Arte e Cultura

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O ARTISTA GERALDO LAMEGO

 

Geraldo Lamego sempre foi um grande decorador carioca, seu bom gosto sempre chamou atenção nas inúmeras casa cor em que participou.

Lamego cursou Belas Artes e Arquitetura e, em Paris, estudou na Academie Julien.

Nos anos 70 e 80, Geraldo fez muito sucesso fazendo retratos no Rio e em São Paulo. Pintou mulheres famosas como Odile Rubirosa, Sylvia Bandeira, Silvia Amelia de Waldner, Marina Montini, Maria Bethânia, Sueli Stambowsky…

Adoro seus quadros, e como diz Geraldo, sua pintura é de um estilo um tanto concretista e fala forte da sua formação de arquiteto. Vejam a linda pintura de Lamego!

MP

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Geraldo Lamego
glamego@terra.com.br
cel: + 55 21 99985-5819
Casa: + 55 21 2541-7284

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UM GRANDE TALENTO INTERNACIONAL NINA JOORY

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Nina Joory

 

 Sabrina Joory é um talento, e e breve será sucesso internacional, podem acreditar!

Nina Joory, nome artístico, nascida em Geneve mas brasileira, tem apenas 21 anos e uma voz espetacular. Estudou a vida inteira em escolas internacionais por isso fala francês, português e inglês fluentemente, e pode cantar em todas estas línguas.
Atualmente está acabando a grande faculdade de musica Berklee College of Music em Boston para começar uma carreira que certamente será extraordinária!

 

ENTREVISTA SABRINA JOORY (NINA JOORY)

 MP: Desde quantos anos você gosta de musica? Sempre quis cantar?

NJ: Eu sempre gostei de musica. Minha mãe diz que eu parecia um rouxinol no berço, sempre cantarolando! Me sinto transportada por melodias e harmonias… sinto uma conexão e um sentimento muito forte com isso. Sempre cantei mas imagino que comecei a levar serio com uns 12 anos. Sempre foi um sonho, que parecia impossível… mas hoje boto fé e acredito que com motivação, esforço e disciplina você já está no meio do caminho.

MP: Quando foi a primeira vez que você cantou?

NJ: Acho que a primeira vez que eu cantei na frente de um monte de gente foi quando eu estava de ferias na Bahia… eu devia ter uns 6 anos, por ai! Estávamos jantando no restaurante do hotel que estava lotado neste dia, me levantei do nada e pedi pro violonista que estava tocando, se ele sabia tocar Garota de Ipanema (até parece… rs) e se ele podia tocar enquanto eu cantasse. Ele achou muito engraçado e me deixou cantar para o público. O mais engraçado foi que todo mundo achou que eu fosse parte do show! Pena que não tenho nenhum vídeo deste momento inesquecível…

 

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Nina Joory.

 

MP: Quais são os seus objetivos?  

NJ: Eu quero me estabelecer como cantora e compositora profissional. Eu amo cantar, gravar e dividir isso. Gosto de fazer parte do projeto inteiro: composição, produção, arranjo… (coitados dos produtores pois sempre estou querendo me meter no trabalho deles rs). Mas eu também quero muito compor para outros artistas, porque cada artista tem seu som, e também quero poder compor coisas que não necessariamente combinariam com minha imagem ou meu repertorio. Acho que é um jeito de poder se expressar de uma maneira “disfarçada”, podendo explorar alter egos sem estar no “spotlight”.

MP: Qual seu maior sonho? 

NJ: O meu maior sonho é ser conhecida como uma artista pop brasileira que canta em português e em inglês… mais ou menos que nem a Shakira, que é conhecida tão bem nos Estados Unidos como em seu próprio pais (Colômbia). Afinal, eu me sinto muito “americanizada”, pois sempre ouvi musica em inglês, estudei a minha vida inteira em uma escola internacional com um “mindset” muito americano… E agora ainda mais desde que comecei à estudar nos EUA! Mas o meu maior sonho é poder unir estes dois mundos sem que vire um lance “world music”… Eu quero que o exterior conheça elementos da musica brasileira de hoje (sendo pop ou nem) e queria que incluísse isso no pop americano, que nem já esta sendo feito com batidas de Reggaeton, como por exemplo com a musica Sorry do Justin Bieber, ou até One Dance do Drake. Amaria poder ver o Brasil incluído neste universo latino que já é tão presente nos EUA.

 

MP: Quem é seu ídolo de musica? 

NJ:Essa pergunta sempre me dá crises de ansiedade, porque nunca sei como responder. Mas dois artistas que eu acho fora do comum são o Michael Jackson e a Beyoncé. Ambos tem uma voz incrível, uma presença de palco inigualável, e uma “soul” que transparece por todos os poros!… O Michael Jackson já deixou sua marca no pop, e também acho que a Beyoncé ainda será idolatrada por muito tempo.

 

MP: Qual musica você gosta mais?

NJ: Não tem como eu te falar qual musica gosto mais, mas a musica que mais me marcou desde o ano passado foi “Earned It” do The Weeknd, que faz parte da trilha sonora do filme “Cinqüenta Tons de Cinza”. Eu amo o cantor, acho os caminhos melódicos dele incríveis, acho o arranjo dessa musica maravilhoso e poderoso (especialmente o arranjo de cordas), e o universo da musica inteira que é muito sensual e “dreamy”. Fiquei tão amarrada nessa musica que fiz um cover, que alias é um mash-up (=mistura de musicas) com a musica da Beyoncé que também foi feita pro filme!

 

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Nina Joory.

 

MP: Qual foi o show que você mais gostou?

NJ: Vou ter que escolher dois… Fui ver o The Weeknd em Boston, que eu amei DEMAIS e achei incrível, e fui ver Coldplay esse verão em Zürich que achei maravilhoso também… a produção inteira do show foi algo surreal.

 

MP: Qual o seu livro preferido?

NJ: Um dos livros (peça de teatro) que me marcou demais, e que amei de paixão, foi Huis Clos (português: Entre Quatro Paredes) do escritor francês Jean-Paul Sartre. Acho o conceito da historia muito intrigante e me questionei bastante ao ler esta peça.

 

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Nina Joory.

 

MP: Qual é a sua cidade predileta? 

NJ: Não sei se seria a cidade ideal pra morar por vários motivos, mas eu sempre senti uma conexão e um amor muito forte pelo Rio de Janeiro. Apesar de eu ter vivido a vida inteira em Geneve, e só ter passado um mês por ano no Rio, eu me sinto bem mais brasileira do que Suíça, e adoro o Rio de Janeiro. Guardo lembranças incríveis de momentos da minha infância que passei aqui.

 

MP: O Brasil é um pais bom pra fazer musica?

NJ: Eu acho que depende muito do estilo de musica. Eu acho que a cena pop esta fazendo muito sucesso por aqui, então pra quem canta pop que nem eu, tem muitas vantagens.

 

MP: O que você acha da musica Brasileira?

NJ: Eu acho que a diversidade da musica brasileira é uma coisa incrível. Da MPB pro Pop, Funk, Sertanejo, Samba, Bossa Nova, Axé, etc… representa a mistura que o povo brasileiro é. Alias eu estava hoje assistindo uma entrevista do Jean-Paul Gaultier, dizendo o Brasil tem tudo a ver com a mistura… Que a mestiçagem da nossa cultura é o que faz dela uma coisa maravilhosa. Como cheguei há pouco aqui ainda estou conhecendo muitos artistas brasileiros, mas eu fiquei impressionada com a artista Karol Conká que conseguiu misturar Hip-Hop, musica eletrônica e samba de um jeito super homogé.

 

Nina contribuiu na versão da música “Bang” em inglês, de Anitta ( que ainda não foi lançada ), pelo contrato que fez com um A&R da Warner Music do Brasil. Nina conta que até agora, foi o trabalho mais interessante que já participou, pois a versão brasileira desta música gerou mais de 300 milhões de visualizações! Incrível não?

Abaixo dois videos de Nina cantando….

 

 

* Instagram : @ninajoory
* Snapchat : @sabzzj
* Facebook : http://www.facebook.com/ninajoory (Nina Joory)
* YouTube : https://www.youtube.com/channel/UC4YajKbfaFo3pyiFCHl5vWw (Nina Joory)
* SoundCloud : https://soundcloud.com/nina-joory (Nina Joory)
* Twitter: @ninajoory

Minha gente, esta menina vai longe pois é muito talentosa, muito disciplinada e tem uma voz sensacional!

 

 

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O LIVRO DO GRANDE DECORADOR FRANÇOIS CATROUX

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François Catroux é um dos grandes decoradores Parisienses que fazem parte do jet set internacional. Foi durante anos presença em todas as festas mais badaladas de Paris , recebia divinamente bem e decorou casas dos mais importantes Príncipes e Princesas, nobres e burgueses poderosos deste mundo.

Sua mulher, Betty Catroux, foi musa e melhor amiga do costureiro Yves Saint Laurent.

 

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Betty e François Catroux.

 

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Yves Saint Laurent e Betty Catroux.

 

Adorei a dedicatória de Betty : ” Nunca poderei agradecer suficientemente à François, por ter feito nossas vidas tão bela em todos os sentidos”

 

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A divina colagem do livro, onde François mostra alguns de seus amigos íntimos como Loulou de la Falaise, Pierre Bergé, Yves Saint Laurent, Marie Hélène de Rothschild, Diane de Furstenberg…

 

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MP

 

 

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“A MUSA DE PROUST: A CONDESSA DE GREFFULHE”… EXPOSIÇÃO IMPERDÍVEL EM NYC!

 

Exposição maravilhosa das roupas da "musa fashion" da 'Bélle-Epoque", a Condessa de
Exposição maravilhosa das roupas da “musa fashion” da ‘Belle-Époque”, a Condessa de Greffulhe, na FIT de NYC: imperdível!

 

Apaixonada por Marcel Proust e seu primoroso “Em Busca do Tempo Perdido”, vibrei quando a queridíssima Patrícia Peltier me soprou sobre a exposição que acontece desde setembro, e até 7 de janeiro de 2017, no FIT (FASHION INSTITUTE OF TECHNOLOGY) de NYC, cujo teor é a grande musa feminina do autor e inspiração para uma de suas principais personagens e deste post também.

 

Esta é a estilosíssima Princesa Élizabeth de Caraman-Chimay, Sra de Greffulhe, que arrasou nos salões parisienses, tornando-se inspiração para personagem do grande Marcel Proust!
Esta é a estilosíssima Princesa Élizabeth de Caraman-Chimay, Sra de Greffulhe, que arrasou nos salões parisienses, tornando-se inspiração para personagem do grande Marcel Proust!

 

Corri pra pesquisar sobre o tema e, quando me dei conta, tinha passado o dia mergulhada em dezenas de artigos fascinantes sobre a montagem da mostra, que me levaram à uma espécie de viagem fantástica num tempo de pura magia e beleza, pelo reino encantado da rainha dos salões parisienses da “Belle Époque” ou “A Musa de Proust, a Condessa de Greffulhe”.

 

Este é o "Lily dress" ou o vestido dos lírios, do estilista Charles-Frederic Worth, de veludo negro bordado em seda marfim e pérolas, "linha princesa" atípica pra época pra 1896 quando a condessa o usou.
Uma das atrações da mostra é o “Lily dress” ou o vestido dos lírios, do estilista Charles-Frederick Worth, de veludo negro com aplicações em seda marfim e pérolas, “linha princesa” atípica pra 1896, quando a condessa o usou: ela sempre ditou sua própria moda!

 

Nascida Princesa Élizabeth de Caraman-Chimay (1860-1952), a Condessa Henri Greffulhe é considerada o principal molde na construção da personagem Oriane, a espirituosa Duquesa de Guermantes: a Condessa de Chevigné e Genevieve Bizet completam o triunvirato de inspiração, onde é Greffulhe quem pontifica. O “Proustianista” Benjamin Taylor, justificando a tese, preconiza em seu delicioso “Proust: The Search”: “Depois de Élizabeth Greffulhe simplesmente não havia mais para onde “escalar” (socialmente)… Ela era o gol de todo snob!”.

 

Este exótico vestido, também de Worth, era um "tea gown", como explica o letreiro da mostra, ou um "vestido de chá"... Verde esmeralda, cor preferida de Élizabeth, e azul pavão, ele é de seda, veludo e "renda valenciana" é outra atração de seu guarda-roupa!
Este exótico vestido, também de Worth, era um “tea gown”, como explica o letreiro da mostra, ou um “vestido de chá”… Verde esmeralda, cor preferida de Élizabeth, e azul pavão, ele é de seda, veludo e “renda valenciana” é outra atração de seu guarda-roupa, de 1897.

 

Semelhantes em suas “origens aristocráticas”, muito estilo pra viver e vestir-se e casamentos de aparência com nobres mulherengos e grosseiros, ficção e realidade se confundem somente na forma. A infelicidade amorosa que fragilizou a Duquesa nas páginas de Proust, tornou a real Élizabeth culta e cultivada, transformando-a numa das  grande mecenas de sua época: da emblemática Cia “Ballets Russes” à genialidades dos estudos radioativos da polonesa Marie Curier (primeira mulher a ganhar um Prêmio Nobel), nenhuma excelência escapou dos seus cuidados e patrocínio.

 

Eis o "vestido bizantino" que Greffulhe usou no casamento da filha. Feito em lamê dourado e todo "encrustado" em pérolas e arrematado com vison, tem autoria master: é dos primeiros modelos do então jovem estilista Paul Poiret! 1904.
Eis o “vestido bizantino” que Greffulhe usou no casamento da filha. Feito em lamê dourado e todo “encrustado” em pérolas e arrematado com vison, tem autoria master: é dos primeiros modelos do então jovem estilista Paul Poiret, em 1904.

 

Só que estamos no século XXI, em NYC e um dos seus templos de estudo “fashion”, o FIT. Por isso, toda esta relevância acima é apenas moldura para a o ângulo da musa a ser explorado: o estilo único de vestir-se da Condessa de Greffulhe atravessou o oceano Atlântico (depois de exposto no Palais Galliera, do Museu da Moda da Cidade de Paris, para onde foi doado este precioso acervo) e desembarcou em Manhattan, onde anda encantando a todos.

 

"By Nina Ricci" é este "evening ensemble" ou "duas peças" para noite: vestido e bolero feitos em seda, lã e plumas de avestruz a condessa, em 1937!
“By Nina Ricci” é este “evening ensemble” ou “duas peças” para noite: vestido e bolero feitos em seda, lã e plumas de avestruz a condessa, em 1937: podíamos usá-lo hoje, com louvor!

 

Os que tiverem o privilégio de visitar a mostra, verão o guarda-roupa de uma mulher visionária que entendeu, cem anos antes, o significado artístico que o mundo da moda assumiria, em nossos dias, bem como o efeito “midiático” que uma bela roupa pode causar. Por isso, tratou como grandes mestres, artistas do quilate de Charles-Frederick Worth, Fortuny, Paul Poiret, Nina Ricci, Jeanne Lanvin, Louiseboulanger. Para ilustrar este parágrafo, transcrevo um comentário seu para o poeta dandi Robert de Montesquieu, em cartas que trocaram, ao longo da vida: “Nada é comparável ao prazer que uma mulher sente ao roubar os olhares de todos e, com eles, a maravilhosa energia da admiração”.

 

Feito para o verão de 1937, este vestido de noite em tule e "musseline" é assinado por Jeanne Lanvin: luxo só!
Feito para o verão de 1937, este vestido de noite em tule e “musseline” é assinado por Jeanne Lanvin: luxo só!

 

A exposição é composta por 40 peças do acervo da Condessa (sendo 28 vestidos mais acessórios como sapatos, chapéus, luvas e até meias de seda), mais uma coleção de fotografias que ilustram e complementam os “looks” exibidos.
Programa mais que legal pra quem estiver por lá: vejam, um pouquinho, nas fotos! BN

CLIQUE AQUI PARA O SITE DO MUSEU DA FIT!

 

Amei estes quimonos, by Vitaldi Babani, anos 1920!
Amei estes quimonos, by Vitaldi Babani, anos 1920!

 

Esta é a capa russa, inicialmente um vestido de noite que Élizabeth ganhou do Czar Nicolau II, quando este esteve em Paris, em 1896. Sem cerimônia e com a ajuda de Worth, ela transformou-o em capa para dias de gala! Adorando esta condessa!
Esta é a capa russa, inicialmente um vestido de noite que Élizabeth ganhou do Czar Nicolau II, quando este esteve em Paris, em 1896. Sem cerimônia e com a ajuda de Worth, ela transformou-o em capa para dias de gala! Adorando esta condessa!

 

Fecho com este glorioso sapato vermelho, em brocado e salto alto, da casa "Louis Heels", de 1905... Mais? Só tendo a sorte de visitar a exposição!
Fecho com este glorioso sapato vermelho, em seda adamascada e salto alto, da casa “Louis Heels”, de 1905… Mais? Só tendo a sorte de visitar a exposição!

 

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