VANDA KLABIN NOS CONTA SOBRE CY TWOMBLY
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Para entender a moda é necessário conhecer seus nomes importantes do século passado como a chiquérrima estilista italiana Elsa Schiaparelli, avó da famosa atriz de cinema Marisa Berenson.
Seus vestidos estarão expostos, juntos com os de Miuccia Prada, à partir do dia 10 de maio de 2013 no Metropolitan Museum Of Art, o famoso MET, em New York. O nome da exposição é : “Impossible Conversation”. São duas italianas de grande sucesso e de épocas diferentes. Estou louca para ir!


Resolvi contar um pouco deste personagem famoso que foi Elsa Schiaparelli pois Miuccia Prada todos conhecem mais.
Sua primeira coleção foi em 1929 e logo foi considerada a criadora do momento e se tornou a grande rival de Mademoiselle Chanel e de Mademoiselle Vionnet, trio da alta costura parisiense da época. Elas frequentavam o mesmo mundo e testemunhavam as mesmas aspirações.
Poiret, dos primeiros grandes costureiros e mito da alta costura, se tornou seu amigo por acaso, logo depois da chegada de Elsa a Paris. Ela foi a seu ateliê acompanhando uma amiga e houve uma empatia instantânea entre os dois. Nessa mesma visita, Poiret presenteou Elsa com um lindo manteau que parecia feito especialmente para ela. A paixão pela moda surgiu deste encontro.
O ateliê de Elsa, no auge da carreira, ficava numa esquina da Place Vendôme e era uma verdadeira festa. O grupinho “Schiap” em Paris era o mais animado e divertido: Marcel Duchamp, Man Ray, Jean Cocteau, Salvador Dali, e mais Lauren Bacall, Humphrey Bogart, Gary Cooper… reparem que gente mais interessante!
Elsa era super criativa e seu bordador oficial era Lesage. Os acessórios originais foram a grande marca de Elsa. Formas jamais imaginadas como sapatos nos chapéus, colares de insetos, bolsas com fechaduras, fizeram com que ela revolucionasse a moda entre 1930 e 1940. Suas clientes eram: Katherine Hepburn, Greta Garbo, Glória Guinness e a Duquesa de Windsor. Elsa fez também figurino para o cinema com muito sucesso. Foi chamada de “a surrealista do mundo fashion”.
Que maravilha este bordado by Lesage!
O famoso vestido (acima) feito especialmente para a Duquesa de Windsor foi inspirado na escultura (abaixo) de Salvador Dali.
Este vestido foi inspirado de um desenho de Cocteau.
Elsa criava roupas como se fossem obras de arte e declarou que o processo de criar uma roupa é o mesmo de pintar um quadro ou fazer uma escultura. Foi ela que criou a linha esporte chamada hoje em dia de sportwear ou prêt à porter. Ela foi também a primeira a usar a sofisticação da moda para o mundo moderno e a vida prática.
Estes grandes nomes da moda são inspiração para uma moda eterna e FOREVER. Se voces passarem por New York não percam esta exposição que promete ser maravilhosa!
MP
ELSA SCHIAPARELLI: UMA DAS DAMAS DA MODA Read More »

Fui conferir, com minhas 20FOREVER, a linda retrospectiva da artista plástica carioca, Adriana Varejão e saí encantada pelo conjunto de sua obra: forte, visceral, vibrante, de uma plasticidade incrível, sendo também delicada e feminina, amei…
Vinda do MAM de São Paulo (post de MP maravilhoso), com curadoria de Adriano Pedrosa, com algumas modificações, a exposição “Histórias às Margens” fica no MAM carioca até o dia 10 de março e é mais um programaço cultural pra quem estiver numa de “off Sapucaí”.
Escolhi pra fotografar algumas obras que “suspeitei” serem inspiradas no Rio, pra vocês se animarem a ir curtir tantas belezas. Vejam…BN
SOBRE O RIO ANTIGO:
AUTO RETRATOS:
RIO DE AGORA E SEMPRE:


Feriado à vista, precisamos organizar a nossa programação, eu e os cariocas que não vão viajar neste carnaval mas que declinarão dos três dias de folia. Nada melhor, então, que programas culturais que fazem e descansam as nossas cabeças exauridas do batidão do dia-a-dia: “peguemos” um cineminha e/ou façamos um tour pelos museus, galerias e centros culturais.
Para nos dar uma divina dica do que ver, volta ao BLOG hoje, para nossa alegria, a maravilhosa Vanda Klabin, contando sobre sua mais nova curadoria. BN
“Inquietas por natureza, as obras de Henrique Oliveira parecem ignorar equilíbrio e estabilidade, nunca estão apaziguadas. São superfícies conflituosas em permanente pulsação, desarmando a inércia do nosso olhar cotidiano. Henrique Oliveira solicita que o espectador abdique de suas noções convencionais de espaço e se entregue para uma nova experiência que sinalize o mundo real com suas fissuras, tensões e enigmas a serem decifrados. A maior parte de suas obras, repletas de membranas e camadas, conduz a um jogo perceptivo: grandes blocos de madeira estão dispostos no espaço, e a nossa percepção é colocada em xeque e se revela tensionada, entre um fluxo orgânico e a matéria.
A sua formação acadêmica foi em artes plásticas – pintura e poéticas visuais –, mas foi o tecido da vida urbana que despertou o seu interesse, criando um novo espaço para a arte transitar. Essa tessitura anônima, essa espécie de ordem desordenada, esse enxergar pelas fendas as frações do caos urbano são apropriados pelo olhar do artista como um ingrediente ativo para o seu trabalho.
Nos zigue-zagues de sua trajetória, problematiza e tensiona as suas obras tridimensionais pela adição, acumulação e saturação dos elementos, verdadeiras construções espaciais, criando novas experiências perceptivas. Seus trabalhos lançam mão de recursos centrais da arte de nossos dias: a intervenção no espaço expositivo, as grandes dimensões, o rigor no uso de materiais inusitados, uma consciência aguda da história da arte e do lugar que ocupa nela, um diálogo culto com diferentes ressonâncias da arte contemporânea.
Sua arte tem frescor, força estética, gosto pelo improviso, urgência e intensidade. A presença enigmática de sua obra, o agenciamento e a aglomeração de fragmentos que se agregam para formar unidades intensas são dissonâncias que estão sempre materializando um gesto novo, uma zona de turbulência quase desconfortável. A constituição precária e ancestral da madeira e a pintura que se constrói e se reconstrói como uma malha flutuante detêm um conteúdo, uma história e uma verdade que são impressos no mundo. O fluxo poético de seu trabalho tece um imprevisível diálogo visual, que irradia um ímpeto contemporâneo e uma energia plástica que se mantém aberta às experimentações”. Vanda Klabin
A ARTE DE HENRIQUE OLIVEIRA, por VANDA KLABIN Read More »