Nossa convidada de hoje é a mega publicitária e empresária, KOCA MACHADO, do Grupo Sal, que em suas andanças por Londres nos mandou o post abaixo sobre a exposição que a deixou encantada. AC
David Hockney: A Bigger Picture – de 21 de janeiro a 09 de abril de 2012 .
Londres está fervilhando de eventos culturais e esportivos em 2012 – a exposição de David Hockney: A Bigger Picture na Royal Academy of Arts é um deles. Vale a visita!
David Hockney é um dos artistas britânicos mais influentes do século XX e integra o Pop Art Movement da década 60.
A exposição tem uma série de pinturas de paisagens que retratam as mudanças na temporada, o ciclo da natureza e as variações de luz por toda parte. São quadros enormes, tendo a paisagem divididas em telas – explodindo em cor.
Outro elemento que a exposição destaca é o envolvimento de Hockney com novas tecnologias – fotos colagens, desenhos feitos usando o iPhone e iPad, e uma série de filmes criados com 18 câmeras diferentes.
É uma impressionante variedade de obras de arte moderna e tecnológica.
Confiram – tanto a exposição quanto a Royal Academy of Arts, que fica em Picadilly, e tem entre as suas obras, a única escultura de Michelangelo no Reino Unido – esculpida em mármore, representa a Virgem Maria e o Menino Jesus.
Adorei a exposição de bikes que está na “Dona Coisa”. Depois de um delicioso almoço no “Lorenzo”, passei para dar uma olhada na loja que fica ao lado. Realmente a bicicleta está na moda no Rio, e tá todo mundo subindo a Vista Chinesa, o Cristo, Alto da Boa Vista, que é uma maneira de curtir a nossa linda cidade maravilhosa num programa super carioca!
Os criadores do projeto são dois jovens de Niteroi, Daniel Olej e Eduardo Moura, que resolveram se divertir pintando e montando bicicletas. Para mim são artistas contemporâneos pois transformaram estas bicicletas em verdadeiras instalações. As cores são todas pastéis e as combinações dignas de uma aquarela especial. A dupla tem a preocupação da mobilidade urbana e da qualidade de vida, o que levaram eles a outro meio de transporte: o skate, que também pintam e estilizam de forma super original. MP
Os skates lindos
A “Dona Coisa” fez também roupas lindas e exclusivas para as ciclistas, femininas, bem cortadas e coloridas, fabricadas pela Anabut , aquela marca de roupa de gym muito charmosa.
A fachada da Fundação, anunciando a restrospectiva! Notem que, ao lado, está nosso "Abaporu", e da Tarsila do Amaral também! BN A fachada da Fundação Costantini, com uma deslumbrante escultura de Cruz-Diez pra te receber! BNVisão interior do lindíssimo museu! BNCarlos Cruz-Diez provando do próprio "veneno": imerso em uma das suas "salas de cor"! Que visual! BN
Nossa querida colaboradora Vanda Klabin, que vem abrilhantando nosso Blog com posts bárbaros, nos manda notícias de uma nova e incrível exposição, desta vez do artista plástico Carlos Cruz-Diez, “El color en el espacio y en el tiempo”, que acontece no lindo museu da Fundação Costantini, em Buenos Aires. Com um detalhe sensacional: como membro do ICOM, que é o Conselho Internacional de Museus, ela teve a especialíssima autorização para fotografar a mostra. Só que o catálogo ainda não ficou pronto, portanto, suas fotos são inéditas e o 40forever as publica, em primeiríssima mão! Curtam! BN
“Quiero que mi trabajo estimule el mesmo tipo de placer que produce una pintura, pero sin haber sido pintado”.
Carlos Cruz-Diez
A exposição retrospectiva do artista venezuelano Cruz -Diez , em cartaz no Museu Malba, Fundación Costantini, Buenos Aires, apresenta os trabalhos realizados ao longo de sessenta anos de sua produção artística, com seus experimentos extraordinários a respeito da natureza instável e ambígua da cor. As suas variações cromáticas trazem como resultado, um diálogo frutífero entre arte, ciência e tecnologia.
A cor, um “organismo viviente” e sempre tratada com um elemento autônomo, é o eixo principal para o entendimento de sua obra.
Nascido na Venezuela, em 1923, Cruz-Diez estudou na Escola de Belas Artes em Caracas , onde passa a ser professor. Em 1955 , por ocasião de sua visita à exposição “Le Mouvement”, na Galeria Denise Renée, em Paris – que teve a participação de artistas como Alexander Calder, Jesùs Rafael Soto, Marcel Duchamp, Victor Vasarely, entre outros, passa a se interessar pela Arte Cinética, que privilegia a inserção da idéia do movimento e sua expressão plástica nas artes visuais e de experiências óticas, como elemento constitutivo da obra de arte.
Em 1960, Cruz -Diez instala-se definitivamente em Paris, período que a Arte Cinética estava em seu pleno apogeu. A partir de então , realiza sucessivas exposições e numerosas obras cromáticas integradas à arquitetura, murais, instalações interativas e intervenções em espaços públicos.
Desenvolve as séries Fisiocromías / Induciones Cromáticas / Cromointerferencias, As Fisiocromíassão estruturas compostas de finas lâminas metálicas ou translúcidas, cuja a cor varia em função da intensidade da fonte luminosa e da posição do espectador.
Suas intervenções artísticas, verdadeiras “situações visuais”, vão eliminar a distância que havia entre o espectador e a obra de arte. Estudioso da Física, Química e da Fisiologia, cria modulações óticas e sensoriais a partir da cor, agora tratada como espaço: o espectador é deslocado para compartilhar de sua obra ou interfere em sua percepção ou cria saturações ao enfatizar a sensação física das mudanças cromáticas.
Como todos os pintores da sua geração, Cruz- Diez se considera um descendente direto do impressionismo, do cubismo, do fauvismo e do construtivismo.
Suas obras estão presentes nas principais coleções como MOMA / NY; Tate Modern/Londres; Centre Georges Pompidou/Paris; Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris, Paris; Museum of Fine Arts, Houston, entre outros.” Vanda Klabin!
Obs: Seguem abaixo, quatro exemplos do mesmo quadro, em dois ângulos diferentes. À medida que se caminha, as lâminas de cor modificam a visão do espectador! Um show! BN
Continuando a Fisiocromia!
Obs: Este quadro abaixo é uma homenagem de Cruz-Diez ao grande colorista Albers, que fez parte da Bauhaus!
AS INCRÍVEIS “SALAS DE CROMOSATURAÇÃO”, que são fontes luminosas que ele usa para o espectador ficar imerso na obra, interagindo com ela!
Pra quem está de férias, viajando, e passar ou ir à Paris, Vivi Rocha recomenda vivamente esta exposição do trabalho de Diane Arbus no Jeu de Paume. Olhem o que ela nos conta! AC
DIANE ARBUS NO JEU DE PAUME :
Famosa por suas fotos chocantes, ela costumava dizer algo como: não adianta virar as costas para a realidade, ela simplesmente existe.
E passou a fotografar tudo que provocasse estranheza aos olhos dos outros, o feio ou o surreal.
Assim, seus modelos eram com freqüência travestis, prostitutas, anões, artistas de circo, tornando-se a fotógrafa dos “freaks ”
Suas fotos valem milhares de dólares e são disputadas em leilões do mundo todo.
Americana de origem russa, nasceu em 1923 e suicidou-se em 1971. Sua biografia pode ser vista no filme “FUR” com Nicole Kidman, no papel de Arbus.