Artes Plásticas

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A HISTÓRIA MÁGICA DO VASO AZUL!

Como as personagens deste lindo livro, que deixam suas histórias pra conquistar o mundo, nosso vaso azul também abandonou a dele pra ser imortalizado por Guignard!

“Once upon a time, there was a magic kingdom and a beautiful blue vase, that one day became a star, by the hand of a glorious painter”…

Eis o lindo vaso azul, ainda em sua versão “Gata Borralheira”, esperando ser levado do marché francês!

Começo este post como um conto de fadas, pra mostrar que inclusive um lindo e solitário vaso pode ter seu dia de Cinderella e tornar-se uma celebridade do mundo das artes, como aconteceu com este azul, em questão. Portanto meninas e meninos, não percam as esperanças…

Nosso vaso azul já embalado pra posteridade, pelo grande Guignard!

Sua história começa na Paris do ano de 1951, quando uma ilustre senhora mineira o compra, no  “marché aux puces”, e muda a sua pacata vida: de um cidadão renegado e à venda, ele passa a fazer parte de uma das famílias mais divertidas que conheço, ancorada num matriarcado duradouro e que há várias gerações produz mulheres inesquecíveis como Marielza Lima, a dona do vaso.

Duas inspirações de Guignard, na mesma foto: uauuuuu, Marielza, bien sûre, e o vaso azul!

Única, cheia de energia, personalidade e atitude, Marielza, musa, inspirou também seu amigo e conterrâneo, o pintor Alberto da Veiga Guignard, que não só lhe pintou a beleza mas também a do seu vaso francês, imortalizando o segundo, pois a primeira já veio ao mundo FOREVER!

O lindo vaso pronto pra ir pro baile, já pintado por Guignard!
A legenda que o identifica no mágico mundo das artes!

Apesar de toda amizade que tenho pela família, foi o acaso e o flanar pela “Arte Rio” que me mostrou esta delícia de história ou domingo não é dia de curtir coisas lindas? BN

Se não fosse eu cruzar com a queridíssima Esther Lima, uma das cinco maravilhosas filhas de Marielza, num stand da Arte Rio, jamais teria esta linda história pra contar pra vocês… Portanto, flanemos muito nesta vida, daí virão os grandes encontros.. .THE (happy) END! 

 

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RICHARD SERRA E SUA SEVEN, NO CATAR, por VANDA KLABIN!

Dois musos, Richard Serra e Vanda Klabin, tendo o MAC de Niterói como lindo pano de  fundo, se encontram no Rio na ocasião da exposição do artista no Centro de Arte Helio Oiticica, em 1997, com curadoria da nossa blogueira de hoje: competência! BN

Volta ao BLOG, pra nossa alegria, uma colaboradora muito especial, sempre com um assunto interessantíssimo como o de hoje: Richard Serra e sua Seven, a escultura, não o jeans…

Vejam a magnifica “Seven” flutuante engrandecendo a costa de Doha, no Catar: mais tarde voltaremos à ela. BN

E ninguém melhor pra falar sobre um dos meus escultores preferidos do que sua amiga de longas datas e parceira de trabalho, Vanda Klabin, nossa blogueira chiquérrima! BN 

Uma das belezas expostas no MOMA, na monumental retrospectiva do artista em 1997! BN

VANDA KLABIN:
“Richard Serra é um dos artistas atuantes no cenário da cultura contemporânea. Sua obra tem aspectos e escala industrial: são esculturas de grande porte e tonelagem, produzidas em aço-corten oxidado , sempre com aparência de total instabilidade.

Escultura “Torqued Elipses”, do MOMA: … “sempre aparência de total instabilidade”. BN

.A trama urbana  é o seu principal campo de experiência. O seu processo de trabalho  é distanciado da situação de confinamento de um ateliê  e expandiu-se para  a área pública, realizando obras de grande dimensões, inseridas no contexto do cotidiano urbano ou dentro de recintos arquitetônicos.

“Promenade”, expô no Grand Palais, Paris 2008. BN

A escala de monumentalidade, elaborada em cooperação com uma equipe de engenheiros, nos canteiros navais ou siderúrgicos, reinvindica, pelo peso e força do seu impacto físico, um espaço exclusivo e condições próprias de observação.

Eis nosso herói: Richard Serra! BN

Richard Serra  nasceu em São Francisco e, após ter passado alguns anos na Europa, se estabelece em Nova York, em1966. Sua obra tem origem nas discussões dos artistas minimalistas e realiza os seus  primeiros trabalhos utilizando ainda materiais flexíveis, como borracha e chumbo líquido,  um conjunto de questões que já apontam para a dissolução  do objeto escultórico. Seu percurso vai  incluir construções instáveis, elementos combinados de modo a criar estruturas de equilíbrio precário, que alteram a experiência perceptiva do espectador.

Vejam um “Look” da maravilhosa exposição de Richard Serra, “Rio Rounds”, realizada no Centro Cultural Hélio Oiticica, RJ, em 1997/98, com super curadoria da nossa musa Vanda Klabin! BN
Vejam este flagra, do escultor com a mão na massa, ajudando na montagem da Rio Rounds! BN

Em novembro de 1997, na qualidade de diretora do  Centro de Arte Hélio Oiticica, fiz o convite ao artista  para   ocupar as galerias da instituição, no Rio de Janeiro. Richard Serra instalou seus desenhos negros monocromáticos com “paintstick”, concebidos exclusivamente para aquele espaço arquitetônico, intitulado RioRounds. A instalação dessas superfícies negras requer uma complexa tomada de decisões que deriva de um experiência direta do espaço, ao mesmo tempo ativando-o e alterando a nossa experiência perceptiva.

A belíssima e monumental “Seven”, vista bem de pertinho: inspiração nos minaretes islâmicos…                                                                                     Foto tirada da escultura 7 e cedida para VK/40F pelo Catar Museum. BN

A sua primeira escultura pública, no Oriente  Médio, foi instalada no MIA PARK, em Doha, no Catar, em janeiro de 2012 . Seven é uma escultura monumental, composta de 7 placas de aço,  pesando 670 toneladas, com  24,40m de altura x 2,4m de largura x 10 cm de espessura. A construção  levou um ano e consumiu um milhão de homens/hora.
A escultura foi colocada num ponto da esplanada de Doha, antigo porto de embarque de containers . Ela parece flutuar no mar e fica próxima ao Museu de Arte  Islâmica, projetado pelo arquiteto IM Pei. As superfícies assimétricas de aço se sobrepõem, criando abstrações de texturas e sombras

“As superfícies assimétricas de aço se sobrepõem, criando abstrações de texturas e sombras”… como explica o autor! BN
“Ela parece flutuar no mar e fica próxima ao Museu de Arte Islâmica, projetado pelo arquiteto IM Pei”. Como nos explica Vanda Klabin.. BN

Serra explica o processo criativo atrás  da escultura 7: A minha fonte principal  de inspiração foi   o minarete Ghanzi, no Afeganistão. Fiquei muito interessado nos minaretes islâmicos. Eu os estudei, da Espanha até o Iemêm. Os minaretes têm formas redondas. O minarete de Ghanzi é o único que se desenvolve de maneira planar. Eu pensei que isso poderia combinar com a minha ideia para uma escultura. No meu entender, há muitas referencias no Corão ao número 7. O número 7 também tem relevância para uma importante descoberta feita pelo grande matemático e astrônomo persa, Abu Sahl al-Quhi. Arquimedes introduziu o conceito do heptágono regular na geometria, que ficou inexplorada durante  séculos. Também foi Abu Sahl que  provou que um heptágono regular pode ser construído como forma geométrica.

“Seven” por outro lindo ângulo. BN

Quem tiver a oportunidade de visitar o Catar, não deixe de incluir esse belíssimo  complexo cultural e apreciar a gigantesca escultura 7.” VK

Visão aérea da “Seven”, foto cedida pelo Museu do Catar. BN
A “Seven” pontificando na noite de Doha. Foto cedida pelo Museu do Catar. BN

Vanda Klabin
Historiadora  de arte e curadora
Setembro de 2012

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ARTE E VIDA: UMA PARCERIA PERFEITA!

Três obras me chamaram a atenção, ainda na Arte Rio, por serem maravilhosas crônicas do cotidiano, através de suas imagens.

Divido com vocês, estas minhas impressões, tomara que gostem…

A primeira é uma “Última Ceia”, do maravilhoso paulista Nelson Lerner, que estava exposta na Galeria Silvia Cintra: Jesus Cristo e seus apóstolos, num banquete contemporâneo, compartilham uma linda mesa de comida japonesa, todos vestidos a caráter, composição perfeita e cheia de atitude e talento. Esta também seria a minha última refeição, fácil, se pusesse escolhe-la.

As outras duas obras, expostas na Galeria Mario Cohen, são fotos do canadense  Robert Polidori que contam uma história de esperança, mostrando o mesmo Templo de David, de Beirute, com um intervalo de quatorze anos: em 1996 e 2010. BN

Este é o Templo de David, fotografado em 1996, depois de um bombardeio.
Ei-lo, já em 2010, sendo lindamente restaurado e recuperando todo o seu esplendor!

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MARIA MARTINS E A CEREJA DO BOLO!

A escultura surrealista, em bronze, “Canto da Noite”, by Maria Martins, que enfeita os jardins do Palácio do Itamaraty, em Brasília… Apoteótica!

Amo Maria Martins, artista adiante do seu tempo, que triunfou como escultora numa época em que os homens tinha a “reserva de mercado” desta técnica e é, sem a menor dúvida, dos maiores nomes da arte brasileira de todos os tempos.

Foi esta divina MM que me viu crescer….

Cresci contemplando uma de suas deslumbrantes obras, uma espécie de “mulher-polvo”, que pontificava no jardim da casa de minha tia, e confesso que não sonhava com Maria ceramista, até me deparar com este achado, enquanto flanava pela Arte Rio.

Dentre tantas obras primas expostas na maravilhosa Feira de Arte/Exposição, esta foi a que mais me surpreendeu e elegia-a  a minha “cereja do bolo”.

Eis a emblemática “O impossível”, da minha musa escultora!

Trata-se de uma deslumbrante coleção, feita pela artista, em 1948, composta por dezessete placas de cerâmica industrial esmaltadas, com temática e medidas variadas, que foram executadas no ateliê da artista, em sua casa de campo em Petrópolis, cidade serrana fluminense.

Vejam a beleza, nas fotos. Me lembrou as de seu amigo do peito, Pablo Picasso… BN  

BN e a linda coleção, distribuida numa estante!
Liberei a passagem pra vocês poderem curtir, melhor, o visual da coleção de cerâmicas, by Maria Martins!

SELECIONEI ALGUMAS PLACAS: CURTAM!

Composição 6!
Composição 8!
Composição 12!
Composição 14!

 

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