A obscura princesa alemã, Sofia Augusta Frederica de Anhalt-Zetbst- Dornburg, que foi levada pra Rússia com 14 anos para tornar-se Catarina, a Grande!
Quer uma maravilhosa dica de livro, para o próximo fim- de- semana? Eu tenho uma imperdível…
Eis meu atual livro de cabeceira: imperdível!
Trata-se de “Catarina a Grande, Retrato de uma Mulher”, Editora Rocco, do historiador americano, Robert K. Massie, especialista em história russa e ganhador de um Prêmio Pulitzer, pela biografia de “Pedro, o Grande”.
O Tsar Pedro III, marido de Catarina e trampolim para sua ascensão ao trono russo!
Além de um trabalho árduo de pesquisa e sua vasta cultura, Massie também apóia o livro em cartas pessoais e diários das pessoas envolvidas: eles dão ao seu texto uma particularidade e frescor indispensáveis ao ritmo da narrativa, sem perder de vista o estrito caminho da história, causando um efeito arrebatador: quando transcreve trechos em que as personagens falam na primeira pessoa, nos sentimos interlocutores, dentro de sua maravilhosa trama.
Palácio de verào de Catarina, que abriga a famosa sala de âmbar!
Estou acabando o livro, já saudosa de todos os que brilharam ou não em suas páginas. É que Massie capricha tanto na descrição “psico-histórica” de seus personagens e contextualização do universo em que vai trabalhar, que acabei me sentindo íntima de seus heróis: vou sentir saudades…
Especialmente de Catarina que, na média, passa de ano com louvor.
Só o Hermitage já lhe garantiu um lugar no Olimpo.
Eu recomendo “Catarina, A Grande”, com louvor! BN
Foi Catarina, a Grande, quem comprou o acervo inicial do maravilhoso museu Hermitage… Por este ato, teve seu lugar garantido no Olimpo!
Amanhã será um grande dia pois o sensacional e maravilhoso professor ManoelThomaz Caneiro estará lançando seu primeiro livro com o título de “Pense bem” que, com certeza, será o primeiro de vários… Suas alunas estão todas em polvorosa esperando este momento!
Há 2 anos e meio me mudei para o Rio de Janeiro, depois de viver durante 5 anos em Paris e 20 anos em Brasilia. Cheguei aqui meio perdida sem saber muito bem que rumo tomar e nem por onde começar… Tinha acabado de me separar, com 3 filhos maravilhosos e precisava repensar minha vida, quando uma querida amiga, Ana Paula Brugnara, me levou para uma palestra que nunca mais deixei de ir…
Durante estes anos aprendi muito; aprendi a repensar minha vida, a mudar os meus valores, a lidar melhor com o ser humano, a me conhecer, a achar soluções para os momentos difíceis da vida, aprendi muito sobre o amor, aprendi que temos sempre que perdoar o destino, e simplesmente aprendi o mais importante que é ser feliz com tudo que a vida nós dá! Manoel foi um presente naminha vida e queria poder dividir com vocês estes momentos mágicos que ele me proporcionou e me proporciona uma vez por semana nas suas palestras.
Este livro que estou louca para ler, terá certamente um pouco de tudo que aprendi com ele nestes tempos. Queria também agradecer muito ao Manoel por escrever uma coluna mensal para o nosso 40 forever, e cada vez uma mais incrível que a outra!
Vale a pena conhecer este ser humano maravilhoso, e tenho certeza que este livro será um sucesso para todas as suas alunas, somos mais de 250 por semana, que já amam ele, e para muitos que ainda não o conhecem e que terão o prazer de conhecer e aprender MUITO.
Manoel tem uma forma objetiva e simples de traduzir toda sua erudição e cultura para nossas vidas cotidianas. As aulas de Manoel são um prazer para a alma!
Amanhã na Argumento estaremos todas lá prestigiando este ser único que faz as nossas vidas valerem a pena serem MUITO BEM vividas!!!!
MP
Lançamento do livro amanhã terça feira dia 11 de junho as 19 horas na livraria Argumento.
E para as minhas queridas amigas paulistas o lançamento do livro será no dia 24 na livraria Vila, no shopping JK, as 19 horas.
Passei grande parte da vida complexada por não conseguir ler poesia, eu que amo ter um livro por perto pois considero este o melhor companheiro, depois dos humanos.
Por muito tempo tive dificuldades em ler poesia que hoje é um dos meus relaxantes mais eficientes!
De anta pra baixo, os auto-adjetivos eram diversos até o dia em que, me deliciando com o maravilhoso “Uma Vida Entre Livros”, do grande José Mindlin, onde ele conta a Odisséia de sua memorável biblioteca, descobri que Guita Mindlin, sua divina companheira e braço direito, sofria do mesmo mal que me assolava até então. Adotei o seu engenhoso método, ler em voz alta, que me caiu como uma luva, e hoje a poesia funciona como elixir para inebriar minha alma, em dia de esgotamento.
Aprendi um truque infalível para ler poesia, num liro de José Mindlin: recitá-la em voz alta, muda tudo!
Por isso, vibrei com o maravilhoso “Poesia Reunida, 1956 – 2006”, de Lélia Coelho Frota, lançamento da editora que o BLOG louva, a Bem-Te-Vi, coletânea divina de uma das maiores poetizas brasileiras do século XX. O texto é de uma tal riqueza, que passo a palavra aos mais habilitados, para comentá-lo.
DOS EDITORES:
“Até a data do cinquentenário da primeira publicação de Lélia CF, em 2006, quando ela própria reuniu os poemas, os livros já publicados e estabeleceu o que está neste livro como o códex da sua obra poética, como era próprio dela, a organização do pensamento e da criação, antes de tudo para uma apreciação mais perfeita”.
Heloísa Buarque de Holanda fala sobre “Poesia Reunida”, ouçamos:
DE HELOÍSA BUARQUE DE HOLANDA:
“O que mais asusta no conjunto da obra de Lélia CF, que a leitura deste volume agora nos permite, é a quantidade e diversidade de construções, falas, procedimentos, tonalidades, ritmos e universos semânticos, que a poeta habita e dispõe com displicente naturalidade. Hoje, os novos poetas de certa forma replicam esse procedimento, mas seguramente em outra direção””.
Lélia Coelho Frota, poeta divina e uma das fundadoras da Editora Bem -Te-Vi, que edita uma maravilhosa coletânea de sua poesia, com uma prévia seleção da autora: luxo só, como podemos constatar no texto abaixo.
UMA “PALHINHA” DE LÉLIA CF:
“RECÉM-CASADO”:
“É pelos corpos que nos perdemos
de nós mesmos, para nos ganharmos.
É pelo beijo que nos despedimos
para nos encontrarmos pelos olhos.
É pela pele que escaldamos
o que em nós havia de secreto:
e é o nosso corpo entregue um corpo estranho
pois pertence só a quem amamos
por quem morosamente devassamos
o alheamento da carne-
o barqueiro, o pastor que a atravessa
num profundo arremesso vagaroso
levantando ondas, ondas, ondas e ervas
a subir e descer vagas e montes
levando-me com ele à raia clara
onde água a quebrar-se eu me constele
na sua barca, conduzida à praia.”
Está deslumbrado? Pois a coletânea tem esta maravilha e muito, muito mais. Eu recomendo, pra ontem!!! BN
Não resisti à esta última informação: pra quem chegou agora, Lélia era “avó” dos ícones “Carminha e Tufão” e mãe de um dos maiores gênios da tele-dramaturgia brasileira: João Emanuel Carneiro. What a DNA!!!!!
Bom dia!
“CRISTO É VIVO” diria eu para vocês se estivéssemos hoje, domingo de Páscoa, na Rússia Imperial. E a vossa resposta seria: “ELE É VIVO DE FATO!”
Aprendi esta saudação, e muito mais, no maravilhoso livro “Os Ovos de Fabergé”, de Toby Faber, Editora Record. A pretexto de contar a vida e obra da família de joalheiros Fabergé, ele acaba tecendo o fio da meada da revolução russa de uma maneira inusitada, até seu fatídico final, sem perder de vista a interessante história da casa de jóias mais importante do país e seus preciosos ovos.
Alguns dos 54 “Ovos Imperiais” que Fabergé fez para a família real russa. Sobreviveram 46, espalhados mundo afora.
Que não por acaso foram inventados pelo tzar Alexandre III, na Páscoa de 1885, quando encomendou o primeiro, o ovo “Galinha”, para presentear sua adorada Maria Feodorovna, transformando em jóia a tradição ancestral da troca de ovos de galinha enfeitados no dia da comemoração da Ressurreição de Cristo, símbolizando a vida renovada pela “esperança da passagem”, na festa religiosa mais importante da Igreja Ortodoxa russa.
O ovo “Galinha” : o primeiro dos ovos imperiais, encomendado por Alexandre III na Páscoa de 1885, inaugurando o último sinônimo de esplendor da Rússia tzarina. Aparentemente sem mais, a grande surpresa é que o ovo, copiando uma boneca “matrioshka”, continha esta gema acima, feita de ouro e dentro dela uma galinha, idem, idem.
O “Ovo Militar em aço”: o último a ser feito, na Páscoa de 1916, presente de Nicolau II a imperatriz Alexandra. A surpresa do ovo é esta miniatura de quadro sobre cavalete, que mostra uma cena de Nicolau II junto com seu filho e herdeiro Alexei, debruçados sobre mapas com oficiais de alta patente, já que estavam em plena Primeira Guerra.
O requintado presente acabou tornando-se obrigatório, na família real, até a abdicação de Nicolau II ao trono da águia bicéfala, em 1916. Um a um, somente os ovos imperiais vão sendo descritos no livro com minúcia de detalhes, uma leitura curiosa e rica. Adoro pontos de vista pitorescos para antigas histórias, têm sempre a acrescentar.
Este é Peter Carl Fabergé que comandava a joalheria russa mais emblemática, na época dos “Ovos Imperiais”!
Fabergé produziu, em tese, 69 ovos, sendo 54 os chamados imperiais, isto é, os encomendados pelos tzares Alexandre III, seu idealizador, e Nicolau II, que prosseguiu com o hábito paterno, até sua renúncia ao trono. Os temas, pra confecção dos ovos, giravam em torno de datas comemorativas do império, referências à vida pessoal da homenageada ou ainda tradições russas.
A linda tzarina Maria Feodorovna a inspiradora do luxo dos luxos, os ovos Fabergé!
A Imperatriz Alexandra Feodorovna, deslumbrante e também musa inspiradora.
As tzarinas Maria Feodorovna e Alexandra Feodorovna foram as únicas inspiradoras e “recebedoras” do presente pascal mais requintado da face da terra, os ovos imperiais de Fabergé, eles o último sinônimo de esplendor da Rússia czarista. BN
ALGUNS OVOS ENCOMENDADOS POR ALEXANDRE III:
O “Ovo Relógio da Serpente Azul”, de 1887, no qual a lingua de uma serpente indica a hora, é lindo em seu trabalho de esmalte espetacular. Este e o ovo “Galinha” foram os únicos que sobreviveram, da década de 80.
O lindo ovo “Memória de Azov”, presente da páscoa de 1891 de Alexandre para Maria… O grande barato é que eles sempre traziam uma surpresa em seus interiores. Aqui, é o lindo navio em que viajavam os dois filhos do casal real, na época da Páscoa.
Ovo “Palácios Dinamarqueses” de 1890, de Alexandre para Maria, relembra a terra natal da tsarina e é feito de liga tonalizada de ouro, coberta por esmalte absolutamente polido: Hi tech!
Um lindo mini biombo com cenas da Dinamarca era a surpresa do ovo acima. Até hoje nossos ovos de chocolate copiam esta prática de presentes velados.
ALGUNS OVOS ENCOMENDADOS POR NICOLAU II:
O lindo ovo “Coroação” que Nicolau deu para a imperatriz Alexandra, em 1897, comemorando a deles, é considerado por muitos, a obra-prima de Fabergé.
O espetacular ovo de 1900, “Transiberiano”, que trazia como surpresa a réplica miniatura do trem, em ouro maciço: celebra o feito que permitiu à Rússia dominar os mercados da Ásia, “das praias do Pacífico aos pés do Himalaia”.
Em 1901, Nicolau presenteou a mãe Maria Feodorovna com o ovo “Palácio Gatchina”, baseado na sua casa de veraneio.
E no mesmo 1901, o ovo de Alexandra foi o “Flores Selvagens”. Flores para Alexandra, gravidérrima da sua quarta filha, Anastasia.
O deslumbrante ovo de 1903, “Pedro, o grande” quem ganhou foi Alexandra, comemorando os 200 anos a fundação de São Petersburgo pelo tsar Pedro, o grande.
O ovo “Kremlin”, de 1906, foi dos mais elaborados, representa a linda catedral Uspenski.
Ovo “Iate”, de 1909, que comemorava o novo barco do casal real.
Para Maria Feodorovna, em 1910, o ovo “Alexandre III Equestre” fez a sua Páscoa, pois relembrava seu adorado marido.
O “Ovo Inverno”, da Páscoa de 1913, foi concebido por Alma Pihl, das poucas mulheres que desenharam para a joalheria. Encomendado por Nicolau II para a mãe Maria Feodorovna: dos mais lindos!
Que vossa Páscoa seja muito especial e que nós todos, de alguma forma, renasçamos com ela.
Beijos das 40FOREVER AC, BN e MP