Achei ESPETACULAR a exposição, “Histórias às margens” de Adriana Varejão no MAM de São Paulo.
É realmente imperdível! Não é a toa que Adriana é uma das maiores pintoras brasileiras de arte contemporânea do mundo. Fiz uma seleção dos meus prediletos quadros, mas confesso que foi difícil pois cada um é mais lindo que o outro.
A exposição abrange vários períodos de sua vida artística a partir de 1990. As obras vem de coleções do Brasil e de fora, como da Fundación da Caixa ( Madrid ), Tate Modern ( Londres ) e Guggenheim ( New York ), é um resumo de tudo que há de bom e maravilhoso no seu trabalho ao longo destes últimos 22 anos de sua carreira. Parabéns a esta nossa grande artista, ela merece todas as glórias…
Este quadro “Panorama da Bahia de Guanabara” foi feito especialmente para a exposição. UMA BELEZA de enlouquecer de tão lindo!
Reparem o detalhe!
Apaixonante!
Detalhes…
Sou enlouquecida com esta fase dos azulejos portugueses…
Adorei esta instalação!
De perto e de longe parece foto mas não é, é pintura mesmo…incrível!
Detalhes…
Maravilhosa esta instalação…
Detalhes!
Estas saunas são um deslumbramento!
Os pratos são os mais lindos que já vi…
Este com “Moules” é de pirar…
Este de figo é sonho de consumo de qualquer um…
Detalhes…
Realmente de perder o fôlego, como se diz em francês..( à perdre le souffle!).
Dois musos, Richard Serra e Vanda Klabin, tendo o MAC de Niterói como lindo pano de fundo, se encontram no Rio na ocasião da exposição do artista no Centro de Arte Helio Oiticica, em 1997, com curadoria da nossa blogueira de hoje: competência! BN
Volta ao BLOG, pra nossa alegria, uma colaboradora muito especial, sempre com um assunto interessantíssimo como o de hoje: Richard Serra e sua Seven, a escultura, não o jeans…
Vejam a magnifica “Seven” flutuante engrandecendo a costa de Doha, no Catar: mais tarde voltaremos à ela. BN
E ninguém melhor pra falar sobre um dos meus escultores preferidos do que sua amiga de longas datas e parceira de trabalho, Vanda Klabin, nossa blogueira chiquérrima! BN
Uma das belezas expostas no MOMA, na monumental retrospectiva do artista em 1997! BN
VANDA KLABIN: “Richard Serra é um dos artistas atuantes no cenário da cultura contemporânea. Sua obra tem aspectos e escala industrial: são esculturas de grande porte e tonelagem, produzidas em aço-corten oxidado , sempre com aparência de total instabilidade.
Escultura “Torqued Elipses”, do MOMA: … “sempre aparência de total instabilidade”. BN
.A trama urbana é o seu principal campo de experiência. O seu processo de trabalho é distanciado da situação de confinamento de um ateliê e expandiu-se para a área pública, realizando obras de grande dimensões, inseridas no contexto do cotidiano urbano ou dentro de recintos arquitetônicos.
“Promenade”, expô no Grand Palais, Paris 2008. BN
A escala de monumentalidade, elaborada em cooperação com uma equipe de engenheiros, nos canteiros navais ou siderúrgicos, reinvindica, pelo peso e força do seu impacto físico, um espaço exclusivo e condições próprias de observação.
Eis nosso herói: Richard Serra! BN
Richard Serra nasceu em São Francisco e, após ter passado alguns anos na Europa, se estabelece em Nova York, em1966. Sua obra tem origem nas discussões dos artistas minimalistas e realiza os seus primeiros trabalhos utilizando ainda materiais flexíveis, como borracha e chumbo líquido, um conjunto de questões que já apontam para a dissolução do objeto escultórico. Seu percurso vai incluir construções instáveis, elementos combinados de modo a criar estruturas de equilíbrio precário, que alteram a experiência perceptiva do espectador.
Vejam um “Look” da maravilhosa exposição de Richard Serra, “Rio Rounds”, realizada no Centro Cultural Hélio Oiticica, RJ, em 1997/98, com super curadoria da nossa musa Vanda Klabin! BNVejam este flagra, do escultor com a mão na massa, ajudando na montagem da Rio Rounds! BN
Em novembro de 1997, na qualidade de diretora do Centro de Arte Hélio Oiticica, fiz o convite ao artista para ocupar as galerias da instituição, no Rio de Janeiro. Richard Serra instalou seus desenhos negros monocromáticos com “paintstick”, concebidos exclusivamente para aquele espaço arquitetônico, intitulado RioRounds. A instalação dessas superfícies negras requer uma complexa tomada de decisões que deriva de um experiência direta do espaço, ao mesmo tempo ativando-o e alterando a nossa experiência perceptiva.
A belíssima e monumental “Seven”, vista bem de pertinho: inspiração nos minaretes islâmicos… Foto tirada da escultura 7 e cedida para VK/40F pelo Catar Museum. BN
A sua primeira escultura pública, no Oriente Médio, foi instalada no MIA PARK, em Doha, no Catar, em janeiro de 2012 . Seven é uma escultura monumental, composta de 7 placas de aço, pesando 670 toneladas, com 24,40m de altura x 2,4m de largura x 10 cm de espessura. A construção levou um ano e consumiu um milhão de homens/hora.
A escultura foi colocada num ponto da esplanada de Doha, antigo porto de embarque de containers . Ela parece flutuar no mar e fica próxima ao Museu de Arte Islâmica, projetado pelo arquiteto IM Pei. As superfícies assimétricas de aço se sobrepõem, criando abstrações de texturas e sombras
“As superfícies assimétricas de aço se sobrepõem, criando abstrações de texturas e sombras”… como explica o autor! BN“Ela parece flutuar no mar e fica próxima ao Museu de Arte Islâmica, projetado pelo arquiteto IM Pei”. Como nos explica Vanda Klabin.. BN
Serra explica o processo criativo atrás da escultura 7: A minha fonte principal de inspiração foi o minarete Ghanzi, no Afeganistão. Fiquei muito interessado nos minaretes islâmicos. Eu os estudei, da Espanha até o Iemêm. Os minaretes têm formas redondas. O minarete de Ghanzi é o único que se desenvolve de maneira planar. Eu pensei que isso poderia combinar com a minha ideia para uma escultura. No meu entender, há muitas referencias no Corão ao número 7. O número 7 também tem relevância para uma importante descoberta feita pelo grande matemático e astrônomo persa, Abu Sahl al-Quhi. Arquimedes introduziu o conceito do heptágono regular na geometria, que ficou inexplorada durante séculos. Também foi Abu Sahl que provou que um heptágono regular pode ser construído como forma geométrica.
“Seven” por outro lindo ângulo. BN
Quem tiver a oportunidade de visitar o Catar, não deixe de incluir esse belíssimo complexo cultural e apreciar a gigantesca escultura 7.” VK
Visão aérea da “Seven”, foto cedida pelo Museu do Catar. BNA “Seven” pontificando na noite de Doha. Foto cedida pelo Museu do Catar. BN
Vanda Klabin
Historiadora de arte e curadora
Setembro de 2012
A escultura surrealista, em bronze, “Canto da Noite”, by Maria Martins, que enfeita os jardins do Palácio do Itamaraty, em Brasília… Apoteótica!
Amo Maria Martins, artista adiante do seu tempo, que triunfou como escultora numa época em que os homens tinha a “reserva de mercado” desta técnica e é, sem a menor dúvida, dos maiores nomes da arte brasileira de todos os tempos.
Foi esta divina MM que me viu crescer….
Cresci contemplando uma de suas deslumbrantes obras, uma espécie de “mulher-polvo”, que pontificava no jardim da casa de minha tia, e confesso que não sonhava com Maria ceramista, até me deparar com este achado, enquanto flanava pela ArteRio.
Dentre tantas obras primas expostas na maravilhosa Feira de Arte/Exposição, esta foi a que mais me surpreendeu e elegia-a a minha “cereja do bolo”.
Eis a emblemática “O impossível”, da minha musa escultora!
Trata-se de uma deslumbrante coleção, feita pela artista, em 1948, composta por dezessete placas de cerâmica industrial esmaltadas, com temática e medidas variadas, que foram executadas no ateliê da artista, em sua casa de campo em Petrópolis, cidade serrana fluminense.
Vejam a beleza, nas fotos. Me lembrou as de seu amigo do peito, Pablo Picasso… BN
BN e a linda coleção, distribuida numa estante!Liberei a passagem pra vocês poderem curtir, melhor, o visual da coleção de cerâmicas, by Maria Martins!
O IBOPE , Instituto Brasileiro de Pesquisa inaugura nesta quarta-feira dia 19 de setembro, para a imprensa e dia 25 ao público, a exposição ” Opinião: o que o Brasil acha do Brasil”, no Museu do Catavento em São Paulo em comemoração aos seus 70 anos.
Marcelo Dantas criador do Museu da Lingua Portuguesa utiliza com expertise o riquíssimo acervo do Ibope, resultado das pesquisas de opinião do Brasileiro e seus padrões de consumo nos últimos 70 anos. A exposição interativa é repleta de dinâmicas de jogo, evidências de mídia, depoimentos audiovisuais e trechos de programas de televisão e rádio , além de produtos e grandes campanhas de mídia.