Amanhã, quarta feira dia 16, e no dia 17, quinta feira, as queridas e divinas Chris Guimarães e AnaJoma Fasano estarão na suíte 707 do Hotel Fasano recebendo suas clientes para apresentar a nova coleção da Linho 1.
A novidade está nas cores, tingimentos, listas, acabamentos e nas louças. As duas vão apresentar as primeiras peças da parceria com outra super querida nossa, Denise Stewart. Juntas, elas desenvolveram uma linha exclusiva de porcelana e argila negra trabalhando com as cores desta coleção.
Além da pronta entrega, a Linho 1 faz peças sob medida. Todos os tingimentos e metragens podem ser feitos sob encomenda, de forma exclusiva e artesanal.
Sou fã incondicional da beleza e da elegancia do trabalho delas, chic demais!
François Catroux é um dos grandes decoradores Parisienses que fazem parte do jet set internacional. Foi durante anos presença em todas as festas mais badaladas de Paris , recebia divinamente bem e decorou casas dos mais importantes Príncipes e Princesas, nobres e burgueses poderosos deste mundo.
Sua mulher, Betty Catroux, foi musa e melhor amiga do costureiro Yves Saint Laurent.
Betty e François Catroux.
Yves Saint Laurent e Betty Catroux.
Adorei a dedicatória de Betty : ” Nunca poderei agradecer suficientemente à François, por ter feito nossas vidas tão bela em todos os sentidos”
A divina colagem do livro, onde François mostra alguns de seus amigos íntimos como Loulou de la Falaise, Pierre Bergé, Yves Saint Laurent, Marie Hélène de Rothschild, Diane de Furstenberg…
Exposição maravilhosa das roupas da “musa fashion” da ‘Belle-Époque”, a Condessa de Greffulhe, na FIT de NYC: imperdível!
Apaixonada por Marcel Proust e seu primoroso “Em Busca do Tempo Perdido”, vibrei quando a queridíssima Patrícia Peltier me soprou sobre a exposição que acontece desde setembro, e até 7 de janeiro de 2017, no FIT (FASHION INSTITUTE OF TECHNOLOGY) de NYC, cujo teor é a grande musa feminina do autor e inspiração para uma de suas principais personagens e deste post também.
Esta é a estilosíssima Princesa Élizabeth de Caraman-Chimay, Sra de Greffulhe, que arrasou nos salões parisienses, tornando-se inspiração para personagem do grande Marcel Proust!
Corri pra pesquisar sobre o tema e, quando me dei conta, tinha passado o dia mergulhada em dezenas de artigos fascinantes sobre a montagem da mostra, que me levaram à uma espécie de viagem fantástica num tempo de pura magia e beleza, pelo reino encantado da rainha dos salões parisienses da “Belle Époque” ou “A Musa deProust, a Condessa de Greffulhe”.
Uma das atrações da mostra é o “Lily dress” ou o vestido dos lírios, do estilista Charles-Frederick Worth, de veludo negro com aplicações em seda marfim e pérolas, “linha princesa” atípica pra 1896, quando a condessa o usou: ela sempre ditou sua própria moda!
Nascida Princesa Élizabeth de Caraman-Chimay (1860-1952), a Condessa HenriGreffulhe é considerada o principal molde na construção da personagem Oriane, a espirituosa Duquesa de Guermantes: a Condessa de Chevigné e Genevieve Bizet completam o triunvirato de inspiração, onde é Greffulhe quem pontifica. O “Proustianista” Benjamin Taylor, justificando a tese, preconiza em seu delicioso “Proust: The Search”: “Depois de Élizabeth Greffulhe simplesmente não havia mais para onde “escalar” (socialmente)… Ela era o gol de todo snob!”.
Este exótico vestido, também de Worth, era um “tea gown”, como explica o letreiro da mostra, ou um “vestido de chá”… Verde esmeralda, cor preferida de Élizabeth, e azul pavão, ele é de seda, veludo e “renda valenciana” é outra atração de seu guarda-roupa, de 1897.
Semelhantes em suas “origens aristocráticas”, muito estilo pra viver e vestir-se e casamentos de aparência com nobres mulherengos e grosseiros, ficção e realidade se confundem somente na forma. A infelicidade amorosa que fragilizou a Duquesa nas páginas de Proust, tornou a real Élizabeth culta e cultivada, transformando-a numa das grande mecenas de sua época: da emblemática Cia “Ballets Russes” à genialidades dos estudos radioativos da polonesa Marie Curier (primeira mulher a ganhar um Prêmio Nobel), nenhuma excelência escapou dos seus cuidados e patrocínio.
Eis o “vestido bizantino” que Greffulhe usou no casamento da filha. Feito em lamê dourado e todo “encrustado” em pérolas e arrematado com vison, tem autoria master: é dos primeiros modelos do então jovem estilista Paul Poiret, em 1904.
Só que estamos no século XXI, em NYC e um dos seus templos de estudo “fashion”, o FIT. Por isso, toda esta relevância acima é apenas moldura para a o ângulo da musa a ser explorado: o estilo único de vestir-se da Condessa de Greffulhe atravessou o oceano Atlântico (depois de exposto no Palais Galliera, do Museu da Moda da Cidade de Paris, para onde foi doado este precioso acervo) e desembarcou em Manhattan, onde anda encantando a todos.
“By Nina Ricci” é este “evening ensemble” ou “duas peças” para noite: vestido e bolero feitos em seda, lã e plumas de avestruz a condessa, em 1937: podíamos usá-lo hoje, com louvor!
Os que tiverem o privilégio de visitar a mostra, verão o guarda-roupa de uma mulhervisionária que entendeu, cem anos antes, o significado artístico que o mundo da moda assumiria, em nossos dias, bem como o efeito “midiático” que uma bela roupa pode causar. Por isso, tratou como grandes mestres, artistas do quilate de Charles-Frederick Worth, Fortuny, Paul Poiret, Nina Ricci, Jeanne Lanvin, Louiseboulanger. Para ilustrar este parágrafo, transcrevo um comentário seu para o poeta dandi Robert de Montesquieu, em cartas que trocaram, ao longo da vida: “Nada é comparável ao prazer que uma mulher sente ao roubar os olhares de todos e, com eles, a maravilhosa energia da admiração”.
Feito para o verão de 1937, este vestido de noite em tule e “musseline” é assinado por Jeanne Lanvin: luxo só!
A exposição é composta por 40 peças do acervo da Condessa (sendo 28 vestidos mais acessórios como sapatos, chapéus, luvas e até meias de seda), mais uma coleção de fotografias que ilustram e complementam os “looks” exibidos. Programa mais que legal pra quem estiver por lá: vejam, um pouquinho, nas fotos! BN
Amei estes quimonos, by Vitaldi Babani, anos 1920!
Esta é a capa russa, inicialmente um vestido de noite que Élizabeth ganhou do Czar Nicolau II, quando este esteve em Paris, em 1896. Sem cerimônia e com a ajuda de Worth, ela transformou-o em capa para dias de gala! Adorando esta condessa!
Fecho com este glorioso sapato vermelho, em seda adamascada e salto alto, da casa “Louis Heels”, de 1905… Mais? Só tendo a sorte de visitar a exposição!
Eu já tinha ouvido falar do LE LABO, mas nunca tinha entrado, até passar pela porta sem nem saber que tinha ali, batendo perna em NY! É o seu perfume personalizado e envazado na hora, onde quer que voce esteja no mundo, nas várias LE LABO “all over”.
Escolhi dois cheiros que adorei e rapidamente a vendedora foi para uma espécie de laboratório, onde envazou meus perfumes, e depois os rotulou com meu nome, assim como a caixa. Além de serem deliciosos os cheiros, ainda tem a bossa de ter o nosso nome.