Ana Cecilia de Magalhães Lins Lacerda & Bebel Niemeyer & Maria Pia Marcondes Ferraz

SUFLÊ DE QUEIJO DA IRENE: SURREAL!

 

Ele não está em seu maior esplendor pois demorei um pouquinho pra me entender com a máquina de fotografar... Mas o gosto era sensacional e a formação geológica perfeita!

Eu amo este souflê porque, como diria minha amada tia Hero, ele é perfeito. Sua receita foi dada pela querida Glorinha Sued à minha mãe, como prova de grande amizade entre as duas: vocês sabem que os mineiros têm um código particular de afeto e conduta e nada é mais significativo para eles, do que revelar os segredos familiares da cozinha, debaixo de sete chaves…

Detalhe, vou contá-lo na versão Emmental mas fica divino também com Gruyère ou queijo coalho.

INGREDIENTES:

8 ovos;
2 cebolas grandes;
200 gramas de manteiga sem sal;
2 pedaços de queijo Emmental, que somados, devem pesar, aproximadamente, 400 gramas.

PREPARO:

Passo 1: Derreta a manteiga, corte cada cebola em quatro partes e junte tudo e cozinhe por 10 minutos. Deixe esfriar bem;
Passo 2: Bata as gemas até formar um creme branco e homogêneo e reserve;
Passo 3: Rale todo o queijo na parte mais grossa do ralador e reserve;
Passo 4: Separe as gemas das claras. Reserve as gemas e bata as claras em “ponto de castelo”, bem firmes, e também reserve;
Passo 5: Separe a metade do queijo ralado e reseve. Junte, num pirex bem alto onde vai ser assado o suflê, o creme feito com as cebolas, o creme feito com as gemas e a outra metade do queijo ralado, misturando tudo;
Passo 6: Delicadamente, misture as claras batidas à mistura do Passo 5, tudo dentro da forma que irá ao forno. Pulverize, por cima de tudo, o restante do queijo ralado, que foi reservado;
Passo 7: Forno para assar, por 20 a 25 minutos. Quando tiver tostado, em cima, está  pronto!

PULOS DO GATO:

1- Se o queijo for de melhor qualidade, seu suflê vai agradecer;
2- O forno tem que estar pelando. Para tanto, deixe-o esquentando por 20 minutos, na temperatura máxima;
3- Minha adorada Helena Gondim, uma das melhores chefs de cozinha que já conheci, me deu esta dica: pôr uma colherinha de café de fermento em pó da Royal, pra ajudar o destino e a subida do suflê. Aqui em casa não usamos, mas Irene esclareceu que quem quiser testar, fazê-lo no Passo 5.
4- Minha mãe, que é das maiores teóricas da gastronomia que conheço sem nunca ter fritado um ovo, diz que o ponto do soufflé é igual ao de um vulcão: Crosta por fora e ponto de lavas em ebulição, por dentro… Se sobrevivermos à esta hecatombe da natureza culinária, ele é divino! BN

 

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BONECAS RUSSAS

Lembro tão bem das Bonecas Russas que um dia minha irmã e eu ganhamos e íamos, cuidadosamente, tirando uma de dentro de outra até chegar numa minúscula, que morríamos de medo de perder de tão pequena…

Babuskas, Matryoshka Dolls… Não importa o nome, quero mostrar pra vocês a diversificação delas no tempo:

Estas são as originais!
BEATLES!
Star Wars
Robôs
Menino Jesus, Nossa Senhora e os Apóstolos
Prepare seu drink!
Para marcar o tempo na cozinha e para medir as porções
Medidor de ingredientes
Som para o seu ipod
Bolsa CHANEL
E Lily Allen usando a dela!

AC

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ATENÇÃO MENINOS: FERNANDO CALAZANS VISITA O BLOG!


O grande Calazans falando para o nosso BLOG!

Nosso BLOG, unissex, fala de um assunto que, em tese, é mais masculino. É que recebemos, hoje, a visita de um dos mais ilustre jornalista esportivo do Brasil e amigo querido, Fernando Calazans, que abre seu coração e nos revela suas primeiras lembranças de torcedor e como foi entronizado na paixão pelo esporte que, finalmente, norteou a sua vida e muito mais.

Para tanto, ele nos honra com o mesmo texto da sua estréia no “Globo a Mais”, vespertino para “tablet”, do “O Globo”. Torçam! BN

” ANOS DE JUVENTUDE”, POR FERNANDO CALAZANS!

Minha família rubro-negra e especialmente meu pai, o mais apaixonado de todos, que me conduziu pela mão ao Maracanã na primeira vez em que fui ao estádio, traçaram minha carreira de torcedor. O menino, com menos de dez anos de idade, não podia fugir à regra. Nem queria. Por sinal, sentiu-se muito orgulhoso com a camisa que até hoje chamam de “manto sagrado”, com a torcida contagiante na arquibancada e com o time voluntarioso no campo, vestido de vermelho e preto. Mas o amante do futebol, apreciador do jogo em si, do espetáculo popular e da autêntica arte de trabalhar a bola, individual e coletivamente, despertou um pouco depois. Não num jogo do Flamengo, o time do menino-torcedor, mas num jogo do Botafogo, sim, o Botafogo. Incoerência? Indecisão? Não sei. Coisas que acontecem, que envolvem paixão.E, excepcionalmente no caso, não muito difíceis de explicar. Aquele Botafogo era o Botafogo de Garrincha, Didi e Nílton Santos — três dos maiores jogadores que passaram pelo clube, pelo Brasil e pelo mundo. O Botafogo dos anos 50 e 60. Então o menino se dividiu assim: como torcedor de arquibancada, no meio da multidão, um rubro-negro de nascença; e, como devoto do esporte, do jogo jogado com beleza, um quase botafoguense. Uma explicação importante: quando os dois times se cruzavam, prevalecia o sentimento da família, do lar e do torcedor. Flamengo até morrer. Em qualquer outra situação, predominava o Botafogo, ou melhor, não o Botafogo, mas a admiração por Nílton Santos, Didi e Garrincha. Inesquecível Mané!

Com o homem da arquibancada, foi sempre assim, os anos passando. Até que o rapaz, numa jogada imprevista do destino, virou jornalista e, aí sim, os anos começaram a fazer diferença. O dia a dia do jornal, das páginas dedicadas à análise do esporte, foi adormecendo a paixão pelo clube e fortalecendo a paixão pelo jogo. Não me perguntem por quê. Restou a admiração pela arte do jogo de futebol. E, neste ponto de vista, muitos times passaram pelo olhar do admirador: o Santos, de Pelé e Coutinho, obviamente; o Cruzeiro, de Tostão e Dirceu Lopes; o Botafogo (de novo), de Gérson e Jairzinho; o Inter, de Falcão e Carpeggiani; claro, claríssimo, o Flamengo, de Zico, Leandro, Júnior, Andrade, Adílio… E outros poucos, sem esquecer os times e seleções de fora, igualmente encantadores. Sem esquecer, sobretudo, as seleções brasileiras de 58 e 62, a de 70, a de 82 (e, por favor, me poupem das que se seguiram, ao menos com o título de “seleção brasileira”). Até chegar aos dias de hoje, em que, para uma certa tristeza do crítico e do apaixonado pela arte (em várias de suas manifestações), o time mais admirado do planeta não está aqui, no Brasil pentacampeão mundial, mas na Espanha, mais especificamente em Barcelona. Castigo pela perda do amor clubístico? Quem sabe.

Castigo também, ou principalmente, para o apreciador exigente do futebol, que não vê hoje por aqui nem sombra do Botafogo de Garrincha, do Santos de Pelé ou do Flamengo do Zico. O menino-torcedor talvez não se incomode tanto com o atual estágio meio sem graça do futebol brasileiro. O velho crítico chato, que se acostumara com a beleza, este padece mais.

Mas a vida do jornalista continua, seja com o Flamengo, com o Botafogo, o Cruzeiro, o Santos ou o admirado e eletrizante Barcelona do Messi. O futebol continua sempre. Continua ao lado de outros temas e assuntos que vierem à cabeça. Continua também aqui, todas as sextas-feiras, no “Globo a Mais”.” FERNANDO CALAZANS!

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A GRANDE RESTAURADORA

Marylka Mendes é daquele tipo de pessoa que não exite mais neste mundo. Se formou pela UFRJ em Belas Artes e durante 40 anos foi professora desta universidade. Aos 35 anos ganhou uma bolsa da CAPE, o que lhe permitiu estudar por 2 anos na Espanha, e ao voltar para o Brasil, trabalhou 10 anos como coordenadora na pós graduação do curso de conservação.

Hoje em dia é aposentada pela UFRJ e trabalha mais do que nunca, pois é responsável por restaurar grandes obras das maiores coleções privadas do país, junto com suas assistêntes: Ana de Mello Franco e Tereza Cristina Cavalcanti. Ela escreveu um livro muito interessante sobre o tema restauração. MP

Marylka é especialista em restaurar pintura de cavalete e obras em madeira policromada. Trabalha também com a conservação de quadros contemporâneos, que como ela explica muito bem, são feitos de materias que nem sempre se conservam nem se misturam bem, fazendo com que se desprendam. Ela chama “conserto” e não “restauro” as obras contemporâneas. Algumas vezes,esta arte é de curta duração. Vejam o exemplo abaixo!

Salamandra de barro com tricot de Joana Vasconcelos.

Imaginem a conservação desta bonita obra, da Portuguesa Joana Vasconcellos, que está atualmente na ” Art Brussels “( ver post de Sábado dia 21 de abril ) e que é em barro com tricot!! Quanto tempo durará? Será que a longo prazo, esta combinação de materias tão diferentes funcioma bem?

Reparem a beleza do atelier de Marylka, um casarão antigo e tombado na rua da Lapa.

Linda a fachada.

Olhem a organização de tudo! Fiquei encantada!

 

 

 

Adorei as janelas góticas!
Marylka Mendes

Atelier de Marylka Mendes

Rua da Lapa 276, Centro.

Rio de Janeiro

Tel: 21- 2252 5619 ou cel: 8114 5585

 

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