Bebel Bittencourt Niemeyer

ISLÂNDIA: UMA VIAGEM À TERRA DO FOGO!

Enquanto eu vou apresentando nosso “Blogueiro” de hoje, mostro também outro ângulo desta terra mágica… BN

Devo este post ao querido amigo Ricardo Zecchin, marido da musa Rita, que com sua generosidade lembrou do BLOG, ao ouvir o relato de uma maravilhosa viagem feita pelo casal amigo, Renata e Ilan Kelson, à Iceland ou Islândia, para nós aqui do quentinho…

Ilan mirando a estrada que o levará para esta maravilhosa viagem que nosso BLOG mostra hoje… Fotografado pela querida Renata! BN
Mirem, por exemplo, a beleza de cachoeira que eles vão encontrar masi a frente!

Num relato delicioso, fraseado objetivo e muito humor, Ilan nos conta suas aventuras pela terra do fogo, na melhor das companhias: sua divina mulher, a queridíssima, Renata. E o melhor, tudo documentado por fotos incríveis, também de sua autoria. Curti muito… BN

Olhem que visual…. Estas lindas montanhas coloridas são em Landmannalaugar! BN

ILAN KELSON:
“Fizemos duas viagens à “Iceland!

Lindo visual à oeste da ilha, perto da Arnarstapi…
PRIMEIRA VIAGEM:
Na primeira, em 2011, fomos com uma turma de 10 amigos e alugamos um mini-bus com guia, sempre saindo de Reijkavik. Usamos a Grayline Tours. Ficamos bem satisfeito com eles. Ajudam no roteiro e na programação. Oferecem, também, tours programados de ônibus. Mas nesse caso, você fica sem a opção de parar nos lugares, a hora que quiser.
Pate papo boêmio, nas ruas de Reijkavik, às 4 da manhã… BN
Chegamos a Reijkavik, uma cidadezinha bem cool. Ficamos no Hotel Borj, que é muito bem localizado. Ele tem alguns quartos grandes e excelentes, são os que estão reformados. E outros quartos menores e bem piores: importante se informar. Lembro que o quarto 16 é um dos maravilhosos. Levem uma máscara de dormir pois os “black outs” não vedam muito bem as janelas. E não esqueçam: são 24 horas de luz por dia. Não tem noite no verão. Fomos no final de junho e a temperatura girava em torno de 15 graus centígrados.

Restaurantes excelentes, em Reijkavik, como o Fish Market, Fish Company e Grill Market. O peixe e o cordeiro são excepcionais. Eles têm, também, sushis super diferentes, de primeira qualidade. Recomendo não comer baleia pois, além de politicamente incorreto, pode não cair bem. A minha mulher provou e quase passou mal: fora a culpa, a carne é horrível.

Madrugada bombada em Reijkavik! BN

A madrugada de sábado para domingo, em Reijkavik, é uma verdadeira loucura . Todos alegríssimos, mulheres lindas. Fomos acordados pelo barulho da rua, às três e meia da manhã. Resolvemos, então, levantar e sair para fotografar. Um monte de gente na rua, uma grande festa. O pessoal volta pra casa, às cinco da manhã.

Pra quem gosta de loura, as de Reijkavik são mesmo deslumbrantes… BN

Dizem que os vikings sequestravam as inglesas mais bonitas e levavam para lá. Por isso, a quantidade enorme e surpreendente de mulheres maravilhosas.

Fizemos 4 percursos:

1- Fomos costeando o lado oeste da ilha, em direção à praia de Arnarstapi. Foi um belíssimo passeio. Levou umas 10 horas.

2- Fomos para o que eles chamam de Golden Circle. Não gostamos (com excessão de algumas cachoeiras maravilhosas). É turístico demais. Não recomendo.

Cratera do Golden Circle… BN

3- Fomos, pelo sul, até as geleiras. Adoramos. O único problema é que leva 6 horas pra chegar e a volta é pelo mesmo caminho da ida.

Lindo visual dos icebergs flutuando… me lembrou a Patagônia e suas geleiras BN

4- Fomos visitar a “Blue Lagoon”. Interessante mas popular e turístico demais. Fica a uns 40 minutos de Reijkavik. Talvez valha a pena ir, mais por curiosidade, mas não va esperando demais.

A “Blue Lagoon”, em pleno verão: põe turístico nisso… BN
Visão panorâmica da “Blue Lagoon”. BN

SEGUNDA VIAGEM:
Fomos só minha mulher e eu. A idéia era fazer fotografia. Fizemos uma grande pesquisa no Google, procurando os sites que pareciam mais interessantes. Desembarcamos em Reijkavik e pegamos um vôo para o norte da ilha, mais precisamente a cidade de Akureyri. Aí, contratamos um guia e alugamos um carro. De lá, fizemos um caminho lindíssimo, em direção ao lago Myvatn. Dormimos lá duas noites. Existe uma quantidade enorme de lugares para visitar. É uma região de muitos lagos, crateras, cascatas fabulosas, áreas geotérmicas inacreditáveis.

A beleza do lago Myvatn! BN

Depois disso, voltamos para Reijkavik e aí trocamos o carro para um Toyota Land Cruiser. Tem que ser 4×4. Tem muitos caminhos “off road”, além de termos que atravessar alguns rios, dirigindo.

Esta foto não foi tirada pelo querido casal kelson. Mas pus pra lembrar que 4X4 é um “must rent”, na linda Islândia! BN

Por falar nisso, ficamos atolados, apesar do 4X4 no meio de um rio, com minha mulher dirigindo é claro, numa região de lagos e rios, onde se faz “fly fishing”. Um trator veio nos resgatar. Foi uma paranóia na hora que atolamos pois era um lugar aonde passa muito pouca gente. Não dava para sair do carro, já que a água estava quase no nível da porta. Tivemos a sorte de umas pessoas passarem na hora. Tentaram nos resgatar. Tentativa frustrada. Acabaram ligando para o “ranger” da região, que mandaram um trator: este, finalmente, conseguiu nos tirar de lá. Enfim, não esqueçam: 4×4. Além disso, recomendo que atravessem os rios do lado dos cascalhos e não na parte da areia, como fez a minha querida esposa. Enfim, esta foi a melhor parte das duas viagens…

Se for para passar somente uns 4 dias, em “Iceland”, eu iria para a região que eles chamam de Highlands (planalto Islandes) que fica a 154km de Reijkavik. A parte mais sensacional é Landmannalaugar. Tem “hikings” (passeios) maravilhosos. As cores das montanhas são incríveis. O problema é a acomodação. Ou se fica num “hut”, encontrável no coração dessa região, em que dormem um monte de gente no mesmo quarto, ou se acampa do lado do “hut”: é  bastante limpo e organizado e os banheiros são coletivos.

Lindo esta paisagem e verde, just for a change…

Como já passamos da idade, acabamos indo parar num hotel de beira de estrada, chamado Highland, que fica a uma hora de Landmannnalaugar. A outra opção que é ainda pior, é o outro hotel do mesmo dono, que fica pertíssimo deste. Como só um “empresário hoteleiro” domina a região, ele não faz muito esforço para melhorar as coisas.

Foto do Hotel Highland, caso precisemos, um belo dia, ligar o nome à pessoa…

Pelo menos o hotel é limpo e o quarto bem espaçoso. A comida, cara, era bem fraca. A grande vantagem é que fica a 50 km de Landmannalaugar. Tudo off road. O caminho para chegar a este hotel é simplesmente espetacular. Podem reservar umas duas ou tres horas para a viagem. Seu dono desse deu excelentes dicas sobre  lugares para ir.

Não deixem de conhecer, também, a região de rios e lagos onde fazem “fly fishing”: imperdível.” IK

Deixo vocês com mais fotos lindas desta terra mágica chamada Islândia: pussei-a na frente da minha lista dos lugares imperdíveis! BN

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EDWARD LINLEY SAMBOURNE: O MARIO TESTINO DA BELLE ÉPOQUE!

Nosso BLOG recebe a visita de uma “sobrinha do dia” especialíssima, Cleuci de Oliveira e sua cultura renascentista, que vocês já conhecem de outros carnavais.

Hoje o assunto dela é moda, mais especificamente fotografia fashion, e acho que vocês vão adorar pois, como sempre, seu ponto de vista é particular… eu curti muito! BN

O TATARAVÔ DOS STREET FASHION PHOTOGRAPHERS, por Cleuci de Oliveira.

“Quem acha que o “street style photography”, evidenciado em sites como The Sartorialist, é um fenômeno recente terá uma surpresa deliciosa ao conhecer as fotografias de Edward Linley Sambourne.

Jovem “fashionista” , de passagem pela Cromwell Road, em Londres: julho de 1906.

Londrino, nascido em 1844, Sambourne é mais conceituado por seu trabalho como illustrador e chargista do que pelo seu hobby fotográfico. Trabalhou para Sir John Tenniel, criador das ilustrações famosíssimas de Alice no País das Maravilhas, antes de virar illustrador-chefe da revista Punch.

Auto-retrato de Edward Linley Sambourne, 1891: homem de muitos talentos!

Sua coleção de fotografias, por sua vez, servia sobretudo como base para futuras ilustrações. E felizmente, para nós, este acervo está muito bem preservado e atua como verdadeiro testemunho das últimas modas, no começo do século vinte!

Imaginem andar de bike com esta saia e um chapelão destes!
Nos dias de hoje, não se vê pessoas atravessando a rua e lendo livros ao mesmo tempo. Podemos supor que carruagens não eram tão perigosas como os carros contemporâneos…
O que diriam estas leitoras sobre o nosso mal hábito de checar o celular enquanto atravessamos a rua?
As roupas podem ter mudado de cem anos para cá, mas as ruas londrinas continuam as mesmas!
O legal destas fotos é conhecer o look casual, do dia-a-dia das mulheres, ao invés das roupas mais formais que acabam entrando para os livros de história da moda.
Esta não parece estar gostando nada de ser capturada pela lente de Linley Sambourne.
Além das suas fotografias nas ruas de Londres, Linley Sambourne gostava também de recordar os costumes litorâneos dos ingleses – que pouco têm em comum com nossos costumes de hoje.
O chapéu da jovem do meio me faz lembrar aqueles pirulitos e doces, bem emperequetados, da minha infância.
Vejam só, já em 1906 os “Jardins des Tuileries” eram local para as “It-Girls” desfilarem e posarem para dedicados “street photographers!”
Sem dúvida, a minha foto preferida! Termino com ela…

As inglesas não vão gostar de ler isto mas… convenhamos, as parisienses já eram mais chiques até naquela época, não?

Hoje em dia, poucos se lembram de Edward Linley Sambourne, mas pelo jeito ele passou seus genes fotográficos adiante: seu neto não é ninguém menos que o fotógrafo Antony Armstrong Jones, 1st Earl of Snowdon, que já foi casado com a princesa Margaret, irmã caçula da rainha Elizabeth II, da Inglaterra.

As fotos de Edward Linley Sambourne saíram do esquecimento graças ao dedicadíssimo Dave Walker, que mantém o Library Time Machine. Para as leitoras que querem saber mais, vale uma visita à este acervo eletrônico de Kensington & Chelsea, entre os municípios mais chiques da Europa. Beijos e até a próxima”. CO

 

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LOOK COMPETENTE DO DIA: TIZA DE OLIVEIRA!

 

A transadérrima Tiza de Oliveira usa vestido Lenny, cinto Mixed, bolsa Petite Mendigote, sandália Zara, óculos Armani e jóias Antonio Bernardo! Ufa, quanta marca descolada e linda!

Tiza de Oliveira é das diretoras de arte brasileiras mais bombadas. Seus trabalhos, premiadíssimos, vão de novelas globais ao cinema de época, passando pelo teatro e até pela direção de campanhas como a de natal do Plimplim!

E no dia-a-dia ela também vive com a sua produção de arte impecável. Curtam sua elegância num almoço de domingo, no Sushi Leblon! BN 

A Zara arrasando nos pés de Tiza!
Olha o charme dela entrando em seu Fusca fofo! Parou a Dias Ferreira!

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A ÓTIMA DO FIM DE SEMANA!

BN e András Schiff, no auditório da emblemática Universidade Festspielhaus, em Salzburg, quando assistimos a apresentação dos “alunos/revelação” da turma que se formava!

Este final de semana estará apresentando-se, no Rio e em São Paulo, o pianista e “levitador” húngaro, András Schiff.

Sim, levitar é o que ele faz quando senta-se ao piano, respira fundo e solta as maravilhosas mãos, contemplando a platéia com um som celestial, especialmente se a partitura for de Mozart, Bach ou Schumann, suas paixões: não é atoa que é considerado dos maiores artistas de seu tempo.

Mais uma preciosidade que vi em Salzburg… Saí com a nítida impressão que, depois de 15 minutos de concerto, ele e a banqueta já não se conectavam mais. E qual não foi a minha surpresa quando ouvi que alguns dos meus companheiros de empreitada ficaram com a mesma sensação. Então, plagiando mestre Ancelmo, a conferir!

Minha gratidão ao Professor Rafael Fonseca, maravilhoso também como dublé de fotógrafo. BN

Embaixador Ivan Cannabrava, BN e Claudia Nogarotto conversando com András Schiff sobre suas apresentações no BR!

 

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