… E de novo ela, sempre linda, no século XXI: inaugurou um site que vai contar, com muitas imagens, sua trajetória de sucesso!
A queridíssima e incansável artista plástica Mucki Skowronski, que passa a vida nos encantando com suas belezuras, visita nosso Blog pra contar as novidades maravilhosas… Sigamos com ela! BN
MUCKI SKOWRONSKI:
“Comecei um site para falar de cores, minha grande paixão, mostrando meu trabalho, desde 1988, inspirações, lugares prediletos e, sempre em primeiro lugar, a Fazenda da Lagoa, perto de Ilhéus na Bahia, celeiro de cores intensas e luz rara !!!
As fotos que mostro são todas em primeira mão para meu blog predileto, o 40Forever, e dão idéia do que postarei: minhas telas bordadas e meu trabalho voltado para decoração, que desenvolvo no atelier.
A graciosa igreja da vila de São Sebastião da Cova da Onça, em Boipeba na Bahia: inspiração! BN
Além disso, estou desenvolvendo na Ilha de Boipeba, também na Bahia, uma atividade social que virou minha atual paixão. Mais precisamente na vila de São Sebastião da Cova da Onça, de 700 habitantes, cuja única fonte de sustento das mulheres era a pesca ao caranguejo.
Painel Yemanjá, todo bordado a mão pelas artesãs de Boipeba: beleza pura! BN
Outra linda tela, em chita, também bordada no projeto da Mucki: um ano pra ficar pronta! BN
Tentando ajudá-las a complementar a renda familiar iniciei, há 2 anos, um trabalho de artesanato que as transformou em bordadeiras talentosas. Para abrigá-las, estou construindo uma casa, na vila, que será o centro de artesanato local, com toda assistência e orientação visitando um resultado de muita qualidade. Para se ter uma idéia, algumas das peças bordadas levam um ano para serem executadas. Maravilha das maravilhas!” MS
Almofadas lindas que Mucki faz em seu ateliê e irá mostrar no site! BN
Sou louca por estes tecidos de cores sempre vibrantes, pintados por Mucki: marca registrada! BN
Não é a primeiro vez que falo de Gerard de Waldner, meu padrasto querido, e grande pintor. Gerard sempre teve o dom de pintar, e ao decorrer dos anos foi aprimorado seu talento, suas técnicas e seu gosto pela pintura,
Há alguns anos construiu em sua casa da Normandie um ateliê, feito sob medida para ele, é seu paraíso de seus finais de semana e seu grande prazer.
Gerard é muito discreto mas me deixou fotografar em exclusividade todos os detalhes deste seu recanto mágico.
MP
Ateliê de Gerard em plena Normandie.A pia de mármore e seus panos de linho, acima um quadro com a vista de uma praça italiana.Sua salinha de descanço.Esta linda mesa do século XVIII comprada em Honfleur.Bouquet de flores, Gerard adora pintar a natureza.Não ficou maravilhoso?
Caixa de pintura.
Detalhes de como ele guarda tesouras em copos de palha, adoro! Algumas de suas pinturas…Caixa de lapis num pote imari, adoro! Gerard admirando sua obra! Outra vista do ateliê.Esta foto de mim com minha avó que está no ateliê eu AMO!Caricatura com seu best friend!Maravilhoso este auto retrato! Sua super caixa de “pastel”.
Este lugar tem sempre a melhor música clássica e um chazinho delicioso! Melhor programa da Normandia para quem gosta de arte e poesia!
Bem vindos ao extraordinário museu Kröller-Müller!
Esta preciosa dica devo à minha querida Dea Backheuser que, durante viagem que fizemos à Amsterdam e arredores, salvou-me aos 44 do segundo tempo com a pergunta: -Conhece o Museu Kröeller- Müller?!
Este é o pavilhão Rietveld: Lindo!
Nunca ouvira falar e, diante de tantas maravilhas que tínhamos visto, foi quase um milagre a lembrança insistente da amiga, às vésperas de nosso retorno: Ufa, ainda bem que deu tempo pois, pra ser muito sincera, os museus holandeses são arrebatadores mas, se tivesse que escolher um, nem titubiava… Ficava com este, feliz!
Visual do “museu-casa” e seu jardim estonteante!
Situado no lindo Parque Nacional de Hoge Velluwe, norte do país, região de Gelderland, mais precisamente nas redondezas da cidade de Otterlo, o museu é uma espécie de Inhotim holandês versão século XX pois, como o irmão mineiro, também expõe seu precioso acervo em pavilhões fechados e num deslumbrante parque de 25 hectares que é o maior jardim de esculturas da Europa. A diferença está na quantidade e tamanho dos pavilhões, graças às proporções gigantescas das instalações de Brumadinho.
Sala de exposição: Segundo maior acervo de Van Gogh do planeta!
Fruto do trabalho de uma vida do casal Helene Kröeller-Müller e Anton Kröeller, que entre 1907 e 1922 compraram mais de 11.500 obras de arte reunindo-as em sua casa, na sequência, transformaram-na neste glorioso museu, depois de uma ida de Helene à Florença dos Medicis: Mecenato deve ser contagioso!
A ala de esculturas, com Giacometti comandando a banda!
Para termos uma idéia da grandeza de Kröller-Müller, ele reúne o segundo maior número de obras de Van Gogh do mundo, tendo em seu acervo mais de 90 pinturas e 185 desenhos do genial artista holandês. Só perde pra do Museu Van Gogh, em Amsterdam: Helene foi das primeiras a acreditar em Vincent.
Natureza integrada à arquitetura o tempo todo!
Além de arte o casal, muito abastado, colecionou glebas de terras, que formam hoje grande parte do mencionado Parque Nacional de Hoge Velluwe. Juntando arte com natureza, em 1928 fizeram uma fundação para proteger seu acervo e doaram-no, em 1935, ao povo holandês, na condição do Estado fazer um museu para abrigá-lo, na propriedade onde moravam. Eis um esboço da origem do museu Kröller Müller, inaugurado em 1938 e depois ampliado, nos anos 60.
“Flotante”é a linda escultura de marta Pan: Me lembrou uma sereia!
De coração, se forem à Holanda priorizem esta visita: É pecado mortal deixa-la para trás! A duas horas de carro de Amsterdam, por uma estrada absolutamente deslumbrante, saiam cedo pro dia render, depois de pedirem aos céus pra mandarem aquele dia de sol: Ele faz a diferença!
Com as niñas nos jardins de Kröller-Müller.
Chegando, conheçam o acervo exposto nos pavilhões pra depois deixarem a vida vos levar pelo jardim encantado, repleto de esculturas. Se estiverem em plena forma, aluguem bicicleta senão caminhem, sem lenço nem documento!
Uma das divas do acervo, “Jardin d’Email” de Dubuffet é impactante!
No final, pitstop no restaurante do museu: É delicioso! BN
A foto não é brilhante mas já dá pra ter uma idéia da delícia de ambiente do restaurante do museu.
Anotem nas agenda : Amanhã, quinta feira dia 28 de maio, ao meio dia, no Museu Histórico Nacional, será a abertura da exposição de BetinaSamaia. Betina é uma fotografa que está fazendo grande sucesso mundo afora e como AMA o Rio, fez fotos espetaculares que encantaram qualquer carioca …
MP
O curador Eder Chiodetto com sua palavras explica a trajetória de Betina.
“Psicóloga de formação, Betina Samaia encontrou na fotografia uma forma de expressão contundente para trazer à tona aquilo que normalmente não se revela aos nossos olhos, foge à nossa razão, mas existe e insiste no universo, na memória, no imaginário.
Por meio do uso da técnica de longas exposições em determinadas situações de luminosidade noturna, a fotógrafa obtém resultados surpreendentes: a luz artificial das cidades entra em perfeita sintonia com a luminiscência emitida pelas estrelas, asteroides e tantos outros corpos celestes. O espaço sideral, que em grande parte só se revela por meio de aparatos ópticos complexos, surge nas imagens de Betina criando uma tensão poética comovente, de rara beleza.
Antigamente algumas tribos indígenas acreditavam que as estrelas na verdade eram perfurações no céu. Por meio deles era possível vislumbrar que além do planeta Terra, haveriam outros mundos iluminados. As fotografias de Betina, de forma análoga, nos permitem perceber que de fato há outros mundos possíveis. Ela constata que a nossa visão falha, edita e interdita parte do existente. Entre o visível e o de fato existente há uma zona nebulosa que não apreendemos.
Essas fotografias, que versam mais sobre o campo sensorial que à razão, são metáforas potentes para abordar questões ligadas ao inconsciente e ao auto conhecimento. Eis o ponto preciso e original no qual Betina conecta seus estudos de psicologia com sua arte fotográfica.
Como apregoa o teórico Vilém Flusser, o artista que se apodera de uma câmera fotográfica deve ter como meta desprogramar o aparelho, fazendo com que a perspectiva visual restritiva imposta pelo engenheiro ganhe novas e criativas possibilidades de expressão. Caso contrário o fotógrafo será sempre apenas um bem comportado funcionário do engenheiro a cumprir com disciplina as regras por ele impostas. Artistas como Betina Samaia investem no sentido de dar ao aparelho novas perspectivas, afim de libertar parcelas até então enclausuradas de beleza e poesia. A beleza incomparável da geografia carioca soa ainda mais mágica e idílica quando a artista nos revela as constelações existentes sobre o Cristo Redentor.”