Exposições

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VANDA KLABIN NOS CONTA SOBRE CY TWOMBLY

 

A arte de Cy Tombley! BN

 

Nossa querida e maravilhosa curadora, Vanda Klabin, volta ao BLOG para nos contar mais uma maravilha do mundo das artes. Desta vez ela fala sobre uma “parceria” que deu muito certo: o Museu do Louvre e artistas modernos e contemporâneos… Vejam! BN

CY TWOMBLY E SUA PINTURA MITOLÓGICA E POÉTICA, por VANDA KLABIN
“Artista norte-americano que teve a sua trajetória inicial no cenário  novaiorquino dos anos 1950, Cy Twombly participou de movimentos artísticos importantes  como o expressionismo abstrato, minimalismo e a pop art.

 

 

Para realizar as suas obras, escolhia como temas as ruínas mediterrâneas, a mitologia arcaica greco-romana e  poesias épicas. Encontrou soluções formais que lhe são próprias, ao criar telas com escrituras abstratas com um gesto que produz uma forma no espaço. Atento às qualidades visuais das superfícies, em ruínas romanas, criou um vocabulário para se expressar, onde a antiguidade e fragmentos de poemas eram a suas principais fontes de inspiração.

 

Preparando, em seu atelier, a instalação ” O ceu de Giotto”! BN

 

Apaixonado pela Itália, instalou um atelier em Roma, defronte ao Coliseu, nos anos sessenta  e ali começou a pintar as telas em grande formato.  Intensifica a sua busca nas culturas antigas e nas formas clássicas, combinando gestos caligráficos descontínuos, notações matemáticas,  exercícios de textos,  imagens e cores, que  contribuem para a formação das imagens nas suas telas. A presença da cor em seu trabalho aparece, sobretudo, nas explosões florais espalhadas e respingadas nas suas telas.

 

As cores de Cy!

 

O Museu do Louvre, em Paris, criou um programa de arte contemporânea convidando artistas para introduzir novos elementos no espaço arquitetônico do museu . Entre os selecionados estão o alemão Anselm Kiefer, François Morellet e Cy Twombly, em 2010 . Outros artistas  foram os predecessores, como Le Brun, Delacroix, Ingres e  Bracque, que já tinham instalado obras, em caráter permanentes, no Louvre.

O Louvre  foi, anteriormente, o palácio de Louis XIV.  Na sala de bronzes clássicos, situado na parte mais antiga do palácio, estão agora expostos mais de mil trabalhos de arte realizados em  bronze  e outros materiais. Durante o século XVII e até a partida de Louis XIV para Versailles, foi uma sala de recepções, de festas e bailes.

 

A sala dos bronzes com a instalação de Cy Tombley! BN

 

No teto dessa sala monumental, Cy Twombly foi convidado a criar uma obra permanente. Ali instalou  um imenso céu azul, de 400 m2, pontuado por esferas flutuantes, constelações de formas arredondadas, onde estão inscritos os nomes de  sete grandes escultores helênicos:  Phidias, Myron, Lysippus, Polyclitus, Céphisodote, Scopas e Praxíteles.

 

Inspiração: A Capela Scrovegni, em Pádova, by Giotto! Jóia da coroa… BN
“O Céu de Giotto” e de Cy Tombley! Lindo…. BN

 

No seu céu, Cy Twombly evoca o italiano pré- renascentista Giotto, que pintou uma noite estrelada, no teto da Capella Scrovegni, em Pádua, conhecida como a cidade dos afrescos.

 

Em uma entrevista, Twombly declarou que “esse azul  não é o azul do céu, nem do mar, nem da Grécia. Eu procurei o azul da pintura. Um azul simples. Entre o azul de cobalto e o lápis-lazuli, o azul de Giotto. “O céu de Giotto”, by Cy Twombly é  uma visita  imprescindível para quem estiver  em Paris”. Vanda klabin

 

 

CONTATO: VANDA MANGIA KLABIN
TEL: +55 21 2267-2662 ou +55 21 2522-5624
vklabin@terra.com.br

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ELSA SCHIAPARELLI: UMA DAS DAMAS DA MODA

Para entender a moda é necessário conhecer seus nomes importantes do século passado como a chiquérrima estilista italiana Elsa Schiaparelli, avó da famosa atriz de cinema Marisa Berenson.

Seus vestidos estarão expostos, juntos com os de Miuccia Prada, à partir do dia 10 de maio de 2013 no Metropolitan Museum Of Art, o famoso MET, em New York. O nome da exposição é : “Impossible Conversation”. São duas italianas de grande sucesso e de épocas diferentes. Estou louca para ir!

Elsa e Miuccia
Elsa schiaparelli

Resolvi contar um pouco deste personagem famoso que foi Elsa Schiaparelli pois Miuccia Prada todos conhecem mais.

Sua primeira coleção foi em 1929 e logo foi considerada a criadora do momento e se tornou a grande rival de Mademoiselle Chanel e de Mademoiselle Vionnet, trio da alta costura parisiense da época. Elas frequentavam o mesmo mundo e testemunhavam as mesmas aspirações.

Poiret, dos primeiros grandes costureiros e mito da alta costura, se tornou seu amigo por acaso, logo depois da chegada de Elsa a Paris. Ela foi a seu ateliê acompanhando uma amiga e houve uma empatia instantânea entre os dois. Nessa mesma visita, Poiret presenteou Elsa com um lindo manteau que parecia feito especialmente para ela. A paixão pela moda surgiu deste encontro.

O ateliê de Elsa, no auge da carreira, ficava numa esquina da Place Vendôme e era uma verdadeira festa. O grupinho “Schiap” em Paris era o mais animado e divertido: Marcel Duchamp, Man Ray, Jean Cocteau, Salvador Dali, e mais Lauren Bacall, Humphrey Bogart, Gary Cooper… reparem que gente mais interessante!

Elsa era super criativa e seu bordador oficial era Lesage. Os acessórios originais foram a grande marca de Elsa. Formas jamais imaginadas como sapatos nos chapéus, colares de insetos, bolsas com fechaduras, fizeram com que ela revolucionasse a moda entre 1930 e 1940. Suas clientes eram: Katherine Hepburn, Greta Garbo, Glória Guinness e a Duquesa de Windsor. Elsa fez também figurino para o cinema com muito sucesso. Foi chamada de “a surrealista do mundo fashion”.

 

Que maravilha este bordado by Lesage!

O famoso vestido (acima) feito especialmente para a Duquesa de Windsor foi inspirado na escultura (abaixo) de Salvador Dali.

Este vestido foi inspirado de um desenho de Cocteau.

Elsa criava roupas como se fossem obras de arte e declarou que o processo de criar uma roupa é o mesmo de pintar um quadro ou fazer uma escultura. Foi ela que criou a linha esporte chamada hoje em dia de sportwear ou prêt à porter. Ela foi também a primeira a usar a sofisticação da moda para o mundo moderno e a vida prática.

Estes grandes nomes da moda são inspiração para uma moda eterna e FOREVER. Se voces passarem por New York não percam esta exposição que promete ser maravilhosa!

MP

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VAREJÃO IN RIO!

 

Maravilhosa Adriana Varejão!

 

 

Fui conferir, com minhas 20FOREVER, a linda retrospectiva da artista plástica carioca, Adriana Varejão e saí encantada pelo conjunto de sua obra: forte, visceral, vibrante, de uma plasticidade incrível, sendo também delicada e feminina, amei…

Vinda do MAM  de São Paulo (post de MP maravilhoso), com curadoria de Adriano Pedrosa, com algumas modificações, a exposição “Histórias às Margens” fica no MAM carioca até o dia 10 de março e é mais um programaço cultural pra quem estiver numa de “off Sapucaí”.

Escolhi pra fotografar algumas obras que “suspeitei” serem inspiradas no Rio, pra vocês se animarem a ir curtir tantas belezas. Vejam…BN

 

SOBRE O RIO ANTIGO:

 

 

 

 

 

AUTO RETRATOS:

 

 

 

 

 

 

RIO DE AGORA E SEMPRE:

 

 

 

 

 

A artista maravilhosa Adriana Varejão com o craque Jonas Bergamin e eu.

 

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A ARTE DE HENRIQUE OLIVEIRA, por VANDA KLABIN

 

Beleza de arte de Henrique de Oliveira! BN

 

Feriado à vista, precisamos organizar a nossa programação, eu e os cariocas que não vão viajar neste carnaval mas que declinarão dos três dias de folia. Nada melhor, então, que programas culturais que fazem e descansam as nossas cabeças exauridas do batidão do dia-a-dia: “peguemos” um cineminha e/ou façamos um tour pelos museus, galerias e centros culturais.

Para nos dar uma divina dica do que ver, volta ao BLOG hoje, para nossa alegria, a maravilhosa Vanda Klabin, contando sobre sua mais nova curadoria. BN

 

HENRIQUE DE OLIVEIRA, por VANDA KLABIN!

“Inquietas por natureza, as obras de Henrique Oliveira parecem ignorar equilíbrio e estabilidade, nunca estão apaziguadas. São superfícies conflituosas em permanente pulsação, desarmando a inércia do nosso olhar cotidiano. Henrique Oliveira solicita que o espectador abdique de suas noções convencionais de espaço e se entregue para uma nova experiência que sinalize o mundo real com suas fissuras, tensões e enigmas a serem decifrados. A maior parte de suas obras, repletas de membranas e camadas, conduz a um jogo perceptivo: grandes blocos de madeira estão dispostos no espaço, e a nossa percepção é colocada em xeque e se revela tensionada, entre um fluxo orgânico e a matéria.

 

A sua formação acadêmica foi em artes plásticas – pintura e poéticas visuais –, mas foi o tecido da vida urbana que despertou o seu interesse, criando um novo espaço para a arte transitar. Essa tessitura anônima, essa espécie de ordem desordenada, esse enxergar pelas fendas as frações do caos urbano são apropriados pelo olhar do artista como um ingrediente ativo para o seu trabalho.

 

A madeira é a superfície mais ativa e presente. As suas obras realizadas com tapumes parecem guardar a imediaticidade da experiência, reter o singular. A madeira é obtida após um grande processo de garimpagem, recolhida nas ruas ou oriunda do descarte de materiais de construção. É um trabalho que se constrói a partir do recolhimento de restos do passado. Seu vocabulário traz uma reunião poética de elementos pertinentes a uma realidade urbana: corta fragmentos de madeira como uma colagem às avessas, desloca os tapumes do contexto original e os ressignifica, criando cicatrizes abertas que seguem o curso do imprevisível.

 

Nos zigue-zagues de sua trajetória, problematiza e tensiona as suas obras tridimensionais pela adição, acumulação e saturação dos elementos, verdadeiras construções espaciais, criando novas experiências perceptivas. Seus trabalhos lançam mão de recursos centrais da arte de nossos dias: a intervenção no espaço expositivo, as grandes dimensões, o rigor no uso de materiais inusitados, uma consciência aguda da história da arte e do lugar que ocupa nela, um diálogo culto com diferentes ressonâncias da arte contemporânea.

A sua pintura, com vibrantes contrastes, harmonias dissonantes, grumos espessos e com alta voltagem cromática, tem uma conotação ambígua e é também transformada em linguagem tridimensional a desdobrar-se no espaço. Apresenta planos populosos, superfícies ofegantes com pequenos núcleos de saturação pictórica. Enfatiza a matéria com grossos impastos irregulares, múltiplas camadas, e as pinceladas vívidas, nervosas, criam uma espécie de engarrafamento cromático nas suas linhas escorridas e ondulantes.

 

Sua arte tem frescor, força estética, gosto pelo improviso, urgência e intensidade. A presença enigmática de sua obra, o agenciamento e a aglomeração de fragmentos que se agregam para formar unidades intensas são dissonâncias que estão sempre materializando um gesto novo, uma zona de turbulência quase desconfortável. A constituição precária e ancestral da madeira e a pintura que se constrói e se reconstrói como uma malha flutuante detêm um conteúdo, uma história e uma verdade que são impressos no mundo. O fluxo poético de seu trabalho tece um imprevisível diálogo visual, que irradia um ímpeto contemporâneo e uma energia plástica que se mantém aberta às experimentações”. Vanda Klabin

 

 

 

CONTATO DE VANDA KLABIN
Tel   +55 (21) 2267-2662
+55 (21) 2522-5624
Fax  +55 (21) 2523-9335
Cel   +55 (21) 9986.9256
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