Fui à abertura da imperdível exposição Um Outro Olhar, último segmento de uma trilogia que sucede duas outras mostras panorâmicas, do maravilhoso acervo do jornalista Roberto Marinho, reunido ao longo de quase sete décadas.
Stella Marinho, linda, num óleo de Portinari, abre a exposição: tema Figuras e Retratos!
“Lagoa de Abaeté” , de Pancetti, 1957, tema “Paisagens e Naturezas mortas”: amei!
“Santa Cecília”, pintado em 1954, é o Portinari mais colorido que já vi! Em “Religião”.
Amei este clima de “Piscina”, de Milton da Costa, 1942, encaixa-se no espaço “Trabalho, Infância e Esporte”.
Linda composição: “Garrafas”, de Iberê Camargo, 1957, que é mais um representante do tema “Naturezas Mortas”.
Instalada no lindo Paço Imperial, seu primeiro andar abriga obras primas do modernismo brasileiro que foram divididas por assuntos como figuras e retratos, paisagens e naturezas mortas, flores, fauna, religião, etc, cada um com seu espaço, formando conjuntos belíssimos, resultado do somatório de unidades preciosas, cuja cadência está no extremo bom gosto e qualidade das obras. “A coté”, um espaço com santos e talhas barrocas sacras deslumbrantes, reforçam a brasilidade do que está exposto.
Mestre Athayde está na sala de santos e entalhes do barroco brasileiro e português.
No segundo andar, o impacto do conjunto das obras do “abstracionismo informal”, da coleção Roberto Marinho, enchem nossos olhos e indicam que o futuro sempre esteve presente e norteou sua formação.
Tríptico deslumbrante de Bandeira: “Panorama”, 1964.
“Um Outro Olhar almeja promover o reencontro com os excelentes artistas que integram a coleção, alguns deles ausentes das nossas galerias há tempos, e encorajar a formação de novos olhares sobre um período tão rico da arte brasileira”, explica seu curador, Lauro Cavalcanti.
Tomie Ohtake poderosa e divinamente bem conservada, aliás como toda a coleção.
Fotografei a sala que mais me encantou, FLORES, para vocês irem entrando no clima… Programa mais que legal para este fim de semana! BN
Sala das flores, onde pontificava um bouquet capotante… Seu “recheio” vem a seguir!
A SALA DAS FLORES: ME ARREBATOU!
Bouquet de Vitório Gobbis, 1932.
Bouquet translumbrante de Guignard, 1957.
Outro Guignard mara!
“Flores com fundo azul”, de Portinari, 1950.
A vez do grande Di Cavalcanti e seu bouquet de 1938.
Outro bouquet e do mesmo Di, dez anos depois: 1948.
Super lindo este Roberto Burle Marx, de 1940.
PAÇO IMPERIAL: Praça XV de Novembro, 48 Centro Rio de Janeiro
De 14 de junho a 11 de agosto 2013 Terça a domingo 12h às 18h
A linda Expô “Picasso Black & White” provou até aonde vai o talendo de um grande mestre…
Vi, em dezembro passado, uma deslumbrante e monumental exposição do mestre, Pablo Picasso, no Guggenheim de NYC.
Entre tantas preciosidades, algumas nunca expostas por serem de coleções particulares, este foi o meu preferido; do Museu Picasso de Barcelona, que é um must, ” Las meninas, after Velazquez” é um estouro!
Museu abaixo, por suas paredes, em caracol, a mostra contou a história da arte do maravilhoso espanhol, passeando por suas diversas fases, com um porém: só valeram as obras monocromáticas. Era “Picasso Black and White”. De tão incrível, achei que por um bom tempo, o botão “pausa em Picasso” estava acionado.
Qual nada, a imaginação humana é infinita e os louváveis curadores não param de arrancar nossos suspiros… Assim, neste último maio, em Londres, fiz um sério trato comigo mesma: nada está visto por antecipação. Porque titubeei em priorizar a exposição “Becoming Picasso: Paris 1901”, na nossa intensa programação, achei que era chover no molhado… Fui salva pela insistência de minhas amigas e, de tudo que vi, foi a mais surpreendente!
Auto-retrato de Picasso, aos 19 anos, exposto na Mostra de Vollard: Fase de auto confiança, rumo indefinido e pinceladas a Van Gogh!
Um século depois, “Becoming Picasso” teve o dom de me colocar diante de um menino de 19 anos, que engatinhava suas pinceladas na efervescente Paris da Belle Époque, “cidade Butantã”, repleta de cobras no pedaço, com seus talentos e desejo de vencer. Confesso que, por instantes, tive piedade de Pablo Picasso, no topo do mundo e sem rumo, copiando ídolos como Degas, Van Gogh e Toulouse Lautrec. Me lembrei do “espermatozoide manco”, de Woody Allen, e em todos os que sucumbiram…
“No Moulin Rouge” : Quadro em que Picasso e Toulouse Lautrec se confundem e Picasso começa a assinar suas
Mas voltando aos vencedores, esta mostra teve o dom de fazer a síntese do deslanche da inspiração “picassiana”, que se deu em 1901, resumido-a em duas salas:
Agora é a vez de Degas ser a fonte d inspiração, na figura da mulher, tema central deste quadro: “O Quarto Azul”…
“A Anã Dançarina”: Um blend entre Van Gogh, Velazquez e suas “Niñas” ou Degas e suas bailarinas ….
– A sala do meu surto de piedade continha a maioria dos quadros da primeira mostra do pintor espanhol, ocorrida em Paris, de 24 de junho a 14 de julho de 1901, e organizada pelo grande marchante, Ambroise Vollard. Para reunir material, Picasso fez uma espécie de imersão pictórica e produziu 64 obras, de uma tacada, em pouco mais de um mês. Típico de um jovem super confiante e de sua ego trip.
Carlos Casagemas, que com sua morte inundou a vida de Picasso de tristeza, inspirando sua carreira rumo à maravilhosa “Fase Azul”…
No ” Enterro de Cartagemas”, em plena “Fase Azul”, outra homenagem ao amigo Carlos, Picasso vai atrás de El Greco e seu emblemático ” O Enterro do Conde de Orgaz”, para sua inspiração… Fiquei pasma diante dele por sua beleza, por nunca tê-lo visto, nem reproduzido e por ser “O Conde de Orgaz” meu El Greco favorito…
– A segunda sala expôs a abrupta guinada, na vida e obra do pintor, após o suicídio do amigo de seu peito, Carlos Casagemas. Assolado pela melancolia que a dor lhe causou, inaugura a deslumbrante “Fase Azul” e com ela um estilo próprio. É quando Pablo vira Picasso para nunca mais deixar de sê-lo, em sua brilhante e prolixa carreira. BN
“O menino com a Pomba”é considerado o primeiro quadro da fase azul e, como todos acima, estava na preciosa “Becoming Picasso”.
Luis Carlos Nabuco, nosso “blogueiro” com Paola Chinegalo, Atonio Dias e Stella Silva Ramos!
O nosso BLOG recebe, com a maior alegria, a visita de Luis Carlos Nabuco, um dos sócios da maravilhosa Galeria MUL.TI.PLO, para nos contar sobre a sensacional exposição que estréia hoje, em seu divino espaço. Sigam com ele! BN
Nabuco vai contando e vocês vão curtindo as fotos das aquarelas preciosas!
Uma rara coleção de 21 aquarelas e colagens de Antônio Dias, um dos mais importantes artistas plásticos brasileiros, estava escondida dos olhos do público há mais de 25 anos.Descobrimos este verdadeiro tesouro em Barcelona, nas mãos de um colecionador e, imediatamente, decidimos trazer para expor na Galeria.
Cada uma mais linda que a outra…
Com inauguração hoje, à partir das 19 horas do dia 17 de abril, a mostra “Para Onde Vai a Libido?” exibirá todas as aquarelas. É um privilégio termos adquirido e uma honra expor esses trabalhos.
As obras datam da década de 80 e nem mesmo o artista as tinha visto reunidas. Antonio Dias iniciou esse trabalho no quarto de um hotel, durante uma de suas muitas viagens pelo mundo. Daí ele brinca dizendo que são “Trabalhos de Hotel”, porque precisava apenas de aquarela, dos papéis artesanais nepaleses, ultra resistentes às intempéries do tempo- e das mãos para rasgar o papel e dar forma às obras.” LCN
A expo fica na Galeria MUL.TI.PLO até 22 de junho: esperamos vocês! Stella, Cristina e Nabuco!!!
Sexta passada fiz um semi “bate volta” pra Sampa, por conta de um compromisso. Sortuda, consegui encaixar, na correria que foi, uma ida relâmpago à maravilhosa SP Arte 2013. Infelizmente, não deu pra visitar todas as galerias, a vida é quase perfeita…
Ibirapuera em dia de festa: translumbrante!
Mas considerei um privilégio ter passado por lá, uma tarde linda, Ibirapuera em festa e sempre de uma beleza retumbante. Totalmente tomado pelo tamanho da mostra, este ano foi a maior de todas, adorei meu pitstop.
By Anish Kapoor: sempre um must!
E como não podia deixar de ser, fiz pra vocês uma pequena seleção de algumas das muitas preciosidades que vi por lá. Quero frisar que meu olhar é totalmente leigo e despreocupado, por isso escolheu estas peças, aleatoriamente. BN
TELAS, DESENHOS E CIA:
Marc Chagall: se fose grande era peça de museu!
Pablo Picasso: a assinatura do mestre!
O grande Antônio Dias!
De Paulo Climachauska: visual!
De Delson Uchôa: Explosão de cor!
De Rafael Carneiro, este quadro é óleo sobre tela! Curti.
Colagem de Francesco Vezzoli: Retrato de Sophia Loren, feito em cima de um trabalho do mestre De Chirico!
Do gênio fun Roy Lichtenstein!
Um estudo do meu muso de Kooning!
FOTOS E CIA:
Esta Ione de Freitas é fotografia e vintage: de 1974. Estava no stand da Bolsa de Arte
Da Claudia Jaguaribe: bonito!
Esta fotografia é linda é da Marina Abramovic e tem uma veersão life que é viciante!
Esta fotografia de Marco Maggi me lembrou o clima de Magritte!
ESCULTURAS:
Jesus Soto, nos recebia na entrada, no stand da Galeria Ipanema!
Lasar Segall que é uma “tetéia”: “Duas amigas”.
Micro Sérgio Camargo que é uma grandeza!
De Marçal Athayde
De Ascanio MMM: lindas para um jardim!
Mestre Calder!
Gamei neste escultor: Marc Quinn
Adorei este arvore/escultura do romântico jardineiro André Feliciano!
Barrão, sempre arrebentando, na galeria Silvia Cintra!
Linda esta escultura de Monica Piloni, que pra mim lembrou a famosa cabeça de Nefertiti.. Mas a melhor definição veio de minha amiga querida Fernanda Basto: “Mulher sundae”. Faz todo sentido, como diria o Ancelmo…
Adorei esta escultura toda feita em material cirúrgico, por Nazareth Pacheco: Atração fatal! Galeria Luciana Caravello.
Achei que dá um lindo centro de mesa de jantar: Comer com arte é tudo!!! De Nelson Lerner, na Silvia Cintra!