O lindo convite acima é pra todos nós, blogueiros do 40forever: Lançamento do livro ” A Poesia é Para Comer” , hoje 26 de outubro, às 19:30h, no Café Tom Jobim, no Jardim Botânico do Rio de janeiro, com comidinhas do Jojô Bistrô, da chef Joana Carvalho.
Trata-se de uma obra já consagrada, vencedora do prêmio “Gourmand World Cookbook Awards”, o Oscar dos livros de gastronomia! Mas também pudera: A autora portuguesa e jornalista, Ana Vidal, selecionou poesias de renomados autores lusófanos,cujos temas pudessem inspirar um grande chef e escolheu, a dedo, alguns dos melhores, entre Portugal e Brasil. Desta jóia de idéia surgiu um sofisticado livro de receitas, eximiamente ilustrado por obras de artistas emblemáticos, também das duas nacionalidades.
A maestrina deste sucesso editorial é nossa queridíssima amiga Renata Lima e sua varinha de condão que, segundo Vidal,” tudo consegue e tudo resolve”! Vamos conferir! BN
O belo Antonio: que Deus o tenha num lugar divino!
Minha assinatura de ballet anual, do Teatro Municipal, encerrava com “Carmen”, estrelado pela Compañia Antonio Gades, do meu bailarino preferido, junto com Nureyev (não tenho idade pra Nijinsky), e pela primeira vez eu ia vê-la, depois que Antonio partiu.
Me dei todas as desculpas plausíveis para fazer”forfait”, pois sou péssima pra lidar com perdas: Fiz corpo mole pra chegar com as portas “cerradas “, relutei no foyer sem entrar no teatro, analisando o corpo de baile atual e perguntando aos amigos passantes se valia o meu domingo, pensei nas duas amigas que amo e que me convidaram pra almoçar, até que ouvi a campainha soar para o início do espetáculo e obedeci, como um zumbi!
É que a Andaluzia ruge forte na minha existência e o seu chamado é uma ordem: Vai que fui uma cigana sevilhana em alguma encarnação pois, simplesmente, adoro aquele lugar. Parado no tempo, meio sonho meio realidade, o sul espanhol capturou a passagem do maravilhoso povo árabe por lá e a perpetuou com a competência que eles não tiveram em seus pr’prios países. E quanto há pra ver e por ver: já me perdi por lá, algumas vezes, e sempre voltei com uma nova descoberta! Noves fora a Catedral de Córdoba, o deslumbrante Alhambra, os “Reales Alcázares”sevilhanos, só pra citar três ícones entre muitas preciosidades.
Mas voltando à dança de tablado, pra quem nunca foi pr’aquelas bandas, ela é o samba local, guardando as proporções: Nascida nas tradições populares das culturas cigana, moura e judaica, que conviveram na região andaluz na época do domínio árabe, ela se caracteriza por reunir lindas canções executadas, com maestria, por cantores de vozes guturais, mais o som arrebatador de guitarras, e os dois somados oferecem ritmo à dança sapateada, acompanhada de batida de palmas: Tudo isto somado é a dança flamenca e resulta num efeito único e de tirar o fôlego!
Antônio Gades e sua Companhia ajudaram a difundir esta dança típica espanhola, mundo afora, e algumas vezes vieram ao Brasil. A primeira vez que os vi, no Teatro Nacional de BSB, apresentando a coreografia Andaluzia foi, simplesmente, inesquecível! Ontem, não senti o mesmo impacto, o de estar diante de uma obra prima. Mas também a coreografia Carmen não está distante de qualquer espetáculo de qualidade, que vemos quando visitamos a Espanha. Deu muito bem pra matar as saudades flamencas, só Antonio Gades é insubstituível! BN
Acabo de chegar do Teatro Municipal, vinda do último espetáculo do ano da Série “O Globo / Dell’Arte Concertos Internacionais”, e estou totalmente encantada com o que vi!
Abro um parentesis para explicar que minha cultura musical, no dia de hoje, é nível primeiro grau, estágio “Vovó viu a uva”. A bem da verdade, já foi pior, pois eu era totalmente analfabeta até conhecer o Professor Rafael Fonseca, que já me ensinou o beabá e estamos seguindo adiante. De todo modo, sou muito crua, mas mesmo assim deu pra perceber, na deslumbrante apresentação da Orquestra Sinfônica de São Petersburgo, que o pianista Maxim Mogilevsky é sensacional!
Ele arrasou no famoso Concerto para piano e orquestra número 1, de Tchaikovsky, aquele que da letra ” Love makes the world go around…” (ligaram o nome à pessoa?). É dos que mais exige do solista pianista e Maxim fez o teatro aplaudi-lo de pé! Simpaticíssimo, no bis, tocou o hino dos cariocas “Garota de Ipanema” tão lindamente, que Tom Jobim, provavelmente, aplaudiu-o também!
De tudo que vi de música clássica este ano, na série do Globo, Dudamel dividiu com Mogilevsky as minhas leigas ovações! BN
Esta semana fui jantar na casa de um grande colecionador, e fiquei encantada com o este trabalho de Adriana Varejão. MARAVILHOSO o prato gigante com castelo de areia e as costas todas em craquelé….SENSACIONAL!!!!