Ronnie a Claudia Ganon, passeando outro dia pela Barra, passaram por um quiosque diferente e resolveram parar para comer. Ficaram pasmos com o deleite da comida feita por Elisa de Luca Fragoso Senra e Mauro Soggiu.
Ela é brasileira, formada pelo Cordon Bleu, morou 20 anos nos Estados Unidos e nos últimos 10 anos morou em New York trabalhando com o Chef frances Daniel Boulud, e com o Chef americano, Thomas Keller. Elisa se apaixonou por um italiano, artista plástico, e juntos resolveram vir para a cidade que está bombando no mundo, nosso Rio de Janeiro.
Elisa me contou que num dia glorioso de sol tiveram a idéia de montar um quiosque na praia; realmente não é fácil, com todos estes nossos quilometros de praia, achar um restaurante à beira mar…
A proposta é comer bem, descontraidamente, com um bom vinho ou proseco (servidos em copo de vidro). O cardápio é bastante variado, pois vai de cordeiro com couscous paulista às mais deliciosas saladas de frutos do mar, tudo dependendo da qualidade dos produtos do dia.
Claudia e Ronnie tiveram a idéia de chamá-los para cozinhar em casa e disseram que foi uma delícia!
A novidade é que o casal Ganon está querendo levá-los para outro quiosque na praia de São Conrado, vai ser uma loucura! MP
Lulas recheadas
Incrível salada de frutos do marRonnie Ganon cozinhando com o casal.
Delicioso e sofisticado, não? O quiosque fica na Avenida do Pêpê entre o posto 1 e 2, acho até que vou amanhã…
Nossa musa Vanda Klabin, que nos guiará pelo Musée de L'Orangerie!
Para fechar nosso domingo, com chave de ouro cravejada de brilhantes, o BLOG recebeu um presente dos deuses: nossa maravilhosa colaboradora de artes plásticas, Vanda Klabin, nos conta a história do casamento do Musée de L’Orangerie com a série emblemática “Les Nynphéas”, de Claude Monet, um conjunto de oito gigantescos e deslumbrantes painéis do artista… O resto você vai ler no fascinante texto da Vanda! Esbaldem-se! BN
“Les Nymphéas, de Claude Monet / Musée de L’Orangerie, Jardin des Tuileries, Paris!”
Ilusion d’un toute sans fin , d’un onde sans horizont et sans rivage – Claude Monet
O Musée de L’Orangerie,no Jardin de Tuileries, em Paris foiedificado em 1853 ao lado rio Sena, pelo arquiteto Firmin Bourgeois e abrigava, originalmente, um antigo depósito de laranjas e de plantas frágeis, durante o frio inverno parisiense. Já na Terceira República, teve diversas utilizações: depósito de materiais, sala de exames, local para eventos esportivos, musicais ou patrióticos, exposições industriais e, depois, como depósito de material militar e bélico até ser administrado pelos Musées Nationaux, em 1921 e, como o prédio vizinho, o Musée Jeu de Paume, passou a ser mais um anexo do Muséee Luxembourg.
Claude Monet, em 1918, propôs a Georges Clemenceau, primeiro ministro do governo francês e amigo do artista, doar à França e ali instalar, o grande conjunto da série Nymphéas, no qual trabalhava, há muitos anos, em sua bela residência /atelier em Giverny, na Haute-Normandie, aonde viveu de 1883 até 1926. Clemenceau, inicia as negociações do projeto de reforma, segundo as orientações do próprio Monet, em conjunto com arquiteta responsável pelo Louvre, Camile Lefèvre.
Les Nymphéas, segundo instruções do Monet, ficariam dispostas em duas salas elípticas ao longo do Rio Sena, no ponto em que o rio se alinha com o eixo leste /oeste de Paris. As obras realizadas ao amanhecer, ficariam posicionadas a leste, e as executadas ao entardecer, voltadas para o oeste.
Les Nymphéas faz parte de uma série de 300 pinturas a óleo, e foi o foco principal do artista, durante trinta anos de sua vida. Realizadas em sua residência, em Giverny, perto dos seus elaborados jardins aquáticos, em diferentes formatos, essas pinturas inovadoras e revolucionárias dentro da estética do Impressionismo, vão abrir o caminho para a linguagem da pintura abstrata, e prefiguram a noção contemporânea de “environnement”.
Em 1926, Monet termina os trabalhos, que jamais chegou a ver ali instalados, pois veio a falecer, aos 86 anos, antes da inauguração oficial das Nymphéas, no L’Orangerie, em março de 1927.
No L’Orangerie estão colocadas 8 composições, da mesma altura e com larguras variadas, dispostas em duas salas elípticas, ocupando uma impressionante superfíície de 200m2 uma verdadeira frisa panorâmica e circular, que se desdobra até quase a sua ruptura, envelopando o espectador. Observamos a liberdade das pinceladas, a supressão de um ponto central, os efeitos de luz que dissolvem a superfície da tela. A impressão é de um conjunto sem fim e sem limites. “Ilusion d’un toute sans fin , d’un onde sans horizont et sans rivage”, como afirmava Claude Monet.
Les Nymphéas, de Claude Monet, estão entre as obras mais significativas do século XX . É um universo de superfícies policromáticas, uma verdadeira pulsação de cores que nos convida ao silêncio, contemplação e meditação. Como observou Gaston Bachelard: “Le nymphéa a compris la leçon de calme quedonne une eau dormante”
Essas pinturas exerceram uma fascinação singular sobre diversos artistas, sobretudo os abstratos franceses e americanos, dos anos cinquenta e escritores como Marcel Proust, Paul Claudel, Gaston Bachelard e outros mais. André Masson qualificou Les Nymphéas como a “Capela Sistina da Arte Abstrata”.
Em 1965, o museu foi transformado, novamente, agora para abrigar, no seu piso inferior, a coleção de 144 pinturas impressionista e pós-impressionistas, do marchand des tableaux Paul Guillaume, onde estão incluídas as obras de Pablo Picasso, Paul Cézanne, Auguste Renoir, Henri Matisse, Amadeo Modigliani, Paul Gauguin, Maurice Utrillo, Henri Rousseau, Chaim Soutine, entre outros. A coleção foi adquirida pelo Estado francês, com a participação da Associação do Amigos do Louvre, entre 1959/1963.
Em 2000/2006, o prédio passa por uma outra reforma, em consonância com as instruções de Claude Monet, para a uso da luminosidade durante o dia. Com essa renovação do museu, LesNymphéas encontraram a sua plenitude e parecem exalar suas cores, pelo espaço. Tenho absoluta e permanente adoração por esses trabalhos de Claude Monet!” Vanda Klabin.
CURTAM AS FOTOS!
Monet em seu magnífico jardim, em Giverny, foto da Coleção Truffaut, horticultor e amigo de Monet!Monet em seu atelier, em Giverny, em 1924. Foto de Henri Manuel, Musée Marmottan, Paris!Monet em seu atelier em Giverny, diante do painel das Nymphéas , hoje no Musée de L'Orangerie. ColeçãoDurand Ruel, França!A residência de Monet em Givernny. Foto: Ariane Caudelier!A residência de Monet em Givernny. Foto: Ariane Caudelier!Na residência de Monet em Givernny. Le bassin aux Nymphéas no jardim aquático. Foto: Ariane Caudelier!A residência de Monet em Givernny. Les Nymphéas.Foto: Ariane Caudelier!A residência de Monet em Givernny. Jardim de Monet no verão. Foto: Ariane Caudelier!A residência de Monet em Givernny. Sala de jantar Foto: Ariane Caudelier
AGORA, EM PARIS!
A linda entrada do Musée de L'Orangerie!
LES NYMPHÉAS, MUSÉE DE L’ORANGERIE, PARIS. FOTOS DE VANDA KLABIN!
Por Vanda Klabin, curadora e historiadora de arte!
David Elia é o carioca da clara do estúdio DESIGN DA GEMA!
Designer e artista, formou-se em Arquitetura de Interiores na Rhode Island School of Design nos Estados Unidos e Design de Produto na Domus Academy de Milão. Foi premiado com o IF Materials Design Award, um A’Design Award, o Prêmio Esther Pine em Belas Artes e o Prêmio Leonard Bernstein, tornando seu trabalho parte de importantes coleções privadas e exposições de arte pelo mundo. David fundou o Design da Gema após trabalhar com os Irmãos Campana em 2010 em São Paulo, Brasil.
O trabalho do designer DAVID ELIA também pode ser encontrado no MoMA, além do site DESIGN DA GEMA. Que orgulho ver o talento de um brasileiro disponível para pessoas do mundo inteiro terem acesso!
Olhem a imaginação dele que faz mesas, cadeiras e vários outros objetos com os materiais mais inusitados, como essas bandejas de bobina de papelão, muito chics, que estão à venda no MoMA em NY!
Vale a pena conferir o trabalho e o talento de David Elia!
AC
Cadeira Bala PerdidaEspelho de BobinaMesa BobinaLuminária MariscoLuminária Molusco
Agry é das lojas mais antigas de Paris, existe desde 1825 e já está na sétima geração da mesma família. Fica localizada perto da Place Vendôme, num dos bairros mais nobres da cidade.
A especialidade desta tão requintada loja é a gravura heráldica (arte e estudo de brasões). E diversos brasões de família nobres do mundo inteiro já passaram por este endereço.
Tudo é feito de uma maneira quase artesanal. As “chevalières” são aqueles anéis de brasão usados no dedo mindinho e que podem ser gravadas em ouro ou na própria pedra escolhida. O Principe Charles, por exemplo, não tira o dele de ouro.
As abotoaduras são também muito especiais, os desenho são feitos especialmente para cada cliente com armas ou monogramas; são muito chics!
Agry foi aumentando sua gama de produtos e hoje em dia existem várias novidades como botões para blaser, o que é muito usado para clubes ou times. Meu pai, por exemplo, tem os botões de seu blaser com o escudo de seu time de polo.
As porcelanas podem ser pintadas com as armas da família e as pratarias também são gravadas . Agry tem também todo um maravilhoso serviço de papelaria: papéis de carta, cartões personalizados, convites variados e também de casamento (os mais elegantes!),
Tem muita gente falando que tem brasão de nobreza por ai, para quem tiver dúvidas e quiser conferir é só mandar um e mail para lá!
E mail: maisonagry@freesbee.fr
14 rue Castiglione Tel: + 33 1 42606510
Paris 75001
MP
anel de brasão em ouro
Anel de escudo gravado em pedra
Principe Charles sempre usando sua “Chevalière “no mindinho