Ana Cecilia de Magalhães Lins Lacerda & Bebel Niemeyer & Maria Pia Marcondes Ferraz

Um Stradivarius no telhado

Fui ver “Um violinista no telhado”.

Desculpem-me o atraso em recomendá-la, a peça já está nas suas últimas semanas, mas é praticamente impossível comprar entrada pela internet! Ao comentar esta dificuldade com um dos produtores, achei a explicação interessante mas “debatível”. Ele argumentou que os ingressos são postos à venda a cada 15 dias porque aumenta, consideravelmente, a lotação diária. No meu caso, quase desisti…

Voltando ao que interessa, que peça maravilhosa! Por mais que eu estivesse preparada por amigos entusiasmado, nenhum elogio se comparou ao que vi! A dupla Botelho e Möeller chegou a beira da perfeição!

Em quase 3 horas de espetáculo (que passam num minuto), você tem a experiência única de ver um quadro de Chagall em movimento! É surreal de tão bonito e bem feito!

Gente, e o que é ver nosso velho conhecido José Mayer transformar- se num ator elizabethano, do nada? Além do mais, o galã e ex mega-canastrão canta exímiamente, dança com muito charme e atua com um prazer contagiante! Ele, decididamente, rouba a cena mais difícil de se roubar já que o elenco é composto de atores de primeiríssima grandeza!

Não deixe de ir, é imperdível! Se você encontrar a mesma dificuldades que eu na compra do ingresso, vá no que achar! Nossos lugares eram no terceiro andar do teatro (e último!) e não fizeram feio!

“Um violinista no telhado”
Teatro Oi Casa Grande

Pros amantes de Chagall,  cliquem abaixo:
Chagall animado (Russo)

BN

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Pré-Night

Mãe desesperada procura: Outras mães em desespero!!
Filhos aborrecentes e suas baladas, noitadas, festas, e regras, impostas por eles mesmos! Socorro!!!!

Fui à festa de 15 anos de filha de amigos e voltei pra casa quase com depressão… A garotada já chega passando mal, muitos meninos bêbados, vários barrados na porta devido ao tumulto na hora de entrar ( quase 1 da manhã!), e a festa?

Tudo pronto, incluindo as “bebidas”( nos USA, dava cadeia!), e ninguém chega! Mico absoluto chegar na hora ou um pouco ou muito atrasado! O “in” é chegar no dia seguinte, depois de meia-noite, o inverso de Cinderella…

Pondero, discuto, mas o argumento é sempre o mesmo: “todo mundo só chega a esta hora mãe!”… A Chata!
E essa tal de “pré-night”? Uma criançada bebendo, sem ter noção dos efeitos do álcool, pra se “preparar” pra festa? E na festa tem mais…
E nós em casa, esperando, telefonando, preocupadas, sem dormir, até nossos filhos chegarem; é isso mesmo?
Sou a favor que eles se divirtam, muito,  desde que nós possamos ter sossego!
Horários mais saudáveis e hábitos idem!
Pais mais fortes pra enfrentarem esses aborrecentes ( estamos ficando horrendas, porque eles cansam nossas belezas!).

AC

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Mala “mala”!

 Outro dia,  ao conhecer uma querida amiga de minha filha,  fiquei surpresa quando ela contou que sua mãe,  que também é minha amiga, lembrava da arrumação de minha mala,  numa viagem que fizemos há 20 anos!

Por isso,  resolvi escrever sobre este tema traumático pra mim,  pois com o respeito que tenho por tudo que voa,  na hora da mala já estou à beira de um ataque de nervos e com o raciocínio fraquejando.  Vai que o seu também está!

A primeira providência é a de separar a roupa,  de preferência pendurando numa arara.  Facilita o famoso troca- troca e a visualização do todo.

Sapatos e bolsas devem ser dispostos em baixo da arara, aguardando a sua vez.

Para as roupas “de baixo”, cintos, meias, biquinis, luvas e etc,  tenho um dispositivo praticíssimo que ganhei,  mas existe similar na Trousseau. É uma espécie de cabide-necessaire com 4 compartimentos.  Cabem aí todas as miudezas que espalhamos pela mala e que são um perrengue pra achar na hora de sairmos correndo, porque o teatro começa em meia hora, e a Broadway não espera!  Detalhe: Ele fica pendurado no armário do hotel: maravilhoso manuseio!

Camisas, camisetas, camisolas, suéters, xales dispostos em algum lugar próximo, aguardando sua  hora de embarcar, quero dizer, embalar.

Ingredientes separados, comecemos nosso bolo!

Dispor os jeans, calças e saias embaixo de tudo, fazendo camadas intercaladas com papel de seda.
Detalhe fundamental:  sempre que acabar de arrumar uma camada de roupa,  cobrí-la com o santo papel, antes de passar pra outra. Suas roupas chegarão com outro aspecto!
A seguir,  suéters e malhas abertos pra não fazer volume,  com papel de seda por dentro pra proteger.
A próxima camada é a das camisetas dispostas uma do lado da outra, também dobradas com a ajuda do bendito papel, seguidas das camisolas e, por último, camisas de seda ou algodão, igualmente dispostas.
And last but not least, acomode manteau, blaisers, jaquetas por cima de tudo, fazendo uma espécie de blindagem anti-amasso.
Finalise com uma grossa camada, adivinhe de que? Papel de seda!

O pulo do gato: Sabe aqueles buracos que ficam, fatalmente,  nos cantos da mala?  Preencha-os… de papel de seda!!!

Para necessaires [incluindo a de pendurar], sapatos, bolsas e etc, melhor levar uma segunda mala ou sapateira,  já que hoje em dia é um problema ultrapassar os quilos permitidos pela legislação internacional, não importa em que classe você esteja!

Agora, aqui entre nós,  mesmo com toda esta  “papeleira”, se houver disposição e espaço, um “steamer” é muito bem vindo!

Para maridos a regra é a mesma, com mais capricho porque são menos versáteis!
BN

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O Afro Reggae da Venezuela

Depois que comecei a frenquentar as aulas de Teoria da Música Clássica do exímio Professor Rafael Fonseca, descobri um incrível mundo novo, com uma energia e dinamismo que jamais imaginei. Atrás do lay out sisudo da erudição, existem profissionais desenvolvendo projetos sensacionais, que vão muito além das salas de concerto!
Um deles me encantou especialmente, pela proximidade e semelhança com nossa realidade: Criado e implantado na Venezuela em 1975, fruto do sonho do economista Jose Antonio Abreu, o “El Sistema”- Programa de Ação Social pela música, veio provar que não existem barreiras socio-econômicas e muito menos culturais que inibam uma grande idéia!
Abreu conseguiu espalhar escolas de formação musical e intrumental por todo país, mesmo em plena Rain Forest, visando criar grandes músicos e mudar radicalmente a trajetória da vida de milhares de crianças carentes.
Os números são arrebatadores: Atualmente, 250 mil crianças participam do projeto e 90% delas tem origem pobre. El Sistema tem 102 orquestras jovens, 55 orquestras de criança e 31 orquestras sinfônicas, sendo uma delas a aclamada “Orquestra Sinfônica Simón Bolivar”, cujo diretor musical é o super star Gustavo Dudamel, ele também fruto deste abençoado projeto!
Eles estiveram em turnê pelo Brasil, em junho passado e foram ovacionados em todas as apresentações. Graças ao bom Deus, tive a oportunidade de vê-los tocar no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e confesso: Foi impossível segurar a emoção!!!

BN

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