Geraldo Lamego sempre foi um grande decorador carioca, seu bom gosto sempre chamou atenção nas inúmeras casa cor em que participou.
Lamego cursou Belas Artes e Arquitetura e, em Paris, estudou na Academie Julien.
Nos anos 70 e 80, Geraldo fez muito sucesso fazendo retratos no Rio e em São Paulo. Pintou mulheres famosas como Odile Rubirosa, Sylvia Bandeira, Silvia Amelia de Waldner, Marina Montini, Maria Bethânia, Sueli Stambowsky…
Adoro seus quadros, e como diz Geraldo, sua pintura é de um estilo um tanto concretista e fala forte da sua formação de arquiteto. Vejam a linda pintura de Lamego!
Sabrina Joory é um talento, e e breve será sucesso internacional, podem acreditar!
Nina Joory, nome artístico, nascida em Geneve mas brasileira, tem apenas 21 anos e uma voz espetacular. Estudou a vida inteira em escolas internacionais por isso fala francês, português e inglês fluentemente, e pode cantar em todas estas línguas.
Atualmente está acabando a grande faculdade de musica Berklee College of Music em Boston para começar uma carreira que certamente será extraordinária!
ENTREVISTA SABRINA JOORY (NINA JOORY)
MP: Desde quantos anos você gosta de musica? Sempre quis cantar?
NJ: Eu sempre gostei de musica. Minha mãe diz que eu parecia um rouxinol no berço, sempre cantarolando! Me sinto transportada por melodias e harmonias… sinto uma conexão e um sentimento muito forte com isso. Sempre cantei mas imagino que comecei a levar serio com uns 12 anos. Sempre foi um sonho, que parecia impossível… mas hoje boto fé e acredito que com motivação, esforço e disciplina você já está no meio do caminho.
MP: Quando foi a primeira vez que você cantou?
NJ: Acho que a primeira vez que eu cantei na frente de um monte de gente foi quando eu estava de ferias na Bahia… eu devia ter uns 6 anos, por ai! Estávamos jantando no restaurante do hotel que estava lotado neste dia, me levantei do nada e pedi pro violonista que estava tocando, se ele sabia tocar Garota de Ipanema (até parece… rs) e se ele podia tocar enquanto eu cantasse. Ele achou muito engraçado e me deixou cantar para o público. O mais engraçado foi que todo mundo achou que eu fosse parte do show! Pena que não tenho nenhum vídeo deste momento inesquecível…
Nina Joory.
MP: Quais são os seus objetivos?
NJ: Eu quero me estabelecer como cantora e compositora profissional. Eu amo cantar, gravar e dividir isso. Gosto de fazer parte do projeto inteiro: composição, produção, arranjo… (coitados dos produtores pois sempre estou querendo me meter no trabalho deles rs). Mas eu também quero muito compor para outros artistas, porque cada artista tem seu som, e também quero poder compor coisas que não necessariamente combinariam com minha imagem ou meu repertorio. Acho que é um jeito de poder se expressar de uma maneira “disfarçada”, podendo explorar alter egos sem estar no “spotlight”.
MP: Qual seu maior sonho?
NJ: O meu maior sonho é ser conhecida como uma artista pop brasileira que canta em português e em inglês… mais ou menos que nem a Shakira, que é conhecida tão bem nos Estados Unidos como em seu próprio pais (Colômbia). Afinal, eu me sinto muito “americanizada”, pois sempre ouvi musica em inglês, estudei a minha vida inteira em uma escola internacional com um “mindset” muito americano… E agora ainda mais desde que comecei à estudar nos EUA! Mas o meu maior sonho é poder unir estes dois mundos sem que vire um lance “world music”… Eu quero que o exterior conheça elementos da musica brasileira de hoje (sendo pop ou nem) e queria que incluísse isso no pop americano, que nem já esta sendo feito com batidas de Reggaeton, como por exemplo com a musica Sorry do Justin Bieber, ou até One Dance do Drake. Amaria poder ver o Brasil incluído neste universo latino que já é tão presente nos EUA.
MP: Quem é seu ídolo de musica?
NJ:Essa pergunta sempre me dá crises de ansiedade, porque nunca sei como responder. Mas dois artistas que eu acho fora do comum são o Michael Jackson e a Beyoncé. Ambos tem uma voz incrível, uma presença de palco inigualável, e uma “soul” que transparece por todos os poros!… O Michael Jackson já deixou sua marca no pop, e também acho que a Beyoncé ainda será idolatrada por muito tempo.
MP: Qual musica você gosta mais?
NJ: Não tem como eu te falar qual musica gosto mais, mas a musica que mais me marcou desde o ano passado foi “Earned It” do The Weeknd, que faz parte da trilha sonora do filme “Cinqüenta Tons de Cinza”. Eu amo o cantor, acho os caminhos melódicos dele incríveis, acho o arranjo dessa musica maravilhoso e poderoso (especialmente o arranjo de cordas), e o universo da musica inteira que é muito sensual e “dreamy”. Fiquei tão amarrada nessa musica que fiz um cover, que alias é um mash-up (=mistura de musicas) com a musica da Beyoncé que também foi feita pro filme!
Nina Joory.
MP: Qual foi o show que você mais gostou?
NJ: Vou ter que escolher dois… Fui ver o The Weeknd em Boston, que eu amei DEMAIS e achei incrível, e fui ver Coldplay esse verão em Zürich que achei maravilhoso também… a produção inteira do show foi algo surreal.
MP: Qual o seu livro preferido?
NJ: Um dos livros (peça de teatro) que me marcou demais, e que amei de paixão, foi Huis Clos (português: Entre Quatro Paredes) do escritor francês Jean-Paul Sartre. Acho o conceito da historia muito intrigante e me questionei bastante ao ler esta peça.
Nina Joory.
MP: Qual é a sua cidade predileta?
NJ: Não sei se seria a cidade ideal pra morar por vários motivos, mas eu sempre senti uma conexão e um amor muito forte pelo Rio de Janeiro. Apesar de eu ter vivido a vida inteira em Geneve, e só ter passado um mês por ano no Rio, eu me sinto bem mais brasileira do que Suíça, e adoro o Rio de Janeiro. Guardo lembranças incríveis de momentos da minha infância que passei aqui.
MP: O Brasil é um pais bom pra fazer musica?
NJ: Eu acho que depende muito do estilo de musica. Eu acho que a cena pop esta fazendo muito sucesso por aqui, então pra quem canta pop que nem eu, tem muitas vantagens.
MP: O que você acha da musica Brasileira?
NJ: Eu acho que a diversidade da musica brasileira é uma coisa incrível. Da MPB pro Pop, Funk, Sertanejo, Samba, Bossa Nova, Axé, etc… representa a mistura que o povo brasileiro é. Alias eu estava hoje assistindo uma entrevista do Jean-Paul Gaultier, dizendo o Brasil tem tudo a ver com a mistura… Que a mestiçagem da nossa cultura é o que faz dela uma coisa maravilhosa. Como cheguei há pouco aqui ainda estou conhecendo muitos artistas brasileiros, mas eu fiquei impressionada com a artista Karol Conká que conseguiu misturar Hip-Hop, musica eletrônica e samba de um jeito super homogé.
Nina contribuiu na versão da música “Bang” em inglês, de Anitta ( que ainda não foi lançada ), pelo contrato que fez com um A&R da Warner Music do Brasil. Nina conta que até agora, foi o trabalho mais interessante que já participou, pois a versão brasileira desta música gerou mais de 300 milhões de visualizações! Incrível não?
François Catroux é um dos grandes decoradores Parisienses que fazem parte do jet set internacional. Foi durante anos presença em todas as festas mais badaladas de Paris , recebia divinamente bem e decorou casas dos mais importantes Príncipes e Princesas, nobres e burgueses poderosos deste mundo.
Sua mulher, Betty Catroux, foi musa e melhor amiga do costureiro Yves Saint Laurent.
Betty e François Catroux.
Yves Saint Laurent e Betty Catroux.
Adorei a dedicatória de Betty : ” Nunca poderei agradecer suficientemente à François, por ter feito nossas vidas tão bela em todos os sentidos”
A divina colagem do livro, onde François mostra alguns de seus amigos íntimos como Loulou de la Falaise, Pierre Bergé, Yves Saint Laurent, Marie Hélène de Rothschild, Diane de Furstenberg…
Exposição maravilhosa das roupas da “musa fashion” da ‘Belle-Époque”, a Condessa de Greffulhe, na FIT de NYC: imperdível!
Apaixonada por Marcel Proust e seu primoroso “Em Busca do Tempo Perdido”, vibrei quando a queridíssima Patrícia Peltier me soprou sobre a exposição que acontece desde setembro, e até 7 de janeiro de 2017, no FIT (FASHION INSTITUTE OF TECHNOLOGY) de NYC, cujo teor é a grande musa feminina do autor e inspiração para uma de suas principais personagens e deste post também.
Esta é a estilosíssima Princesa Élizabeth de Caraman-Chimay, Sra de Greffulhe, que arrasou nos salões parisienses, tornando-se inspiração para personagem do grande Marcel Proust!
Corri pra pesquisar sobre o tema e, quando me dei conta, tinha passado o dia mergulhada em dezenas de artigos fascinantes sobre a montagem da mostra, que me levaram à uma espécie de viagem fantástica num tempo de pura magia e beleza, pelo reino encantado da rainha dos salões parisienses da “Belle Époque” ou “A Musa deProust, a Condessa de Greffulhe”.
Uma das atrações da mostra é o “Lily dress” ou o vestido dos lírios, do estilista Charles-Frederick Worth, de veludo negro com aplicações em seda marfim e pérolas, “linha princesa” atípica pra 1896, quando a condessa o usou: ela sempre ditou sua própria moda!
Nascida Princesa Élizabeth de Caraman-Chimay (1860-1952), a Condessa HenriGreffulhe é considerada o principal molde na construção da personagem Oriane, a espirituosa Duquesa de Guermantes: a Condessa de Chevigné e Genevieve Bizet completam o triunvirato de inspiração, onde é Greffulhe quem pontifica. O “Proustianista” Benjamin Taylor, justificando a tese, preconiza em seu delicioso “Proust: The Search”: “Depois de Élizabeth Greffulhe simplesmente não havia mais para onde “escalar” (socialmente)… Ela era o gol de todo snob!”.
Este exótico vestido, também de Worth, era um “tea gown”, como explica o letreiro da mostra, ou um “vestido de chá”… Verde esmeralda, cor preferida de Élizabeth, e azul pavão, ele é de seda, veludo e “renda valenciana” é outra atração de seu guarda-roupa, de 1897.
Semelhantes em suas “origens aristocráticas”, muito estilo pra viver e vestir-se e casamentos de aparência com nobres mulherengos e grosseiros, ficção e realidade se confundem somente na forma. A infelicidade amorosa que fragilizou a Duquesa nas páginas de Proust, tornou a real Élizabeth culta e cultivada, transformando-a numa das grande mecenas de sua época: da emblemática Cia “Ballets Russes” à genialidades dos estudos radioativos da polonesa Marie Curier (primeira mulher a ganhar um Prêmio Nobel), nenhuma excelência escapou dos seus cuidados e patrocínio.
Eis o “vestido bizantino” que Greffulhe usou no casamento da filha. Feito em lamê dourado e todo “encrustado” em pérolas e arrematado com vison, tem autoria master: é dos primeiros modelos do então jovem estilista Paul Poiret, em 1904.
Só que estamos no século XXI, em NYC e um dos seus templos de estudo “fashion”, o FIT. Por isso, toda esta relevância acima é apenas moldura para a o ângulo da musa a ser explorado: o estilo único de vestir-se da Condessa de Greffulhe atravessou o oceano Atlântico (depois de exposto no Palais Galliera, do Museu da Moda da Cidade de Paris, para onde foi doado este precioso acervo) e desembarcou em Manhattan, onde anda encantando a todos.
“By Nina Ricci” é este “evening ensemble” ou “duas peças” para noite: vestido e bolero feitos em seda, lã e plumas de avestruz a condessa, em 1937: podíamos usá-lo hoje, com louvor!
Os que tiverem o privilégio de visitar a mostra, verão o guarda-roupa de uma mulhervisionária que entendeu, cem anos antes, o significado artístico que o mundo da moda assumiria, em nossos dias, bem como o efeito “midiático” que uma bela roupa pode causar. Por isso, tratou como grandes mestres, artistas do quilate de Charles-Frederick Worth, Fortuny, Paul Poiret, Nina Ricci, Jeanne Lanvin, Louiseboulanger. Para ilustrar este parágrafo, transcrevo um comentário seu para o poeta dandi Robert de Montesquieu, em cartas que trocaram, ao longo da vida: “Nada é comparável ao prazer que uma mulher sente ao roubar os olhares de todos e, com eles, a maravilhosa energia da admiração”.
Feito para o verão de 1937, este vestido de noite em tule e “musseline” é assinado por Jeanne Lanvin: luxo só!
A exposição é composta por 40 peças do acervo da Condessa (sendo 28 vestidos mais acessórios como sapatos, chapéus, luvas e até meias de seda), mais uma coleção de fotografias que ilustram e complementam os “looks” exibidos. Programa mais que legal pra quem estiver por lá: vejam, um pouquinho, nas fotos! BN
Amei estes quimonos, by Vitaldi Babani, anos 1920!
Esta é a capa russa, inicialmente um vestido de noite que Élizabeth ganhou do Czar Nicolau II, quando este esteve em Paris, em 1896. Sem cerimônia e com a ajuda de Worth, ela transformou-o em capa para dias de gala! Adorando esta condessa!
Fecho com este glorioso sapato vermelho, em seda adamascada e salto alto, da casa “Louis Heels”, de 1905… Mais? Só tendo a sorte de visitar a exposição!