Stevie Wonder e Gilberto Gil in Rio: cantando na deslumbrante Copacabana…
Sob uma lua prateada deslumbrante e diante de uma platéia de mais de 500 mil pessoas, que dançavam como se não houvesse amanhã, dois ícones da música pop presentearam o Rio com um show de natal mágico, nas areias de Copacabana: os maiorais StevieWonder e Gilberto Gil.
O público começando a chegar pro show!
Conta a lenda que Napoleão, extasiado diante da apoteótica praça de São Marco, em Veneza, concluiu: eis o maior salão de baile do mundo…
Acho que se ele tivesse ido ao show de ontem, teria mudado seu comentário….
Vejam nas fotos! BN
Gil abriu a noite abafando: a praia inteira dançou sob sua batuta…
A talentosa Preta Gil deu canja no show do pai: foi recebida ao som do clássico baiano “Preta, Preta, Pretinha”: A-MEI!
Stevie Wonder não deixou por menos: chegou, para sua super apresentação, também muito bem acompanhado pelos três filhos foférrimos!
Stevie bateu um bolão com o vozeirão que o consagrou, músicas consagradas de seu repertório, temas de natal e presentes como as brasileirérrimas “Garota de Ipanema” e “Samba de Uma Nota Só”.
No final da noite feliz, dueto de Stevie e Gil: entre outras, “Só Chamei Porque Te Amo” e/ou “I Just Call”: sensacional!
BN entre as filhas adoradas Isabel e Maria Teixeira de Mello, chegando para o show: farra em família…
Martha Castilho posando, linda, com o maravilhoso Jackson, um dos tecladistas da banda de Stevie!
Isabel, Marta e BN esquentando os tamborins nas areias da Copa!
O craque Luiz Oscar Niemeyer, produtor responsável pela noite maravilhosa!
Na platéia: Cristine Paes, BN, Silvia Fendi Venturini (responsável, entre outras proezas, pelo revival, nos 90ties, da bolsa Baguette, by Fendi bien sûre), Martha Castilho e MP!
Stevie entre Luiz Oscar e seu braço direito Luiz Guilherme Niemeyer: confraternizando depois do sucesso da noite!
BN, mega bem acompanhada pelos reis da noite, Stevie Wonder e Gilberto Gil: Papai Noel existe e chama-se Lulu Niemeyer!!!!!
“(…) pianista profunda e refinada (…). Seu Mozart é articulado e não menos claro e expressivo do que o de Perahia ou o de Uchida. Seu Scarlatti demonstra um majestoso controle de timbre. Assim como seus compatriotas, tais como Guiomar Novaes ontem e Nelson Freire hoje, ela possui um extraordinário colorido sonoro que a torna uma intérprete perfeita de Debussy e Messiaen. ” Eric Dahan, Jornal Francês Libération – “Le Piano Rare de Sonia Rubinsky”
Sonia Rubinsky foi aclamada pelo New York Times, Libération e vários outros jornais como uma das melhores pianistas de sua geração. Ela foi vencedora do Grammy por um disco dedicado a Villa Lobos, premiada pela Associação Paulista de Críticos de Arte como “Melhor Recital do Ano”, ganhadora do prêmio William Petschek da Juilliard School e do Primeiro Prêmio da International Artists em Nova York, a pianista Sonia Rubinsky se destaca por um estilo ao mesmo tempo poético e percussivo que representa os ritmos e melodias populares do Brasil embora intimamente ligada ao repertório clássico e romântico europeu.
Ela é paulista mora em Paris e está no Rio para uma única apresentação. Sonia Tocará na integra a Suite para Piano e Orquestra do compositor carioca Villa- lobos, com a orquestra filarmônica de Minas Gerais, sob a regência do maestro Fabio Mechetti, AMANHÃ, Sábado dia 24 de Novembro, as 21 horas no Teatro Municipal.
Com certeza será o melhor programa do Rio de janeiro para quem gosta de música clássica, IMPERDÍVEL!
Ver e ouvir o Tony Bennett cantar é sempre um deleite total! Dono de uma das mais belas vozes do mundo, o superstar se apresenta no Brasil na última semana de novembro e na primeira de dezembro, e seu último CD, VIVA Duets, conta com a participação de grandes nomes da música brasileira, como Ana Carolina e Maria Gadú.
Abaixo mais um pouco deste grande artista que já vimos aqui no 40 Forever!
Meu desbravador dos sertões da música clássica Rafael Fonseca!
Meu maravilhoso mestre e personal Vergílio, isto mesmo pois como o poeta, ele é o melhor condutor pelo mundo celestial da música… Trato de Rafael Fonseca que visita o nosso BLOG para contar sobre sua última incursão musical: são as viagens mais fantásticas! BN
RAFAEL FONSECA:
” Quem nunca ouviu dizer que Salzburg é a Meca da Música Clássica? Que seu festival é o mais importante do mundo? Não retiro um único milímetro disso: Salzburg é a cidade da música par excellence — e estamos conversados. Neste último Festival de Verão, tive a honra de formar um seleto grupo e levar uma das três blogueiras mais chique das Américas comigo: Bebel Niemeyer. Ela e Paulo puderam conferir a grandiosidade do que é apresentado na charmosíssima cidade de Mozart. Vimos e ouvimos András Schiff, Daniel Barenboim,Mariss Jansons e todo um elenco estelar que você só pode ter, assim, reunido, lá mesmo.
BN e Rafael Fonseca na maravilhosa Salzsburg!
Salzburg é isso, é tradição. Você vai ver pessoas trajadas inteiramente de tirolês, vai se sentar — como aconteceu conosco — perto de pessoas mundialmente famosas. Bebel sentou-se a uma cadeira de Angela Merkel; outra vez ficamos logo atrás do maestro Simon Rattle (que foi ouvir a mulher, Magdalena Kožená no Mozarteum); e ainda numa outra, num frenesi que abalou todo o teatro, estávamos pertinho da diva maior do momento, a russa Anna Netrebko, o que deixou o nosso Embaixador Cannabrava quase sem ar! Até um bom papo com András Schiff pudemos ter, como Bebel já noticiou aqui.
Mas eu me sentei aqui para escrever sobre Edimburgo. Então, se Salzburg está com essa bola toda, pra que ir pra Edimbrá? Essa é uma pergunta que pode passar pela cabeça de vocês. Bom, um primeiro motivo pode ser o econômico [risos], já que a capital escocesa é sensivelmente mais em conta que a cidadela austríaca. Mas o EdinburghInternational Festival tem o seu charme, deixe-me fazer, aqui, sua defesa.
O Festival de Edimburgo é o maior festival de artes do mundo. A programação é inacreditável, você pode assistir a excelentes produções shakespearianas de teatro, ver dança moderna (inclusive, nossa Debora Colker estava lá), ver balé tradicional, exposições (havia uma mostra ótima de Van Gogh e Kandisnki), ver espetáculos típicos (a Cavalaria Real, por exemplo), e uma programação de Música Clássica de peso. As datas coincidem com Salzburg e pode-se dizer que são festivais concorrentes. O que Edimburgo tem como vantagem, se Salzburg é tão especial?
O que atrai na capital escocesa é essa diversidade. Sim, porque além da enorme programação oficial, ainda tem o Fringe, que é a programação paralela. Nela você tem Pubs virando teatro para apresentações alternativas, antigas igrejas virando casas de jazz, malabaristas na rua, corais jovens nas praças, shows nos parques. Não haverá um único terráqueo se sentindo fora do lugar. E são coisas do mundo inteiro: como eu já citei, estava lá a Debora Colker com o espetáculo “Tatyana” e o ator Guilherme Leme com a peça “O Estrangeiro”.
E na parte musical, como eles sacaram que tradição era o peixe de Salzburg, então eles vendem inovação. Com nomes também muito importantes, como Esa-Pekka Salonem, Iván Fischer ou Daniil Trifonov, eles dão espaço a obras interessantíssimas. Pude conhecer peças sinfônicas do letão Pēteris Vasks, da sul-coreana Unsuk Chin, do italiano Giacinto Scelsi, todos compositores de porte.
E depois você pode dar uma esticadinha até Saint Andrews, a uma hora e meia de carro dali, cidade universitária das mais charmosas — onde, aliás, Kate conheceu William, com paisagens fantásticas! Nada se parecerá com o interior britânico, aquela vegetação que parece ter sido planejada por paisagistas.
Ruínas da antiga Catedral, em Saint Andrews.
E você pode dar, ainda, uma esticada até Inverness, a capital dos Highlands!
Por tudo isso, dou minha dica: podendo, faça como eu fiz esse ano, 10 dias em Salzburg e mais 10 dias em Edinburgh (antes ou depois, não importa!), e você vai alimentar sua alma de música e arte com experiências incríveis!” RF