Olhem que maravilha esta oportunidade de participar das gravações do ESPECIAL de Roberto Carlos na Rede Globo!Você quer ir?
Muita gente quando escuta uma música do Rei lembra de algum momento marcante da vida, não é?
A produção do ESPECIAL DE ROBERTO CARLOS abriu um espaço para você mandar um vídeocontando qual a música do Rei é inesquecível, e quais recordações a canção traz para você.
A MELHOR HISTÓRIA VAI GANHAR UMA SURPRESA DO REI !
Os donos das melhores histórias terão a chance de vir assistir a uma das gravações do especial.
As histórias pré selecionadas serão gravadas pelo diretor Jayme Monjardim no dia 30 de outubro no Projac e serão mostradas em um telão durante o especial.
Serão dois dias de gravações: um dia com os famosos e no outro o show, no dia 21 de novembro, no Citibank Hall no Rio de Janeiro!
Eis a Divã, num momento relax, pois tive o privilégio de também vê-los ensaiar: aí você vivencia a harmonia do grupo!
Este post conta uma história linda de amor e paz, já que um não existe sem o outro.
Na minha semana musical, em Salzburg, vi apresentar-se o top da música clássica atual. Mas o espetáculo que mais me emocionou foi, sem a menor dúvida, a performance de uma jovem orquestra que talvez ainda não tenha a mais apurada técnica ou os maiores nomes. Mas isto é o de menos, em se tratando da WEST-EASTERNDIVAN ORCHESTRA.
O passe-partout que me deu direito a entrar no ensaio e nas partes reservadas dos teatros: são como passaportes de “adesão” , ao grupo de patronos, que fazem o Festival acontecer. ” Aderindo”, a sua contribuição ajuda na sua realização!
Saída do coração de um dos mais talentosos maestros em atividade, o maravilhoso “hermano” Daniel Barenboim, a DIVAN nasceu, do acaso, e tornou-se uma bandeira viva de fé e esperança. Tive o privilégio de assistir ao seu ensaio, pela manhã, e atuação à noite: que show vê-los, como num tubo de laboratório, agindo e interagindo, desenvoltura perfeita em torno do comando, quase paternal, de seu regente. Achei-me diante da mais verdadeira harmonia!
Como Atena, que nasceu de uma dor de cabeça de Zeus, a Divã saiu de uma inspiração da cabeça de Daniel Barenboim. Na foto, com o spalla da Filarmônica de Berlim: as estrelas musicais adoram participar das apresentações deste timaço!
Sua trajetória começa quando Weimar, cidade alemã e patrimônio da humanidade, foi escolhida, em 1999, como capital cultural da Europa e Barenboim tornou-se o curador das atividades musicais. Entre outras providências, criou um curso para jovens instrumentistas que quisessem aprender a atuar em orquestra. Surpreso com a enorme quantidade de árabes inscritos, pediu ajuda ao amigo Edward Said e juntou-os, com a mesma quantidade de aprendizes judeus, para formar um grupo musical impensável, até então. Este encontro, abençoado, proporcionou a convivência de moços e moças cujos destinos talvez jamais se cruzassem, nos intervalos dos ensaios, durante as refeições e na hora do lazer sendo que, o principal, foi fazê-los “encontrar um espaço onde fosse possível produzir HARMONIA“, como tão bem definiu meu guru, Rafael Fonseca.
Outro ângulo do ensaio!
A experiência foi um tal sucesso que a orquestra tornou-se permanente e é uma emoção vê-los atuar: arrumada aos pares, há sempre um judeu sentado ao lado de um árabe, em equilíbrio numérico perfeito e emocional também: impossível não ser tocado pela vibração das notas e astral que eles emanam.
O spalla da Divan, Michael Barenboim, filho do regente, no ensaio matinal: chiquérrimo!Barenboim instruindo seus comandados!
A última barreira a ser transposta, no caminho deste grupo divino, foi a territorial. Como a geografia original era complicada, a cidade de Sevilha acolheu-os, oferecendo sede e passaporte espanhol para todos. Um final mais do que feliz, pra combinar com a tradição andaluz de incentivar e promover a tolerância religiosa, desde a época do reino de Granada, quando todos coabitaram em seu território, felizes e em paz.
Rafael Fonseca e Claudia Nogarotto no ensaio da Divan!
Volto a Rafael Fonseca, mestre que me introduziu ao culto da Divan e, não contente, ainda levou-me para ouví-la, dissertando sobre a palavra divã: “Este nome é pleno em significados: primeiro, foi o título de uma coletânea (Divan) de poemas orientais reunidos por Goethe; divan também era como chamavam a “Sala do Conselho”, na época do império turco e, por uso, passaram a serem chamadas, assim, as salas das casas, em algumas regiões árabes. Daí o nome daquele sofá, que depois Freud adotou, em seu consultório. Era Baremboim colocando árabes e judeus no divã”. BN
LOOKS DOS MÚSICOS!
A orquestra Divan deixando o teatro, depois do ensaio!
O GRAN FINALE, QUE RESUME ESTA ÓPERA:
Esta fofa, filha de membros da orquestra, que assistia com conforto ao ensaio, começa a chorar…A orquestra interrompe o ensaio, numa boa, para que a mãe, esta linda violinista, possa acudir sua baby.Mãe e filha, depois do ensaio: final feliz!
BN e András Schiff, no auditório da emblemática Universidade Festspielhaus, em Salzburg, quando assistimos a apresentação dos “alunos/revelação” da turma que se formava!
Este final de semana estará apresentando-se, no Rio e em São Paulo, o pianista e “levitador” húngaro, András Schiff.
Sim, levitar é o que ele faz quando senta-se ao piano, respira fundo e solta as maravilhosas mãos, contemplando a platéia com um som celestial, especialmente se a partitura for de Mozart, Bach ou Schumann, suas paixões: não é atoa que é considerado dos maiores artistas de seu tempo.
Mais uma preciosidade que vi em Salzburg… Saí com a nítida impressão que, depois de 15 minutos de concerto, ele e a banqueta já não se conectavam mais. E qual não foi a minha surpresa quando ouvi que alguns dos meus companheiros de empreitada ficaram com a mesma sensação. Então, plagiando mestre Ancelmo, a conferir!
Minha gratidão ao Professor Rafael Fonseca, maravilhoso também como dublé de fotógrafo. BN
Embaixador Ivan Cannabrava, BN e Claudia Nogarotto conversando com András Schiff sobre suas apresentações no BR!
Todas as maravilhosas músicas do incomparável MARVIN HAMLISCH, marcaram minha adolescencia, juventude, e minha vida. Momentos alegres, tristes, importantes, sem eu perceber, tinham o fundo musical de sua genialidade, em canções inesquecíveis…
Musicais da Broadway que assisti várias vezes, por pura paixão, como CHORUS LINE ( vi 8 vezes…) e THEY ARE PLAYING OUR SONG, e filmes inesquecíveis como James Bond- “O espião que me amava”, “Nosso amor de ontem” e “Golpe de Mestre”, fizeram parte de sua carreira premiadíssima com Oscars, Emmys e Tonys…
Compositor e maestro, o americano Marvin Hamlisch, faleceu em Los Angeles aos 68 anos de idade, esta semana, e quero aqui prestar nossa homenagem a este genio da música, que para sempre será lembrado.
Marvin Hamlisch nasceu em Nova York, em 1944, e fez seus estudos musicais na concorrida Juilliard School de New York, onde entrou aos 7 anos, e no Queens College.
Ele começou sua carreira na Broadway como pianista, antes de se lançar na composição de canções para filmes e musicais.
Marvin foi dos poucos artistas a conquistar os quatro prêmios mais importantes dos Estados Unidos: três Oscars (cinema), quatro Grammys (música), quatro Emmys (televisão) e um Tony (teatro), além de dois Golden Globes.
Recebeu seus três Oscars na mesma noite, em 1974, pela canção e música do filme “Nosso amor de ontem”, de Sydney Pollack, e pela melhor adaptação musical de “Golpe de mestre”, de George Roy Hill, para o qual adaptou as composições de Scott Joplin.
Seu musical “A Chorus Line” (1975), que lhe valeu o Tony e um prêmio Pulitzer.
Ainda entre os musicais, assinou as partituras de “They’re Playing Our Song” (1978), “A garota do adeus” (1993) e “Sweet Smell of Success” (2002).
No cinema, Marvin Hamlisch assinou composições originais de mais de 40 filmes, entre eles “007 – O espião que me amava” (1977), “Gente como a gente” (1980), “A escolha de Sophia” (1982), “Três homens e um bebê” (1987) e “Frankie e Johnny” (1991).
Sua última composição para o cinema foi em 2009, para “O informante” de Steven Soderbergh.
Marvin Hamlisch era amigo íntimo de Barbra Streisand, que atuou ao lado de Robert Redford em “Nosso amor de ontem”. Ele foi diretor musical de suas turnês americana e britânica em 1994, e do programa para a televisão “Barbra Streisand: The Concert”, que lhe valeu dois Emmy Awards.
No show de ano novo que Barbra Streisand fez em Las Vegas, ele foi regiamente e merecidamente homenageado. Amigos comuns sempre contaram o quão doce, simples, sem nenhuma pretensão, e talentoso este grande artista era.
Aqui no 40 FOREVER, um pouco dos maravilhosos momentos que ele nos proporcionou com suas músicas, cantadas por grandes nomes !
AC
MARVIN HAMLISCH entre Jon Corzine e Lily Safra, sua grande amiga