – Qual o segredo para ser “Feliz por nada”?Martha – Não pensar muito nisso e tratar de viver, fazendo o melhor que a gente pode, sem ficar se cobrando desumanamente.
No dia 9 de setembro, Martha autografa Feliz por nada na Livraria Saraiva do Leblon, no Rio de Janeiro. No dia 10 de setembro, às 17h, a escritora participa de um bate-papo com Cissa Guimarães na Bienal do Livro do RJ.
Reprodução autorizada,
AC
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