Exposições

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PARIS: MUSEUS E SEUS RESTAURANTES por VIVI ROCHA

 

Nossa maravilhosa e querida Vivi Rocha, nos conta hoje mais um pouco sobre suas andanças por Paris!

AC

 

“Em Paris quando a programação é ir à um museu a primeira coisa que faço é saber se lá tem restaurante ou café para o almoço ou para um encontro. Acho muito cômodo já sair de manhã com o dia esquematizado. As vezes perdemos um tempo enorme se deixarmos para pensar na última hora, por exemplo, onde comer.

Os restaurantes ou cafés dos museus tem movimento o dia todo, garantindo assim que não encontrarei um lugar “as moscas” se tiver fora do horário tradicional das refeições. Franceses se misturam a esses ambientes ecléticos seja para uma refeição ou somente para “prendre un verre”, “un gâteau” , ou um expresso.  Além da atmosfera agradável, essa paradinha é uma boa recompensa para as pernas após as grandes caminhadas dentro dos museus.

 

Meus prediletos são:

No Louvre/ Café Marly : localizado ao lado de fora do museu, na praça da pirâmide o Café Marly da cadeia Costes é lindo seja ao ar livre com vista para o museu e a imponente pirâmide ou no interior com confortáveis estofados em veludo capitonnés, paredes com lindas boiseries e janelões para um pátio interno do Louvre. Esse restaurante, tem um astral lindo, comida sempre boa, gente bonita e mistura de intelectuais, turistas, e locais. Todos abençoados pelo belo visual para a pirâmide.

 

 

No Museu d’Orsay tem 3 opções. Eu fico entre o romântico e tradicional “1900” com decoração sóbria e clássica, lustres de cristal e belos trompe l’oeils.

Essa é uma elegante opção para o chá da tarde acompanhado de uma deliciosa pâtisserie.

 

 

A outra opção é o restaurante dos irmãos Campana, um tributo contemporâneo ao estilo Art Nouveau criado pelos famosos arquiteto brasileiros.  O Café Campana inaugurado em 2011, está estrategicamente localizado no espaço onde fica o legendário e gigante relógio de vidro e através do qual temos a vista para as margens do esplendoroso o rio Sena.

 

 

 

 

No Museu Georges Pompidou / restaurante Georges: No sexto andar do museu tem o  “Georges” com vista espetacular para os telhados de Paris, também da cadeia Costes segue a tradição do bom gosto na decoração e mantém o mesmo menu dos demais da mesma cadeia, uma delícia. A curtição já começa pela entrada que pode ser pela famosa escada rolante que fica do lado de fora do museu.

 

 

Le  Grand Palais/ restaurante Le Mini Palais : Do lado de fora do Grand Palais, à direita em direção ao rio Sena, bem na esquina, tem o Le Mini Palais, recém inaugurado, um charme e uma comida ótima. O Brioche gigante com massa de queijo é inesquecível!

 

 

 

 

Museus como o Quay Branly e o Palais De Tokyo também tem restaurantes com vistas espetaculares.

Não esquecer de consultar o horário de funcionamento, alguns abrem para o jantar e outros só durante os horários de funcionamento do museu.

Saudades de Paris!

VIVI ROCHA para o 40 FOREVER

 

www.maisonthierrycostes.com

www.musee-orsay.fr

 

AC

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RAVE CULTURAL!

Vejam a fila no CCBB, de dobrar quarteirão e continuar, que se formou noite a dentro no último sábado, para conferir a visita dos Impressionistas ao Rio: VI- BREI!!!

 

Uma das glórias de minha existência foi ter tido a sorte de conhecer Paris.

 

O entardecer em Paris: ai que visão….

 

Berço do “Iluminismo” que lhe deu o título de “Cidade Luz”, a capital francesa sempre teve vocação instigadora e inspiradora, por isso testemunhou muitos outros nascimentos, como o do assunto deste post: a escola de pintura “Impressionista”, que mudou a ótica da humanidade, no século XIX, para sempre.

 

Eis a gênese do Impressionismo: “Impressão, nascer do sol”, de Claude Monet!

 

Ao pintar o efeito da luz e a decomposição das cores, estes artistas/cientistas fizeram uma das grandes revoluções estéticas da face da Terra e podemos, até hoje, constatá-la visitando o emblemático Museu D’Orsay, em Paris, que abriga algumas das mais importantes obras do movimento e, através delas, conta a sua história.

 

Visão externa do Museu D’orsay, antiga estação de trem, à beira do rio Sena: se museu pode ser chic, este é até o fundo da alma!
Visão do interior do Museu D’Orsay: antiga gare repaginada!

 

Pois oitenta e nove quadros preciosos deste acervo estão no Rio de Janeiro, até 13 de janeiro de 2013, magistralmente instalados no Centro Cultural do Banco do Brasil, que conquistou o privilégio de exibi-los por ser, entre outros requisitos, o décimo sexto centro cultural mais visitado no mundo.

 

“O tocador de pífaro”, by Claude Manet: um dos carros- chefe do D’Orsay que estão visitando o Rio: me senti, como carioca, recebendo a Rainha da Inglaterra e sua corte!

 

Para conferi-lo, nosso BLOG  entrou na onda do “Viradão Impressionista”, apelido dado às 30 horas ininterruptas em que o CCBB abriu suas portas, no último fim-de-semana, por conta da mostra, e ficou de queixo caído: filas de dobrar quarteirão, all night long, todo mundo numa boa, sem lenço e sem documento, esperando a sua vez de constatar que Paris-est ici…

 

Fila assim às 00:30 de uma noite de sábado, só vi pra comprar entrada em final de campeonato… de futebol, bien sûre!

 

Portanto, não percam esta maravilhosa chance, neste feriadão, de começar com o pé direito suas andanças pela cidade mais glamurosa do planeta, se é que você já não andou por Paris: eu vou repetir a dose! BN

 

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ERNESTO NETO EM TOKYO

Ernesto Neto

Que exposição espetacular a de Ernesto Neto no Espaço Louis Vuitton em Tokyo! Realmente extraordinária, e digna de um grande artista consagrado que é Ernesto. O título já diz tudo “Madness is part of life” A loucura faz parte da vida.

A vida é um corpo. Projeto no papel!

Esta escultura é feita de polipropileno ( material reciclável ), poliéster, bolas de plástico e poliamida . A instalação mede : 780 x786 x1486 cm.

Aqui vai uma explicação dada pelo artista para sua obra.. obra prima digamos de passagem…

“Loucura é uma parte da sociedade, algo que precisa ser controlado, escondido por medicação, como se fosse a coisa certa pra se fazer, mas certo para quem? O mundo é cheio de paixão, esta pequena loucura que mora dentro e em nosso redor. Nós precisamos disto!

Através deste título nos poderíamos mudar algumas posições humanas nas quais coloca-nos no centro do universo, multiverso, etc.

A idéia é de fazer a nossa mente viajar fora de nosso corpo, como se fosse algo sobrenatural além da natureza, como cultura poderia ser fora da natureza e não parte dela. A vida é maior do que nós, e nós somos parte dela, se existe Deus, Deus é a Natureza e nós somos uma pequena parte espacial, mais ainda assim só uma parte.

É a escultura da Familia Balanço, feita de pele e uma passarela, esta passarela é suspensa, e as pessoas podem andar, sentar ou deitar em cima. No caso de LIBWPO ( “Life Is a Body We are Part Of“. A vida é um corpo em que somos parte ), a peça é feita de 2 partes: Zoid no corredor de cima e óvulo na sala de estar.
Esta é uma escultura para ser experimentada.
Nós também temos a idéia de levantar as pessoas acima, perto do vidro construindo um jeito de causar uma experiência de alguma vertigem, ou no mínimo lidar com o sentimento de flutuar no “CÉU”. A peça é o trabalho que lida com a estabilidade, como nós movemos, desejamos e tememos. A porta é o portal entre estes dois universos, ou a continuidade deles. A parede de pele na peça é feita interconectadas nas células espirais. A passarela do corpo é feita de ” Células Roe “e de tubos cheios de bolas de plástico.”

Deve ser uma sensação incrível andar por dentro desta estrutura genial e cheia de simbolismos, certamente sentimentos diferentes surgiram nas nossas mentes nesta viagem!!!

MP

A exposição ficará até dia 6 de Janeiro de 2013 no Espaço Louis Vuitton em Tokyo no Japão.

 

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VANDA KLABIN e ANTONIO DIAS!

Os craques Antonio Dias e Vanda Klabin se encontram numa linda exposição, relatada abaixo pra vocês!

Hoje temos o privilégio e a honra de receber, de novo, a queridíssima Vanda Klabin, embaixatriz do BLOG no mundo das artes, pra nos contar novidades deste reino mais que encantado.

Para o meu particular deleite, e espero que pro de vocês também, o star da vez é um dos artistas brasileiros contemporâneos mais importantes, o “one and only” Antonio Dias. Vanda conta sobre a linda exposição de Dias, da qual ela foi curadora, que está na Galeria Athena Contemporânea, no Rio, até o final de outubro.

Imprimindo fotos sobre tela, a partir de originais de polaroide, o artista fez intervenções sobre a superfície das fotos impressas enquanto as revelava, no final dos anos 1980. Depois, digitalizou e o que veremos é o resultaldo, impactante, deste processo complicado e que me foi explicado pela comtetente Vanda. Leiam, vejam e curtam! BN 

VANDA KLABIN:
” A obra de Antonio Dias, vasta e complexa, se desenvolve  em um território de significações ambíguas, muitas vezes irônicas, repletas de inúmeras questões que permeiam os conceitos fundamentais do território plástico. Ao longo de décadas, ele trabalha com diversas linguagens artísticas, diferentes materiais e universos heterogêneos, em um ritmo  flexível e intenso de expansão e experimentações: pinturas, gravuras, obras sobre papel, discos, desenhos, objetos, fotografia, cinema, videos e instalações sonoras.

Residiu em diversas cidades e  estabeleceu diferentes ateliês, alguns permanentes, como no Rio de Janeiro, Milão, Paris e Colônia e outros transitórios, como no Nepal, Recife, Nova York e Berlim. Nesses deslocamentos constantes, estabeleceu pontos de contato com a produção local e a internacional e trouxe sempre à tona uma constelação de informações e referências dentro das quais sua obra  se movimenta, sempre impulsionada  pela necessidade irrequieta de explorar novos caminhos na sua produção.

A fotografia  passou a integrar a sua obra como um elemento substantivo, adquiriu uma potencialidade, um vocabulário e um universo próprio, dentro do seu trabalho. Nesses trabalhos percebemos  a reunião de dois recursos estéticos independentes: a captura do real, através de uma  câmera polaroide, e a transferência para a tela, onde são estabelecidas equivalências poéticas através desse quase olhar da câmera, na passagem para a tela.

Nessa fronteira entre a pintura e a fotografia, a série de polaroides permite uma anotação rápida, um registro transitório e requer uma outra frequência que se prolonga ao romper as estruturas que a separam da pintura gestual, criando um mistura de linguagens que alimenta a pulsão do olhar.

A captura  é o primeiro foco de atração:  parecem guardar uma imediaticidade da experiência, reter o singular. Explora a idéia do efêmero como passageiro, transitório. Na iminência de uma dissolução, ganha uma presença permanente. A obra sai da câmera para uma imersão cromática e se consolida em um outro  meios de expressão, originando trabalhos independentes e rematerializados um novo territórios geográfico. Francis Bacon mencionava que, para  ele, as fotografias não são somente ponto de referências, muitas vezes elas são detonadoras de idéias.

Antonio Dias revela uma relação  sensual com a matéria, dando  aos seus trabalhos uma espessura significativa  e um contorno  impreciso e ambíguo, elementos que estão sempre presentes e que são os componentes constitutivos  da sua poética: o lugar da arte e do artista, as associações entre texto e imagem, o uso da ironia como linguagem, as formas geométricas, as discussões sobre política, poder, sexo e  sedução.

Nas suas palavras: “Todo trabalho deve ser inteligente, mas é importante, ao mesmo tempo, colapsar o entendimento. Todo trabalho bom, realmente inventivo, vai contra a lógica e a razão”. Antonio Dias, jornal O Globo,10 setembro de 1985.” VANDA KLBIN

OBS: Todas as fotos postadas são da exposição e têm a autoria de Eduardo Masini!

VANDA MANGIA KLABIN
Tel   +55 (21) 2267-2662
Cel   +55 (21) 9986.9256
vklabin@terra.com.br

FICHA TÉCNICA:
GALERIA ATHENA CONTEMPORÂNEA:
Avenida Atlântica, 4240, lj 211 Copacabana, RJ

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